<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160</id><updated>2012-01-27T18:36:40.689-02:00</updated><category term='Pedro Almodovar'/><category term='Erotismo'/><category term='Saga Crepusculo'/><category term='Trilha Sonora'/><category term='Cinema Nacional'/><category term='Feminino'/><category term='Psicopatia'/><category term='Nudez'/><category term='Masculino'/><category term='Violência Sexual'/><category term='Filmes'/><category term='Livros'/><category term='James Dean'/><category term='Hilda Hilst'/><category term='Igreja'/><category term='Classicos'/><category term='Cantora'/><category term='Gay'/><category term='Opiniao'/><category term='Kristen Stewart'/><category term='Mundo'/><category term='Critica Cinematografica'/><category term='Literario'/><category term='Stephenie Meyer'/><category term='Autora'/><category term='Penelope Cruz'/><category term='transexualismo'/><category term='Lesbianismo'/><category term='Critica Literaria'/><category term='Pedofilia'/><category term='Clarice Lispector'/><category term='Musica'/><category term='Apendice'/><category term='Musical'/><category term='Angelina Jolie'/><category term='Cinebiografia'/><category term='Autor'/><category term='Drogas'/><category term='Series'/><category term='Alfred Hitchcock'/><category term='Artista'/><category term='Robert Pattinson'/><category term='Cantor'/><category term='Homoerotismo'/><category term='Cinefilia'/><title type='text'>Apimentário</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>221</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3141277998511820403</id><published>2012-01-20T20:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T20:00:51.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Amores Urbanos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P19Qg4AHYlo/TxV_AZjOsTI/AAAAAAAACUM/jOvq28v6dJU/s1600/qq1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-P19Qg4AHYlo/TxV_AZjOsTI/AAAAAAAACUM/jOvq28v6dJU/s400/qq1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698600548342608178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A dor da ilusão, do sonho do amor que não cansa de machucar corações ansiosos, o azedo da vida que preenche de dor almas incansáveis por carinho. O segundo longa-metragem do cineasta Roberto Moreira justifica a ânsia atual que o Cinema Brasileiro sente em diversificar suas abordagens — explora-se aqui o discurso sobre a afetividade, o relacionamento sexual da juventude em meio aos seus desejos e expectativas emocionais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como compreender as relações de amor e sexualidade? Por que tudo hoje é tão efêmero? Existe amor perdurável? &lt;/span&gt;Seres humanos envoltos em descobertas sexuais, busca por alguém que lide com suas fragilidades, questões que envolvem o sexo casual: aqui se encontra o argumento principal que mescla inúmeras problemáticas sem fim. Talvez aí seja o erro principal do morno &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quanto Dura O Amor?&lt;/span&gt;. O roteiro coescrito por Anna Muylaert — que havia surpreendido com o interessante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durval Discos&lt;/span&gt; — carece de profundidade maior já que decide explorar a trajetória íntima de alguns jovens sob o congestionado coração agitado da cidade de São Paulo. A desilusão, a falta de perspectiva, as dúvidas e o pessimismo envolvem a trama de todos, ainda que a sexualidade mostre um papel definitivo nas motivações de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa recorta as vidas desses indivíduos, todos habitantes do mesmo edifício que fica na esquina das avenidas Paulista e Angélica. São várias histórias que caminham com um mesmo foco problemático, a carência-sexual. Há Marina (Sílvia Lourenço), a aspirante atriz que se muda para São Paulo em busca de realização profissional e acaba se apaixonando por uma cantora de boate, Justine (Danni Carlos); há a advogada bem-sucedida Suzana (Ana Clara Spinelli) que se sente solitária, mantém um segredo e passa a ter um caso com Gil (Gustavo Machado); Jay (Fábio Herford), escritor de um livro só, romântico ao extremo, se liga a uma prostituta (Leilah Moreno) interesseira que só quer dinheiro e sexo sem nenhuma condição afetiva; e temos Nuno (Paulo Vilhena), o namorado de Justine que rivaliza a relação dela com Marina prometendo conflitos incansáveis. Em 80 minutos, o roteiro parece aflito em querer mostrar cada personagem, suas vivências, suas atitudes, mas é fraco por conta de uma superficialidade absurda. Os diálogos são pobres, tornando o filme insosso. A direção não consegue se ajustar ao inseguro elenco que não mantém um ritmo evidente em cenas desconexas, desajustadas. O que parecia um panorama amoroso-sexual torna-se uma abordagem insatisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia permeia todo o filme que mantém seus personagens sob uma fotografia de tons azulados, vermelhos e o sol da Av. Paulista. Em meio aos anseios de cada um, o público pode até se envolver com a certa urgência do roteiro explorar a sexualidade. O cineasta Roberto Moreira investe na beleza exótica da cantora Danni Carlos, por sinal as melhores cenas do filme ficam a cargo de sua caracterização e sequências onde pode cantar canções melódicas, talvez o único ponto alto daqui. A relação lésbica da personagem é explorada — Justine é bissexual, vive uma relação conturbada com o personagem do Paulo Vilhena e mantém uma forte atração por Marina, a aparente personagem "mais principal" do filme. Há cenas de sexo, há uma câmera que expressa o tesão das duas mulheres no decorrer do longa, mas o roteiro não consegue trazer maiores compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, o roteiro traz bons pontos como as reflexões que os relacionamentos atuais trazem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que o ser humano é tão carente de amor e sexo?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É possível construir uma relação sólida? &lt;/span&gt;A visão pessimista do filme parece responder quando situa o poeta Jay tentando de todas as formas conquistar a prostituta fútil, sem caráter, que só quer dinheiro — Leilah Moreno mantém a sensualidade de uma mulher que simboliza o papel rigoroso de alguém que só transa por dinheiro, só ama sob essa condição também. Infelizmente, o público não se envolve melhor, já que tudo é objetivo e sem maiores aprofundamentos. E o segredo da personagem Suzana é o recurso encontrado no roteiro para promover mais uma discussão acerca da sexualidade contemporânea, mas é frágil e nem Moreira sabe causar certa comoção maior em torno de uma situação que poderia render maiores contornos emotivos. Há cenas que a direção parece ser inexistente, gerando um desconforto em quem assiste. Ainda assim, de longe, Maria Clara Spinelli é a cereja talentosa do bolo indispensável que é este filme, visto que sua atuação é bem natural e possui carisma. A lamentar o resultado oferecido pelo cineasta que despontou na cinematografia brasileira com o excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contra Todos&lt;/span&gt;, onde a originalidade e o caráter reflexivo tinham muito mais textura que esse filme vago aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/qgif.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/qgif.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quanto dura o amor? (2009, BRA)&lt;br /&gt;Direção de Roberto Moreira&lt;br /&gt;Roteiro de Roberto Moreira e Anna Muylaert&lt;br /&gt;Com  Silvia Lourenço, Danni Carlos, Paulo Vilhena, Maria Clara Spinelli,  Leilah Moreno&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3141277998511820403?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3141277998511820403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3141277998511820403&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3141277998511820403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3141277998511820403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2012/01/amores-urbanos.html' title='Amores Urbanos'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-P19Qg4AHYlo/TxV_AZjOsTI/AAAAAAAACUM/jOvq28v6dJU/s72-c/qq1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4202675184624628487</id><published>2012-01-15T20:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T20:20:14.711-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Por um sentimento conquistado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u9sEJdvVlI8/Tw2sH-vvHWI/AAAAAAAACUA/ifatRbrZvoI/s1600/one1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-u9sEJdvVlI8/Tw2sH-vvHWI/AAAAAAAACUA/ifatRbrZvoI/s400/one1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696398356795825506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito foi falado sobre a adaptação do livro de David Nicholls. Segundo os fãs fervorosos e críticos diversos, o próprio autor não soube explorar o caráter humanístico dos seus personagens, tornando o roteiro de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Dia&lt;/span&gt; bastante fragmentado, superficial. A verdade é que Lone Scherfig, diretora dinamarquesa que tem o dom de explorar os sensos femininos com um cuidado extremo e delicadeza conseqüente de sua sensibilidade artística — quem viu o excepcional &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Educação”&lt;/span&gt; sabe muito bem esse sentido explorado — preferiu tornar evidente aqui uma leve noção da relação afetiva contemporânea. Em nenhum momento houve a intenção de promover um filme apelativo, concentrado de sexualidade, nem mesmo no livro existe essa atmosfera. Engana-se que esta fita teria também um apelo mais sensual, tão recorrente em filmes recentes de comédia romântica que adota a malícia da libido dos amantes protagonistas em tramas semelhantes que discutem o sexo casual. A proposta é mostrar, num panorama de vinte anos, a trajetória de encontros e desencontros de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess), dois amigos que se conhecem na faculdade e efetuam uma relação bastante intensa, permeada de situações de carinho, aproximações, confidências, separações e exponencial sentimentalidade. Duas pessoas com personalidades distintas, mas com alta sintonia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual a problemática evidente?&lt;/span&gt; Tanto um quanto o outro demoram a perceber que são feitos um para o outro, que há um amor mais profundo que uma leve atração — numa narrativa linear, acompanhamos as vivências desses dois, bem como as evoluções/degradações pessoais, encontros e desencontros, afetividades afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que, ainda que não seja uma atuação excelente, Anne Hathaway conduz sua personagem de acordo com a essência do livro — sua Emma é o grande centro do filme, já que é a grande representação feminina tão adorada pela cineasta Lone Scherfig que tem a preferência por personagens fortes, mulheres frágeis, mas com atitudes próprias. Porém, inevitavelmente, o charme desta película é um nome somente: Jim Sturgess. Surpreendente a atuação deste ator que já contribuiu com filmes de grande apelo do público — &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/08/nobreza-sexual.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“A Outra”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ou o musical beatlemaníaco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Across the universe”&lt;/span&gt; são exemplos de suas atuações notáveis. Sturgess empresta aqui uma atuação convidativa não só ao público feminino, instiga o espectador diante de um personagem que vai do imaturo adolescente ao quarentão centrado. A expressiva química dele com Hathaway faz com que o filme torne-se melhor, atenua as fragilidades, pois os dois demonstram uma segurança evidente em cenas que vão do leve humor ao melodrama. Muito do romantismo deste filme concentra-se mais nos diálogos desses dois personagens, talvez por isso pouca gente tenha se identificado, já que esperava um apelo mais carnal ou mesmo seqüências de envolvimentos afetivos tão comuns em filmes de mesma abordagem. E não adianta comparar ao livro, obviamente quem leu vai se sentir incomodado, já que o roteiro evita maiores detalhamentos das vivências íntimas dos personagens, numa clara síntese dos fatos, caso que ocorre com diversas adaptações para o cinema. O livro é extremamente mais rico que o filme, mas é bom não tecer comparações, pois prejudica na apreciação da fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Hathaway se despe de uma caracterização mais sensual, já que sua Emma é uma inglesa contida, não propensa ao sexo — por sinal, a atriz foi criticada, muitos atribuíram sua apatia em alguns momentos na tela por conta de forçar um sotaque que não é natural —, Sturgess eleva um tom mais malicioso de acordo com a personalidade do mulherengo Dexter que é o típico homem levado pelos instintos carnais, mas que depois tem o sentimento despertado pela amiga presente. Sob as atuações dos dois, encontra-se a melódica trilha sonora de Rachel Portman que é carregada de uma intenção melancólica, ainda que conceba um tom adocicado à trama que vai do 15 de julho de 1988 até o presente momento. A canção-tema&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “We had today”&lt;/span&gt; transporta bem o tom nostálgico e o verniz romântico que a trama viabiliza. Bem verdade, o segundo ato do filme demonstra um melhor envolvimento problemático e os personagens atingem um melhor grau de emoção, talvez o público venha a se sentir mais confortável com os acontecimentos ali. Pode não ser um grande roteiro que providencie um estudo mais eficaz sobre sentimento, relação de descoberta do sexo e amor amadurecido, mas aqui se encontra um bom representante filme que satisfaz pela proposta típica comédia-romântica-dramática.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/one2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/one2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;One Day (2011)&lt;br /&gt;Direção de Lone Scherfig&lt;br /&gt;Roteiro de Lone Scherfig, baseado no livro de David Nicholls&lt;br /&gt;Com Anne Hathaway, Jim Sturgess, Patricia Clarkson&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4202675184624628487?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4202675184624628487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4202675184624628487&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4202675184624628487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4202675184624628487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2012/01/por-um-sentimento-conquistado.html' title='Por um sentimento conquistado'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u9sEJdvVlI8/Tw2sH-vvHWI/AAAAAAAACUA/ifatRbrZvoI/s72-c/one1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-5446744309085205795</id><published>2012-01-08T18:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T18:00:21.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Sobre tesão e religião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Gt0bJNCC6II/TwGm1133xxI/AAAAAAAACT0/zgYODQrrEtU/s1600/pc1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Gt0bJNCC6II/TwGm1133xxI/AAAAAAAACT0/zgYODQrrEtU/s400/pc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693014847897716498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A esfera homoafetiva cinematográfica ganha maior força, é perceptível que há uma intimidade melhor com as tramas, sem a superficialidade tão habitual em trabalhos que preferiam exteriorizar uma percepção caricata. Felizmente, inúmeros filmes de cunho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; vem tendo maior reconhecimento também — não só, bom destacar, pelas comunidades afins. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pecado da Carne&lt;/span&gt; é um belo exemplo de trabalho refinado, talvez um dos filmes mais provocativos já que traz nele reflexões bem condizentes com a atualidade; aqui nesse caso há o conflito da relação da homossexualidade com a religião, preceitos bastante latentes no que diz respeito às divergências de opiniões. Lançado no Brasil com o selo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Filmes do Mix,&lt;/span&gt; nascido do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Festival GLS Mix Brasil,&lt;/span&gt; a fita foi bem divulgada em salas de artes. O singelo filme israelense dirigido com minúcia por Haim Tabakman retrata o envolvimento de dois homens de uma comunidade judaica tradicionalista e ultraortodoxa na cidade de Jerusalém. Aaron Fleishman (Zohar Strauss), é o pai de uma família de 4 filhos resultado de um casamento encomendado. Após a morte do pai, passa a comandar o açougue herdado. É quando seu destino já demonstra a catarse: com a chegada do jovem Ezri (Ran Danker), que sem trabalho e lugar para viver se dispõe a trabalhar com ele, é que o filme atinge seu nível de comprometimento, o anúncio de todo o conflito. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como controlar os ímpetos carnais?&lt;/span&gt; Aaron passa a ser perseguido pelos companheiros da sinagoga que veem a aproximação dele com o Ezri como algo pecaminoso, a tal dita "sedução do mal". O que parecia um mundo pacífico, sem agitações, ganha forma com o gradual desejo que Aaron sente pelo novo amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é extremamente maduro em não ter pressa, prefere respirar as motivações dos personagens com um ritmo mais lento, porém atento às reações de cada um. Não é que seja tedioso, mas respeita os momentos dos seus personagens. A crescente intimidade de Aaron com Ezri ganha traços mais conturbados quando compreendemos que há dificuldades para eles viverem o que sentem. Não é só a barreira da homossexualidade que vem à tona, mas princípios da religião e discussões da cultura judaica. O roteiro de Merav Doster percorre as aflições desses dois indivíduos que não conseguem mais permanecer em recusas. A sinceridade do roteiro trata com dignidade a relação dos dois, sem que haja a forte tendência ao melodrama. Uma cena bonita e que mostra bem o sentido do filme é quando Aaron é confrontado pelo rabino, declarando que se sentia morto antes de conhecer Ezri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da elegância com que trata este delicado tema, há uma leve sensualidade externada nas cenas onde há o tom do desejo, quando a paixão dos dois já não consegue se retrair. Mas, a provocação é evidente quando trata de questões mais extremas, como no perigoso caso tórrido dos dois que parece condenar a família de Aaron em punições. Há ainda discussões sobre homofobia, já que Ezri é alvo de comentários na comunidade que o discrimina abruptamente. Inúmeras discussões sobre as crenças de cada um são postas à mesa com rigor — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deve-se abdicar de uma religião pelo desejo? O que faz uma paixão entre dois do mesmo sexo ser reconhecida como um pecado perante a religião? Por que se privar tanto de algo que acaba por ser uma felicidade duradoura?&lt;/span&gt; Perguntas estas são acometidas enquanto vivencia-se os conflitos de Aaron, um indivíduo preso em suas tradições religiosas sem conseguir se rebelar perante uma vida de anseios por seu objeto de tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público provavelmente sente-se aflito nas cenas onde os amantes passam dias trancafiados no quarto do açougue entregues ao tal "pecado da carne" do título brasileiro, no desespero de serem descobertos, mas ansiosos por aproveitarem cada segundo de prazer. Levantando tabus sem que consiga ferir a comunidade judaica, já que há sensos bastantes polêmicos neste filme, o diretor é sensato em conduzir a relação de desejo e amor dos dois protagonistas com um olhar bem humano. Sua câmera parece estagnada, prefere deixar que os atores em cenas se movimentem dando um ar mais naturalizado, realismo puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A química de Danker com Shtrauss é bem delineada, decerto foi uma bela escolha esses dois atores — interessante que o primeiro passa uma imagem mais sexual de seu personagem, de acordo com a personalidade mais passional dele; e o outro é mais introspectivo, fechado, de atos tolhidos e falas pequenas, já que é um homem vencido pela vida que nunca quis para si, tendo que retrair-se sexualmente. A direção intercala momentos silenciosos e outros de olhares apoiados de diálogos que extravasam a intensidade do tema em questão, um belo trabalho que mexe mesmo após o término da projeção. Uma pequena obra de grande proporção reflexiva, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/PC2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/PC2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Einaym Pkuhot (Israel/ Alemanha/França, 2009)&lt;br /&gt;Direção de Haim Tabakman&lt;br /&gt;Roteiro de Merav Doster&lt;br /&gt;Com Zohar Shtrauss, Ran Danker, Tinkerbell, Tzahi Grad, Isaac Sharry&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-5446744309085205795?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/5446744309085205795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=5446744309085205795&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5446744309085205795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5446744309085205795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2012/01/sobre-tesao-e-religiao.html' title='Sobre tesão e religião'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Gt0bJNCC6II/TwGm1133xxI/AAAAAAAACT0/zgYODQrrEtU/s72-c/pc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1397111528495096339</id><published>2011-12-22T15:30:00.000-02:00</published><updated>2011-12-22T15:42:22.570-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>O aroma que habito?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KGxgydgxR8s/Tu_1dLQpGNI/AAAAAAAACS0/KKKX7Ao-e3A/s1600/p1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KGxgydgxR8s/Tu_1dLQpGNI/AAAAAAAACS0/KKKX7Ao-e3A/s400/p1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688034735979829458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy&lt;/span&gt; adaptação cinematográfica do famoso livro do alemão Patrick Süskind é ambientado na putrefata França do século XVII. Quando lançado em 1985, o livro provocou polêmica no mundo literário, inclusive foi banido em diversos países por conta do conteúdo considerado "pervertido". A necessidade de um filme adaptado da obra não era surpresa. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Perfume, A História de um Assassino&lt;/span&gt; traça a vida desde o nascimento de Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw), jovem abandonado pela mãe desde quando nasceu de parto grotesco num mercado de peixe, que adquire uma admirável sensibilidade ofaltiva que faz com que ele sinta aromas sutis imperceptíveis pelos homens. A perturbadora trama se atém ao fato de que esse jovem de exímio caráter dúbio, visível comportamento misterioso e meio introspectivo, toma consciência de sua habilidade — Grenouille torna-se fascinado pelo aroma feminino. Certa vez, sente tesão pelo cheiro que o corpo de uma mulher exala. Ao acompanhá-la, acaba por matá-la sem querer e percebe que o cheiro que ela exalava se esvai assim que o corpo fica frio. Então, passa a fomentar a ideia de destilar a "essência" feminina e aprisionar através da extração do cheiro dos corpos. Com sua obsessão, o filme mostra a jornada mórbida de um homem em busca do absoluto perfume que irá seduzir qualquer pessoa. A direção de Tom Tykwer, famoso pelo excêntrico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Corra, Lola, Corra",&lt;/span&gt; aqui é minuciosa e dotada de muita poesia visual. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que torna esse homem tão fascinante? Será ele capaz de manipular cheiros à favor de sua sedução humana? &lt;/span&gt;Aqui uma história de um homem que seduz, mata mulheres e extrai delas o seu aroma próprio para, assim, ser capaz de criar um perfume que irá provocar toda uma sociedade firmada em falso moralismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, ainda que seja adequado ao critério classificativo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thriller&lt;/span&gt; psicológico, na verdade é uma "fábula mórbida", pura poesia. A sarcástica narrativa de John Hurt concebe uma pontuação quase literária, fascinando o público com a trajetória do psicótico protagonista. Há toda uma malícia também. Jean-Baptiste enquanto aprimora sua técnica em capturar os odores das mais libidinosas mulheres da região, torna-se, ainda assim, tão cativante ao espectador. Nunca aqui houve um assassino tão fascinante como este explorado no filme, visto que é um homem envolto numa capa de mistério que acaba por instigar quem assiste. Talvez, o maior mérito de sedução do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial-killer&lt;/span&gt; que acaba por fascinar o espectador é por conta da maneira como esse personagem é delineado na película: a apurada fotografia, a edição dinâmica e uma direção de arte cuidadosa promovem a sensação do "cheiro" no público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da narrativa imagética é que conseguimos "sentir" os aromas peculiares de Jean-Baptiste. Os cortes providenciais da febril edição favorecem esse sentido. Tom Tykwer é detalhista, soube transpor o clima de mistério e sedução sombria do livro de Süskind — a narrativa é rica em associações providenciais do olfato apurado do assassino, tornando uma experiência estética bem surpreendente para quem vê. A fotografia é deslumbrante. A cor vermelha também é presente em elementos de todo filme, desde os cabelos das belas mulheres vítimas a cenários e detalhes estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um êxtase conferir a gradual obsessão do jovem que, através da fixação de capturar o cheiro de todas as mulheres, acredita que poderá sentir novamente o aroma de uma vendedora de rua que tanto o excitou. A sua maneira, a obra coloca o sentido do olfato do jovem muito próximo de uma sensação de desejo, algo libidinal, a ponto de provocar um êxtase próprio. Jean-Baptiste parece sentir orgasmos múltiplos em sua ambição em impregnar nos fracos os mais variantes cheiros possíveis — algo que mexe com seu interior, espécie de gozo incondicional. Talvez por isso, ele não busque, inclusive, o sexo com suas vítimas donzelas. O próprio aroma feminino já é um fetiche único, um sabor especial. A trilha sonora composta por Tom Tykwer com os instrumentistas Johnny Klimek e Reinhold Heil é também um auxílio verbal à narrativa, visto que a sonora atende por um tom que se assemelha a uma ópera dando forma à personalidade do assassino. Rachel Hurd-Wood personifica bem a virginal que é objeto de fascínio de Jean-Baptiste. Dustin Hoffman e Alan Rickman completam o elenco com participações bem expressivas. A escolha dos atores sustenta a gama de boas interpretações, ponto alto do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o que torna um garoto sem odor, qualquer atributo físico e ausência de carisma tão fascinante?&lt;/span&gt; A interpretação de Ben Whishaw é admirável, pois com poucos diálogos, o ator entrega aqui uma caracterização assustadora — expressivo no olhar, nos gestos, na maneira como se movimenta na câmera perspicaz de Tom Tykwer. Seu Jean-Baptiste é um ser tão misterioso quanto sedutor. Por sinal, o ator comentou na época do lançamento do filme que seu personagem mantém uma personalidade autista, por conta do isolamento social, a tal alienação com o mundo que o torna tão desconexo emocionalmente das pessoas. Uma frieza, dificuldade de relacionar-se, torna seus atos criminosos perversos, ainda que revestidos com certos tons poéticos e até surreais — como a tão comentada sequência final: momento onde o personagem põe à prova todo seu talento e sensualidade dominadora, num resultado bastante carnal, orgia transcendental e repleto de simbolismo. Compreende-se que mais que um perfume que dominasse a todos, inebriando de sentidos, Jean-Baptiste tinha a necessidade de ser amado como nunca fora. E talvez esse fosse seu mórbido intuito, ao fim. Pequena obra-prima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/p2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/p2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Perfume: The Story of a Murderer (EUA, 2006)&lt;br /&gt;Direção de Tom Tykwer&lt;br /&gt;Roteiro de Andrew Birkin, Bernd Eichinger, baseado no livro de Patrick Süskind&lt;br /&gt;Com Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman, Rachel Hurd-Wood&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1397111528495096339?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1397111528495096339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1397111528495096339&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1397111528495096339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1397111528495096339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/12/o-aroma-que-habito.html' title='O aroma que habito?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KGxgydgxR8s/Tu_1dLQpGNI/AAAAAAAACS0/KKKX7Ao-e3A/s72-c/p1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-8118084945665745262</id><published>2011-12-18T10:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-18T02:25:00.662-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Má educação?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1jq-NVpNk0M/Tujhm4Uni7I/AAAAAAAACSo/ydxck3abBNA/s1600/inf1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1jq-NVpNk0M/Tujhm4Uni7I/AAAAAAAACSo/ydxck3abBNA/s400/inf1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686042587625393074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1939 o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Reformatório Católico de São Judas&lt;/span&gt; na Irlanda tornou-se centro de uma polêmica. Garotos eram constantemente espancados e violentados sexualmente pelos padres da instituição. O fato verídico é tratado com cuidado e crueldade neste forte filme. A diretora Aislin Walsh propõe um estudo polêmico que causa comoção diante dos fatos apresentados na trama. O professor laico Franklin (Aidan Quinn) é o único designado a trabalhar no reformatório, é lá que ele se depara com uma realidade permeada de imoralidade e muita hipocrisia. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Inferno de São Judas&lt;/span&gt; explora, através das percepções desse educador, o universo corrompido da instituição que finge seguir os preceitos religiosos. Franklin passa a confrontar toda a autoridade do local — bate de frente com o sádico diretor, Irmão John (Iain Glen), um homem perverso que abusa de sua condição para maltratar os garotos. Em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, há a luta de um educador em busca de justiça num meio tão opressor. Franflin passa a nutrir uma confiança natural por conta de seu caráter, é quando ganha a amizade de cada interno do local. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como acabar com a impunidade que parece reinar? O que fazer para amenizar o próprio inferno num local onde deveria existir a bondade? &lt;/span&gt;Inúmeros porquês são condicionados ao longo da projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa tem um roteiro provocador, não se intimida em desmascarar as torturas sofridas - tanto físicas ou emocionais - pelos internos. O cenário do reformatório é lúgubre, um misto de pânico e medo. A fotografia ajuda nesse quesito já que é feita de tons terrenos, cinzas e marrons. O público facilmente se identifica com a atmosfera criada por Walsh que sabe dirigir, prioriza-se um tom emocional na condução dos atores. A polêmica em colocar a tortura física causa leve desconforto, ainda que as cenas não sejam tão explícitas. Contudo, há o choque quando a questão da sexualidade pervertida é colocada em debate. O longa mostra o sacerdote Mac (Marc Warren) que usa os garotos para se insinuar e abusar sexualmente sem que haja uma punição aos seus atos — a sequência em que o padre estupra um dos garotos é tensa, bastante crua, um retrato bem doloroso de se enxergar. O filme não decide insistir que existia ali um distúrbio sexual por conta de uma sexualidade reprimida e duvidosa dos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, o roteiro prefere alertar o abuso intolerável sofrido pelos garotos que não tem como se defender de seres tão desumanos. Externa-se aí, então, contextos de pedofilia que provêm dos atos perversos dos padres que abusam dos garotos, mas a discussão no roteiro não rende tantos detalhes. A perspectiva é mais próxima do sofrimento dos internos que sob a visão motivadora dos sacerdotes. Assim, o público acaba por se chocar com é vivenciado na projeção de tais cenas. Não é a toa que o filme foi utilizado em algumas cidades da Inglaterra em diversos centros de educação e reabilitação de crianças vítimas de abusos sexuais. Nota-se aqui que é um trabalho que ajuda na reflexão, não insere uma violência ofensiva e intolerável de assistir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O roteiro não se limita, ainda assim. A figura do professor Franklin vem como uma esperança no filme. Aidan Quinn personifica muito bem um homem de princípios corretos, humano e disposto a lutar à favor dos órfãos torturados constantemente. Ele desaprova completamente todos os métodos exercidos pelos sacerdotes, além de questionar certas posturas religiosas no reformatório. É a luta da educação contra as visões idealistas — e também acobertadas de mentiras e hipocrisias — da Igreja. Ainda que o público se sinta desconfortável com tais cenas de tortura física ou abuso sexual vivenciado pelos jovens, as indagações que o roteiro articula e a direção de Aisling Walsh promovem um espetáculo cinematográfico. É um filme pequeno, intimista até, mas de grande proporção emocional por conta de um tema tão delicado quanto este. Ainda mais por ser um tema tão recorrente ainda na atualidade. Não deixa de ser uma abordagem que alerta. Talvez, o único problema seja a pouca duração para uma abordagem que, definitivamente, ainda poderia render um melhor aprofundamento. Na realidade, é um tema muito polêmico, tornando a curiosidade do espectador mais alerta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/inf2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/inf2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Song for a Raggy Boy (EUA, 2003)&lt;br /&gt;Direção de Aisling Walsh&lt;br /&gt;Roteiro de Aisling Walsh, Kevin Byron Murphy&lt;br /&gt;Com Aidan Quinn, Iain Glen, Marc Warren&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-8118084945665745262?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/8118084945665745262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=8118084945665745262&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8118084945665745262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8118084945665745262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/12/ma-educacao.html' title='Má educação?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1jq-NVpNk0M/Tujhm4Uni7I/AAAAAAAACSo/ydxck3abBNA/s72-c/inf1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-7112897862405655971</id><published>2011-12-12T14:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-12T15:20:28.760-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Anseios em tempos de nazismo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-rzrMIKfoJPg/Tt42zwr7RXI/AAAAAAAACSc/PULedO8Qx3s/s1600/nap1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; FLOAT: left; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683040042658514290" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rzrMIKfoJPg/Tt42zwr7RXI/AAAAAAAACSc/PULedO8Qx3s/s400/nap1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A temática deste filme foi tabu durante anos. A sigla alemã do título deste chocante filme se refere aos institutos famosos políticos-nacionais de educação criado pelo regime de Hitler para efetuar as bases de sua "nova raça". O foco narrativo desta obra se passa durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, no auge do poder do regime nazista. A história do jovem impetuoso Friedrich Weimer (Max Ruemelt), lutador de boxe, que se alista voluntariamente na escola de ensino médio que formaria os militares da elite nazista. Dentro do local escolar é que ele passa a compreender que nada é aquilo que acreditava — métodos incansáveis dos "professores", acentuando a degradação física e emocional dos alunos, fazem com que Weimer perceba um mundo cruel ao seu redor, assombroso e dotado de muita maldade. Quando conhece Albrecth (Tom Schilling), o filho do governador da região, é que o destino parece ainda mais tenso. Ambos os garotos sentem-se unidos numa amizade incondicional, sem barreiras. Dirigido por Dennis Gansel, este filme lida com um fato da História onde jovens eram ensinados a matar, sem qualquer senso de misericórdia e compaixão, apenas destinados à submissão ao nazismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decerto, a delicadeza da íntima amizade dos dois expressada no filme acaba por beirar a um amor homossexual. Mas o roteiro não deixa isso transparente. Prefere centralizar a problemática de Friederich Weimer com Albrecth, pois é o grande foco dramático da obra. A película apresenta os jovens sendo "formados" na escola de regime nazista, onde há uma grande carga de violência física e psicológica doutrinada pelos "professores" que tentam, a todo custo, tornar os garotos como máquinas dotadas de crueldade e frieza — esta é a visível polêmica sustentada durante o filme. A escola acabava por ser uma espécie de família substituta dos jovens doutrinados. A direção de Dennis Gansel evita que ocorra um tom melodramático na questão do nazismo, ainda que haja um teor acentuado de angústia e tensão crescente. É um trabalho muito cuidadoso, intimista até, sem ser sangrento. Interessante que o filme mostra o envolvimento emocional dos dois jovens que, além da amizade, passam a perceber que aquela instituição não era o sonho que tanto idealizavam. E esse sentido é bem explorado em cenas de muitos diálogos, por sinal é um dos pontos mais positivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter sido vendido como um filme homoafetivo, é bom deixar nítido que esse contexto não é parâmetro para a abordagem. Há uma malícia evidente por parte de Albrecth que parece nutrir uma forte atração por Weimer, mas nada é deixado tão claro pelo roteirista, portanto as dúvidas acabam por transformar-se em reflexões posteriores. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Será que existe um tesão de um para o outro? Ou seria uma amizade tão íntima, sem limites, isenta de preconceitos sociais?&lt;/span&gt; Há certas cenas que o diretor parece querer provocar, ainda que no terreno pleno da sutileza, o público com esses questionamentos — cenas onde Weimer exibe-se sem camisa, peitoral à mostra, o corpo musculoso sob o olhar atento de Albrecth que parece direcionar mais que uma leve admiração. As atuações de Max Riemelt e Tom Schilling são bem expressivas, recriam uma intimidade e preservam uma química em cena interessante. O público é capaz de lamentar por esses dois serem desconhecidos mundialmente. Se Riemelt induz uma carga de testosterona, é Schilling que delineia mais a emotividade em sequências de força dramática. Um filme que deve ser valorizado, ainda que não conhecido por muitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/nap2.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/nap2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Napola (Alemanha, 2004)&lt;br /&gt;Direção de Dennis Gansel&lt;br /&gt;Roteiro de Dennis Gansel, Maggie Peren&lt;br /&gt;Com Max Riemelt, Tom Schilling, Justus von Dohnanyi&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-7112897862405655971?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/7112897862405655971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=7112897862405655971&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7112897862405655971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7112897862405655971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/12/anseios-em-tempos-de-nazismo.html' title='Anseios em tempos de nazismo'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rzrMIKfoJPg/Tt42zwr7RXI/AAAAAAAACSc/PULedO8Qx3s/s72-c/nap1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2147073023070181323</id><published>2011-11-30T08:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T23:34:48.329-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>O amor não tem cor?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Jo6kwC4oRB4/Ts7rxwhxPQI/AAAAAAAACSQ/zW6PvUPhi7g/s1600/FI1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Jo6kwC4oRB4/Ts7rxwhxPQI/AAAAAAAACSQ/zW6PvUPhi7g/s400/FI1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678735420233432322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como viver a própria sexualidade que quer explodir? E como dar vazão ao desejo num espaço onde a homofobia impera ao lado da hipocrisia religiosa?&lt;/span&gt; Cada vez mais, a comunidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; consegue sustentar seu discurso à favor da liberdade de expressão — sexual, identidade e idealista — dentro de uma sociedade ainda repressora. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filhos de Deus&lt;/span&gt; (lançado também com o ridículo título &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amantes do Caribe&lt;/span&gt;) é mais uma prova cinematográfica resultante deste processo — gradual, diga-se de passagem — que quer combater os eternos tabus sociais que jamais se apagam. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como entender as relações entre dois homens? O que fazer para a sociedade reparar seus atos de crueldade e preconceito perante homossexuais?&lt;/span&gt; Mais que um estudo sobre os percalços, anseios e motivações da predestinação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer,&lt;/span&gt; este filme impressiona por apresentar um tocante, não menos realista, amor interracial entre dois homens. Aqui a narrativa centra-se nas belas praias das Bahamas, conhecemos Johnny (Johhny Ferro), um artista introvertido que sofre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt; dos moradores locais por conta de seu comportamento considerado esquisito e pela sua opção sexual. O jovem não consegue viver tranquilo já que sofre por conta de sua sexualidade, então se firma na negação e foge de maiores contatos afetivos para não se frustrar. Ao vivenciar uma crise de inspiração, o artista é aconselhado por sua professora a passar uma temporada na Ilha de Eleuthera, no intuito de recuperar o fôlego da criatividade. Ao conhecer o atleta Romeo (Stephen Tyrone Williams), seu destino muda, é quando o sentido mais dramático do roteiro evidencia seu caráter principal: existe uma atração sexual inevitável entre os protagonistas, um sentimento que pode provocar uma violenta catarse nas vidas de cada um. Mas, o filme apenas não se resume a esse senso, há mais discussões polêmicas por aí.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O diretor Kareem Mortimer conduz com muita atenção a trajetória de amor, desejo e estranheza de seus dois garotos. Interessante que a personalidade de Johnny é bem diferente de Romeo, mas ambos vivenciam os tormentos de uma repressão sexual visto que a sociedade eterniza uma indisposição aos seus impulsos libidinais e existenciais. Se Johnny busca a si mesmo nas ruas de Nassau, é Romeo que sofre por conta da família que insiste em providenciar um casamento com uma antiga namorada. É a típica discussão que prevalece neste sentido: o homem que tem que mascarar sua sexualidade para se enquadrar socialmente, ainda mais quando a sociedade costuma cobrar casamentos heterossexuais e filhos. E Mortimer mostra a relação de Johnny e Romeo bastante trágico e proibido, desde o começo. A cena que ambos dançam, corpos nus, sem música, apenas no embalo do calor dos corpos, é um dos momentos mais bonitos já concebidos na representação da cinematografia homoafetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelo aos personagens principais, há ainda subtramas que sustentam o apelo militante contra ao preconceito ao homossexual. Há Lena (Margaret Laurena Kemp, atuação notável), casada com um pastor homofóbico que, na verdade, é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; enrustido que se envolve sexualmente com garotos secretamente — contundente a postura dessa personagem que vivencia o tormento de uma vida mascarada, além de apresentar intolerância religiosa contra à homossexualidade, podando até seu filho que, ainda criança, já apresenta um “comportamento suspeito” que ela acredita ser condizente com o caráter homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Mortimer tem uma forte discussão sobre a homofobia, por isso insere inúmeros diálogos bem reflexivos que induz o espectador a pensar sobre essas questões. Mas, o que torna mais admirável é a química sensual e interpretativa do par central, por sinal bem caracterizado pelos atores Johhny Ferro e Stephen Tyrone Williams que sustentam o apelo da libido, do amor e da barreira que dificulta a relação de apenas dois homens que queriam viver um para o outro. Sob o véu das questões raciais, homoafetivas e das intolerâncias religiosas, este é um trabalho que acaba por tocar nas feridas sociais sem medo. E só por promover essa reflexão já vale uma conferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/F2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/F2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Children of God (EUA, 2010)&lt;br /&gt;Dirigido por Kareem Mortimer&lt;br /&gt;Escrito por Kareem Mortimer&lt;br /&gt;Com Johnny Ferro, Stephen Tyrone Williams, Sylvia Adams &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2147073023070181323?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2147073023070181323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2147073023070181323&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2147073023070181323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2147073023070181323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/11/o-amor-nao-tem-cor.html' title='O amor não tem cor?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Jo6kwC4oRB4/Ts7rxwhxPQI/AAAAAAAACSQ/zW6PvUPhi7g/s72-c/FI1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-8978966162003753194</id><published>2011-11-23T18:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T14:11:57.110-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Meninos não choram?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-c2a0iM77Jdk/TsPSuyFiDqI/AAAAAAAACSE/2285vZaL_eU/s1600/tomboy1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-c2a0iM77Jdk/TsPSuyFiDqI/AAAAAAAACSE/2285vZaL_eU/s400/tomboy1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675611656577748642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A dolorosa realidade de uma criança que precisa lidar com sua sexualidade. Laure (Zoé Héran) tem 10 anos, acaba de se mudar com sua família para um bairro novo nos arredores de Paris. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que esconde essa garota? &lt;/span&gt;Ela se veste como um típico garoto de sua idade, anda com meninos da sua faixa etária, mantém os cabelos bem curtos em plena rebeldia. Para todos os garotos de sua comunidade seu nome é Michaël. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como entender as motivações dessa criança que já vive em conflito consigo própria? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até quando ela poderá enganar a todos?&lt;/span&gt; Dirigido com bastante cuidado por Céline Sciamma, também roteirista, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tomboy&lt;/span&gt; é um filme surpreendente que trata de um tema tão atual e já trabalhado em outras abordagens. Contudo, aqui o discurso ganha um novo frescor por conta de um argumento ainda necessário a ser discutido, até por conta do foco narrativo adotado pela diretora que sabe tratar de uma temática tão polêmica com embasamento humanístico. Logo no início, observamos nos créditos do título as cores que se alternam — o azul que se associa ao masculino e o vermelho ao feminino —, recurso visual utilizado como elemento simbólico para as questões do gênero sexual que o filme irá tratar. Este trabalho abriu a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mostra Panorama do Festival de Berlim,&lt;/span&gt; onde obteve sucesso de público por lá e já tem sido comentado em muitos festivais de cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;LGBT&lt;/span&gt; pelo mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O nome “Tomboy”, por sinal, se refere originalmente ao termo “garoto bagunceiro”, que passou a ser utilizado por volta de 1950 como “menina que se comporta como menino” (de acordo com o Dicionário Etimológico). Na Inglaterra o termo também denomina garotas que gostam de jogar futebol, lutar e brincar de carrinhos; são chamadas de “menina-moleca”. Seguindo esse sentido que se compreendem as afirmações de Laure/ Michaël que adota atitudes, comportamentos e posturas masculinas para mascarar sua feminilidade — a menina inibe qualquer aspecto que reforce sua condição de mulher, visto que isso é um incômodo incondicional à sua natureza. Entende-se que não seja um caso de homossexualidade, mas sim de gênero sexual, já que ela se sente como um menino ainda que seu corpo renegue toda essa condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como forma de estabelecer um contato do espectador com sua protagonista, a direção de Sciamma investe em cenas onde mostra a jovem andrógina tendo que esconder para todos os amigos sua verdadeira identidade, principalmente para Lisa (Jeanne Disson), a única garota do grupo que acaba sentindo-se atraída por "ele". E é justamente nesse ponto que o roteiro torna-se mais ousado, visto que coloca as figuras infantis, no período da inocência, tendo teus sentidos desabrochados à favor de uma sexualidade iminente. A atriz Zoe Héran é talentosa, impressiona pela atuação concentrada e bastante emotiva. O cuidado interpretativo provém da meticulosa direção de Sciamma que promove atuações naturais de seu elenco infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro acredita na inteligência e sensibilidade de suas crianças que sabem o que quer — é até assustador a maneira como Laure/ Michaël sofre por sentir-se inadequada socialmente já que não se enxerga como uma menina. A criança repudia qualquer traço feminino numa total aversão. E o público, obviamente, é facilmente atraído por essa menina que além de ser o foco problemático da trama é um elemento de reflexão diante de tanta expressão comportamental e desconforto sexual com tão pouca idade. Diferente de &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/08/sensibilidade-sexual.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Meninos Não Choram”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde havia uma constante tensão que beirava ao caos vivenciado pela personagem de Hilary Swank, aqui o discurso prefere seguir outra vertente. Não há um teor denso e hiperdramático, as situações ocorrem de maneira mais sóbria, mas isso não quer dizer que haja uma concentração otimista constante na narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra ainda a alienação familiar e ausência maternal, já que a mãe (Sophie Cattani) demora a encarar que a filha assume uma outra identidade. Efetivamente, mostra como os pais acabam por manter uma cegueira em relação aos seus filhos, ainda que não queiram. Polêmica também a situação da irmã de Laura/ Michaël, Jeanne (Malonn Lévana), uma criança de apenas 6 anos de idade que acaba sendo cúmplice do disfarce de sua irmã. As atuações mirins são bem intensas, expressivas. É um tabu debater a sexualidade na infância e Sciamma é corajosa nesse sentido, sem que seu filme perda qualquer traço de sensibilidade, nunca é forçado. Todo filmado em digital com câmeras Canon 7D, o filme se firma em planos-sequências que acompanham a atmosfera de seus personagens infantis, porém são os closes direcionados na bela face da atriz Zoé Héran que elevam o tom intimista da película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/tomboy2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/tomboy2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tomboy (FRA, 2011)&lt;br /&gt;Dirigido por Céline Sciamma&lt;br /&gt;Roteiro de Céline Sciamma&lt;br /&gt;Com Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-8978966162003753194?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/8978966162003753194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=8978966162003753194&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8978966162003753194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8978966162003753194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/11/meninos-nao-choram.html' title='Meninos não choram?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-c2a0iM77Jdk/TsPSuyFiDqI/AAAAAAAACSE/2285vZaL_eU/s72-c/tomboy1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-78421725435978651</id><published>2011-11-10T12:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T11:28:16.696-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Juventude atormentada?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rJYThhHg41w/Trctqi-98aI/AAAAAAAACR4/JMoJ5mGv2_k/s1600/ac1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rJYThhHg41w/Trctqi-98aI/AAAAAAAACR4/JMoJ5mGv2_k/s400/ac1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672052464665096610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É possível entender o que ocorre na mente de um ser humano que sofre nas mãos de outro? E o que fazer para compreender quando, muitas vezes, um crime é consequência de algo que pode ser justificado, ainda que não aceitável?&lt;/span&gt; Diversos filmes e documentários já exploraram chacinas de jovens estudantes vitimados por conta de colegas de escola — Michael Moore com o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Tiros em Columbine”&lt;/span&gt; ou mesmo o aclamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Elephant”&lt;/span&gt; de Gus Van Sant já debateram temas semelhantes, ainda que sob óticas e abordagens que percorreu outros horizontes. Mas, nenhum foi mais visceral e contundente que o tenso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Classe.&lt;/span&gt; O filme produzido na Estônia, país onde não existe tanto investimento no quesito cinematográfico, é um soco violento no estômago, talvez um dos trabalhos mais densos já feitos nos últimos anos. É extremamente assustador. A narrativa estuda minuciosamente um estudante, Joosep (Pärt Uusberg), um típico garoto introspectivo e tímido, que torna-se piada da turma. O diretor e também roteirista Ilmar Raag explora as percepções desse indivíduo que é constantemente torturado físico e psicologicamente pelos seus colegas da turma — alvo de pancadas, xingamentos e abusos tanto dos “valentões” quanto até das meninas, Joosep se vê num clima insuportável crescente. A situação parece ainda tomar proporções mais caóticas quando Kaspar (Vallo Kirs), um dos colegas, decide tomar uma posição de defesa na turma à favor do garoto ameaçado por todos. É então que esses dois garotos tornam-se vítimas de um ambiente de degradação, marginalização e crueldade coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem uma linguagem bem crua, natural e objetiva. Uma espécie de documentário “latente de imagens reais”. A ágil edição de Tambet Tasuja favorece esse contexto. E é um auxílio à narrativa que investiga em sete dias as humilhações, o sufoco e a overdose de torturas físicas e psicológicas vivenciadas pelos dois garotos. Numa edição febril e veloz, observa-se os traços comportamentais de cada personagem — é nítido a exploração de diálogos que evidenciam a violência que se sustenta nas salas de aula, vestiários, corredores e demais dependências da escola. A instituição torna-se um ambiente tenebroso, onde professores são omissos e parecem alienados à turbulência emocional vivenciada por Joosep e Kaspar. Surpreendente como a escola torna-se um ambiente engolido por uma atmosfera carregada de tensão, desespero e tristeza. Não é um filme nada fácil de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bullying&lt;/span&gt; aqui ganha forma, tom e nunca foi tão bem delineado. A maneira como a direção cuidadosa de Ilmar Raag explora as situações mais banais, e até as que não se espera, faz com que o espectador tenha comoção pelos seus personagens centrais. O diretor é bem seguro, parece nunca se distanciar de seus personagens. Aqui não existe aqui o "bem" ou o "mal", mas apenas um rastreamento do que seja mais agressivo no círculo juvenil. Entendemos como se configuram situações reais vivenciadas por jovens dentro da escola e como isso gera péssimas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom polêmico também do roteiro assume um lado mais perverso quando, além do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bullying, &lt;/span&gt;os jovens Joosep e Kaspar sofrem o preconceito da turma — os colegas enxergam na relação afetiva amigável dos dois um envolvimento homossexual, bem característico já que a juventude retratada na película é um reflexo da homofobia atual. Ilmar Raag traz em seu filme traços de uma juventude permeada de revolta, dentro da ebulição sexual, envolta em anseios de libido e desordem. Jovens carentes, vítimas de pais ausentes, sem estrutura familiar. Indivíduos que acabam tendo que lidar com seus problemas sozinhos, vítimas de uma sociedade que não procura lidar com suas preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o filme critica muito essa juventude que passa despercebida pelo universo dos professores e pais que acabam não efetuando uma boa comunicação com eles. A trama criada pelo cineasta Ilmar Raag é cruel, mas é um ponto de reflexão ao mundo que vivemos. Uma compreensão sobre os limites da violência juvenil, os pontos negativos e a capacidade que um ser humano tem em tolerar ser humilhado por pessoas de moralidade questionável. Notáveis atuações do elenco geral, mas aqui o talento fica a cargo da química da dupla principal: os atores Pärt Uusberg e Vallo Kirs absorvem todo o clamor sofrido de seus personagens, comovem o público que fica chocado com o que vê. O drama aqui retratado pela obra é excessiva, mas é necessário ser evidenciada, sem nunca pesar a mão. As cenas finais são cicatrizantes, desde já clássicas, por não pesar o tom sentimentalista. Expressivo argumento apresentado neste filme, de fato é uma obra-prima que merece ser acolhida pelo público em geral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ac2-1.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ac2-1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Klass (Est, 2007)&lt;br /&gt;Direção de Ilmar Raag&lt;br /&gt;Roteiro de Ilmar Raag&lt;br /&gt;Com Vallo Kirs, Pärt Uusberg&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-78421725435978651?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/78421725435978651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=78421725435978651&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/78421725435978651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/78421725435978651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/11/juventude-atormentada.html' title='Juventude atormentada?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rJYThhHg41w/Trctqi-98aI/AAAAAAAACR4/JMoJ5mGv2_k/s72-c/ac1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3583702817732627743</id><published>2011-11-02T13:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T12:36:55.181-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Amores Imaginários?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hDvrPZp24hY/TqxB1-T1eYI/AAAAAAAACRs/FJqRsFZ9Ixc/s1600/1a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hDvrPZp24hY/TqxB1-T1eYI/AAAAAAAACRs/FJqRsFZ9Ixc/s400/1a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668978426467678594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Wong Kar-Wai é um dos diretores mais sensíveis, sabe muito bem explorar o máximo da sensibilidade humana em seus personagens. Por ser um diretor criativo e autoral, procura esmiuçar os anseios de seus humanos com uma linguagem poética que difere dos demais cineastas atuais. Em seus filmes, há amostras de indivíduos sempre em busca de amparo diante de uma solidão que parece transtorná-los — afinal, ninguém consegue viver sem um sentimento ou mesmo ebulição carnal. Talvez por isso, o belíssimo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amor À Flor da Pele&lt;/span&gt; seja um representante perfeito desse seu estilo humanístico. O diretor mostra que não existe relacionamento que se sustente sem o fervor do tesão e de uma comunhão sentimentalista. É justamente por isso que seus personagens vivem no limiar do desespero. Na Hong Kong de 1962, os carentes Chow (Tony Leung Chiu Wai) e Li-Zhen (Maggie Cheung) se conhecem, se entendem perfeitamente e o desejo retira todo senso da razão. A problemática é comum, tanto um quanto o outro são casados, vivem num matrimônio artificial, sem emoção e não são correspondidos afetivamente pelos cônjugues correspondentes. É então que Kar-Wai explicita que todo ser humano quer ser tocado, quer prazer e quer gozar de um amor sem limitações artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que sufoque o espectador com uma narrativa que induza o tesão do casal — o jornalista Chow e a secretária Li-Zhen além de tudo descobrem que seus respectivos parceiros estão tendo um caso também —, Kar-Wai em momento algum utiliza-se de situações eróticas ou mesmo explora o sexo de maneira explosiva. Pelo contrário, com um cuidado absurdo, além do seu apreço pela minúcia ao tratar de cada cena de maneira detalhada, o seu roteiro é auxiliado por um visual apurado que apenas traça mais da emoção do casal que está na frágil indecisão: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deve-se abdicar de um casamento de aparência em função de um desejo absurdo? E quando há sentimento também misturado no tesão?&lt;/span&gt; Sem cenas de sexo, coreografias de beijos e amassos, aqui Kar-Wai procura detalhar a emoção tão à flor da pele de seu casal principal — inclusive, abstém-se de mostrar os seus cônjugues, já que o que importa mesmo é o foco na substância claustrofóbica do desejo de Chow e Li-Zhen. Repleto de silêncios, cenas com poucos diálogos, percebemos que a intenção aqui é mostrar a respiração dos seus amantes e não somente o clamor do tesão. O cinema de Kar-Wai é mais subjetivo, delicado, não tão escancarado. Propõe a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão incontrolável do casal é explorada na narrativa imagética. Cores avermelhadas explodem, cenários com tons do vermelho e preto que criam o cenário perfeito da luxúria aparente, da trilha sonora com canções de boleros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nat King Cole.&lt;/span&gt; A tendência de Kar-Wai em elevar a temperatura carnal de seus personagens é estilizar os sentimentos de ambos com as representações harmônicas de canções e sons, da fotografia com tons de cores quentes e da música-tema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tema de Yumeji"&lt;/span&gt; que se repete incessantemente. A câmera lenta sempre acompanha os movimentos dos personagens, é a forma de tornar o espectador mais atento às emoções de cada um, aqui temos o contato perfeito dos personagens com o público tamanha identificação humana. Decerto, é um trabalho inspirado de um cineasta exigente consigo mesmo. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mise em scène&lt;/span&gt; é trabalhada à perfeição, as cenas resultantes dos ângulos adequados. O espectador é o típico voyeur que vivencia junto com os amantes essa bela história de sentimento e desejo. E Tony Leung Chiu Wai mantém uma forte sintonia ao lado da bela Maggie Cheung, um casal que já entrou para a história da cinematografia ao longo desses anos. Nunca foi tão prazeroso observar um amor improvável com teor de proibição como este filme que merece ser sempre experimentado por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ammm.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ammm.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Fa yeung nin wa/ in the mood for love (China, 2000)&lt;br /&gt;Direção de Wong Kar-Wai&lt;br /&gt;Roteiro de Wong Kar-Wai&lt;br /&gt;Com Tony Leung, Maggie Cheung, Lai Chen, Rebecca Pan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3583702817732627743?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3583702817732627743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3583702817732627743&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3583702817732627743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3583702817732627743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/10/amores-imaginarios.html' title='Amores Imaginários?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hDvrPZp24hY/TqxB1-T1eYI/AAAAAAAACRs/FJqRsFZ9Ixc/s72-c/1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-9185943696415019822</id><published>2011-10-23T21:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-23T20:34:55.090-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Flertes amigos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-m6zGPQv9-7o/Tp8kZOi_aRI/AAAAAAAACRg/7IxpN5Qa3Fw/s1600/amc1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-m6zGPQv9-7o/Tp8kZOi_aRI/AAAAAAAACRg/7IxpN5Qa3Fw/s400/amc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665286872075561234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que o sexo é tão primordial nos envolvimentos modernos? Seria o orgasmo o elemento de união entre duas pessoas?&lt;/span&gt; Se não há mais fidelidade no amor ou uma relação sem amarras, o que vale mesmo é procurar alguém para transar. Não é nenhuma novidade que o cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hollywoodiano,&lt;/span&gt; cada vez mais, tenha investido em filmes que condicionem o estudo óbvio da sexualidade contemporânea: o traço comportamental das relações que se sustentam no sexo, sem laços afetivos. Determinados filmes recentes já foram lançados com propostas semelhantes. O ótimo &lt;a style="font-style: italic;" href="http://apimentario.blogspot.com/2011/02/sexo-para-amar.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Amor e Outras Drogas"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; com Jake Gylenhaal e Anne Hathaway seguiu a mesma linha, o duvidoso &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2011/05/tesao-tem-compromisso.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Sexo Sem Compromisso"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; com Natalie Portman e Ashton Kutcher também quis mostrar a mesma trajetória. O mais interessante em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amizade Colorida&lt;/span&gt; é que ele consegue mesclar a sensualidade com elementos de humor, drama e com habilidosos diálogos rápidos e inteligentes, proporcionando um resultado acima da média. Jamie (Mila Kunis) é uma caça-talentos que convence o astuto diretor de arte Dylan (Justin Timberlake) a trabalhar em Nova York para a Revista GQ. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que torna essas duas pessoas em comum?&lt;/span&gt; Ambos magoados por conta de relacionamentos frustrados, cansados de se doar sentimentalmente às pessoas que não os valorizam. Jamie e Dylan tornam-se confidentes, amigos inseparáveis, tão próximos que resolvem apostar numa relação mais apimentada — inserem o sexo sem compromisso. Obviamente, o roteiro de Keith Merryman, David A. Newman e Will Gluck traça um caminho sem surpresas, visto que o público sabe que o casal logo vai perceber que não só o sexo é um elemento importante, mas sim algo mais emotivo: o amor. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como impor regras ao coração?&lt;/span&gt; O que parecia uma atração física torna-se algo mais profundo quando cresce a intimidade que pode mexer com as percepções do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que haja alguns clichês visíveis, a turbulência sexual em cena de Mila Kunis e Justin Timberlake é perfeita. Interessante que ambos estão à vontade, além de demonstrar uma exímia sintonia não só nas trocas de diálogos inteligentes e com doses de ironia e malícia — o ótimo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; para piadas é relevante com o auxílio da troca romântica de um para o outro em cena. A comédia romântica aqui é funcional por trazer dois atores que sabem personificar um casal em busca de sexo, de companhia, que foge da solidão. Sem pudores algum, Timberlake investe em sua caracterização mais hormonal, acentuando seu corpo sarado, suas posturas masculinas amparadas em uma sensualidade mais contida, mas direta. O ator é amparado pela presença hiperativa de Mila Kunis que verbaliza muito bem a feminista dona de seu corpo, que não esconde que gosta de sexo e prazer, ainda que já tenha sofrido péssimas relações anteriores. A típica bem sucedida profissionalmente, mas que ainda demonstra insegurança no quesito relação afetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A correta direção de Will Gluck prefere investir na admirável relação de amizade e sexo do casal que acaba por se apaixonar, ao invés de ousar mais dos seus coadjuvantes — as pequenas participações de Woody Harrelson como o colega gay de trabalho de Dylan, Patricia Clarkson que faz a mãe insana de Jamie e Richard Jenkins como o pai de Dylan que sofre de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alzheimer&lt;/span&gt; são poucos explorados, ainda que seus personagens sejam atraentes a ponto de mexer com o público já envolvido no ritmo febril do filme. Diversas cenas de sexo são providenciais, mas nada que seja tão ousado a ponto de classificar o filme como algo mais erotizado — talvez, o apelo mais sensual seja por conta da ausência de inibição do par central. Timberlake e Kunis funcionam em leves seqüências de nu, tiradas picantes e rápidas cenas de sexo oral ou mesmo momentos em que os seus personagens travam diálogos, ainda que com humor, na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser mais do mesmo, ainda assim o filme sabe pontuar a questão problemática dos relacionamentos atuais que não conseguem se sustentar em apelos emotivos; mas sim libidinosos, carnais. Mas o público percebe que é uma história para não ser levada tanto a sério, visto que o alívio cômico é muito mais sustentável e transparente que a dramaticidade aqui. Boa sacada do roteiro em brincar com as&lt;span style="font-style: italic;"&gt; gags &lt;/span&gt;mais características em abordagens do estilo, ou seja, o filme acaba por se auto-satirizar com modernismo total. Ainda assim, é a típica comédia romântica quadrada que agrada, convence e exibe boa simpatia. Nada mais gostoso que isso. Ao término, o que fica mais evidente é que o melhor orgasmo não vem do sexo, mas sim do coração que clama pela sobrevivência do amor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ac2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ac2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Friends with Benefits (EUA, 2011)&lt;br /&gt;Direção de Will Gluck&lt;br /&gt;Roteiro de Keith Merryman e David A. Newman&lt;br /&gt;Com Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Woody Harrelson, Richard Jenkins, Jenna Elfman&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-9185943696415019822?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/9185943696415019822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=9185943696415019822&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/9185943696415019822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/9185943696415019822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/10/por-que-o-sexo-e-tao-primordial-nos.html' title='Flertes amigos?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-m6zGPQv9-7o/Tp8kZOi_aRI/AAAAAAAACRg/7IxpN5Qa3Fw/s72-c/amc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3468808383121726205</id><published>2011-10-17T13:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T12:35:38.053-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Delírios sexuais juvenis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-BS96U7Y80nw/TpXN9f1IeTI/AAAAAAAACRU/1Hh5YoUrVhI/s1600/CLAMOR.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BS96U7Y80nw/TpXN9f1IeTI/AAAAAAAACRU/1Hh5YoUrVhI/s400/CLAMOR.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662658562888333618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Elia Kazan já tinha a consciência que falar de sexo não é simples, ainda mais quando o senso volta-se ao universo da juventude — com toda sua ebulição carnal, desejos imoderados, explosão hormonal que caracteriza tão bem esse período. Abordar a sexualidade juvenil é também estar ciente que esse processo é resultado de diversos fatores, um deles é o sentimento. Pois sexo, além de algo carnal, é também algo intrínseco a alma humana. E talvez por ter isso em mente, o diretor promoveu um dos filmes mais contundentes e polêmicos da história da cinematografia americana. Diferente do seu &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2010/03/das-intimidades-sexuais.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“Uma Rua Chamada Pecado”,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Kazan conseguiu efetuar uma produção sem uma censura forte, já que o &lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.brazilfilme.com/o-codigo-hays"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Código Hays&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; não atuava mais como elemento de mutilação nas estruturas dos roteiros de filmes, digamos, “mais maliciosos”. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clamor do Sexo&lt;/span&gt; atuou como um retrato de uma sociedade puritana, moralista e altamente repressora contra uma juventude prestes a explodir pelos direitos do sexo. O filme foca no período dos anos 1920 em Kansas, um ano antes da Grande Depressão: conhecemos a virginal Wilma Dean 'Deanie' (Natalie Wood), uma jovem cheia de sonhos e com o sonho de entregar-se ao seu amado Bud Stamper (Warren Beatty), este sofre por ter que reprimir seus instintos libinais já que, naquela época, transar antes do casamento estava fora de qualquer cogitação.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Como fazer para conter dois jovens em processo de tesão absurdo, visto que a sociedade condenava a liberdade sexual numa relação de namoro?&lt;/span&gt; É justamente esta problemática apresentada no filme que, até hoje, é um exemplo dramático sobre escolhas que envolvem os sentidos de desejo, sentimento e anseios da humanidade. A linha do sexo é algo sempre delicado a ser discutido, mas aqui ganha força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alerta, é provocante a maneira como o filme, produzido no princípio da década de 1960, consegue sustentar sua narrativa com bastante ousadia. A malícia, o jogo romântico, a forma como o casal protagonista dialoga com seus anseios carnais, são pontos bem pungentes aqui. Obviamente, Elia Kazan sabe expressar a dolorosa problemática vivenciada por Bud ou a angústia sentida por Deani com cuidado, mas ainda assim tudo é bem expresso, sem medo das reações do público que, surpreendentemente, aceitou o filme sem medo. Até a censura foi liberal, um feito bem notável, visto que até nas cenas de beijo são calorosas, até ardentes. A provocação se sustenta na maneira como Bud precisa lidar com sua vontade de fazer sexo com a namorada, impossibilitado por conta de uma família com rigores paternais, acaba por sofrer por ter que atenuar sua libido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Deani é até pior e o roteiro acentua muito bem: qualquer garota que transasse com o namorado, antes do casamento, era considerada promíscua. Deani sofre por ter que reprimir sua feminilidade natural, todos seus desejos abismais, tendo que controlar suas emoções mais libidinosas já que seria condenada por todos. Ser virgem era um fator primordial, então. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que ter que frear os desejos por um grande amor? Como provar para a sociedade que o sexo age com importância num relacionamento? E como fazer valer a sexualidade num terreno tão repressor?&lt;/span&gt; Inúmeras perguntas são feitas a partir do casal, tamanha a reflexão. Tanto o homem quanto a mulher aqui retratados acabam por reprimir-se sexualmente a ponto da relação torna-se abalada. É a maneira de Kazan expor que nenhum romance dura sem o clamor do sexo, sem a energia do tesão que alimenta a juventude insaciável. A ausência do sexo enfraquece, faz com que qualquer ser humano acabe por repensar a relação, é algo frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Warren Beatty com sua beleza, masculinidade e impulsos sexuais, teve a chance de brilhar com seu personagem. O ator sustenta muito bem a emulsão emotiva de seu Bud que sofre de desejo, suas cenas de dramaticidade são extremas, porém as mais memoráveis são as protagonizadas com apelos românticos de uma Natalie Wood totalmente entregue à sua Deani — a atriz fez aqui a grande atuação de sua breve carreira. É perceptível a bela química interpretativa dos dois em cena, ainda mais quando o roteirista William Inge insere obstáculos na vida do casal apaixonado, quando Bud e Deani acabam por se afastar e outras situações dramáticas são exercidas, como os conflitos vividos pela irmã de Bud, Ginny (Barbara Loden), uma espécia de ovelha-negra da família que afronta a todos com seu comportamento transgressor libidinoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi tão sensual e até doloroso colocar o tema do sexo num filme, e aqui este sentido ganha uma força bem realista, já que o espectador tende a se identificar com os amantes juvenis. Inesperado ver algumas sequências de nudez de Wood que sabe verbalizar na sensualidade corporal e verbal, como na cena da banheira onde presenciamos — seu talento aqui atinge o ápice — uma discussão da sua personagem com a mãe, quando ela questiona suas posições femininas acerca de desejos. Um filme que sabe provocar por escancarar os segredos da juventude que não queria permanecer conformada no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;America way of life,&lt;/span&gt; um exemplo nítido de como a sexualidade fervente da juventude serviu como quebra dos tabus num período onde a opressão parecia ser o único senso da sociedade preconceituosa. Elia Kazan trouxe à tona uma problemática sexual que ainda se mantém pertinente. Sedutor incontestável, este é um marco que jamais envelhece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/clamor2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/clamor2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Splendor in the grass (EUA, 1961)&lt;br /&gt;Direção de Elia Kazan&lt;br /&gt;Roteiro de William Inge&lt;br /&gt;Com Warren Beatty, Natalie Wood, Pat Hingle, Barbara Loden, Sandy Dennis &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3468808383121726205?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3468808383121726205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3468808383121726205&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3468808383121726205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3468808383121726205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/10/delirios-sexuais-juvenis.html' title='Delírios sexuais juvenis'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BS96U7Y80nw/TpXN9f1IeTI/AAAAAAAACRU/1Hh5YoUrVhI/s72-c/CLAMOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2988416054692256767</id><published>2011-10-09T22:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-09T22:01:20.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Uma Rua Chamada Pecado?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yrRFjzfE0ck/TotFBtJLcqI/AAAAAAAACRM/ahPhcys7NgE/s1600/am1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yrRFjzfE0ck/TotFBtJLcqI/AAAAAAAACRM/ahPhcys7NgE/s400/am1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659693252321440418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenesse Williams sempre viabilizou inúmeras discussões sobre fragilidades e anseios humanos em suas peças. Mas, a mais evidente, sem dúvida, é a questão da sexualidade. Muitos de seus textos adaptados no cinema — os mais conhecidos &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/03/das-intimidades-sexuais.html"&gt;Uma Rua Chamada Pecado&lt;/a&gt; ou &lt;a style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2011/09/tesao-entre-quatro-paredes.html"&gt;Gata em Teto de Zinco Quente&lt;/a&gt; — centrava-se nas motivações libidinosas e sensos ardentes sobre humanos em busca de prazer, do desejo como fonte até de perspectiva humana. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vidas em Fuga&lt;/span&gt;, infelizmente, é o mais desconhecido trabalho do autor que roteirizou a partir de uma peça sua sutilmente baseada na lenda de Orfeu. É um trabalho primoroso dirigido pelo então jovem Sidney Lumet. O filme intimista, melancólico e extremamente dramático, tem todas as principais características do dramaturgo. Um andarilho altamente sexualizado e sedutor Valentine Xavier (Marlon Brando) foge de sua cidade natal por conta de um crime que cometera. Rebelde viril, famoso por envolvimentos polêmicos com inúmeras garotas, recebe a alcunha de "Snakeskin" por conta de seu casaco de pele de cobra. Sob essa figura masculina, selvagem e dotada de muita propensão ao sexo, é que o filme se sustenta. Valentine busca emprego em um povoado do Mississipi, lá conhece a loira fogosa Carol Cutrere (Joanne Woodward), uma garota destemperada, a típica ovelha-negra que abalou a comunidade com suas opiniões agressivas e atitudes imoderadas. É ela que apresenta o fugitivo à Lady Torrance (Anna Magnani), esposa de um comerciário à beira da morte que precisa de um ajudante já que seu marido não tem condições de assumir a loja. Inevitavelmente, esse triângulo vai abalar a calmaria da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidney Lumet teve a feliz ideia de reunir três importantes ícones de Hollywood — todos vencedores recentes do Oscar — no seu espetáculo emotivo de tensão sexual. Marlon Brando aqui foge de uma interpretação mais visceral, tão habitual em seus filmes da década de 1950. Ainda que contido, não atenua sua disposição sensual em cena que é bem reforçada pela direção de Lumet que capta bem a tonalidade misteriosa de seu personagem. Interessante a maneira como seu personagem mexe com os sentidos de todas as figuras femininas do filme — mesmo sendo um homem silencioso, certos diálogos maldosos ou mesmo o seu porte viril, chama atenção de todas as mulheres. Joanne Woodward como uma ninfomaníaca e alcoólatra também fascina, deliberadamente maliciosa, é a primeira a demonstrar tesão pelo forasteiro recém chegado à comunidade. Porém, a italiana Anna Magnani é que fundamenta o teor romântico da película e fomenta a sexualidade mais explícita. Suas cenas com Brando são poéticas, reflexivas e acentua o contexto de sensualidade da trama. É através do desejo proibido e da relação adúltera de Lady Torrance com Xavier que o filme discute também posicionamentos de traição, ciúmes, feminismo e até sensos de solidão. A química interpretativa de Brando com Magnani é intensa, ambos parecem em constante ebulição de desejo e sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos diálogos sempre hiperbólicos bem característicos de Tenesse Williams: as duas mulheres em colapsos nervosos — Carol e Lady Torrance, expondo suas aflições e desejos carnais por um objeto másculo que induz à provocação sexual —, o filme tem um tom melancólico que aumenta o sentido dramático. Todos os três atores surpreendem pela boa sintonia, interpretações expressivas e pela transparência solitária de seus personagens. Todos em busca de amparo, desejo e afirmação. E Sidney Lumet não tem medo de vasculhar os sentimentos mais verbais dos seus personagens, por isso insere suas lentes nos rostos dos atores, em closes extensos, um bom recurso imagético à narrativa. A potência teatral de encenação aqui é leve, ainda que os diálogos sejam efervescentes. A fotografia de Boris Kaufman em preto e branco é belíssima também, iluminação expressionista cheia de sombras e luzes que sabem destacar os olhares de desejo de Marlon Brando por Anna Magnani — por sinal, na época, soube-se que a atriz encheu-se de encanto pela beleza do ator, mas foi rejeitada por ele, criando-se certa indisposição entre ambos nas filmagens. Decerto, é perceptível o clamor do sexo que a produção exala. E polêmico também o indício de que o personagem de Brando, na verdade, fosse um prostituto. Mas, o roteiro deixa subtendido tudo. Um filme ainda sedutor que dialoga bastante com os tempos atuais, das questões morais que nunca cessa, por isso não há de envelhecer jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/VIDAS.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/VIDAS.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;The Fugitive Kind (EUA, 1959)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Sidney Lumet&lt;br /&gt;Roteiro de Meade Roberts e Tennessee Williams, baseado na peça de Tennessee Williams&lt;br /&gt;Com Marlon Brando, Joanne Woodward, Anna Magnani, Maureen Stapleton&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2988416054692256767?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2988416054692256767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2988416054692256767&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2988416054692256767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2988416054692256767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/10/uma-rua-chamada-pecado.html' title='Uma Rua Chamada Pecado?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yrRFjzfE0ck/TotFBtJLcqI/AAAAAAAACRM/ahPhcys7NgE/s72-c/am1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-630157581401302362</id><published>2011-10-03T10:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T10:16:21.266-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Diário de um prostituto?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ZBWuOXCNCTg/ToNo5YbM61I/AAAAAAAACRE/6Fmk_4BVOew/s1600/str1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZBWuOXCNCTg/ToNo5YbM61I/AAAAAAAACRE/6Fmk_4BVOew/s400/str1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657480891925850962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se sustenta a prostituição &lt;/span&gt;&lt;span&gt;gay&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;? Como funciona o sexo feito pelo dinheiro? Qual a dinâmica que se estabelece entre os prostitutos e seus clientes?&lt;/span&gt; Grande estudioso do universo da homossexualidade e conhecedor sobre a natureza dos “profissionais do sexo”, o cineasta John Graham desenvolveu um provocador roteiro que desnuda o universo da prostituição masculina. Selecionado em diversos festivais de cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;LGBT&lt;/span&gt; nos Estados Unidos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garoto de Programa&lt;/span&gt; é um trabalho realista e polêmico que decide investigar as vivências da juventude que se presta ao sexo apenas pelo dinheiro. Tão preciso quanto o já clássico &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/10/juventude-transviada.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Garotos de Programa”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Gus Van Sant, essa produção tem mais substância e sensualidade que o tão falado &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2011/07/diarios-de-uma-prostituta.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Bruna Surfistinha”,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; por exemplo. Ao personificar também as relações sexuais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gays&lt;/span&gt;, o filme acaba por trazer à tona várias questões pungentes que agem como um forte sentido de reflexão humana. Com um roteiro bem articulado, ousado e que decide, sem medo algum, explicitar as relações de sexo pago, Graham acaba por exercer uma jornada de psicossexualidade que vai além. A ação se centra durante uma noite de atendimento de um michê (Ben Bonenfant), num único prédio — chamado por um dos personagens como o local “mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; da rua mais sexual da cidade”. Acompanhamos o jovem, típico estereótipo sexual dos sonhos, já que é libidinoso, sensual e masculinizado. O que parecia ser apenas uma única noite de serviço torna-se um emaranhado de situações sexuais, já que o michê acaba por transitar entre diversos apartamentos do mesmo prédio, envolvendo-se com vários homens de diferentes personalidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Verbalmente e visualmente sedutor, o filme acompanha bem de perto a jornada sexual noturna do michê dentro do prédio sob uma forte tempestade. O interessante é que ele não se limita aos enquadramentos eróticos, apenas, das transas — evidentemente, várias são as cenas que sustentam o teor homoerótico da película, visto que há um tom bem realístico em pontuações de sexo oral e sodomia praticada pelo michê com seus clientes. Várias cenas de nudez, a câmera demoradamente nos corpos dos homens, o olhar penetrando os atos sexuais que podem até constranger um espectador despreparado. Mas, o filme não se limita nesse sentido, acaba por tratar, já que tem uma linguagem bem íntima com seus personagens, elementos de reflexão da própria moral do protagonista. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que um jovem tão novo decidiu se prostituir? O que faz uma pessoa viver no vício do dinheiro ganho pelo sexo com um desconhecido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se envolve com seus clientes, o michê — que não sabemos a real identidade, já que “troca” de nomes a todo instante — aparenta ser um indivíduo que gosta de transar com desconhecidos, viciado nas “transas do acaso”, sem nenhum indício de apego sentimental com ninguém ainda que seja bem carinhoso com eles. E John Graham, cuidadosamente, explora a personalidade do michê que acaba por misturar-se com o universo de cada cliente que vem experimentar seu corpo. O prostituto torna-se uma espécie de ouvinte das confidências de seus clientes que divide com ele seus dramas, solidão, anseios e dúvidas reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a linguagem do filme é bem direta, íntima e vai fundo no universo da prostituição através deste único protagonista. Admirável a maneira como o roteiro acaba por acentuar estereótipos de pessoas comuns imersas nas relações casuais, dos redutos homossexuais, das comunidades sexuais obscuras. Há um cliente que nunca conseguiu esquecer o primeiro amor de adolescência; há um outro que se entrega ao vício da cocaína, leva uma vida com a prática do sexo e o uso imoderado de bebidas; há o homofóbico casado que procura o michê para realizar suas fantasias secretas, mas sofre por conta dos desejos que sente — compreende-se aqui o universo dos enrustidos, dos que tentam mascarar suas verdadeiras opções sexuais, sem sair do armário. E o filme mostra muito bem esse sentido da homofobia através de um personagem que se envolve com o michê, numa seqüência de sexo bem desconfortável, por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, John Graham também insere inúmeros diálogos reflexivos que faz com que o jovem insaciável michê acabe por olhar para si mesmo, é quando aqui o sexo deixa de ser apenas um exercício para virar um elemento de desconstrução de seu personagem. O michê eficiente, sexualmente disposto, acaba por questionar sentidos de sua vida, do sentimento, reflete perspectivas pessoais. Surpreendente, o filme usa da prostituição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt; masculina para preservar uma reflexão de mundo e é neste sentido que a obra torna-se mais indispensável.  E só por pegar um tema já famigerado e incluir elementos mais provocadores, a película tem sua força. A direção é extremamente segura, pontual. O cineasta limita seus personagens em quartos escuros ou salas com fotografia que prioriza tons de vermelho e azul. Os diálogos sinceros e efusivos são apoiados pela trilha do cantor americano Jay Brannan que já é recorrente no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cinema queer&lt;/span&gt;. O jovem ator Ben Bonenfant concebe uma atuação sensual, convincente como um prostituto de fortes apelos libidinais e total carisma em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/strp2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/strp2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Strapped (EUA, 2010)&lt;br /&gt;Direção de John Graham&lt;br /&gt;Roteiro de John Graham&lt;br /&gt;Com Ben Bonenfant, Nick Frangione, Artem Mishin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-630157581401302362?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/630157581401302362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=630157581401302362&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/630157581401302362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/630157581401302362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/09/diario-de-um-prostituto.html' title='Diário de um prostituto?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZBWuOXCNCTg/ToNo5YbM61I/AAAAAAAACRE/6Fmk_4BVOew/s72-c/str1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1049808903001110778</id><published>2011-09-25T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T12:41:27.508-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Tesão entre quatro paredes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mrQ1itwmU0A/TnjOJ2nQ_yI/AAAAAAAACQ8/p918l8Agbaw/s1600/g1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mrQ1itwmU0A/TnjOJ2nQ_yI/AAAAAAAACQ8/p918l8Agbaw/s400/g1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654496000838008610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dramaturgo Tennessee Williams sempre foi notório por explorar bem os caminhos do desejo humano, da libido imoderada e de se aprofundar nas problemáticas mais evidentes da humanidade: problemas amorosos, questões polêmicas de relacionamentos como traição, além de tratar de sensos voltados mais ao sentimento. Autor de inúmeras peças de sucesso — inclusive, &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/03/das-intimidades-sexuais.html"&gt;“Uma Rua Chamada Pecado”&lt;/a&gt;, adaptado por Elia Kazan em 1951, com Marlon Brando e Vivien Leigh —, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gata em Teto de Zinco Quente&lt;/span&gt; levou o Prêmio Pulitzer de literatura e teve adaptação no cinema pelo cineasta Richard Brooks que, ao lado de James Poe, concebeu um dos filmes mais sensuais da história da Sétima Arte. Logo de cara o espectador percebe que se trata de uma história que denota sensualidade — os créditos de abertura surgem sobre um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;background&lt;/span&gt; avermelhado com o desenho de uma mulher nua na cama em posição erótica, ao som da trilha sonora de jazz de Charles Wolcott; a representação da cor já recria a atmosfera de desejo. E só depois o filme começa. A trama mostra um ex-famoso jogador de futebol, Brick Pollit (Paul Newman) é um alcoólatra que vive no limite da vergonha, da culpa e do ódio. Anda de muletas, pois quebrou a perna devido um acidente enquanto bêbado. Maggie (Elizabeth Taylor) é a esposa fogosa, no limite do tesão pelo marido que a ofende sem medo, por quem não compreende a razão de ser insultada constantemente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quais os motivos de um relacionamento à beira do caos? O que condiciona uma relação na mistura do ódio e desejo?&lt;/span&gt; Sabe-se que Brick acredita ter sido traído pela mulher com o seu melhor amigo, Skipper, que se suicidara. O foco narrativo centra-se no acontecimento do aniversário do Big Daddy (Burt Ives), o pai de Brick, um homem que morre de câncer, mas que reuniu seus familiares para uma festa que seria de despedida. Enquanto transcorre a comemoração, Brick e Maggie dualizam suas insatisfações, anseios e desespero carnal e verbal. E é justamente nos diálogos ferinos que o filme viabiliza sua dramatização, visto que quase todas as cenas ocorrem dentro dos aposentos da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi polêmico por simplificar o forte teor homossexual do texto. A adaptação cinematográfica, talvez para inibir elementos mais sexuais da trama, desvencilhando-se da censura por causa do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Código de Ética de Hollywood&lt;/span&gt; na época, ocultou a personalidade maliciosa de Brick e suas ações homoeróticas. Ainda assim, Richard Brooks insere insinuações, ainda que sutis, onde mostra que Brick sente-se aflito com sua sexualidade. Se na peça original Brick expressa claramente seu desejo pelo seu amigo Skipper, inclusive é nítido que ele tenha tido um caso de tórrido amor com outro homem, aqui no filme este sentido é mais subjetivo — entende-se que existe uma amizade tão forte que faz com que Brick renegue sua esposa. E a grande tensão se estabelece neste sentido: Maggie não consegue compreender o marido que nega sexo, desprezando-a sentimentalmente. Só sua presença já é motivo de aflição para o marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte sensualidade de Elizabeth Taylor aqui é evidente, interessante como ela representa bem a fêmea-no-cio, a mulher que anseia ser amada e que se sente no âmago o desespero por apenas precisar de sexo. E se Paul Newman representa muito bem o homem com o peso na consciência, tendo que reprimir sua opção sexual, numa vida entregue ao álcool e sem maiores perspectivas — sua forte masculinidade, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy-appeal&lt;/span&gt; e beleza em cena são dimensionadas com exatidão. Interessante a maneira como Taylor parece hipnotizada pelo corpo musculoso, os olhos azuis e o tom até rústico que Newman exala para ela em cena. Richard Brooks utiliza-se dos apreços libidinais do seu par de atores, no auge da beleza, para promover um contundente duelo interpretativo. Ambos, apesar de encarnar um casal à beira do colapso nervoso e sexual, sustentam uma boa química diante dos diálogos venenosos que trocam. Obviamente, é uma direção segura que sabe sugar o que existia de mais talentoso de Taylor e Newman até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, a grande discussão são duas: a homossexualidade de Brick e a rejeição de Maggie. E são esses elementos que desarticulam a estrutura de aparente casamento perfeito dos dois. O espectador indigna-se e até procura entender as insatisfações de cada um. Há, ainda, discussões sobre o sistema patriarcal, crises em família, hipocrisia sentimental e questões relacionadas ao papel feminino naquela época — este é o mais visível, já que Maggie parece afrontar a todos com seus ímpetos libidinais, sua personalidade impulsiva. A típica mulher que é criticada pela sogra por conta de seus trajes mais sensuais e sua postura considerada libertina. Uma felina que não consegue abrandar o calor que se instala em seu corpo, ansiosa que seu marido a devore incondicionalmente. Tennessee Williams sempre soube contornar suas personagens femininas com sentidos mais liberais e com posturas provocantes; na verdade queria mostrar que a mulher não era alguém para servir o homem apenas com os dons domésticos, mas sim sexuais e sentimentais. Obra-prima que não envelhece, é um filme que ferve eternamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/g2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/g2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cat on a Hot Tin Roof (EUA, 1958)&lt;br /&gt;Direção de Richard Brooks&lt;br /&gt;Roteiro de Richard Brooks e James Poe, baseado no livro de Tennessee Williams&lt;br /&gt;Com Elizabeth Taylor, Paul Newman, Burl Ives, Judith Anderson&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1049808903001110778?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1049808903001110778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1049808903001110778&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1049808903001110778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1049808903001110778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/09/tesao-entre-quatro-paredes.html' title='Tesão entre quatro paredes'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mrQ1itwmU0A/TnjOJ2nQ_yI/AAAAAAAACQ8/p918l8Agbaw/s72-c/g1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4867558284938764686</id><published>2011-09-19T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T19:27:21.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Feminismo sexual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-AgLpQaStu-Q/Tm7QnvRmCgI/AAAAAAAACQ0/VYhg0AyJF4c/s1600/E1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AgLpQaStu-Q/Tm7QnvRmCgI/AAAAAAAACQ0/VYhg0AyJF4c/s400/E1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651683963520289282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A sociedade ainda não é preparada para o selvagem lado sexual humano. Tenta-se quebrar os tabus, mas falar de sexo é ainda algo sempre reprimido. Pior é externar todo o desejo descomunal, senso que recebe sempre a reprovação alheia. No final da década de 50, o cineasta francês Roger Vadim providenciou o choque no público ainda firmado num pseudo-puritanismo. Proibido pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legião da Decência nos Estados Unidos, &lt;/span&gt;este filme elevou as temperaturas, ainda frígidas do espectador, ao colocar Briditte Bardot como elemento feminino de grande malícia. A atriz logo se tornou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sex-simbol&lt;/span&gt; do Cinema Europeu por personificar uma mulher liberal, bastante erotizada e de comportamento transgressor, a típica representação da juventude que, naquele momento, quebrava todas as formas de inocência e submissão. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E Deus Criou a Mulher&lt;/span&gt; é justamente um ensaio cinematográfico sobre o poder de sedução, liberdade sexual e determinismo feminino perante uma sociedade altamente repressora. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como compreender que uma mulher permissiva aos desejos mais temperamentais pode também amar? Por que a sociedade persiste em criticar a sexualidade tão à flor da pele?&lt;/span&gt; Essas são perguntas pertinentes ao centrarmos na narrativa do filme: Juliette Hardy (Bardot) é uma jovem orfã de forte beleza, altiva e marcada pela natural sensualidade. Seu poder de atração é evidente, visto que atrai todos os homens ao seu redor, ainda que não tenha essa intenção. Liberal ao extremo, a jovem cria indisposição com a comunidade que insiste em reprimir seus atos, suas opiniões e seu comportamento tão libidinal que faz acender os desejos masculinos e provocar repulsa nas mulheres que temem perder seus maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de desejada pelo milionário Eric Carradine (Curd Jürgens), Juliette nutre um tesão incondicional pelo rústico Antoine Tardieu (Georges Poujouly), mas este ausenta-se de maiores compromissos, apenas quer um envolvimento breve, sem amarras sentimentais. Vitimada pela comunidade que a enxerga como prostituta e condenada por seus guardiões que a ameaçam devolve-la para o orfanato de onde veio, Juliette afunda-se no desespero. É quando Michel (Jean-Louis Trintignant), o irmão mais novo de Antoine, a pede em casamento. O que parecia uma tranquilidade para todos os problemas, torna-se um conflito quando a ebulição sexual de Juliette recebe uma dimensão maior: diferente da mulher padronizada daquele tempo, a loura não parece destinada aos afazeres domésticos, muito menos consegue atenuar sua incessante compulsão por sexo. E é justamente esse ponto que o filme trata com bastante provocação. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É possível viver pelo que se deseja? Existe uma vida firmada em práticas sexuais sem regras morais de fidelidade?&lt;/span&gt; O filme mostra a despudorada Juliette como uma mulher que sente a necessidade de transar, de seduzir, de viver pelo orgasmo imediato — porém, indigna-se por não satisfazer-se sentimentalmente com ninguém, nem mesmo com seu real objeto de amor-platônico, Antoine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente a insistência de Roger Vadim em acentuar todas as curvas de Brigitte Bardot, colocando-a como um extremo objeto de desejo, de libertinagem, notoriamente uma ninfeta sedenta por prazer que consegue deixar os três homens da trama ensandecidos por ela. Inúmeras cenas exploram seu apelo sexual, no intuito de fazer com que o público realmente perceba — ou se excite — com a vocação maliciosa da protagonista. Logo na primeira seqüência do filme, encontra-se uma cena de grande representação orgasmática: Bradot nua, coxas à mostra, em posição sedutora, atrás de um lençol branco, na tensão desconcertante de Jürgens que a enxerga como uma fêmea no cio prestes a ser devorada. Hoje, este filme não tem o mesmo impacto que exerceu, visto que não há um forte teor de cenas explícitas de sexo ou mesmo de nudez. Contudo, é evidente a extravagância sexual que o roteiro providencia ao estruturar diálogos que expressam as intenções dos anseios de Juliette — ora a jovem explana seu sonho em ser amada por alguém, ora investe no posicionamento de delirante ninfomaníaca que apenas quer transar por transar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instigante a maneira como Brigitte Bardot sabe dosar a interpretação mais sensual em momentos onde não se espera que exista a sedução intencional — ainda assim há pequenos gestos, olhares maliciosos e presença provocativa em momentos de beijos bem ardentes, por sinal um avanço para época já que existia um tom mecânico na maneira como se arquitetava essas cenas. Bardot parece movida pela libido da personagem, diante de uma direção ousada de Vadim, que exterioriza bem a postura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy&lt;/span&gt; de sua Juliette.  Por outro lado, há situações onde a emoção e o lado passional é demonstrado, é quando a atriz utiliza-se do melodrama que evoca a fraqueza de Juliette, mas ainda assim é convincente. A canção &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dis-moi Quelque Chose de Gentil”&lt;/span&gt; da cantora Solange Berry toca durante todo o filme, caracterizando bem a personalidade sonhadora da protagonista que, no final das contas, queria ser compreendida por desejar e amar demais. A fotografia prioriza bem os tons calorosos da fogosa Juliette, há cores fortes e tons gritantes de vermelho. É um filme que representa bem o papel feminino, tanto libertino quanto libertário, em busca do direito de prazer sobre os terrenos do falso moralismo social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ed2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/ed2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Et Dieu... Créa la femme (FRA, 1956)&lt;br /&gt;Direção de Roger Vadim&lt;br /&gt;Roteiro de Roger Vadim e Raoul Lévy&lt;br /&gt;Com Brigitte Bardot, Curd Jürgens,  Jean-Louis Trintignant&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4867558284938764686?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4867558284938764686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4867558284938764686&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4867558284938764686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4867558284938764686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/09/feminismo-sexual.html' title='Feminismo sexual'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AgLpQaStu-Q/Tm7QnvRmCgI/AAAAAAAACQ0/VYhg0AyJF4c/s72-c/E1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-5785275333860420387</id><published>2011-09-11T14:00:00.001-03:00</published><updated>2011-10-20T02:57:52.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicopatia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Insustentável frieza humana?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0t5Y3uWze2o/TmZX_KrSqYI/AAAAAAAACQs/PLZywPTfZUc/s1600/asf1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0t5Y3uWze2o/TmZX_KrSqYI/AAAAAAAACQs/PLZywPTfZUc/s400/asf1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649299525292173698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como entender um crime sem motivos aparentes? O que torna o ser humano cruel, à beira da psicose extrema? &lt;/span&gt;Difícil identificar a psicopatia ou mesmo enxergar o limite tênue entre a maldade e atos de crueldade. Às vezes, o que se considera visível, não deve ser acreditado — afinal, a obscuridade faz parte da teia da humanidade. Quarenta anos após o seu lançamento, o contundente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Sangue Frio&lt;/span&gt; ainda é um filme representativo sobre o universo de uma das piores mazelas do ser humano: a frieza de caráter. Baseado no premiado romance de Truman Capote, o filme teve o texto adaptado fielmente por Richard Brooks que soube muito bem ousar em todos os sentidos, desde os técnicos ao conceito explorado pelo delicado roteiro. A trama centraliza nos dois assassinos que cometeram um crime brutal à Família Clutter, em Kansas por volta de 1959. Richard 'Dick' Hickock (Scott Wilson) e Perry Smith (Robert Blake) mataram sem piedade e com requintes de crueldade cada membro da família. O fato tornou-se foco de toda a mídia da época, mais evidente depois quando o jornalista Capote esmiuçou cada detalhe do caso e publicou o livro contendo todos os detalhes íntimos e também psicológicos dos dois jovens. Poucos anos após o filme foi lançado, é um dos mais fieis trabalhos já realizados na história do cinema, mantendo bem todos os traços físicos ou psicológicos dos personagens por Capote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de denso e detalhista no contorno dos perfis psicológicos da dupla, o tom do roteiro é ardiloso por ter a ambição de colocá-los com comportamentos mais sexualizados. Dick assume suas preferências libidinosas, o vício em envolver-se sexualmente com prostitutas e a compulsão sexual que nutre por mulheres em geral. E certos diálogos dele são dotados de doses individualizadas de malícia que transparece a leve sensualidade. Já Perry tem tendências homossexuais e o que sente é muito dúbio. E o filme deixa a entender que os dois possivelmente tiveram uma relação no período que passaram presos anteriormente — por isso Dick chama Perry de “doçura” e “benzinho”, demonstrando uma intimidade amorosa. Richard Brooks é um diretor astuto, por isso torna evidente a personalidade dúbia de cada um dos assassinos antes do crime, a intenção é desnudar as personalidades deles antes do choque do crime no ato final do filme. Os dois ex-detentos se mostram imaturos, típicos rebeldes, sem maiores perspectivas para a vida. Gostam de viver de maneira irracional e sem apreço por princípios morais. Talvez viciados no sexo, nos roubos que cometem, na bandidagem imoderada. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eis uma juventude psicótica, libertária e propensa à libertinagem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perceptível o cuidado de Richard Brooks em não julgar seus personagens, ainda que procure compreende-los com certas indagações expressas nas falas de um ou outro — cruelmente, Dick e Perry não demonstravam arrependimento por nada, mas há momentos que certas reflexões ditas por ambos caracterizem esse senso, claramente. O filme é denso, tem uma atmosfera carregada, envolto em cenas violentas emocionalmente ou físicas. E o texto de Capote é fielmente traçado, pois há uma humanização evidente dos dois assassinos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que cometeram um crime tão bárbaro? Qual razão para optar por um destino tão mórbido? O que motiva um ser agir de tal forma? &lt;/span&gt;Inúmeros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; que reconstroem as infâncias de Dick e Perry aproximam os anti-heróis do espectador, talvez um recurso emocional do diretor, ainda que não apelativo. Ao posicionar a frieza dos assassinos que acaba por causa estranhamento e sufoco para quem assiste, Richard Brooks investe também na intimidade dos dois jovens. Há uma camaradagem evidente entre eles, inúmeras cenas que explicitam o tom afetivo de um para o outro. Estranho contraste já que psicopatas não têm sentimentos. O roteiro não procura defendê-los, mas a reflexão vai de cada um: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como pessoas tão amigáveis entre si poderiam agir com tal falta de caráter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousado para época, o filme tem um apuro técnico perfeito, ainda mais com uma fotografia exuberante que surpreende pelo estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noir.&lt;/span&gt; Dramático, cruel e envolvente — a trama apega-se, incondicionalmente, também na química de Scott Wilson e Robert Blake, ambos no auge da beleza e juventude, que encarnam os assassinos com posturas viris e todo o arquétipo da masculinidade juvenil. Ambos os atores provocam sensações adversas, da fascinação à indisposição. Fascina-se por conta da personalidade determinada, da amizade afetiva de ambos, dos portes físicos dotados de beleza. Mas, causa repulsa quando se evidencia a psicose quando cometem o crime. Por sinal, as cenas do assassinato são carregadas de tensão e angústia, ainda que não se afirme em tons sanguinários. Independente da repulsa que seja visualizar na tela dois homens tão incorretos, a postura varonil dos dois favorece forte atração — aos homens que se identificam com arquétipos machistas e determinados; às mulheres que enxergam na beleza física e na transparente amizade de Dick e Perry um conforto. Obviamente, os atores permitem esses contextos de idealizações, faz parte da magia da Sétima Arte em revestir de brilho o universo de anti-heróis. Mas, polêmica mesmo é a afirmação de que Truman Capote teria tido um caso amoroso com Perry, e foi através da aproximação do escritor com ele que o livro foi publicado com tamanhos detalhes sobre os criminosos. Obra-prima, filme imperecível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/asf2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/asf2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In Cold Blood (EUA, 1967)&lt;br /&gt;Direção de Richard Brooks&lt;br /&gt;Roteiro de Richard Brooks, baseado no livro de Truman Capote&lt;br /&gt;Com Robert Blake, Scott Wilson, John Forsythe, Paul Stewart&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-5785275333860420387?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/5785275333860420387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=5785275333860420387&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5785275333860420387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5785275333860420387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/09/insustentavel-frieza-humana.html' title='Insustentável frieza humana?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0t5Y3uWze2o/TmZX_KrSqYI/AAAAAAAACQs/PLZywPTfZUc/s72-c/asf1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-5570434953310534680</id><published>2011-09-03T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-03T09:13:34.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Amores (im)possíveis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zc_YMhChBiQ/TlwXuX60M5I/AAAAAAAACQk/i6IseHy25p8/s1600/bjo1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zc_YMhChBiQ/TlwXuX60M5I/AAAAAAAACQk/i6IseHy25p8/s400/bjo1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646414118277886866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ser humano é incrível. Tem a capacidade de se apaixonar em um dia, no outro já esquece alguém. E o mais surpreendente é que a cada frustração amorosa, o universo parece conspirar a favor. Muitas vezes, após o término de um relacionamento, é que o indivíduo acaba por encontrar um novo alguém — daí o sonho recomeça novamente, desejos surgem, percepções são estimuladas, libidos graduais. Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Beijo Roubado,&lt;/span&gt; a representação dramática é do universo romântico de personagens em busca de sentimento, de amparo. A dolorosa sociedade que não se acostuma a sofrer traições, desilusões e descasos afetivos. O filme evidencia esses sentidos ao colocar a trajetória íntima de Elizabeth (Norah Jones), delicada jovem que sofre por ser trocada por outra. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já vivenciou ver seu namorado com outro? Já teve que experimentar ser desprezada por alguém que você havia depositado toda sua fidelidade? O que fazer para amenizar a dor de ver seu amor transando com uma amante?&lt;/span&gt; Surpresa e desamparada, a frágil moça encontra conforto em Jeremy (Jude Law), também de coração partido e desprezado pela ex-namorada. Tanto um quanto o outro se sentem atraídos, mas é o sentimento de ternura que impera, inicialmente. O contato entre os dois se inicia entre diálogos íntimos, um pedaço de torta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blueberry&lt;/span&gt; com sorvete e trocas de confidências em noites acolhedoras — daí o sentido do título original. O que parecia ser um filme de romance entre dois jovens perdidos pela dor do amor, torna-se uma trajetória de auto-conhecimento quando novos personagens se convergem no universo adocicado de Elizabeth. O diretor chinês Kar Wai Wong aqui estreia sua produção no cenário ocidental com muita sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que este é um filme delicado sobre personagens em busca de carinho. Kar Wai Wong coloca no caminho da protagonista Elizabeth — "Lizzie" ou mesmo "Beth" como é chamada por um ou outro — indivíduos singulares que acabam por mexer com seu destino e garantem uma catarse sentimentalista em seu universo. Bem verdade, é uma amostra de histórias de amor com destinos infelizes, ou mesmo um retrato realista de sonhos destruídos. Cansada de sofrer e em busca de uma mudança de vida, Elizabeth parte para o mundo em busca de novo emprego e novas perspectivas pessoais. Cruza os EUA, passa a se corresponder por cartas com Jeremy, trabalha como garçonete em dois empregos. É então que se “esbarra” com Arnie (David Strathairn), um policial amargurado que não consegue esquecer sua esposa, Sue Lyne (Rachel Weisz), uma mulher que fugiu da relação por sentir-se sufocada e prefere vivenciar sexo casual com pessoas sem vínculos. Arnie não consegue viver satisfeito, tem tesão e sentimento pela ex — é através dele que Elizabeth percebe que suas frustrações são vivenciadas também por outras pessoas. É mais um exemplo de indivíduo que tem que lidar com o fim do relacionamento. Interessante que o filme coloca esses personagens na vida de Elizabeth por acaso, onde ela apenas os observa, ainda que faça parte da convivência de cada um. David Strathairn e Rachel Weisz aqui encontram um conforto interpretativo e exponencial atenção do espectador como o casal que vive a turbulência de uma relação já destruída pelo tempo de amargura, de amor despedaçado. As cenas de diálogos febris que caracterizam as brigas e discussões entre ambos são carregadas de emoção, é um dos pontos mais altos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais a frente, surge uma Natalie Portman tresloucada, interpretando uma&lt;span style="font-style: italic;"&gt; sexy j&lt;/span&gt;ogadora de pôquer de personalidade dúbia, Leslie. Ela não acredita nas pessoas, é desconfiada e representa a  típica mulher que foge de vínculos amorosos para não sofrer. Ao ter contato com Elizabeth, passa a modificar as percepções dela também. Pois, com tantos seres humanos embriagados — e ausentes — de amor, condenados a sofrer demais, Elizabeth passa a refletir toda sua vida: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu descobri que não é tão difícil atravessar a rua, só depende de quem te espera do outro lado",&lt;/span&gt; compreende em dado momento no filme. Ao explicitar cenários humanos de desilusões amorosas, o diretor é muito perspicaz em arquitetar tomadas das intimidades dos personagens com o recurso de uma fotografia com cores fortes e tons amarelados/vermelhos cintilantes. É como se cada indivíduo ganhasse sua própria cor, alguns com tons quentes; outros mais frios, a depender da personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na trama, o que fica mais propenso ao romance agridoce é o casal Elizabeth e Jeremy — a bela química em cena de Norah Jones e Jude Law é nítida. O casal transpira afetividade, ternura e certa sutileza sexual, de acordo com os desejos inevitáveis que ambos vivenciam. Seus personagens são reflexos da juventude que não se cansa de sofrer de amor, mas que, ainda assim, necessita de uma nova relação para sobreviver. A interpretação emotiva e meiga de Jones é o charme do filme, é surpreendente a maneira como a cantora demonstra talento e traquejo interpretativo em todo o filme. Delicadeza, emoção e intimidade — são aspectos visíveis em cada personagem deste belo filme que trata de um tema tão próximo de todos. Ora, Kar Wai Wrong quer expressar seu mosaico humano com boa dose de afeto e ternura. Talvez por isso limite sua câmera posicionada, demoradamente, nos rostos dos dois atores — inclusive, abusa da beleza de Norah Jones ao focar nos seus lábios que é o centro de desejo de um Jude Law que lhe rouba um beijo em dado momento.  E também o diretor é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeur,&lt;/span&gt; pois angula sua câmera por trás de vidros e vitrines, como se observasse seus personagens à espreita, sem julgá-los. E a trilha sonora de Ry Cooder ampara-se em boleros e tangos, num clima de jazz, permitindo a concentração de suavidade romântica que o roteiro clama. Um filme simples, sem adornos conceituas, a não ser o retrato das vicissitudes do amor nas suas proporções mais banais. O poeta Vinícius de Moraes resume bem o filme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”,&lt;/span&gt; verdade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/bjo2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/bjo2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;My Blueberry Nights (EUA, 2007)&lt;br /&gt;Direção de Kar Wai Wong&lt;br /&gt;Roteiro de Kar Wai Wong e Lawrence Block&lt;br /&gt;Com Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-5570434953310534680?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/5570434953310534680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=5570434953310534680&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5570434953310534680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5570434953310534680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/08/amores-impossiveis.html' title='Amores (im)possíveis'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zc_YMhChBiQ/TlwXuX60M5I/AAAAAAAACQk/i6IseHy25p8/s72-c/bjo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-7822970046585427490</id><published>2011-08-27T15:20:00.000-03:00</published><updated>2011-08-27T15:31:50.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Clamor dos desejos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-8zBFxXJkjDM/TlPi6lrg9xI/AAAAAAAACQc/K5ohDhypGVU/s1600/ep1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8zBFxXJkjDM/TlPi6lrg9xI/AAAAAAAACQc/K5ohDhypGVU/s400/ep1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644104254200280850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que a mulher não pode ter as mesmas liberdades que o homem? &lt;/span&gt;A sociedade sempre pareceu punir, condenar e tolher bastante os sensos de afirmação do sexo feminino. Não é de agora que a mulher busca se realizar — e ser também respeitada — nas suas escolhas amorosas e sexuais. O que torna &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Época da Inocência&lt;/span&gt; mais marcante é justamente por tratar de temas tão delicados sobre os rigores da sociedade perante a condição feminina. Martin Scorsese foi provocador ao adaptar o livro de Edith Wharton. Seu filme, além uma crítica mordaz a sociedade com preocupações mesquinhas, cheia de tradições e hipocrisia, é uma grande história de amor marcado repressões e angústias. A grande protagonista da história representa uma mulher sem amarras, à frente do seu tempo, alguém que não se conforma com o tradicionalismo. É através da Condessa Ellen Olenska (Michelle Pfeiffer) que todo o sentido do filme é direcionado. A mulher que retorna da Europa, após um casamento fracassado, precisa se reerguer moralmente, mas é mal vista por todos que a ignoram rispidamente. O cenário narrativo é em Nova York, por volta de 1870, naquele tempo o divórcio era até admitido, ironicamente a sociedade não aceitava esse senso com bons olhos. Ellen encontra o conforto com os familiares, mas é quando conhece o advogado Newland Archer (Daniel Day-Lewis) — um amigo de infância, mas de casamento marcado com sua prima May Welland (Winona Ryder) —, é que toda a problemática está estabelecida em seu destino. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como atenuar os desejos íntimos que parece querer destruir todos os sensos morais alheios? E fugir de um anseio que não entende os rigores de uma sociedade predatória que costuma punir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Scorsese mostra como é doloroso amar, pois seus amantes são predestinados ao sofrimento. Os sentidos da paixão e das escolhas humanas são preconizados por esse filme que insiste em pautar a relação do desejo frente a um período onde não haveria espaço para emoção; mas sim o fundamento da razão. A evidência do caráter romântico dos dois amantes que, sufocados por se submeter aos moldes da burguesia nova-iorquina, não conseguem se livrar do desejo é comovente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E como reagir a essa sociedade conservadora?&lt;/span&gt; Curiosamente, é o clamor do sexo que faz com que fujam da conformidade de mundo. A delicadeza do roteiro sabe cuidar do aspecto sensual da trama, como na seqüência onde Archer tira as luvas das mãos de Ellen dentro de uma carruagem, beijando delicadamente os dedos da Condessa, a ponto de deixá-la em ebulição carnal. Há toda uma sutileza e elegância sensual que percorre todo o sentido do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão sexual de Michelle Pfeiffer com Daniel Day-Lewis é muito bem exposta — o casal parece prestes a explodir de tesão, sentimento e carinho. O ator empresta um tom até sedutor ao personagem, de acordo com o caráter másculo dele, mas exercita-se aqui um teor de melancolia, visto que é um homem predestinado a sofrer por não ter a mulher que ama. As inúmeras problemáticas são bem delineadas na narrativa. Ellen buscava independência — mas existia a dificuldade de ser respeitada após um divórcio, afinal a mulher seria considerada “vulgar”, já que quebrou os padrões morais daquele momento; estaria limada socialmente se efetuasse a separação. E sua relação com Archer, um exímio apaixonado, era a quebra total dos padrões morais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é mais válido, o amor ou a perda da reputação? Pode-se abdicar de todos os preceitos e julgamentos a favor de um sentimento?&lt;/span&gt; A trama envolve o público por desnudar todos os aspectos mais pungentes da sociedade daquele tempo. O falso moralismo, os casamentos de fachadas, as felicidades aparentes. Porém, é a forte paixão de Ellen e Archer que sustenta todo o apelo emotivo do filme, providenciando a vontade de viver num mundo tão artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sensibilidade, Martin Scorsese adapta o texto ferino e delicado neste filme que mantém toda a linguagem poética do livro original de Edith Wharton. O auxílio narrativo com o vigor visual de uma fotografia exuberante explicitam todas as nuances psicológicas de seus personagens. O diretor explora as emoções de seus personagens com um olhar bem próximo, a câmera mantém um foco constante nos rostos para garantir uma melhor intimidade. E a melódica trilha sonora de Elmer Bernstein capta bem os tormentos emotivos dos amantes, um auxílio à narrativa. O contraste das personalidades é instigante também. May — numa interpretação sensível de Winona Ryder — é a típica virginal que segue os moldes da juventude casta, sem maiores desenvolturas libidinais ou intenções maliciosas, apenas preocupada com os arranjos do casamento perfeito. Ellen é o oposto, tem uma sensualidade natural de uma mulher que sabe amar, deseja um homem de compromisso marcado e é passional em suas atitudes. E talvez seja essa lógica que afirma a atração de Archer por ela: todo ser apaixonado não consegue viver sem o calor da passionalidade romântica, não viveria uma relação formal, para tanto precisa de algo mais substancial. E Ellen e Archer refletem bem os sentidos da paixão, são quentes e intensos e sofredores como todo romântico clássico. Mas entendem que para viver esse amor proibido precisariam burlar toda uma sociedade que condena a informalidade do ser humano. Eis um apurado trabalho de Martin Scorsese, belíssimo filme de amor que beira à perfeição poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/epino0.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/epino0.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;The Age of Innocence (EUA, 1993)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Martin Scorsese&lt;br /&gt;Roteiro de Martin Scorsese e Jay Cocks, baseado no livro de Edith Wharton&lt;br /&gt;Com Daniel Day-Lewis, Michelle Pfeiffer, Winona Ryder, Richard E. Grant&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-7822970046585427490?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/7822970046585427490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=7822970046585427490&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7822970046585427490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7822970046585427490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/08/clamor-dos-desejos.html' title='Clamor dos desejos'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8zBFxXJkjDM/TlPi6lrg9xI/AAAAAAAACQc/K5ohDhypGVU/s72-c/ep1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4177270836484639084</id><published>2011-08-22T16:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T16:00:33.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Sentimentos com desejos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-bJ8OaEvhjxQ/TkyCScGJjnI/AAAAAAAACQU/-Xrc-efuRzA/s1600/post1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bJ8OaEvhjxQ/TkyCScGJjnI/AAAAAAAACQU/-Xrc-efuRzA/s400/post1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642027686479629938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Difícil fazer valer todos os sentimentos, desejos e vontades próprias numa sociedade que acaba por julgar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o que fazer quando o que sente é algo que parece ser uma afronta à natureza da humanidade? Como conter um profundo desejo que teima em dilacerar os preceitos da moralidade? &lt;/span&gt;O curta &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Amor Contra o Destino&lt;/span&gt; agiu com vigorosa polêmica quando lançado ao colocar dois jovens irmãos perdidamente apaixonados. Dirigido e roteirizado por James Burkhammer, a trama centra-se no subúrbio americano onde Darren (J.B. Ghuman Jr.) e Connor (Marshall Allman) crescem sob o teto de rigores familiares — todos os dois rapazes, desde pequenos, receberam uma educação sem muita afetividade por parte do pai que preferia agir com enérgica severidade e intransigência. Ainda que sem uma aliança tão íntima com os pais, os dois irmãos uma sintonia transparente. Mas, o que parecia uma cumplicidade incondicional familiar, torna-se um estranho desejo que proporciona boa dose de confusão mental em cada um ao se tornarem adolescentes. A partir desse senso polêmico que o filme é direcionado, com urgência e sem procurar esmiuçar muito sentidos existenciais. Darren e Connor não conseguem mais conter o que sentem, no limiar da confusão amorosa e tensão sexual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Falar de sexualidade sob a perspectiva homossexual no cinema torna-se, cada vez mais, permissivo. Diante da turbulência de manifestações à favor do direito da diversidade sexual, da necessidade da quebra dos tabus e do direito à voz ativa que cansou de brigar contra preconceitos — a expressão de comportamento da homossexualidade é perseverante. Porém, é difícil expressar esse senso quando se mistura aí o contexto do incesto. A polêmica desse filme é voltada basicamente a essa questão, visto que diversas obras já problematizaram o “amor impossível entre dois homens”. Felizmente, a proposta aqui é bastante envolvente por ter uma objetividade na transparência dos sentimentos dos seus personagens. Tanto Darren quanto Connor não escondem, logo de cara, o desejo absurdo que sentem um pelo outro — a cena em que Darren dialoga sobre suas insatisfações juvenis, para depois roubar um beijo precipitado em Connor, evidencia a pressa que o diretor Burkhammer tem em extremar as posições libidinais de seus garotos. O tesão é latente, por isso o roteiro cumpre o método de tornar esse contexto visível ao olhar do público. Eis a pressa da juventude, quase sempre passional, que não consegue reprimir seus desejos, ainda que a sociedade tente mascarar tudo em sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme procura mostrar como é doloroso para o ser humano se descobrir sexualmente, mais ainda quando o objeto de desejo é, irrevogavelmente, alguém do mesmo sangue. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como lidar com uma situação tão improvável assim?&lt;/span&gt; Corajoso roteiro que não nega os tormentos afetivos dos dois jovens que preferem viver juntos, fazem sexo constantemente e vivenciam o sentimento à flor da pele dentro da redoma de sua casa. Darren e Connor escondem-se da sociedade preconceituosa dentro do quarto, é lá que preferem viver suas carícias, seus sentimentos mais ardorosos e seus sonhos. Fora da intolerância do mundo externo, os jovens buscam o conforto mútuo, experimentam o que o coração anseia. E James Burkhammer aproveita-se da intimidade e talento de Ghuman Jr. com Marshall Allman para promover rápidas passagens de nudez, diálogos homoafetivos e nítida química sexual entre os dois. É compreensível entender que esse curta conseguiu ser premiado em diversos festivais na época de lançamento, é um trabalho autêntico que prioriza os sensos afetivos e carnais do público &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer&lt;/span&gt;.  É natural também que boa parcela da comunidade homossexual tenha mais interesse, por conta da plena identificação com as motivações do casal. Mas, a produção merece ser experimentada por todos, sem julgamentos ou intolerância. Ademais, é um exímio representante do universo sentimental onde prevalece uma icônica história de “amor impossível” que acaba por fascinar quem assiste. Por ser um curta, muito fica subtendido, mas é evidente que a intenção foi promover mesmo uma reflexão do que tornar todos os fatos abertos. Sem dúvida, uma abordagem instigante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/post2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/post2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Starcrossed (EUA, 2005)&lt;br /&gt;Direção de James Burkhammer&lt;br /&gt;Roteiro de James Burkhammer&lt;br /&gt;Com J.B. Ghuman Jr., Marshall Allman, John Wesley Shipp&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4177270836484639084?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4177270836484639084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4177270836484639084&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4177270836484639084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4177270836484639084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/08/sentimentos-com-desejos.html' title='Sentimentos com desejos'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bJ8OaEvhjxQ/TkyCScGJjnI/AAAAAAAACQU/-Xrc-efuRzA/s72-c/post1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-845890609868455349</id><published>2011-08-16T22:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-16T22:26:05.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><title type='text'>Pânico do Orgasmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ARMy1h6Jvig/TkYHLfJj7fI/AAAAAAAACQM/6L3ZIfDjD-I/s1600/rp1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ARMy1h6Jvig/TkYHLfJj7fI/AAAAAAAACQM/6L3ZIfDjD-I/s400/rp1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640203477249682930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mente humana é estranha. Além de imprevisível, é capaz de conceber tormentos íntimos, caos na própria alma. Roman Polanski realizou o seu primeiro filme falado em inglês em 1965. A obra chocou ao explicitar em seu caráter narrativo elementos sexuais, psicológicos e certa ousadia ao misturar planos da realidade com sensos imaginários. Com roteiro dele e de Gerard Brach, o filme é um perturbador olhar sobre os desejos reprimidos e a obscuridade presente no inconsciente do ser humano.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Repulsa Ao Sexo&lt;/span&gt; é um filme difícil, sufocante e perverso. Talvez, um dos trabalhos mais viscerais sobre o universo da loucura, da alucinação, executa uma experiência estética incrível. Mostra como uma repressão sexual pode causar tormentos irremediáveis a um ser humano. Catherine Deneuve, então com 21 anos, interpreta a manicure Carol Ledoux, uma jovem extremamente reprimida sexualmente, introspectiva e tímida. Ainda que de beleza sedutora, de postura altiva e com um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy-appeal&lt;/span&gt; inevitável, a jovem inibe-se a maiores contatos sociais e tem medo de maiores assédios. É dependente afetivamente da irmã Helen Ledoux (Yvonne Furneaux) e não aceita o romance amoroso que esta tem com um homem casado. O que parece ser um filme de tom dramático, torna-se um conflito alucinante sobre os tormentos da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aversão a qualquer indício de sexualidade é visível — Carol manifesta indisposição a qualquer senso libidinal. Incomoda-se ao ouvir os gemidos da irmã que transa com o namorado no quarto adjunto; indigna-se ao receber cantadas de transeuntes na rua; não sustenta nenhuma atração pelo namorado Michael (Ian Hendry) que insiste em ter um contato mais íntimo com ela ou tirar sua  maculada virgindade; vomita só de sentir o cheiro do orgasmo nas vestes da irmã. É provocante a maneira como Polanski abusa da fragilidade, dos gestos mecânicos e da estranha personalidade de Carol. E o primeiro ato do filme esmiúça a disfunção sexual que a protagonista vivencia, a maneira como a garota demonstra uma apatia completa à ordem sexual. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quais razões da aparente frigidez? Por que o sexo promove um desconforto irrevogável à jovem?&lt;/span&gt; Ainda que estonteante, não consegue se conectar com as pessoas, numa aparência constante de alienação. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que torna uma pessoa tão adversa à libido?&lt;/span&gt; Enquanto as perguntas se manifestam na mente do espectador, a narrativa assume contornos assustadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sua irmã viaja com o amante para uma viagem à Itália, o filme ganha possibilidades sombrias, é quando se acentua o grau nítido de “terror psicológico” e o esqueleto de paranóia é praticado. Carol imerge num abrupto descontrole mental dentro de seu apartamento, gradativamente perturbada, em meio às confusões abismais de sua realidade que se alternam com suas alucinações mórbidas. É justamente assim que Polanski induz o expectador num obscuro caminho mental de sua protagonista, faz com que o segundo ato do filme transpareça como uma representação da amplitude mental de Carol. O tom macabro, a violência e o suspense são elementos visíveis dentro do claustrofóbico apartamento. A jovem submete-se a sua insanidade própria. Visualiza vultos, assombra-se com presenças dentro do quarto, desorganiza-se de forma que se torna vulnerável. É então que entramos no mundo particular de Carol, sua mente é despida e a dimensão da loucura é latente. A ausência de lucidez é consequente de sua sexualidade reprimida, seus desejos dúbios, numa vida de privações sexuais que ocasiona numa turbulência emocional. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esquizofrênica, psicótica ou apenas a realidade incompreendida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma estética musical do instrumentista Chico Hamilton e fotográfica instigante de Gilbert Taylor, Roman Polanski inquieta o espectador ao colocar Carol em meio aos seus tormentos dentro do apartamento trevoso. A mistura de percepções, o tom nervoso e o desconforto da jovem passam a ser de quem assiste ao filme também. Vemos Carol ser estuprada toda noite por homens diversos; sua intensa insegurança sexual sendo articulada. O ambiente parece ter personalidade própria, cria formas surreais em volta dela, corredores assumem outras dimensões, paredes tornam-se mais largas, tudo de acordo com as suas percepções. Mãos invadem seu corpo como se à procura do sexo compulsivo, rachaduras na parede cada vez maiores que causam pânico. As lentes de Polanski não temem em mostrar o que há de mais denso na obscuridade de Carol — o talento de Catherine Deneuve é impressionante. Sua personagem pouco fala, mas tem uma personificação bem delineada de gestos e olhares. Quando sua Carol explode em fúria assassina, nos tormentos dramáticos de loucura descabida, o filme grita por ser propriamente sufocante. Talvez Roman Polanski nem tivesse consciência de que faria uma obra-prima, definitivamente é um espetáculo psicológico-sexual que merece ser revisado sempre. Com extrema poesia e psicologia, funciona como um estudo sobre o detrimento mental de um ser humano. Pura obra-prima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/rp2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/rp2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Repulsion (EUA, 1965)&lt;br /&gt;Direção de Roman Polanski&lt;br /&gt;Roteiro de Roman Polanski e Gérard Brach&lt;br /&gt;Com Catherine Deneuve, Ian Hendry, Yvonne Furneaux, John Fraser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-845890609868455349?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/845890609868455349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=845890609868455349&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/845890609868455349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/845890609868455349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/08/panico-do-orgasmo.html' title='Pânico do Orgasmo'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ARMy1h6Jvig/TkYHLfJj7fI/AAAAAAAACQM/6L3ZIfDjD-I/s72-c/rp1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-8174438357617999527</id><published>2011-08-11T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-11T18:10:18.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Direito ao desejo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-tRKU6pE9VJk/Tj4Em0MctwI/AAAAAAAACQE/hZ_3cXe29oE/s1600/d1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-tRKU6pE9VJk/Tj4Em0MctwI/AAAAAAAACQE/hZ_3cXe29oE/s400/d1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637948848406836994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Duquesa&lt;/span&gt; problematiza bem uma das questões históricas mais evidentes da humanidade: o tolhimento feminino. Numa sociedade onde a aparência reina, os casamentos são laços com propósitos financeiros e a hipocrisia aparenta ser um exercício prioritário, uma mulher não tinha voz ativa. Sem a chance de escolher a própria vida, o papel feminino se restringia à procriação e à sufocante submissão ao arbitrário império masculino com suas regras, comandos e rigidez. Sob esses sensos, o filme dirigido por Saul Dibb, roteiro adaptado no argumento verídico da pesquisadora Amanda Foreman, torna nítido um período intrigante da História. O terreno narrativo centra-se na sociedade inglesa do século XVIII. Georgiana Spencer (Keira Knightley), a Duquesa de Devonshire — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Imperatriz da Moda&lt;/span&gt;”—, foi sinônimo de feminilidade, elegância e considerada uma mulher a frente de seu tempo pela determinada personalidade. Contudo, era a representante perfeita daquele opulento mundo: ofertada pela família para um casamento arranjado com William Cavendish (Ralph Fiennes), vivenciou todo o tormento de ter uma vida onde não tinha as rédeas de seu destino, sob o manto de falsidade das aparências da aristocracia. O acordo matrimonial tinha um único objetivo: Georgiana só “existia” para o Duque para conceber seu herdeiro. Daí vem o tormento crucial da trama: abortos são feitos e as inúmeras tentativas geram filhas mulheres, a relação conjugal de ambos torna-se frágil, deteriorada e com problemas graduais. A impossibilidade de amar e ser amada, a ausência de bons tratos e as decorrentes traições que o Duque comete, causam abalos que prejudicam a relação que já nasceu errada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ao assumir a sexualidade como ponto central de discussão, o roteiro evidencia a polêmica posição da protagonista. A duquesa que não tem prazer sexual com seu esposo, visto que inexiste uma química entre eles, já que o casamento se estabelece pelos interesses — somente pelo único intuito de ser um laço que irá garantir o herdeiro ao trono. Não há libido na relação de ambos. Ademais, Georgiana se incomoda com as amantes constantes do Duque que prefere manter com ela uma relação sem intimidade e com certo apreço pela formalidade. Não existia afeto ali, nem carícias, nem sentimento. A primeira transa do casal eleva esse teor de “coito mecânico” — a noção de um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; sexo-frio&lt;/span&gt; —, quando o Duque investe nas penetrações agressivas na esposa, sem nenhum toque de romantismo ou mesmo preliminar. Existe ali o papel da procriação, a mulher não precisaria atender aos fetiches ou necessidades libidinais para um marido que buscava amantes para tal. Sem a proeminência no quesito de satisfação sexual, prisioneira em seu próprio casamento, a duquesa prefere se dedicar à moda inglesa, uma paixão particular, ditando estilo e regras nesse contexto já que é bem influente e adorada por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas onde existia o prazer carnal? Como uma relação sem sentimento e com maus-tratos poderia perdurar?&lt;/span&gt; Quando se interessa por Charles Grey (Dominic Cooper), um sedutor jovem politizado que anseia se tornar primeiro-ministro, é que a polêmica torna-se ainda mais substancial no argumento da sexualidade. O roteiro lida com as agruras de uma mulher que entende que a sociedade preserva o direito masculino em ter amantes, em ser infiel, em ter a liberdade sexual — mas que, incompreensivelmente, condena o sexo feminino de tal ação. Georgiana sofre por ter seus sentimentos retraídos, amargura- se por precisar conter sua libido que é aflorada na presença do jovem Charles, com seus flertes e atitudes hiperativas, representando bem o papel de sedutor: corpulento, galanteador, passional e romântico. E é justamente esse sentido que torna o filme mais ousado. Se com o marido existia um sexo frígido, a noção de prazer e sensualidade se estabelece quando Georgiana permite-se aos desejos carnais com Charles. A potência do tesão carnal é tanto que a direção de Saul Dibb torna-se mais maliciosa no romantismo de ambos. E isso é visível na cena em que os dois sucumbem ao tesão e ao excitamento, sequência pontuada com força dramática sensual no qual a câmera foca nos gemidos expressos por Georgiana. E com a polêmica da traição que a turbulência emocional mexe com as determinações/motivações de cada personagem. A trilha sonora instrumental de Rachel Portman é emotiva e sustenta a dramaticidade do roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keira Knightley representa muito bem a dimensão do orgasmo, no prazer descomunal que sua personagem pede nas cenas de intimidade com Dominic Cooper — a atriz personifica bem a tonalidade frágil e determinada de sua Duquesa que é a representação de uma mulher que lutou para ser compreendida frente a um mundo opressor. A sede de amar, de ter desejos, de ter orgasmos; é também a representação feminina de alguém que lutou para ser amada, que jamais tolerou seu casamento de fachada e cárcere privado sob o manto cruel, hostil e frio de um Ralph Fiennes assustador, atuação cheia de nuances que intriga até com um olhar. A direção de Saul Dibb prefere concentrar-se nos duelos emotivos de cada problema psicológico de seus personagens — por isso, talvez, a câmera sempre absorva ao máximo as expressões e olhares de cada ator, principalmente em closes exaustivos. Um atrevimento melhor em cenas de sexo, tornaria o filme mais satisfatório, pois pouco há de nudez mostrada ou momentos mais explícitos,  mas não deixa de ser um filme instigante de militância feminista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/d2-1.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/d2-1.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;The Duchess (ING, 2008)&lt;br /&gt;Direção de Saul Dibb&lt;br /&gt;Roteiro de Jeffrey Hatcher, Anders Thomas Jensen, Saul Dibb&lt;br /&gt;Com Keira Knightley, Ralph Fiennes, Charlotte Rampling, Dominic Cooper, Hayley&lt;br /&gt;Atwell&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-8174438357617999527?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/8174438357617999527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=8174438357617999527&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8174438357617999527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8174438357617999527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/08/direito-ao-desejo.html' title='Direito ao desejo?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-tRKU6pE9VJk/Tj4Em0MctwI/AAAAAAAACQE/hZ_3cXe29oE/s72-c/d1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3786107579992144382</id><published>2011-08-05T11:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T11:09:02.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicopatia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Coração Louco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yitEmmcr9NE/TjW5_852RpI/AAAAAAAACP0/Au3ScNsaeSU/s1600/c1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yitEmmcr9NE/TjW5_852RpI/AAAAAAAACP0/Au3ScNsaeSU/s400/c1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635615017055700626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A relação de dependência afetiva é um contexto bastante evidente na sociedade. Se dentro desse cenário moderno de relações casuais, sem amarras e compromissos, existe a presença da liberdade individual — muitos ainda preferem manter um elo de exclusividade com o outro. Mas, o ser humano ainda peca pelo excesso, exagera ao se afeiçoar por um desconhecido que mal convive e acredita que encontrou a paixão ideal para toda a vida. Este filme discursa sobre a obsessão de um sentimento que leva à loucura, do desatino de uma pessoa que se ampara na personalidade de outra para sobreviver, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tesão-louco&lt;/span&gt; que faz com que alguém não sinta mais prazer na vida quando se ausenta do seu objeto de fetiche. Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Colega de Quarto&lt;/span&gt; existe o típico conflito adolescente, não muito diferente de outros filmes por aí do mesmo estilo, porém o argumento torna-se realista, até provocador. Sara (Minka Kelly) é a jovem estudante desejada por todos os homens, a típica mulher que atrai os olhares quando entra no ambiente. Sua sensualidade natural é tanta que capta atenção de sua colega de quarto da universidade, a misteriosa Rebecca (Leighton Meester), que logo se mostra uma eficiente amiga. Mas é óbvio que dessa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pseudo-camaradagem&lt;/span&gt; e muita gentileza, esconde ali uma necessidade oculta. Logo no começo do filme, o diretor Christian E. Christiansen não atenua a tensão que se torna gradual — a tal colega demonstra ter intenções perversas, um grau preocupante de crueldade mórbida, além de certa fixação homoafetiva por Sara. Exercita-se, então, um jogo de segundas intenções com contornos de psicopatia que periga todos ao redor, inclusive o novo namorado de Sara, Stephen (Cam Gigandet). &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como não desconfiar de alguém que age de má-fé?&lt;/span&gt; Há pessoas que não desconfiam das intenções dissimuladas de outros e passam a ser manipuladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas problemáticas provocantes no discurso desta película. A primeira tange ao posicionamento da psicopatia. Rebecca representa bem a típica garota desequilibrada que faz tudo para manipular e obter seu foco de desejo. Cria situações, dissimula sua aparência frágil, mas esconde uma personalidade mórbida tão conhecida em outros filmes representativos de psicopatas. Os diálogos e as situações que a garota cria para sustentar sua obsessão refletem bem as características padrões e motivacionais de seres que mantêm esse tipo de comportamento. Rebecca oculta suas intenções para Sara, mas é percebida pelos outros — não só o namorado de Sara, como seus demais amigos, passam a perceber que, por trás da aparência angelical da garota, existe uma personalidade diabólica, inconstante e sem limites. O potencial de suspense se alia de sustos e diálogos tensos, além da câmera de Christiansen que focaliza nos olhares mórbidos e na face aterrorizante de Rebecca em quando revela ser uma pessoa de personalidade fria. A cena em que ela tem um orgasmo ao conversar, por telefone, com o ex-namorado de Sara, mostra bem o quão irracional pode ser uma pessoa quando nutre uma obsessão por outra. E é também um olhar sobre o lesbianismo que é uma característica provocadora do roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme segue nesse ritmo de suspense, mas aproveita-se do apreço libidinal do trio central. Obviamente, para tornar a malícia ainda mais transparente para o público. A segunda questão problemática tange à homoafetividade. Rebecca, além de apresentar comportamentos suspeitos, sente-se atraída sexualmente por Sara — o tom da homossexualidade revela-se nas sequências onde a psicótica jovem direciona sua libido feminina, repleta de desejos e vontades. Rebecca anseia possuir, afetivo e sexualmente, a colega Sara, para tanto, promove inúmeras situações manipulativas-maliciosas para garantir um contato mais próximo, talvez no intuito de tornar seu objeto de desejo mais íntimo do seu universo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Onde surgiu tanto desejo? Será que, além do obscuro comportamento doentio, há uma garota que reprimia sua opção sexual?&lt;/span&gt; O roteiro mostra essas intenções libidinais enquanto fomenta a tensão na psicose de Rebecca. A presença interpretativa de Minka Kelly, que representa muito bem o papel de uma garota responsável e delicada, é o contraste perfeito para a dualidade de Leighton Meester — essa empresta seus olhares, os tons e trejeitos, típicos de uma fêmea perversa e no cio, a ponto de devorar sua presa! O raso roteiro, apesar de delinear muito bem situações juvenis, peca por não aproveitar o romance heterossexual de Sara com Stephen, mas a presença de Caiam Gigandet é proposital para atrair a parcela feminina do público que vai atrás de sensualidade masculina, visto que este ator transparece boa virilidade em cena. É um filme que quis criar uma situação de homoafetividade feminina com dose cavalar de psicopatia. Não é excepcional, mas vale um orgasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/c2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/c2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;The Roommate (EUA, 2011)&lt;br /&gt;Direção de Christian E. Christiansen&lt;br /&gt;Roteiro de Sonny Mallhi&lt;br /&gt;Com Leighton Meester, Minka Kelly, Cam Gigandet, Alyson Michalka&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3786107579992144382?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3786107579992144382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3786107579992144382&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3786107579992144382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3786107579992144382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/coracao-louco.html' title='Coração Louco'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yitEmmcr9NE/TjW5_852RpI/AAAAAAAACP0/Au3ScNsaeSU/s72-c/c1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-5274605045183525014</id><published>2011-07-29T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-29T19:26:37.674-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Intimidades do amor</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GypvwZeXt9w/Ti8CeRG-ChI/AAAAAAAACPo/nGPE-jTgXTI/s1600/sh1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633724377875745298" src="http://1.bp.blogspot.com/-GypvwZeXt9w/Ti8CeRG-ChI/AAAAAAAACPo/nGPE-jTgXTI/s400/sh1.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 297px; margin: 0 10px 10px 0; width: 210px;" /&gt;&lt;/a&gt;A superficialidade ou mesmo estereotipação do universo homossexual são habituais em diversos discursos cinematográficos da esfera &lt;span style="font-style: italic;"&gt;LGBT.&lt;/span&gt; O cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer&lt;/span&gt; opta por escrever linhas narrativas onde homens apenas executem sua libido, reflexo da testosterona irrefreável. As lentes recorrem aos ângulos que traçam tramas onde o sexo parece ser a única preocupação no território gay — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas o que falar da afetividade que é uma característica sempre a ser discutida?&lt;/span&gt; O que torna &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De Repente, Califórnia&lt;/span&gt; um filme único é justamente no seu contorno mais visível: a homoafetividade sem nenhuma afetação. Eleito o melhor filme pelo público no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual de 2007, a película apenas quer ser natural, pois centraliza a problemática que acaba por ser a mais tenebrosa da humanidade: a dificuldade em viver um amor de verdade, neste caso o romance se restringe ao senso homossexual. Jonah Markowitz dirige e roteiriza sua idealização de “amor impossível” entre dois homens, como poucos filmes já mostraram. A trama oculta todos os clichês comuns de filmes gays, ausenta-se os comportamentos afetados ao colocar o confronto amoroso — e também sexual — de dois homens que apenas sentem-se atraídos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A exploração afetiva é um critério primordial neste filme. Mas não deixa de ser explorada também a dimensão libidinosa, pois os dois homens envolvem-se nesse senso de atração. Existe a tensão do desejo da carne, existe o afeto íntimo. E Markowitz prefere tratar seus dois amantes como homens-másculos, sem as máscaras de estereótipos que condicionam gays a apenas representações afetadas — aqui vemos gays que praticam esportes habituais ao “universo hetero”, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;surf.&lt;/span&gt; Aqui há homens que são enérgicos, de comportamento que expressa bem o grau de virilidade. Zach (Trevor Wright) é um garoto que tem que cuidar de uma família problemática. Administra as ausências maternas da irmã Jeanne (Tina Holmes), jovem negligente que prefere priorizar seus casos amorosos a cuidar do filho, e cuida do sobrinho Cody que o enxerga como um pai verdadeiro. Em toda sua vida, sempre se relacionou com garotas, sendo o último namoro ainda bastante marcante. Quando conhece Shaun (Brad Rowe), um escritor que volta para casa dos pais para escrever o próximo livro, é que seu destino sofre a catarse. Ambos tornam-se companheiros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;surf,&lt;/span&gt; amizade crescente e um envolvimento revelador. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como conter os desejos que uma vida nunca apresentou?&lt;/span&gt; A amizade de Zach com Shaun gradua-se numa intimidade que nem mesmo eles entendem, é quando a libido é despertada por algo maior: um sentimento capaz de mudar tudo e a todos. A expressão de sua homossexualidade se torna o catalisador de todas as suas transformações.  Zach percebe que o universo masculino é atraente e provoca variantes desejos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O titulo original do filme tem muito mais sentido — “Shelter” significa abrigo. E é justamente esse sentido:  Zach encontra em Shaun um conforto, um alicerce, um suporte. O amor é um abrigo que o acolhe, a proteção para todas suas dores humanas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É possível conter um desejo que parece transbordar de puro sentimento?&lt;/span&gt; Quando as sensações se confundem é que o ser humano mais vive em conflito — como representante militante sobre universo homossexual, é óbvio que este filme trata também das dificuldades de um homem aceitar-se na condição de homossexual, sem afetação alguma. Zach tem que enfrentar não só sua família, mas seu próprio interior que despreza esse sentimento que nunca havia explorado. Interessante que o roteiro é cuidadoso em mostrar como se fundamenta, e até inevitável é, a atração entre os dois — sequências de diálogos íntimos que contornam os olhares, a exploração da convivência, para depois externar a libido que é incontrolável. A primeira vez que ambos se beijam é natural, pura ternura, mas demonstra bem a química de desejo que esses dois homens vivenciam. A partir disso, inicia-se um discurso onde Zach tem que lutar contra privações, visto que há não só um desejo, mas um amor que é capaz de elevar suas percepções para um novo mundo. E o filme pontua a maneira como, quase sempre, o homossexual acaba por se auto-flagelar; a se punir por algo que sente, à beira do medo de ser descoberto pela sociedade predatória. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, como reprimir um tesão que nunca atenua? E como não se anular pelos preconceitos externos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se espera, o filme não se concentra em diversas sequências de sexo. Porém, as que existem provocam, por conta do realismo e da forte propulsão maliciosa dois atores em cena. Tanto Trevor Wright como Brad Rowe não parecem tímidos nos diálogos íntimos, em beijos emotivos ou mesmo na cena onde transam pela primeira vez, momento que evidencia bem a tensão selvagem orgástica dos dois. Não é apelativo, mas é sensual. O que torna esse filme ainda mais justo com o universo homossexual é que ele lida bem com as dores, mas também com os prazeres adquiridos por essa sociedade homossexual que enfrenta o preconceito social, a aceitação íntima também. A direção de Jonah Markowitz prefere que os atores direcionem suas cenas, sem nenhuma ousadia estética, somente a da excelente harmonia interpretativa. Tanto os dois protagonistas como o restante do elenco pontuam muito bem as sensações, percepções e contextos humanos da diversidade sexual. A questão da homofobia é apresentada também aqui. Mais que uma discussão sobre problemáticas da opção sexual, é uma trama que aponta como é necessário escolhas — afinal, através delas, que destinos podem ser transformados a todo instante. Eis um exercício cinematográfico que desmistifica a concepção de homossexualidade como algo só trágico, afetado ou depressivo. Um filme sensível, íntegro e autêntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/sh2.gif"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/sh2.gif" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 140px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;Shelter (EUA, 2007)&lt;br /&gt;Direção de Jonah Markowitz&lt;br /&gt;Roteiro de Jonah Markowitz&lt;br /&gt;Com Trevor Wright, Brad Rowe, Tina Holmes, Jackson Wurth&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-5274605045183525014?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/5274605045183525014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=5274605045183525014&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5274605045183525014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5274605045183525014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/intimidades-do-amor.html' title='Intimidades do amor'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GypvwZeXt9w/Ti8CeRG-ChI/AAAAAAAACPo/nGPE-jTgXTI/s72-c/sh1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-635307185153608230</id><published>2011-07-24T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-24T19:20:05.973-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Bonequinha de Luxo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-nRkJ7PeBAyA/TicUKyjXvdI/AAAAAAAACPg/wfOUrLSDUfY/s1600/disque1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nRkJ7PeBAyA/TicUKyjXvdI/AAAAAAAACPg/wfOUrLSDUfY/s400/disque1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631492034651471314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como confiar que uma mulher promíscua possa ter sentimentos como qualquer outra pessoa?&lt;/span&gt; A grande polêmica colocada em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disque Butterfield 8&lt;/span&gt; é justamente na ironia do destino enfrentado pela protagonista. Gloria Wondrous é uma prostituta de luxo que adquire fama pelo comportamento libidinal e a personalidade forte que condiciona os homens aos seus pés. A mulher que vive de tórridos romances com homens casados, mas que no fundo mantém a consciência pesada por nunca ter conseguido amar alguém de verdade. Vítima de uma traumática experiência ainda na adolescência, a jovem tem que lidar com a relação de conflito com sua mãe bem como com o preconceito de uma sociedade que não tolera uma transgressão tão sexual quanto esta. Quando Gloria apaixona-se por um de seus clientes, o empresário Weston Liggett (Laurence Harvey), é que o filme dirigido por Daniel Mann, baseado no romance de John O'Hara, encontra seu melhor trunfo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como arrepender-se de uma vida firmada em falsas idealizações?&lt;/span&gt; O conflito da prostituta que cansa de viver imersa em prazer, sexo com desconhecidos e sustentada por dinheiros/jóias de seus clientes, rende uma trama bastante provocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É alarmante a maneira como o filme mostra a sexualidade presente em Gloria e propõe questionamentos morais da época. E é através dessa personagem que todos os outros adquirem contornos, desenvolvem-se. A prostituta mexe com os homens, com a estrutura familiar e percepções de cada um. E isso é muito bem delineado. Ainda que ela se relacione com sexualmente com diversos homens, seu elo de confiança centra-se no seu amigo de infância, Steve Carpenter (Eddie Fisher), pessoa que Gloria mantém uma amizade permeada de sinceridade, amor platônico e muita malícia na intimidade — inclusive, a prostituta causa desconforto e ciúmes na namorada do amigo a ponto da relação dele ser prejudicada por conta de sua presença. A trama procura acentuar esse magnetismo sexual de uma mulher que hipnotiza, conduz e comanda o sexo masculino de acordo com seus anseios. Mas, o tormento é maior para Gloria que acaba tendo que confrontar-se com seus sentimentos quando passa a viver, afetivo e intimamente, com Steve, este um homem casado que ainda tem que esconder da esposa suas traições incessantes. As cenas de romance dos dois, emoldurados pela bela trilha sonora de Bronislau Kaper, fornecem a sedução em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repleto de diálogos ferinos, intensos e emocionais — obviamente, um filme melodramático —, eis a grande chance de observarmos uma estonteante Elizabeth Taylor que brilha em cena. O Oscar de Melhor Atriz foi merecido a uma interpretação cheia de nuances. A atriz sabe muito bem expor uma feminilidade visceral, toda sedutora e também centrada em seus conflitos psicológicos. A sua personagem oscila o caráter, tem uma certa dualidade presente. Nunca se sabe se ela brinca com os homens ou se é apenas uma mulher libidinal que aprendeu que não pode viver sem amar. E talvez esse seja o elemento mais saboroso: a maneira como ela aprende que precisa ser mais digna, afinal uma vida pautada na promiscuidade e na prostituição torna-se nada mais que um mero sinônimo de fraqueza de alma. E o roteiro não amenizada o lado nada puritano dessa jovem que tem a consciência de sua vida mesquinha, até então sem muitas pretensões de vida, quando ocorre a transformação psicológica por conta de um sentimento que nunca havia descoberto. Ironicamente, a mulher que escolhia uma vida libertina, no vício do sexo e dinheiro fácil, aprende que não existe orgasmo mais intenso que a própria experiência de viver ao lado de um único homem por quem devota um sentimento puro. E é doloroso como o filme, ora eleva a dimensão sensual dessa personagem, ora a coloca em fragmentos por perceber o quão difícil é retomar uma vida que já parece predestinada à perdição. Por fim, é mais uma história de alguém que buscava mais o amor-próprio...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/d2.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/d2.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Butterfield 8 (EUA, 1960)&lt;br /&gt;Direção de Daniel Mann&lt;br /&gt;Roteiro de John Michael Hayes e Charles Schnee, baseado no romance de John O'Hara&lt;br /&gt;Com Elizabeth Taylor, Laurence Harvey, Eddie Fisher, Dina Merrill, Mildred Dunnock&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-635307185153608230?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/635307185153608230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=635307185153608230&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/635307185153608230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/635307185153608230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/bonequinha-de-luxo.html' title='Bonequinha de Luxo?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nRkJ7PeBAyA/TicUKyjXvdI/AAAAAAAACPg/wfOUrLSDUfY/s72-c/disque1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-7498779916768604495</id><published>2011-07-18T17:30:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T17:36:17.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>O amor e outras drogas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Rs-3D0jIyUA/Th8gQN4ysPI/AAAAAAAACPQ/9QN5X7h9VEA/s1600/cd1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Rs-3D0jIyUA/Th8gQN4ysPI/AAAAAAAACPQ/9QN5X7h9VEA/s400/cd1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629253522214269170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eis a juventude que parece predestinada ao ócio — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou seria a própria conformidade de não querer nada para vida? &lt;/span&gt;A única perspectiva aparente, seja no prazer ou na motivação, relaciona-se à auto-destruição, a possibilidade de caminhos tortuosos, ao excesso de tudo que agride o bom-senso. E o que dizer sobre o vício da droga? Jovens que se aventuram na opção de viver uma realidade paralela proveniente do consumo das drogas; do contato com os entorpecentes que concebem uma falsa ilusão de êxtase, nada mais que efêmero. A realidade é bem mais dolorosa, visto que a dependência acaba por dilacerar qualquer senso de moralidade, de amor próprio, não existe nem mesmo a consciência. Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Candy,&lt;/span&gt; nada parece ser belo, nem perfeito, não existe sonhos, a realidade é muito dolorosa. Dan (Heath Ledger) é um poeta, desempregado, apaixonado pela namorada pintora Candice "Candy" (Abbie Cornish). Eufóricos, hiperativos, dinâmicos. O casal vive um tórrido romance, uma sintonia perfeita, fazem sexo todo dia. Porém, o melhor orgasmo é quando se viciam, ainda mais, em heroína e cocaína. A partir desse sentido, o filme, dirigido pelo australiano Neil Armfield, surpreende ao percorrer o entusiasmo inicial a decadência física-emocional de duas pessoas que imergem num destino de grande aflição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Só existe dois protagonistas nessa obra. Só convêm duas coisas para eles: sexo e drogas. Candy, a moça-título, com seu Dan. Boêmios, imaturos e indisciplinados. O casal explode com a sexualidade em cena. O roteiro aproveita-se da própria combustão dos personagens para acentuar uma perspectiva sensual: compreende-se que o casal tem muito amor, desejo e paixão. Tudo misturado, típicos valores de uma relação idealizada. Acompanha-se os dois em transas constantes, beijos e exploração libidinal que recria o universo íntimo da sexualidade presente. E o diretor aproveita-se para conceber inúmeros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;takes&lt;/span&gt; de beleza fotográfica, diálogos poéticos, tudo narrado pelo personagem Dan em tom de reflexão. Porém, não só de sexo se concentra a narrativa. Acompanha-se também a via-crucis dos amantes quando mergulham mais ainda no vício das drogas. E o tom de inocência transforma-se no inferno total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido em três capítulos — intitulados de "paraíso", "terra" e "céu" —, cada segmento, mais denso que o outro, explora o uso imoderado das drogas e a degradação do casal que transforma o sonho da felicidade inicial em desespero imoderado.  A dependência, o vício incontrolável, a progressão da desarmonia conjugal: torna-se contextos da vida dos amantes. Eles passam a roubar para obter dinheiro para sustentar o uso; a prostituição torna-se uma condição vital para Candy que aceita vender seu corpo ou submete-se a sexo oral em desconhecidos para capitar uns míseros trocados; a triste servidão de duas pessoas por substâncias químicas que, se deveria trazer uma suposta "libertação", tornam-se marionetes do próprio vício. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando você pode parar, não quer; quando quer parar, não pode..."&lt;/span&gt; — é dito pelo personagem de Geoffrey Rush, o amigo homossexual do casal protagonista, tão viciado quanto eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é denso em diversas cenas que externam as degradações psicológicas do casal, ao passo que a tensão torna-se gradual mais e mais. O roteiro funciona como um bom estudo sobre a compulsão juvenil — como segurar o que parece ser sempre imoderado? Para um junkie nada mais importa que não seja uma agulha na veia, isso basta. A enérgica atuação de Heath Ledger se converge na entrega interpretativa de Abbie Cornish — é perceptível a química dos dois em cena, tanto nas sequências sexuais quanto nos momentos de maior direcionamento dramático. Ledger é explorado ao máximo aqui, principalmente nos momentos de maior desespero de seu personagem. Cornish vai do corpo desnudo à transformação comportamental vivida pela sua Candy. A delirante cena de mais de 5 minutos de convulsões, vomitação e calafrios, quando o casal vivencia a intolerável crise de abstinência, é um dos momentos mais hipnóticos deste filme que emoldura a realidade das drogas numa triste história de amor. Como traço fiel ao universo da sexualidade que ferve, é eficiente. Mas, é quanto discurso sobre as mazelas das drogas e dos sonhos juvenis destruídos por esses abalos que este produto cinematográfico torna-se imperecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/cxd.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://i93.photobucket.com/albums/l50/cristiano_contreiras/cxd.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Candy (Austrália, 2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Neil Armfield&lt;br /&gt;Roteiro de Neil Armfield e Luke Davies&lt;br /&gt;Com Heath Ledger, Abbie Cornish, Geoffrey Rush e David Argue&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-7498779916768604495?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/7498779916768604495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=7498779916768604495&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7498779916768604495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/7498779916768604495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/o-amor-e-outras-drogas.html' title='O amor e outras drogas'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Rs-3D0jIyUA/Th8gQN4ysPI/AAAAAAAACPQ/9QN5X7h9VEA/s72-c/cd1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4042628468003730916</id><published>2011-07-11T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-11T00:38:35.185-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Sentimentos com desejos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-B9lHMwRAcuE/ThfBmJYF4iI/AAAAAAAACPA/oeyebo3xf3o/s1600/s1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-B9lHMwRAcuE/ThfBmJYF4iI/AAAAAAAACPA/oeyebo3xf3o/s400/s1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627179120518881826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sentimentalismo é afrodisíaco. Talvez por isso seja tão prazeroso experimentar ou conviver com pessoas que são propensas ao romantismo — para quem duvida, não existe nada mais gostoso que o desejo aliado do sentimento. Nada mais excitante que as descobertas do sentimento, das buscas pela paixão que tanto mexe com os ímpetos humanos, ou mesmo as sensações vivenciadas pelo coração do apaixonado. Nada melhor que desejar alguém que se ama. Audrey Hepburn foi uma bela representante da mulher que ama. Suas interpretações no cinema comprovaram o quão sentimentalista era, seus personagens mantêm essa aura romântica, a sensibilidade feminina que jamais seca, pois é imortal. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sabrina,&lt;/span&gt; filme dirigido por Billy Wilder, sob roteiro baseado na adaptação famosa de Samuel A. Taylor, é uma produção que reflete bem essa disposição “amorosa” da atriz quanto à personificação. Audrey é a personagem-título, uma jovem pobre, sonhadora, filha do chofer de uma importante e bilionária família de Nova York. Sabrina cresceu no meio dessa família de poder, riqueza e muitas festas. Desde pequena, apaixonada por um dos filhos da família Larrabee, David (William Holden), que nem a percebe — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como ser notada por alguém que parece só enxergar a condição social? O que fazer para conquistar o homem dos sonhos?&lt;/span&gt; Quando a jovem parte para Paris, e retorna dois anos depois, é que o destino traça novos contornos. Sabrina volta com atitude, charme, sofisticada e com muito glamour. É então que não só David, mas também seu oposto irmão, Linus (Humphrey Bogart), tratam de conquistar o coração da graciosa mulher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A grande tensão no filme é justamente na questão do desejo e sentimento vivenciado pela personagem. Sabrina nutre uma admiração, quase um tesão incondicional, pelo rapaz que sempre sonhou, desde pequena — é a típica história romântica da mulher que não esquece o primeiro amor, por não consegue conquistá-lo, nem mesmo dar voz ao seu sentimento. O filme coloca a dimensão dessa paixão forte vivenciada pela moça que até tenta se matar por conta de não conseguir expressar seus desejos a um homem de condição oposta, típica situação da rejeição tão comum entre adolescentes. Após voltar de Paris, Sabrina torna-se o centro de disputa e desejo não só de David, mas pelo irmão mais velho Linus, que não esconde suas intenções maliciosas e afetivas por ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A questão do desejo e do sentimento são traços que causam confusões na trama: em dado momento, indaga-se se os dois irmãos nutrem algum sentimento real por Sabrina ou apenas a beleza dela, a feminilidade que fomenta o desejo, é capaz de atrair os dois sujeitos. E existe também uma indisposição frequente que acomete e fragiliza a personagem principal: Sabrina passa a duvidar do que sentia por David quando seus sentidos são direcionados mais à companhia de Linus. O filme evidencia esse triângulo, com muito charme, romance e diálogos melosos que tanto dignificaram a obra de Billy Wilder, que hoje é sinônimo de delicadeza cinematográfica. Interessante que o roteiro coloca a relação de Sabrina com David como sendo mais carnal, de acordo com o posicionamento comportamental do personagem bem interpretado por William Holden — seu David é paquerador, mulherengo, imaturo e machista. Já Humphrey Bogart personifica um Linus mais carinhoso, cavalheiro, sério, que estabelece as cenas de gentilezas mais amorosas com Audrey Hepburn. Qual caminho Sabrina tomará? Qual dos dois homens ferve e aquecerá seu coração carente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter envelhecido, a fita ainda mantém o senso charmoso e tão romântico que é abordagem necessária a todos. Audrey Hepburn, com seu talento tão preciso e incontestável, aqui neste filme consegue ser ainda mais graciosa — e até sensual, como na cena em que sua Sabrina lava o carro do pai de shortinho ou quando ela empresta sua voz nervosa às frases passionais de sua personagem apaixonada, que não vive sem a paixão. A dupla Bogart e Holden são exemplos de interpretações masculinas de encanto e beleza; ambos concentram todo o desejo em Hepburn. Talvez, o filme fosse mais ousado caso fosse produzido no senso atual, porém ainda não perdeu seu valor após tantos anos de lançamento. Destaque para os tons da fotografia que se auxilia do belo figurino, vencedor do Oscar nessa categoria, e para a trilha sonora que usufrui da música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Vi En Rose&lt;/span&gt; como pano de fundo musical para essa inebriante história de amor e sedução clássica. É puro fascínio, altamente recomendável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-N6ygMSwcfbI/ThfCEgXndbI/AAAAAAAACPI/B4F5RvQve98/s1600/s2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-N6ygMSwcfbI/ThfCEgXndbI/AAAAAAAACPI/B4F5RvQve98/s400/s2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627179642086978994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sabrina (EUA, 1954)&lt;br /&gt;Direção de Billy Wilder&lt;br /&gt;Roteiro de Billy Wilder e Ernest Lehman, baseado na peça de Samuel A. Taylor&lt;br /&gt;Com Audrey Hepburn, William Holden, Humphrey Bogart, John Williams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4042628468003730916?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4042628468003730916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4042628468003730916&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4042628468003730916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4042628468003730916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/sentimentos-com-desejos.html' title='Sentimentos com desejos?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-B9lHMwRAcuE/ThfBmJYF4iI/AAAAAAAACPA/oeyebo3xf3o/s72-c/s1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3074113321347129765</id><published>2011-07-05T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-05T02:43:20.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Diários de uma prostituta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-9V5yikB3mfE/Tg9eH2C9VgI/AAAAAAAACOQ/B78hI1n8-Nc/s1600/bs1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9V5yikB3mfE/Tg9eH2C9VgI/AAAAAAAACOQ/B78hI1n8-Nc/s400/bs1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624817948469057026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É possível alguém apenas querer viver do lucro que seu corpo possibilita? O que motiva uma mulher a optar por esse “caminho de vida fácil”? Compreensível que o filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Surfistinha,&lt;/span&gt; baseado no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Doce Veneno do Escorpião,&lt;/span&gt; tivesse o mesmo sucesso exorbitante. A história já é conhecida por todos, não é segredo algum. Marcus Baldini aqui estreia na direção, demonstrando claramente sua intenção: tornar nítido a sexualidade dessa figura que causou tanta atração na sociedade — querendo ou não, até para os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;puritanos-de-plantão,&lt;/span&gt; Rachel Pacheco, nome de batismo, conseguiu usar da mídia para provocar/direcionar os refletores para sua decisão de vida. E conseguiu deixar todo mundo interessado. Tornou-se prostituta porque quis. Escolheu ganhar dinheiro através do sexo por vontade própria. Tornou-se a Bruna Surfistinha famosa. Novidade o argumento não é, existem tantas histórias semelhantes, reais e ficcionais, a grande sacada em questão é uma: nenhuma outra prostituta havia usado de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt; para mostrar com detalhes suas experiências sexuais; seus fetiches, seus desejos, seus programas tão expostos. E é exatamente esse sentido que o filme decide tornar explícito. Sem se preocupar muito em aprofundar as motivações psicológicas e motivacionais, a película apenas retrata a decisão da garota que abandona uma vida de classe-média para emergir no mundo da prostituição, do limbo ao topo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa não detalha muito da vida familiar de Rachel Pacheco, apenas preocupa-se em contornar sua mudança para Bruna Surfistinha — da quase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tímida-virginal,&lt;/span&gt; introspectiva e inocente do começo, à posição catártica de determinismo e fulgor libidinal ao fim. É interessante a maneira como o roteiro peca por não explorar as motivações da personagem-real — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que uma moça procura se prostituir apenas para “não querer depender de ninguém”? &lt;/span&gt;-, porém, consegue instigar por mostrar a dualidade e processo de transformação de uma garota que, inicialmente, demonstrava apatia, desconforyo e insegurança no sexo, mas que depois explode como um furacão sexual, repleta de malícia e determinação. O filme experimenta a trajetória de Bruna que, com seus 18 anos de idade, vivencia a natureza da prostituição por livre-arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ousadia da direção de Marcus Baldini apenas foca nas inúmeras transas sexuais da prostituta — ainda que não seja explícito, o sexo é muito bem fundamentado na trama, porém menos agressivo/cru que no livro que fora adaptado. O resultado são sequências de cenas de sexo oral, sodomia e simulações de penetração que são intercaladas com a narrativa em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off &lt;/span&gt;da protagonista. A segurança da direção não vulgariza, mas as cenas atingem boa sensualidade e são fortes. De trajetória publicitária, Baldini acentua sua segurança no visual ao articular mais a provocação libidinal nas imagens do que nos diálogos. Relevante a cena do primeiro programa feito por Bruna no bordel, onde a câmera foca apenas no seu rosto e, ao fundo, seu primeiro cliente, interpretado por Cássio Gabus Mendes, executa sua penetração anal selvagem sem muita afetividade — a cena mostra bem o desconforto da mulher que, dali pra frente, teria toda sua vida modificada por conta de sua decisão. Sem levantar uma bandeira de que a prostituição é algo pecaminoso ou prejudicial, ainda assim o filme mostra que é uma vida que conserva inúmeras dificuldades, percalços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação concentrada de Deborah Secco é capaz de humanizar, torna tudo envolvente. A atriz sabe muito bem explorar suas nuances ao personificar a inocência e fragilidade do primeiro ato do filme, bem como ao elevar a sensualidade que sua personagem pede. Secco empresta seu corpo, sua voz e malícia até com o olhar — há uma entrega total, principalmente, nas cenas que são impregnadas de sexo, muitas por sinal, que o filme procura explicitar. Há nudez frontal e de diversos ângulos, apelo sensual e boa condução interpretativa nos momentos de transas sexuais. Ainda que não seja forte o erotismo, convence! E o tom emocional torna-se evidente quando Bruna passa a viciar-se em drogas, a cocaína — é quando a atriz se mostra ainda mais competente com os momentos de sofrimento e auto-flagelação. A ótima trilha sonora de Tejo Damasceno e André Lucarelli é sensual, ágil e ajuda na narrativa orgástica da protagonista. Contudo, ainda que explícita sexualmente na mídia, Bruna ainda é um mistério. E pelo filme, jamais dá pra entender o porquê de uma garota, que poderia ter tudo, não se ajustar tanto a sua vida comum a ponto de se realizar na prostituição. É perceptível que houvesse o gosto pelo sexo, o prazer, a satisfação em ser garota de programa. Talvez, até fosse ninfomaníaca. Porém, o roteiro não dá margem a maiores discussões sobre isso. Apenas mostra uma mulher que queria quebrar as amarras do tradicionalismo, viver sem preconceitos, no gosto pela liberdade e libertinagem sexual...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eQwYAbFhViE/Tg9eYwWkVII/AAAAAAAACOY/F8Uo73kEEZc/s1600/bs2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eQwYAbFhViE/Tg9eYwWkVII/AAAAAAAACOY/F8Uo73kEEZc/s400/bs2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624818238998467714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bruna Surfistinha (BRA, 2010)&lt;br /&gt;Direção: Marcus Baldini&lt;br /&gt;Roteiro: José de Carvalho, Homero Olivetto, Antônia Pellegrino – Baseado no livro O Doce Veneno do Escorpião, de Raquel Pacheco e Jorge Tarquini&lt;br /&gt;Com Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Cristina Lago, Drica Moraes, Fabiula Nascimento, Guta Ruiz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3074113321347129765?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3074113321347129765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3074113321347129765&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3074113321347129765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3074113321347129765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/07/diarios-de-uma-prostituta.html' title='Diários de uma prostituta'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9V5yikB3mfE/Tg9eH2C9VgI/AAAAAAAACOQ/B78hI1n8-Nc/s72-c/bs1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2112345634865865752</id><published>2011-06-29T12:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-29T12:24:58.441-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Razão e sensibilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--vwe5EUEYrk/Tge-d5WIdVI/AAAAAAAACOA/si9Tb7b61aI/s1600/am1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--vwe5EUEYrk/Tge-d5WIdVI/AAAAAAAACOA/si9Tb7b61aI/s400/am1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622672080614487378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez, Jane Austen tenha sido a escritora mais sentimentalista que mais se aproximou da alma feminina. Escritora admirada, principalmente, no terreno inglês onde crescera, seus romances são, até hoje, expressões de uma sociedade que colocava o amor à frente do tempo; e onde também as diferenças sociais e o conservadorismo sustentavam as teias relacionais de homem e mulher. Em seus livros, a escritora desnudava, com profundidade, os sentires, anseios e também os sonhos das mulheres inocentes daquele tempo, com suas fragilidades bem contornadas. &lt;b&gt;Amor e Inocência&lt;/b&gt; ficciona a biografia da escritora nos anos de 1795, quando Jane Austen (Anne Hathaway) era uma jovem sonhadora, frágil e de personalidade forte. Nesse período, sob o teto rigoroso dos pais, ela se apaixona pelo atraente, arrogante e pobre irlandês advogado Tom Lefroy (James McAvoy) — obviamente, é com esse senso romântico e relação carnal de desejo dos dois, que se compreende como a escritora se inspirou para escrever sua obra mais famosa, &lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;; font-style: italic;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/span&gt;&lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;; font-style: italic;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt; através de suas próprias experiências afetivas. É o amor tornando a inspiração um elemento do coração, sempre!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como manter o desejo e o sentimento com esperança diante de tamanha opressão familiar? E é possível se desvencilhar do preconceito social? Jane reluta, não aceita o casamento por conveniência, nem a pressão de casar por dinheiro, visto que é uma mulher passional que prefere sugar o amor como forma de combustão existencial. Inicia-se, aí, uma aproximação — as vivências pessoais da jovem escritora, que no filme mesmo é demonstrado, são transportadas para seus escritos. Jane escreve suas personagens de acordo com o que vive, porém em suas obras as heroínas parecem predestinadas a finais mais felizes, visto que sua realidade sentimental é permeada de dificuldades. O roteiro foca justamente nessa iniciação da jovem no desenvolvimento de sua escrita de acordo com a experimentação da paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser baseado em cartas de Jane Austen, antes mesmo de ser a famosa escritora, o filme percorre a relação de desejo, aproximação sentimental e intimidade dela com Tom Lefroy — por sinal, fica subtendido, através dele, que ela criou o seu personagem masculino mais famoso, Mr Darcy de &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;; font-style: italic;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;; font-style: italic;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;”&lt;/span&gt;. E é nesse sentido que a película dirigida por Julian Jarrod prefere centralizar: na tensão amorosa do casal. O que fazer para viver essa paixão que parece avassaladora? De onde vem forças para não desistir dos empecilhos do destino e da sociedade que parece ir contra? Apaixonados, passionais, o jovem casal não esconde a vontade de lutar por um amor que parece esquecer as regras de uma sociedade que pune quem ama livremente, pois acredita que o que mais importa é o casamento firmado nos laços financeiros e nos padrões de status tão habituais naquele período. Jane e Tom querem se casar por amor e, assim, ofendem, indubitavelmente, a razão e sensibilidade da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais gostoso no roteiro é que ele acentua a personalidade fora dos padrões de Jane que se opõe às mulheres que apenas acatavam viver sob o comando masculino, numa vida de submissão, sem maiores prazeres ou pretensões. O típico charme narrativo inglês, a fotografia cuidadosa, a direção de arte ou mesmo a bela trilha sonora de Adrian Johnston são auxílios para montar a emulação de amor clássico. A química de Anne Hathaway com James McAvoy, decerto, eleva a potência romântica do filme, visto que os atores concentram suas energias interpretativas em olhares demorados e diálogos apaixonados; acentuando o teor carismático e adocicado do filme. Não existe uma preocupação em delinear as cenas dos dois com direcionamentos sexuais, transas ou apelos carnais. Porém, a força do sentimento provém desses diálogos sensíveis ou mesmo da angústia caracterizada pela personagem de Jane ao perceber que, para amar, precisa enfrentar não só barreiras impostas pela sociedade, mas as próprias limitações de seu interior. Ademais, bem pontuada também a posição de inicial arrogante a apaixonado de Tom Lefroy. E o senso de “romance impossível” torna essa obra interessante, ainda mais quando os conflitos são apresentados e o casal demonstra o gradual desespero para permanecerem juntos. &lt;i&gt;“Às vezes, o amor é uma flor tímida que leva tempo a desabrochar”&lt;/i&gt; — porém, quando isso acontece, deve-se viver tudo de uma só vez. Afinal, não existe sentido mais precioso na vida que isso...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-052b5cT7MkA/Tge-yZxtqBI/AAAAAAAACOI/ddEm-FcObT4/s1600/am2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-052b5cT7MkA/Tge-yZxtqBI/AAAAAAAACOI/ddEm-FcObT4/s400/am2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622672432917489682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Becoming Jane (ING, 2008)&lt;br /&gt;Direção de Julian Jarrold&lt;br /&gt;Roteiro de Kevin Hood e Sarah Williams, baseado nas cartas de Jane Austen&lt;br /&gt;Com Anne Hathaway, James McAvoy, Julie Walters, James Cromwell, Maggie Smith&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2112345634865865752?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2112345634865865752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2112345634865865752&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2112345634865865752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2112345634865865752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/06/razao-e-sensibilidade.html' title='Razão e sensibilidade'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--vwe5EUEYrk/Tge-d5WIdVI/AAAAAAAACOA/si9Tb7b61aI/s72-c/am1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3145851821951420548</id><published>2011-06-21T23:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-21T23:23:54.671-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>A bela e a fera?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-HgAyOKYDJGk/Tf2HcrGk_tI/AAAAAAAACMg/j4rRmZyqITE/s1600/poster1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-HgAyOKYDJGk/Tf2HcrGk_tI/AAAAAAAACMg/j4rRmZyqITE/s400/poster1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619796836704648914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Somos atraídos por aquilo que desconhecemos. Às vezes, o que se fundamenta como mistério nos causa interesse, vontades, desejos ocultos. O ser humano é atraído pelo desconhecido, o que pode ser chamado de proibido, já que é mais gostoso. O doce sabor, a idéia em si, do mistério exerce um fascínio dentro das pessoas. Há indivíduos que precisa desse sentido para poder modificar sua vida, de alguma forma, visto que provoca um prazer a mais. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Pele &lt;/span&gt;utiliza-se de personagens reais para fundamentar uma trama irreal. O filme, dirigido por Steven Shainberg, mostra a vida de Diane Arbus (Nicole Kidman), fotógrafa expoente no terreno americano da década de 1950 por retratar o universo "bizarro e incomum"; pessoas consideradas à margem da sociedade eram objetos de seu trabalho. Diane ficou conhecida por trazer à tona uma sociedade sem máscaras, com seus vícios, dores e amarguras físicas — e também emocionais. Tudo que fotografava exercia um fascínio, inclusive a artista era vista como libertária e exemplo representativo de mulher que quebrou os tabus na esfera da fotografia. Este filme recria e ficciona o universo da artista. Aqui vemos Diane casada com o fotógrafo publicitário Allan Arbus (Ty Burell), num casamento formal, repleto de insegurança, sob os padrões do conservadorismo daquela época. Ela auxilia o marido cuidando da produção e dos figurinos, é mãe de duas filhas — a sua vida entediada firmada na tristeza, na rotina de dona-de-casa, se transforma quando conhece o misterioso vizinho; Lionel Sweeney (Robert Downey Jr.), um homem que sofre de uma doença rara: portador de tricotomia, uma disfunção caracterizada pelo excesso de pêlos em todo o corpo; impossibilitando de alguém enxergar suas feições. A gradual curiosidade de um para o outro é alimentada pela atração, a paixão que os acomete, inesperadamente. Eis que surge um jogo de sedução onde mistérios são articulados, e é justamente esse senso que o filme percorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excêntrico roteiro condiciona essa forte atração sexual dos dois. De um lado, Diane, a reprimida mulher conformada numa vida sem maiores expectativas. Do outro, Lionel, o misterioso vizinho que se esconde da sociedade por ter o corpo oculto por conta de tantos pelos. Cria-se uma amizade intensa, um magnetismo, um tesão absurdo que nunca é atenuado pela roteirista — ainda que o "homem peludo" providencie um estranhamento, diante de sua incerta natureza humana, há uma cumplicidade perceptível à Diane. A típica relação "A Bela e A Fera", no qual a jovem se apaixona por um ser transfigurado, porém de coração brando. O filme articula esse envolvimento, aparente fraterno, entre ambos, mas de relação sexualizada, que assume uma dependência de um para o outro. Ademais, mostra também a insegurança de Allan, o esposo de Diane, que tem sua virilidade posta em dúvida ao ver sua amada interessada pelo vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos ditos, trocas de olhares e a maneira como nasce — e também se fundamenta — o interesse de Diane para com o "homem peludo" demonstra que existe algo que vai além do físico, visto que ela não sente-se atraída, inicialmente, pelos atributos de seu corpo. Diane enxerga ali um homem que eleva sua feminilidade, que potencializa sua criatividade e expande seus horizontes. Eis a dona-de-casa que aprende que a vida pode ser mais vívida; com escolhas e posições — Lionel apresenta um novo "mundo", com mais prazer, sensibilidade. Nicole Kidman sabe muito bem personificar uma mulher que vai da introspecção aos delírios da carne. Exibe seu corpo, seu tom de voz e olhares quando quer posicionar uma libido feminina em cena — particularmente, nas cenas onde é crescente seu interesse, e também disposição, ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;misterioso-másculo-vizinho&lt;/span&gt;, interpretado com urgência de sedução por Robert Downey Jr. Os dois atores experimentam a saborosa libido, o aprendizado-existencial, o sentimento que une seus personagens estranhos. Atuações concentradas, cuidadosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande trunfo do filme é mostrar a relação bizarra e incomum de duas pessoas de universos tão distintos, mas unidas. A estranha doença de Lionel é apenas uma metáfora para mostrar como o ser humano enfrenta preconceitos e estigmas ao ser colocado à margem por conta de uma "deformação" — Diane é a única que enxerga, por trás do monte de pelos no corpo, um homem frágil e de personalidade rara. Através dele, ela encontra-se no seu próprio mundo feminino. Descobre-se mulher, aprende que a beleza é um conceito relativo e leva isso para suas fotografias, captando um “mundo peculiar” nunca mostrado antes. E esta é a grande lição deste belo trabalho cinematográfico: a beleza pode vir, sim, do que é considerado “anormal” ou “destoante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RwQFsq-jiYk/Tf2JzDzPzHI/AAAAAAAACMo/qrj_cYbmznE/s1600/poster2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RwQFsq-jiYk/Tf2JzDzPzHI/AAAAAAAACMo/qrj_cYbmznE/s400/poster2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619799420314831986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus (EUA, 2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Steven Shainberg&lt;br /&gt;Roteiro de Erin Cressida Wilson&lt;br /&gt;Com Nicole Kidman, Robert Downey Jr., Ty Burrell, Harris Yulin&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3145851821951420548?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3145851821951420548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3145851821951420548&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3145851821951420548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3145851821951420548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/06/bela-e-fera.html' title='A bela e a fera?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HgAyOKYDJGk/Tf2HcrGk_tI/AAAAAAAACMg/j4rRmZyqITE/s72-c/poster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-6207712677305774106</id><published>2011-06-16T16:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T11:44:41.672-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Classicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Um dia de prazer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YxjhgeMWEbA/TfZ1zixcpDI/AAAAAAAACMQ/nCKhM9efLO8/s1600/apr1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YxjhgeMWEbA/TfZ1zixcpDI/AAAAAAAACMQ/nCKhM9efLO8/s400/apr1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617807113559254066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não existe uma vida satisfatória se há a ausência do prazer. Viver para amar, saborear as pequenas verdades do destino, de acordo com as vontades íntimas. Sem o prazer, o ser humano imerge numa jornada sem esperança, permanente na tristeza, na completa desilusão persistente. Sem prazer, não há gozo em vida. Sem vida, não existe o orgasmo vital. Filme que deu o primeiro e único Oscar de Melhor Atriz a Audrey Hepburn, com então 24 anos de idade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Princesa e O Plebeu&lt;/span&gt; é um marco clássico de doçura, sentimental e romantismo. Dirigido por William Wyler, a produção exerceu um enorme sucesso em Hollywood na década de 1950. A entediada princesa Ann (Audrey Hepburn) está cansada de sua vida formal, repleta de compromissos e deveres sociais da realeza. Seu sonho é ter uma vida "normal", sem a rotina parlamentar que tanto condiciona sua vida e aprisiona seus sonhos juvenis. Após uma crise nervosa, Ann resolve burlar a segurança do palácio que habita e fugir, disposta a viver anonimamente nas ruas de Roma, sem se preocupar mais com nada que remeta à sua realidade de princesa. E, sob essa disposição, que o filme encontra seu melhor argumento: nas ruas romanas, o jornalista Joe Bradley (Gregory Peck), se esbarra, por acaso, com a única pessoa que conceberá a oportunidade única para sua profissão. Contudo, o que parecia apenas um "furo jornalístico", torna-se um envolvimento, quando Joe sente-se atraído pela misteriosa jovem que foge de sua vida de princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentado na estrutura de uma história de amor, é óbvio que o roteiro tenta ao máximo articular a intimidade — e a atração, sentimento e admiração mútua — de Ann com Joe. Sob a estonteante beleza da cidade romana, bem mais de acordo com o título original do filme, o filme percorre as ânsias da princesa que não consegue se adequar a sua vida artificial, por isso busca na sua oposta realidade social, um conforto de espírito e prazer incondicional. Enquanto Ann sente-se como uma “garota da plebe”, sem preocupações e compromissos, busca vivenciar os pequenos prazeres que só uma vida comum pode oferecer: tomar um sorvete, dormir até tarde de pijamas, andar pelas ruas sem ser notada, não ter ninguém para regular seus passos. Em contrapartida, Joe Bradley torna-se seu companheiro nessa empreitada, inicialmente disposto a aproveitar-se da situação para sugar o seu objeto de reportagem, mas que se arrepende ao converter seu senso de oportunista num sentimento que nem ele previa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade sutil de William Wyler consegue ser expressiva, ainda que sob o verniz levemente adocicado e leve do filme. A aparência virginal de Ann, sua beleza delicada e carisma juvenil de mulher feminista que não se condiciona ao papel de mulher submissa imposto pela sociedade, tudo traz à tona os valores de uma sexualidade que necessita ser imposta. Audrey Hepburn figura seu talento em cena, em momentos que sua personagem sente-se atraída pelo novo amigo Joe — este, um homem confuso pela atração que sente pela princesa e a indecisão de usá-la ou não para seus propósitos profissionais. Bem verdade, Gregory Peck utiliza-se da posição máscula interpretativa que convence; há uma química gostosa dele com Hepburn que são reforçados em diálogos carinhosos à medida que seus personagens aproximam-se mais. Há cenas que evidenciam a tensão sexual entre os dois, mas, assim como os beijos rápidos, evitam externar uma malícia muito concentrada, afinal nada era "carregado" nos moldes do cinema clássico — troca de olhares de Ann com Joe; a intimidade crescente ou mesmo a breve sequência de Ann de toalha, após sair do banho, promovem a sensação de desejo carnal na narrativa. Interessante que, em tão pouco tempo, os dois vivem algo deveras intenso, fica evidente o quão passionais são. Em particular, a sequência do primeiro beijo de Ann com Joe, os corpos molhados, após um banho no rio, é a prova da magia da sedução clássica cinematográfica; eis a chama romântica atemporal deste filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E há possibilidade de amor entre duas pessoas de vidas tão opostas? O que fazer para o destino compreender e favorecer a união de classes tão antagônicas? &lt;/span&gt;O roteiro garante essas reflexões. A sintonia de Gregory Peck e Audrey Hepburn é bem auxiliada por uma fotografia que compreende a necessidade de intimidade dos dois personagens, em função disso o filme funcione melhor em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;closes&lt;/span&gt; diretos nas faces dos atores, como forma de captar a áurea romântica que a fita transparece, incessantemente. Quase 60 anos de lançamento, ainda permanece intacto por mostrar bem a necessidade do indivíduo encontrar-se em seus objetivos de vida e, acima de tudo, buscar o prazer como forma de existir plenamente como ser humano. Audrey Hepburn garante uma presença luminosa aqui, sem os vícios teatrais tão habituais na caracterização interpretativa daquele tempo. Suas cenas afetuosas com Gregory Peck reforçam o tom delicado e sensível da película, decerto um dos casais mais bonitos de se ver na tela, ainda mais sob os pontos turísticos de Roma. O final realista é prova de que a vida é um aprendizado, e que mesmo o amor não é capaz de mudar tudo, a não ser nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ebQblY0MWCs/TfZ15SPyU_I/AAAAAAAACMY/cWHsXNzGV1k/s1600/apr2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ebQblY0MWCs/TfZ15SPyU_I/AAAAAAAACMY/cWHsXNzGV1k/s400/apr2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617807212202316786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roman Holiday (EUA, 1953)&lt;br /&gt;Direção de William Wyller&lt;br /&gt;Roteiro de Ian McLellan Hunter e John Dighton, baseado em história de Dalton Trumbo&lt;br /&gt;Com Audrey Hepburn, Gregory Peck, Eddie Albert&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-6207712677305774106?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/6207712677305774106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=6207712677305774106&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/6207712677305774106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/6207712677305774106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/06/um-dia-de-prazer.html' title='Um dia de prazer'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YxjhgeMWEbA/TfZ1zixcpDI/AAAAAAAACMQ/nCKhM9efLO8/s72-c/apr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-5121665718261999043</id><published>2011-06-12T17:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-12T17:19:00.640-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Amor além da vida?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ttAy7q2hcMo/TfDd7EtyNlI/AAAAAAAACK4/tXj3-2z_P6M/s1600/ccr1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ttAy7q2hcMo/TfDd7EtyNlI/AAAAAAAACK4/tXj3-2z_P6M/s400/ccr1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616232742278805074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A dolorosa realidade, o tormento de não poder expressar os sentimentos verdadeiros, o desejo que deve ser ocultado diante de uma sociedade que julga. Como lidar com uma vida firmada nas aparências, onde as vontades são substituídas por máscaras — afinal, ainda há preconceito social perante aos homossexuais, algo que ainda perdura e prevalece no terreno humano. Sob essa perspectiva, em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contra Corrente,&lt;/span&gt; o diretor Javier Fuentes-León, conduz sua delicada e sensível abordagem dentro de uma vila de pescadores no Peru. É lá, dentro deste meio rígido de tradições culturais e costumes que beiram ao conservadorismo, que se encontra Miguel (Cristian Mercado), à espera de seu primeiro filho, num casamento acomodado com Mariela (Tatiana Astengo). Secretamente, às escondidas de todos, o pescador mantém um tórrido caso de amor com um pintor forasteiro que se muda para o vilarejo, Santiago (Manolo Cardona). Como manter esse caso secreto, ainda que aceso, diante de uma paixão que teima não se calar? O que parecia um filme que explora um caso sexual de um homem com outro, em meio ao medo de ser descoberto por todos, ganha uma nova visão quando o elemento sobrenatural é inserido na trama — um grave acidente mata Santiago no mar. É então que Miguel, constantemente, passa a receber o espírito do seu amante Santiago que, de alguma maneira, não consegue se libertar do plano terreno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O filme centraliza sua narrativa, inicialmente, no envolvimento amoroso-sexual de Miguel com seu amante Santiago — a disposição homoafetiva é bem delineada logo no início do filme, pois coloca o casal em constantes encontros casuais, como forma de apresentar o quão passional e intenso é essa relação. O diretor Fuentes Léon questiona a maneira como existe a dificuldade de um homem se aceitar, sexual e plenamente como é. Miguel é o indivíduo que vive um casamento de aparência; não consegue se livrar dos condicionamentos padrões de uma sociedade que costuma "punir" e não enxerga com bons olhos a relação de alguém com outro do mesmo sexo. Ainda mais numa vila de pescadores, como deixa claro o roteiro, onde o preconceito existe e não só os personagens masculinos — como as mulheres também — exibem-se em suas indisposições à homossexualidade. Após a morte por afogamento de Santiago, o filme exerce um tom mais romântico, e até lúdico, pois foca numa relação homoafetiva despropositada de estereótipos, quando os dois passam a conviver de maneira mais livre — já que Santiago é um espírito e não pode ser visto por ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte presença sexual dos dois atores em cena permite uma atmosfera sensual, mas o filme é, em seu objetivo central, uma trama de amor homossexual. Cristian Mercado eleva com precisão a sua confusão em não saber lidar com os ímpetos do desejo por outro homem, bem como em ver seus anseios enrustidos diante de uma sociedade que retrai tudo que ele quer ser. Há uma química bem convincente de Mercado com Manolo Cardona — evidente nas cenas de nudez; na sequência de sexo ou nos beijos afetivos. Por mais que o diretor invista nos momentos homoafetivos, na crescente ebulição carnal dos personagens, o filme não esconde seu verniz romântico — é uma trama que busca entender os caminhos tortuosos de dois homens que apenas querem se amar, sem esconder seus sentimentos. Não há erotismo barato, mas sim um roteiro que prioriza as essências de cada personagem, é tudo muito bem explorado. A atriz Tatiana Astengo também se destaca, pela força emotiva de sua personagem, como Mariela, que representa a mulher que tem que lidar com as descobertas da sexualidade do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força dos diálogos que propõe a reflexão sobre os sentidos humanos; das escolhas diante das opções sexuais e da necessidade de priorizar o sentimento — são pontuados pelos personagens. Mais ainda por Santiago, já que ele provoca, não só sexualmente, a necessidade em Miguel saber lidar com suas escolhas e reconhecer seus próprios sentidos. Saber o que deseja, conhecer o amor, escolher seu destino — jamais viver enrustido! O diretor valoriza esses sensos. A cena onde os dois amantes dialogam, na entrada de uma caverna na praia, para logo depois transarem na areia, é cuidadosa, de extrema beleza emocional. A transparência de sentimentos é priorizada neste filme, Javier Fuentes-León não esconde que lida com seus personagens com um olhar mais intimista, talvez por isso o filme seja construído com inúmeros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;closes-up&lt;/span&gt; que aproximam Miguel e Santiago do público. A fotografia exibe tons ensolarados que privilegia a exuberância da beleza natural da costa peruana onde as cenas foram rodadas. Boa trilha sonora também de Selma Mutal Vermeulen. Premiado em importantes festivais de cinema — ganhou o prêmio popular em Sundance —, inclusive o de Melhor Longa no "18º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual" em São Paulo, é um trabalho atual representativo que deve ser apreciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TNqF2fTNmkE/TfDewpA1pZI/AAAAAAAACLA/XQOFf-upUc0/s1600/ccr2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TNqF2fTNmkE/TfDewpA1pZI/AAAAAAAACLA/XQOFf-upUc0/s400/ccr2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616233662555465106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Contracorriente (Peru, 2009)&lt;br /&gt;Direção de Javiér Fuentes-León&lt;br /&gt;Roteiro de Javiér Fuentes-León&lt;br /&gt;Com Cristian Mercado, Manolo Cardona, Tatiana Astengo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-5121665718261999043?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/5121665718261999043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=5121665718261999043&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5121665718261999043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/5121665718261999043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/06/amor-alem-da-vida.html' title='Amor além da vida?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ttAy7q2hcMo/TfDd7EtyNlI/AAAAAAAACK4/tXj3-2z_P6M/s72-c/ccr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-6255604887155253749</id><published>2011-06-07T11:20:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T19:33:39.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Teatralidade Sexual?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-I-zm6jtKf_M/Tehb5ULWzAI/AAAAAAAACKk/gYHi8JFC29M/s1600/dr1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-I-zm6jtKf_M/Tehb5ULWzAI/AAAAAAAACKk/gYHi8JFC29M/s400/dr1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613837975744334850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só se compreende o universo humano se de fato experimenta a vida com tamanha intensidade. Só se existe plenamente, como indivíduo, caso absorva ao máximo tudo que a vida possibilite. E no teatro também é assim — a fruição artística, a entrega total, a maneira como o ator precisa experimentar a verdadeira essência de seu personagem. O verdadeiro ator crê que seu personagem seja ele mesmo, e não uma representação momentânea. E como personificar o personagem se o ator não enxerga o tom ou mesmo o real prazer de sua existência? Sob esses sentidos que o filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Drama&lt;/span&gt; do diretor chileno Matías Lira se fundamenta. Três jovens, estudantes de teatro, movidos pelas técnicas do "Teatro da Crueldade" do dramaturgo francês Antonin Artaud, invadem as ruas para "encontrar" seus personagens, rumam à percepção, auto-conhecimento e busca por experimentação de mundo particular. O centro narrativo foca-se em Mateo (Eusébio Arenas), rapaz traumatizado pelas lembranças da mãe, não esconde sua personalidade forte e comportamentos ríspidos. Ele namora com Maria (Isidora Urrejola), garota que fecunda um sentimento forte por ele. E Ángel (Diego Ruiz) assume o teor homoafetivo da trama, pois é o jovem que sofre pelo tesão/paixão que nutre por Mateo; ele é o típico gay que deseja sexualmente o melhor amigo. Na busca pela composição, o trio mergulha no submundo de drogas, do sexo casual, da boemia e da prostituição irrefreável. O que parecia ser uma jornada laboratorial de conhecimento torna-se uma obsessão, os jovens imergem num universo perigoso onde o sexo parece ser o aliado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra esses jovens em busca pela sua identidade, nas aulas de teatro, onde os ensaios tornam-se exaustivos à medida que novas técnicas e aprendizados são cobrados pelo professor incansável. Na busca pelo sucesso, diante das pressões, o trio passa a procurar a identidade, testam os limites, lidam com as dores ao mergulharem no submundo de uma cidade obscura que parece limitada à luxúria, perversão e sexo corrupto. E é exatamente essa jornada que a narrativa apresenta, de maneira ágil e explícita, acompanhamos o universo dos três jovens que, na idealização de ser o melhor ator/atriz, topam qualquer coisa para isso. Mateo deseja interpretar um malandro drogado? Portanto, ele mesmo vivencia essa experiência, consome drogas e muda suas posturas comportamentais. Maria transforma-se em prostituta, modificando seus valores, denegrindo-se moralmente, para assim, de alguma forma, conseguir interpretar de maneira mais lúcida, e real, sua personagem. Angel procura experiências dentro de redutos GLS, no contato com garotos de programa, permitindo-se ao sexo oral com desconhecidos ou transas furtivas com outros, para sentir na pele o que seu personagem necessita. Loucura? Exagero?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A ficção mistura-se com a própria realidade. A experiência torna-se sufocante à medida que o roteiro mergulha nas percepções de cada um, nos seus conflitos pessoais que se misturam aos sentidos psicológicos e à sexualidade que direciona todo o sentido cinematográfico desta obra que se utiliza da metalinguagem do teatro como pano de fundo. A sensualidade é presente em diálogos, na maneira como o trio usa do sexo para tudo, atos e vontades — a direção de Matías Lira, auxiliado pelas lentes vermelhas e tons azulados da fotografia, prioriza as interpretações convincentes de Arenas, Urrejola e Ruiz. São jovens de beleza que facilmente mexem com a libido do público, por terem presenças sensuais em cena. A tensão sexual do trio é exercida, ainda que nada seja vulgar, tornando o filme malicioso. Ciúmes, desejos e intenções são expostas — nudez, homoafetividade também. Ainda que não excepcional, vale pela originalidade do roteiro e da boa representação de juventude contemporânea com seus vícios, anseios e desejos, além de ambições que acabam por levar à loucura humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7VxfYAV7eNQ/TehclpRCa3I/AAAAAAAACKs/OjYG_-QgXQw/s1600/dr2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7VxfYAV7eNQ/TehclpRCa3I/AAAAAAAACKs/OjYG_-QgXQw/s400/dr2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613838737319553906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Drama (Chile, 2010)&lt;br /&gt;Direção de Matías Lira&lt;br /&gt;Roteiro de Sebastián Arrau, Eliseo Altunaga, Matías Lira&lt;br /&gt;Com Isidora Urrejola, Eusebio Arenas e Diego Ruíz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-6255604887155253749?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/6255604887155253749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=6255604887155253749&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/6255604887155253749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/6255604887155253749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/06/teatralidade-sexual.html' title='Teatralidade Sexual?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-I-zm6jtKf_M/Tehb5ULWzAI/AAAAAAAACKk/gYHi8JFC29M/s72-c/dr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-903488732032340683</id><published>2011-05-30T12:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-04T12:18:27.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Amizade Colorida?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HCO0SeUpWGI/Td3FaIbjEOI/AAAAAAAACJs/RVn_-pDtckE/s1600/TFDA1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HCO0SeUpWGI/Td3FaIbjEOI/AAAAAAAACJs/RVn_-pDtckE/s400/TFDA1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610857763503804642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Qual barreira define a relação de amizade com o desejo? Grande ícone da década de 1990, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Três formas de amar,&lt;/span&gt; captou muito bem o caráter comportamental da juventude sexual, típico retrato da "geração x", jovens que romperam com os padrões conservadores e rigores de uma sociedade falsa puritana. Inúmeros filmes percorreram a espinha dorsal sobre a linha tênue de uma amizade que beira à dimensão sexual — &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2010/01/triangulo-luxurioso.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Os Sonhadores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Bernardo Bertolucci; &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2011/05/sexo-platonico.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Amores Imaginários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Xavier Dolan ou mesmo &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2011/04/os-sonhadores.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Canções de Amor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Christophe Honoré souberam expor esse condicionamento: Afinal, existe amizade firmada com o sexo livre? Existe harmonia na amizade colorida? O diretor e também roteirista Andrew Fleming executou aqui um trabalho menos poético, como as obras citadas, por tratar de temas mais realistas, próximos e com certa urgência/objetividade. Ao invés de manter um verniz mais poético no seu texto, preferiu externar um conteúdo que centraliza mais o teor libidinal e muita malícia de um triângulo amoroso que se mistura em sentimentos controversos diante da sexualidade que explode. A trama foca em três jovens que têm que dividir um mesmo módulo dormitório universitário. A desinibida hiperativa Alex (Lara Flynn Boyle), o intelectual gay e tímido Eddy (Josh Charles) e o pervertido Stuart (Stephen Baldwin). Tão sensual, o filme até hoje é referência por ter desnudado questões sobre descobertas sexuais da juventude; desilusões amorosas e tornado evidente a discussão sobre a diversidade sexual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme mostra esse inusitado triângulo amoroso onde a energia sexual se estabelece — Alex tem interesse em Eddy que não esconde sua libido por Stuart que, por sua vez, quer transar com Alex. A problemática sobre sexualidade é formada, e o diretor não esconde que a articulação de seu texto é justamente nesse condicionamento apontado. Ainda que com leve humor e rápida duração de projeção, o filme cria uma atmosfera de intimidade entre esses três personagens que, tão rapidamente, exibem suas questões pessoais relacionadas ao sexo, à amizade e ao sentimento. O ritmo ágil, os diálogos contextualizados com a juventude daquela época, e a trama em si expõem a testosterona dos dois personagens masculinos Eddy e Stuart, além de evidenciar a feminilidade de Alex — o tom malicioso destes três evidencia a propensão ao sexo. O triângulo amoroso lida com a relação íntima e também prejudicial que se acentua, no círculo viciante que se estabelece entre eles — pode uma amizade ser sustentada com a presença constante da libido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repleto de momentos de erotismo sutil, o filme explora a exímia libertinagem que os três se condicionam — a famosa sequência onde Alex tem um orgasmo ao ouvir Eddy recitando trechos de um livro é marcante; mostra bem a intenção maliciosa de Andrew Fleming brincar com seus personagens que servem como símbolos-fetiches humanos. E quando o clima esquenta e o envolvimento do trio passa a fomentar um sentido mais libidinal é que o filme indaga suas questões: Como uma mulher (Alex) pode lidar com seu interesse sexual por um homem gay (Eddy)?. A típica frustração de um homem (Eddy) ter tesão pelo amigo (Stuart) e não ser correspondido; a dificuldade dos relacionamentos a três que tanto provocam, e também estimulam, a turbulência de sentimentos conflitantes e apreço pelo ciúme. Não há rótulos, apenas desejos de cada um ali, todos os três em suas formas de amar o outro. Ainda que não explícita, a cena mais polêmica, quando o trio se permite à luxúria a três, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ménage à trois,&lt;/span&gt; expressa uma sensualidade que é bem cuidada, nada vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao inserir a homossexualidade como ponto central de sua discussão — através do personagem Eddy em meio aos seus desejos e inseguranças de sua opção sexual — o diretor não esconde sua intenção: quer pautar, sem moralismo e julgamentos, os tons comportamentais de gays em seus caminhos de auto-aceitação. Como entendê-los? Por que são enrustidos? Há um olhar sem preconceito nesse sentido. Ademais, é um filme que representa bem a juventude pós anos 80, com seus discursos partidários de uma sexualidade mais livre, em busca de respeito e também satisfação. A direção firme de Andrew Fleming consegue criar uma alta química do seu elenco — Lara Flynn Boyle é o grande destaque como uma mulher vulnerável, sentimentalista, ainda que propensa ao sexo livre. A atriz tem uma forte presença em cena de acordo com a hiperativa personalidade de sua personagem. Josh Charles sabe representar o típico gay que tenta atenuar seus desejos por homens, e sofre por ser assediado pelo sexo feminino. E Stephen Baldwin exibe-se com o corporal sedutor, a masculinidade sexual, contornando também os momentos de humor do filme já que personifica um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;compulsivo-faminto-por-mulheres.&lt;/span&gt; O trio de atores está bem à vontade, principalmente nas cenas de nudez ou simulação de sexo/sensualidade. A trilha sonora de Thomas Newman é discreta, mas exibe acordes onde a sexualidade é mais nítida em cena. A overdose de músicas pop de New Order, Teenage FanClub, U2, Tears for fears, Duran Duran e Bruan Ferry são executadas como alicerce e sustento emotivo dessa juventude que só busca amar, transar e se divertir sem maiores compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CLCy70SAe28/Td3HaxCzoBI/AAAAAAAACJ0/0pomAeEKpFw/s1600/TFDA2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CLCy70SAe28/Td3HaxCzoBI/AAAAAAAACJ0/0pomAeEKpFw/s400/TFDA2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610859973429141522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Threesome (EUA, 1994)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Andrew Fleming&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roteiro de Andrew Fleming&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Lara Flynn Boyle, Josh Charles, Stephen Baldwin, Alexis Arquette&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-903488732032340683?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/903488732032340683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=903488732032340683&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/903488732032340683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/903488732032340683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/05/amizade-colorida.html' title='Amizade Colorida?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HCO0SeUpWGI/Td3FaIbjEOI/AAAAAAAACJs/RVn_-pDtckE/s72-c/TFDA1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1446212039308423649</id><published>2011-05-20T11:45:00.000-03:00</published><updated>2011-05-20T11:45:04.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Diário de um adolescente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hqHfexriqmM/TdFlQfWJzZI/AAAAAAAACJc/rPax1OfTyKk/s1600/em1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hqHfexriqmM/TdFlQfWJzZI/AAAAAAAACJc/rPax1OfTyKk/s400/em1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607374345019706770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu matei a minha mãe&lt;/span&gt; atuou com bastante polêmica e força emocional quando foi lançado por expor a realidade humana como ela é — a trama dirigida e com roteiro de Xavier Dolan, que também protagoniza sua obra, é um filme expressivo que lida com a conturbada relação familiar. A história do jovem Hubert (Dolan) de 16 anos, homossexual convicto, angustiado com a dificuldade de lidar com sua mãe Chantale (Anne Dorval), inseriu reflexões/discussões em diversos países onde o filme foi lançado. Compreender esse universo familiar, a relação dialogal de ódio extremo e amor confuso, é o foco argumentativo do roteiro que assume contornos narrativos contundentes, até cruéis. Xavier Dolan escreveu o roteiro, baseado em vivências próprias de sua vida íntima, antes mesmo dos 20 anos de idade. Obviamente, o filme funciona como parâmetro para reflexões sobre as relações de jovens com os entes familiares, mas vai além ao colocar maiores problemáticas comportamentais como a diversidade da sexualidade. No filme, Hubert lida com sua puberdade de maneira tumultuada, pois não controla a rebeldia, nem mesmo a harmonia dentro de sua casa, ao se digladiar, constantemente, com sua mãe — como entender a puberdade, sob a ótica materna? E como um jovem não consegue manter um elo de união e cumplicidade com a única pessoa que esteve sempre ao seu lado? Existem maiores traumas, secretos, em torno disso? O filme foca nesse relacionamento histérico de filho com mãe, mas vai além.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A trama é articulada sob as perspectivas do personagem Hubert que assume a narrativa — os habituais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"slow-motion" &lt;/span&gt;são colocados à favor da narrativa, já que o roteiro é o retrato do que o personagem sente e visualiza. Inúmeras tomadas em câmera lenta demonstram as sensações do protagonista, bem como os recortes na narrativa que aplicam depoimentos dele na câmera; como se Hubert comungasse com o público sobre suas fragilidades, temores e insatisfações em relação a sua mãe. A história toda se centra nessas constantes brigas e agressões de filho com a mãe, totalizando em momentos de grande tensão e alto teor dramático. A câmera centra-se nessa dimensão angustiante ao expressar a dificuldade de diálogo entre filho e mãe; duas pessoas que jamais entram em sintonia, perderam a proximidade. E o roteiro não torna nada maniqueísta, pelo contrário, as situações evidenciam muito bem os discursos de cada um. Entendem-se as dificuldades de Hubert, porém há uma profundidade na personalidade de sua mãe; cada psicológico é bem delineado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade ferve por questões óbvias. Há a homossexualidade notória de Hubert — fica evidente que o jovem tem um alto posicionamento libidinal, um comportamento transgressor, atitude sexualizada. O roteiro não o inibe ao construir cenas de homoafetividade, como quando Hubert aparece em momentos afetivos ou mesmo sexuais com seu namorado Antonin (François Arnaud) — cenas de sodomia, beijos gays e diálogos sensuais bem conceituados demonstram que a temática &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer&lt;/span&gt; é priorizada aqui. A sensualidade é bem dosada dentro dessas sequências. Ademais, Xavier Dolan explora também questões que envolvem esse universo sexual, insere situações pequenas sobre traição — Hubert é mandando ao colégio interno pela mãe opressora e lá tem sua fidelidade testada ao ser seduzido por outro garoto. O espaço para a discussão sobre homofobia é também utilizada, além de todo o filme funcionar como um discurso sobre identidade homossexual; a busca pela auto-aceitação perante uma sociedade ainda preconceituosa. Há ainda pautado a dificuldade de um filho assumir sua opção sexual para sua mãe, e essa questão é bem pontuada ao longo do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caracterização das cores — a fotografia é um recurso imagético sempre priorizado por Xavier Dolan — é papel fundamental no desenvolvimento da narrativa. As cores avermelhadas, tons escuros de neon, toda a técnica das luzes em torno dos atores, fecunda um trabalho ainda mais luminoso. Os diálogos assumem força em momentos onde o elenco improvisa e expressa um tom ainda mais naturalizado, é como se a realidade ali fosse tangível. Esse é o papel fundamental da arte cinematográfica, convencer de que aquilo é uma realidade. Como fez no seu segundo filme, &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://apimentario.blogspot.com/2011/05/sexo-platonico.html"&gt;"Amores Imaginários"&lt;/a&gt;, Xavier Dolan utiliza de sua escrita para fomentar momentos onde pode brilhar como ator — e é neste seu primeiro trabalho aqui que se pode observar como é talentoso, emocional e agressivo na interpretação. Suas cenas de ironia, acidez e malícia comprovam o quão promissor é. Os duelos verbais dele com a atriz Anne Dorval são provocativos, eufóricos e de grande intensidade histérica. O cuidado com a direção de arte e com a montagem é evidente também, assume um estilo próprio de Dolan como novo expoente da cinegrafia atual. Mais que um exercício dramático realista da existencialidade da juventude, é um filme que sensibiliza pelo tom sentimentalista. Belo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;début&lt;/span&gt;, ousado e trabalho inspirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AwrgUWe7QmQ/TdFlhwf6XxI/AAAAAAAACJk/SX_7LczETlI/s1600/em2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AwrgUWe7QmQ/TdFlhwf6XxI/AAAAAAAACJk/SX_7LczETlI/s400/em2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607374641681817362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;J’ai Tué ma Mère (Canadá, 2009)&lt;br /&gt;Direção de Xavier Dolan&lt;br /&gt;Roteiro de Xavier Dolan&lt;br /&gt;Com Xavier Dolan, Anne Dorval, François Arnaud, Niels Schneider&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1446212039308423649?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1446212039308423649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1446212039308423649&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1446212039308423649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1446212039308423649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/05/diario-de-um-adolescente.html' title='Diário de um adolescente'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hqHfexriqmM/TdFlQfWJzZI/AAAAAAAACJc/rPax1OfTyKk/s72-c/em1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1933598995559898651</id><published>2011-05-11T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T23:49:31.185-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Tesão tem compromisso?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pWd8r6DJaUw/Tcf4B0K0fZI/AAAAAAAACJM/Hhj9r2NQzlU/s1600/ssc1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pWd8r6DJaUw/Tcf4B0K0fZI/AAAAAAAACJM/Hhj9r2NQzlU/s400/ssc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604720971353456018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por que não estar com alguém só pelo sexo? Amizade que inclui sexo, sem romance, é possível? A incompatibilidade em promover o vínculo afetivo, o medo de se envolver sentimentalmente, a provável frustração — nada melhor do que viver sem amarras do compromisso, firmar apenas o sexo como único elo? Indivíduos que preferem estabelecer o contato apenas com o outro através do orgasmo, evita ao máximo criar expectativas com o outro. Eis a sociedade sexual que foge dos relacionamentos padrões, pessoas que não assumem nunca que são românticas, muito menos querem transparecer que buscam apenas um amor de verdade. Sob essa premissa, o diretor Ivan Reitman direciona seu filme que tem o verniz de comédia romântica, sob o roteiro franco de Elizabeth Meriwether, para pautar questões da sentimentalidade e sexualidade humana. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sexo sem compromisso&lt;/span&gt; diverte e brinca ao retratar as relações amorosas da modernidade. O roteiro prioriza e condiciona a questão do sexo casual ao colocar dois personagens sob essa vertente. A médica bem sucedida Emma (Natalie Portman) que não quer nenhum relacionamento sério, mas firma-se num envolvimento só sexual com o produtor de TV Adam (Ashton Kutcher). Obviamente, os dois querem apenas transa fácil, pegação total, sem nada que promova um compromisso evidente. Contudo, o que parece um pacto de sexo, emula-se num sentimento crescente que parece incomodar os dois. Por que tantas pessoas temem amar e ser amado? O que faz com que muitos prefiram manter uma relação de sexo sem maiores aproximações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de uma trama — tão banal, rasa e simplória — não permite maiores desdobramentos, porém a sexualidade é bem delineada, visto que a trama apenas favorece a esse condicionamento. Emma e Adam são perfeitas representações do casal moderno, com tesão mútuo, dispostos a unir-se apenas para impulsionar a libido de cada um; em suma, em busca do orgasmo perfeito, do prazer ideal do momento. Duas pessoas que usufruem apenas do corpo, do coito, do gozo. É a amizade da sociedade contemporânea, que não finge seus estímulos libidinais, que podem transar sem sentir-se arrependido depois. Para que moralismo e boa conduta quando só importa o sexo? E o roteiro retrata, através desses dois, esses condicionamentos — a mulher livre pra transar com quem quer; o homem galanteador, pegador, que pode levar para cama a gata da semana. Emma e Adam são estereótipos sociais, bem condizentes com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Somos parceiros do sexo. Amigos com benefícios. Parceiros de foda, entende?”&lt;/span&gt;— Ainda que esclareçam isso, fica nítido que ninguém sobrevive a uma relação que apenas se sustente pelo apelo da sexualidade, dos ímpetos da carne. É então que o diretor Ivan Reitman utiliza dos maiores clichês possíveis para dinamizar a crescente relação que, ainda firmada no tesão constante, gradativamente se prontifica à dimensão emotiva: Emma e Adam se apegam, aos poucos. Ainda que queiram fugir da sensação da paixão, pois não querem viver pela passionalidade do romantismo, o casal custa a compreender que não há nada melhor que uma relação com sentimento. E entendem também que o sexo é muito mais prazeroso e intenso quando existe emotividade a dois. Ademais, o filme insere personagens secundários com tons sexuais — como um homossexual declarado e um outro personagem hetero que é filho de dois pais gays; ou mesmo Alvin (Kevin Kline), o pai de Adam, o cinqüentão que entra em conflito com seu filho por roubar suas ex-namoradas para torná-las suas amantes; notório tiozão que só quer devorar ninfetas da metade de sua idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de humor, diálogos com certo apreço pelo tom chulo — que mostram o quão propensos ao sexo fácil são os personagens — e o tom romântico torna a degustação óbvia de um roteiro que não torna nada complexo, apenas degustável. O filme é apenas divertido, ágil e a típica fórmula romântica de um homem com uma mulher. Ainda assim, é crível a interpretação de Natalie Portman que sabe muito bem humanizar o papel que tem em mãos. A atriz aqui levanta bem a bandeira da mulher moderna que só quer sexo, mas aprende que viver é também apaixonar-se. Suas cenas com Ashton Kutcher, que por sinal assume um tom convincente sem as habituais canastrices, conseguem transparecer uma sexualidade tangível. Ambos até tem química. A seqüência em que os dois transam, pela primeira vez, ainda que desajeitada, é provocativa, pois denuncia a malícia e combustão carnal que seus personagens expressam. Ivan Reitman preenche, assim, seu filme com cenas de corpo nu de Kutcher ou mesmo na luminosa beleza de Portman que tem, naturalmente, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy-appeal&lt;/span&gt;. Em suma, é um filme que mostra muito bem como as pessoas modernas lidam com seus medos, desejos e frustrações, visto que andam cansadas de relacionamentos sérios — mas, no fundo querem mesmo "dormir de conchinha" com alguém ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0aV7Mzv7fGE/Tcf4HXf1A4I/AAAAAAAACJU/b3mmRmJ-yNE/s1600/ssc2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0aV7Mzv7fGE/Tcf4HXf1A4I/AAAAAAAACJU/b3mmRmJ-yNE/s400/ssc2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604721066736157570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No Strings Attached (EUA, 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Ivan Reitman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roteiro de Elizabeth Meriwether&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Natalie Portman, Ashton Kutcher, Kevin Kline, Cary Elwes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1933598995559898651?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1933598995559898651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1933598995559898651&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1933598995559898651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1933598995559898651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/05/tesao-tem-compromisso.html' title='Tesão tem compromisso?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pWd8r6DJaUw/Tcf4B0K0fZI/AAAAAAAACJM/Hhj9r2NQzlU/s72-c/ssc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-8974356670710380270</id><published>2011-05-08T11:30:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T11:30:24.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Sexo Platônico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-PVQ88Q8C3Z8/TcBfFrVDiOI/AAAAAAAACI8/6A31jGtv6qo/s1600/a1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-PVQ88Q8C3Z8/TcBfFrVDiOI/AAAAAAAACI8/6A31jGtv6qo/s400/a1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602582487583918306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que fazer quando o amor é o único exercício de desejo humano? O estado de apaixonar-se possibilita inúmeros devaneios, sentidos e delírios totais. Ao amar uma pessoa, o ser humano, imediatamente e sem restrições, idealiza o outro à sua maneira; projeta seus sonhos e anseios no outro como uma forma de suprir toda a sua carência. Quando se ama alguém, entrega-se emocionalmente. E o estado de "platônico" define muito esse sentido, pois o apaixonado passa a ver o seu objeto de paixão como uma figura de extrema beleza e perfeição, fruto de sua imaginação que faz com que o outro seja intocável, fantasia absoluta. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amores Imaginários&lt;/span&gt; expressa esse sentido romântico ao conceber a história de amor idealizado: dois amigos inseparáveis, unha e carne, Marie e Francis (Monia Chokri e Xavier Dolan, por sinal diretor e roteirista do filme), vivem de transas furtivas e envolvimentos banais. Ela, a típica sonhadora, romântica, ainda que libertina. Ele, homossexual, à procura de um homem que preencha todas suas lacunas abertas pelas frustrações experimentadas em vida. O casal de amigos conhece Nicolas (Niels Schneider), um jovem de comportamento transgressor, mas de intelectual refinado, robusto e beleza desconcertante. Obviamente, este jovem loiro e de corpo escultural, mexe com os hormônios de ambos. A típica trajetória de desejo/cobiça e anseios libidinais já fora tratada em diversos filmes do gênero, mas aqui encontra uma nova vertente ao usar da beleza imagética, e, do estilo fotográfico aliado à trilha sonora, que proporciona uma vigorosa visão sobre as relações amorosas do mundo atual. Marie e Francis passam a disputar o objeto de beleza Nicolas, ao passo que uma amizade a três fomenta um perigoso relacionamento permeado de ciúme, sentimento e carência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade é forte no filme, pois caracteriza o tesão do casal de amigos pelo desconhecido Nicolas — cachos de anjo, loiro, com um charme que atrai todos os jovens a sua volta, é o centro de idealização. Ao colocar a convivência, a amizade e também a intimidade dele com Marie e Francis, o roteiro exprime a maneira como duas pessoas tendem a viver em função de uma atração. Os inseparáveis amigos passam a fazer de tudo para conquistar, cada um a seu modo próprio, a atenção do galante Nicolas. E o roteiro fomenta essa tensão sexual a todo custo, não inibe as cenas onde o desejo fica evidente — como na seqüência onde Francis se masturba ao sentir o cheiro do corpo do amigo Nicolas na camisa. A construção da figura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy,&lt;/span&gt; hipnótica e sedutora de Nicolas é delineada com teor libidinal, mas fica evidente como ele mexe também com os sentimentos alheios. Marie e Francis apaixonam-se pelo mesmo homem, criam uma dependência afetiva e, inclusive, imaginam ser correspondidos pelo amigo. Existe algo mais doloroso e excitante que a possibilidade de ser correspondido? No jogo do amor, tudo é válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando-se de uma estética visual incrível, onde inúmeros closes e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slow-motion&lt;/span&gt; são executados a favor da narrativa perspectiva dos dois amigos — o filme alia-se de cores, tons e texturas de azul, verde e vermelho que ajudam a criar uma atmosfera sensorial dos personagens; reforça a sensualidade e o espírito juvenil de desejo. Xavier Dolan preocupa-se em estabelecer, intercalando no desenvolvimento de sua narrativa, depoimentos de pessoas diversas que simulam uma espécie de documentário dentro do próprio filme. Como se cada um ali dialogasse com o público e também os próprios personagens, abordando situações de desejo, amor e frustrações amorosas. E é justamente esse senso primordial do cerne do roteiro: Como estar preparado para uma desilusão amorosa? Quando se está apaixonado, deve-se preparar-se para essa possibilidade também. Em suma, mostra como o amor platônico inibe até o senso de realidade num mundo tão controverso, afinal o romântico cria sua própria dimensão particular de mundo, abstendo-se da provável rejeição, mas por fim aprende que é preciso acordar para viver. Ora, afinal, amor imaginário não é saudável a ninguém. É importante um amor concreto, mútuo e que garanta retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um filme que pauta muito bem a realidade de paixão, de desejo e de dificuldades enfrentadas pelos apaixonados de plantão. Não só o gay aqui encontra seu medo em expor seu desejo e amor para o outro amigo — afinal, é um tormento muito comum: homem-homossexual que ama o amigo-hetero, mas teme pela dúvida e o receio de ser rejeitado por ele. Ademais, é o retrato de uma mulher que não encontra um amor verdadeiro e teme permanecer sozinha para o resto da vida — Marie representa muito do sexo feminino em sua personalidade. Claramente, Xavier Dolan articula um latente posicionamento sexual que afirma o tom homossexual do filme — gay assumido, ele personifica de maneira tangível as fragilidades e desejos das questões homoafetivas ao lidar com seu personagem Francis. Decerto, é um ator que pulsa em cena, latente, quente. Além de ótimo diretor, é visionário, pois, cuida de seu filme. Recebe o auxílio dos talentos de Monia Chokri que encarna a feminilidade com exatidão e de Niels Schneider que convence como o estereótipo masculino do desejo. Boa sacada ao colocar Francis com estilo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;James Dean&lt;/span&gt; e Marie com o penteado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Audrey Hepburn&lt;/span&gt; para consquistar Nicolas — este com a imponência a lá Michelangelo de David. A trilha sonora é frenética, indispensável à narrativa — há uma versão italiana de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”&lt;/span&gt; e canções de Fever Ray, The Knife, Comet Gain e até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Every Breath You Take”&lt;/span&gt; do The Police é cantada aos versos em dada seqüência. Poético, irresistível e realista retrato da juventude que quer apenas amar e ser amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--L0wnijByhg/TcBfWNuCiEI/AAAAAAAACJE/yTdjxnPgRvA/s1600/a2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--L0wnijByhg/TcBfWNuCiEI/AAAAAAAACJE/yTdjxnPgRvA/s400/a2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602582771693422658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Les amours imaginaires (Canadá, 2010)&lt;br /&gt;Direção de Xavier Dolan&lt;br /&gt;Roteiro de Xavier Dolan&lt;br /&gt;Com Xavier Dolan, Monia Chroki, Niels Schneider&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-8974356670710380270?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/8974356670710380270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=8974356670710380270&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8974356670710380270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8974356670710380270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/05/sexo-platonico.html' title='Sexo Platônico'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PVQ88Q8C3Z8/TcBfFrVDiOI/AAAAAAAACI8/6A31jGtv6qo/s72-c/a1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2552332504949343377</id><published>2011-05-01T10:20:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T10:23:50.442-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Círculo de Paixões?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-FCmUq80VWgY/Tbmqd4hVuPI/AAAAAAAACIs/-bDA0Z8LABk/s1600/bj1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FCmUq80VWgY/Tbmqd4hVuPI/AAAAAAAACIs/-bDA0Z8LABk/s400/bj1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600695041977071858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como compreender a linguagem da paixão? Por que todo mundo, de alguma maneira, quer viver para amar? Eis a juventude com seus problemas em lidar com questões afetivas, ainda mais quando a pouca maturidade concebe uma inconstância permanente — jovens carentes que buscam alguém para amar, mas quando encontram parecem estar insatisfeitos. O diretor francês Christophe Honoré providencia todos os dilemas, incertezas e fragilidades do universo sentimental da puberdade no seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Bela Junie. &lt;/span&gt;O filme expõe o lado humano da adolescência — como lidar com o amor avassalador que mexe com o coração juvenil? Ao falar de questionamentos do sentimento, e também sexualidade, o diretor evidencia um pequeno panorama sobre a melancolia e o êxtase consecutivos das experiências próprias da juventude. A Junie do título é uma jovem de apenas 16 anos (Léa Seydoux), acabou de perder a mãe, muda-se para o mesmo colégio que estuda seu primo Mathias (Esteban Carvajal-Alegria). É lá que a narrativa e todo o senso argumentativo do filme se concretiza. Dentro da instituição escolar, através das perspectivas dessa jovem, observa-se um painel de situações de diversos personagens que se misturam às vivências dela como forma de efetuar um mosaico estrutural sobre as adversidades relacionais. Junie é alvo de curiosidade de diversos estudantes, despertando o desejo dos garotos, como Otto (Grégoire Leprince-Ringuet). Porém, a misteriosa garota sente-se atraída pelo galante professor de italiano Nemours (Louis Garrel). Baseado livremente num clássico literário do século 17, "A princesa de Clèves", de Madame de La Fayette, o argumento do livro é respeitado no roteiro da fita que não abre mão de priorizar o senso romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme contorna as situações cotidianas que ocorrem no colégio, onde a perceptiva Junie vivencia seu desejo aflorar — a tal garota, "a bela pessoa" do título original, é desmistificada com seu jeito sensível de agir, com todo um ar angelical, mas de uma sensualidade contida em meio aos seus anseios femininos. E o roteiro não se limita em evidenciar apenas a personalidade da personagem-título: Junie é parte de uma ciranda de desejo, amor e paixonite que tanto contornam os demais personagens masculinos. Há o jovem Otto que sofre de admiração, amor platônico, e sentimento poético por ela. E o professor Nemours que é objeto de tesão de Junie. E Christophe Honoré não poupa em se tornar íntimo de seus personagens — entre troca de bilhetes, olhares e diálogos juvenis, os jovens expressam seus dilemas sentimentais e sexuais. Com personagens diversos, Junie se depara com os envolvimentos de professores com alunos ou mesmo com um triângulo passional e tumultuado entre três garotos — a homossexualidade é tratada com naturalidade, tema tão recorrente nas obras do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que a sexualidade toda é centralizada numa garota que, além de misteriosa, é até apática — Junie nunca demonstra muito o que sente, pensa ou quer. A complexidade dessa personagem é o grande mérito do filme. Ao invés de desnudar todas suas características comportamentais, Honoré prefere deixá-la assim, tão densa, fria e introspectiva. Como alguém tão retraída pode despertar o desejo de tantos? E, ainda assim, Junie se mostra emotiva nas questões afetivas e até voltadas à sua sexualidade, como na cena em que exibe seus seios e corpo nu para provocar Otto. Ou tenta racionalizar suas ações mesmo quando se emociona ao ouvir uma sinfonia clássica sob os olhares de desejo do professor Nemours. Instigante a maneira como Junie tenta evitar a atração que nutre pelo professor, sendo algo mútuo desde o primeiro instante. Christophe Honoré expõe bem a juventude contemporânea francesa, com todas as suas vicissitudes declaradas. Pauta traições, reviravoltas e relações interligadas com muita ansiedade hormonal. A hipnótica presença de Louis Garrel, habitual parceiro-fetiche do diretor, firma a beleza interpretativa da película. Porém, Léa Seydoux consegue sustentar toda a subjetividade que sua personagem pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mosaico humano onde a contida Junie depara-se com amores héteros e homossexuais; frustrações e medos; desejos e escolhas — Honoré mostra com fluidez que não existem regras para sentir, para viver o que realmente precisa. O ser humano, sob a ótica do diretor, nasce para desejar o outro; anseia ser amado incondicionalmente. Mas, não consegue se satisfazer sempre com suas escolhas. E o filme põe esses contextos em questões sob as perspectivas de diferentes personagens juvenis. Captando bem o ambiente francês, com uma fotografia que dimensiona o tom intimista e melancólico de alguns personagens, com cores escuras e terrenas; o filme encontra o auxílio nas canções de Nick Drake — a música é sempre um forte elemento nos trabalhos de Honoré que centraliza suas discussões humanas com o recurso sonoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QF_5g4_jJVc/TbmqnmfmK1I/AAAAAAAACI0/ouHPRnwcjRQ/s1600/bj2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QF_5g4_jJVc/TbmqnmfmK1I/AAAAAAAACI0/ouHPRnwcjRQ/s400/bj2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600695208936614738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;La Belle Personne (FR, 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Christophe Honoré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roteiro de Christophe Honoré e Gilles Taurand, baseado no livro de Madame de La Fayette&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com: Louis Garrel, Lé Seydoux, Grégoire Leprince-Ringuet, Esteban Carvajal-Alegria, Simon Truxillo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2552332504949343377?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2552332504949343377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2552332504949343377&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2552332504949343377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2552332504949343377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/04/circulo-de-paixoes.html' title='Círculo de Paixões?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FCmUq80VWgY/Tbmqd4hVuPI/AAAAAAAACIs/-bDA0Z8LABk/s72-c/bj1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-450150373997382521</id><published>2011-04-27T14:45:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T14:45:19.905-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Confessionário de desejos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1RwiTqmY0Ys/TbGWJv1r3KI/AAAAAAAACIc/WBJlVTyuOlI/s1600/C.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1RwiTqmY0Ys/TbGWJv1r3KI/AAAAAAAACIc/WBJlVTyuOlI/s400/C.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598420906002865314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que ocasiona a atração momentânea? É possível entender que nem sempre o tesão é relacionado ao sentimento? O ser humano vive imerso na dificuldade em atenuar os impulsos libidinais e em lidar com suas inconstâncias sentimentais. Nem sempre aquele que se ama, é o que se deseja — em&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Closer,&lt;/span&gt; Mike Nichols, sob o texto de Patrick Marber, revela-se um estudo sobre as relações amorosas da contemporaneidade. O instigante filme desmascara a sociedade firmada no falso puritanismo, onde o sexo leva a catarse orgasmática e também destrutiva. Eis as relações que não conseguem mais se sustentar na fidelidade mútua, permeada de insatisfações, dúvidas e confusões. O ardiloso roteiro centraliza as personificações da sociedade libertária que discursa o sexo-livre, mas que no fundo não consegue se desfazer da necessidade básica humana: o sentimento. O franco texto verbaliza as emoções, os segredos e, principalmente, os desejos de quatro personagens. Vaidades, desconfianças e todo o choque de valores/moralidade são colocados à mesa. Cru, nu e sedutor, observa-se os conflitos realistas de adultos num perigoso círculo amoroso. O jornalista Dan (Jude Law), a fotógrafa Anna (Julia Roberts), o dermatologista Larry (Clive Owen) e a stripper Alice (Natalie Portman). O sensual texto percorre as veias comportamentais desses indivíduos que se misturam dentro da teia de paixão, desejo e anseios. Anna casa-se com Larry, porém é alvo de tesão de Dan que, por sua vez, vive com Alice — em linhas gerais, dois casais que promovem o troca-troca sexual, ocasionando o desajuste nas relações. Este filme talvez seja o mais contundente e sincero no que tange à verbalização dos relacionamentos amorosos atuais, em função disso Nichols posiciona suas marionetes humanas bem próximas do público como forma de exprimir uma intimidade hipnótica sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens são altamente vulneráveis ao desejo que sentem — o roteiro articula, justamente, a maneira como os seres humanos se confundem com os sentidos do coração, do desejo que acaba por prejudicar as relações estáveis e, por conseqüência, distorce todo o senso de fidelidade. Por que o ser humano não consegue inibir seu desejo ao outrem? A relação, ainda que firmada no sentimento e admiração, não garante a ausência da infidelidade. E o filme discorre sobre esses pontos, ao colocar seus quatro personagens frágeis e permissivos à sexualidade casual. Não só o sexo é pautado aqui de forma extrema natural, mas também toda a dualidade do sentimento intitulado amor — nem sempre o sentimento anda de mãos dadas com os instintos libidinais; nesse sentido a trama deixa clara ao expor os flertes, os desejos súbitos e como um orgasmo momentâneo parece ter mais sentido que um relacionamento duradouro. Como um confessionário, observa-se os prazeres e desprazeres desses quatro, em meio aos diálogos efervescentes sobre gozos, ambições e cobiças sexuais. Há um tom teatral no ritmo dialogal, ainda que a produção seja bastante cinematográfica pela técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hello, stranger!&lt;/span&gt; O sexo com desconhecido é mais gostoso? O filme acentua a discussão da infidelidade como característica fundamental no relacionamento do século XXI. Há ainda a contextualização do sexo virtual, como na seqüência em que Dan dialoga com Larry através de um chat erótico na internet. Aqui o roteiro explora a forma como pessoas usufruem do meio virtual para se satisfazer sexualmente, liberando suas vontades secretas e desejos obscuros. Porém, a tensão exposta por Nichols em seu filme é na maneira como se questiona a plenitude da fidelidade — existe uma relação totalmente imaculada, sem o abalo de uma traição? Mike Nichols não inibe seus personagens de expressarem suas aflições, nem mesmo o que há de mais oculto na questão sexual. Dan tem tesão em Anna, mas vive com Alice. Anna é casada com Larry, mas vê em Dan o homem ideal. Larry sente tesão por Alice, ainda que ame sua mulher. Ama-se um agora, deseja-se outro no mesmo instante. O ser humano aqui é exposto com suas inconstâncias — ainda que não vivam, efetivamente, uma relação aberta, os casais não se prestam à monogamia. Buscam o prazer com o outro, o sexo extraconjugal. A casualidade do mundo pós-moderno, que se liga e desliga tão rápido de alguém como uma troca de roupa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transitoriedade dos sentimentos, encontros e desencontros, vontades. A sedução é presente em todo o esqueleto narrativo do filme, ainda que não exista promoção de seqüências sexuais, há um teor libidinal que exterioriza as personalidades dos quatro personagens. Mais pelos diálogos vigorosos, delineados e inteligentes, que não escondem a vazão hormonal de cada um deles. Decerto, a escolha do elenco viabilizou um resultado perfeito: Julia Roberts aqui se desfaz de suas personificações habituais e prioriza um tom mais natural, humanístico. Menos maquiagem e glamour, uma caracterização eficaz. Assim é também Jude Law, aqui numa comodidade mais presente sem o seu tom formal, garante uma boa interpretação além do charme habitual. Porém, este filme centra-se no brilho de dois atores em plena combustão — Clive Owen exibe sua virilidade em cena, é o machista sedutor, o homem passional que não esconde suas falhas. E ele lança fogo com a presença de Natalie Portman, altamente emocional e entregue, tanto na fragilidade exposta ou mesmo no tom sedutor que sua personagem exala. A cena de ambos os atores, na boate de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;striptease,&lt;/span&gt; é uma das pérolas do filme. E a grade de interpretações alia-se da trilha sonora para enfatizar esse delírio amoroso: a canção &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“The Blower's Daughter”&lt;/span&gt;   na voz de Damien Rice exterioriza bem os corações passionais e a verve sensual deste círculo de humanos. Nunca foi tão delicioso observar a hipocrisia sentimental de perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-USxyyuiY0_E/TbGWVKJ6u7I/AAAAAAAACIk/3rtOsbrv4ag/s1600/C2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-USxyyuiY0_E/TbGWVKJ6u7I/AAAAAAAACIk/3rtOsbrv4ag/s400/C2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598421102045608882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Closer (EUA, 2004)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Mike Nichols&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roteiro de Patrick Marber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman, Clive Owen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-450150373997382521?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/450150373997382521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=450150373997382521&amp;isPopup=true' title='43 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/450150373997382521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/450150373997382521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/04/confessionario-de-desejos.html' title='Confessionário de desejos'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1RwiTqmY0Ys/TbGWJv1r3KI/AAAAAAAACIc/WBJlVTyuOlI/s72-c/C.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>43</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-891159016708680061</id><published>2011-04-19T13:20:00.001-03:00</published><updated>2011-04-22T11:58:45.078-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Carne Trêmula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4cYbgUYJkD4/TaeuVsDlswI/AAAAAAAACIM/JbzOYvVftRs/s1600/dc1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4cYbgUYJkD4/TaeuVsDlswI/AAAAAAAACIM/JbzOYvVftRs/s400/dc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595632749657830146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A dificuldade de amar alguém, de se envolver sentimental e intensamente, a ausência de comprometimento — pessoas que preferem manter uma relação firmada apenas no sexo, sem afeto. É o sexo pelo sexo, é o contato casual, efêmero. Inúmeros seres humanos adentram o terreno da promiscuidade, fazem sexo por impulso e apenas pra satisfazer as necessidades da carne. Sob esse princípio, o diretor canadense Clèment Virgo expõe o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soft-porn&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deite Comigo. &lt;/span&gt;No período de lançamento, este filme obteve um fenômeno de acessos no youtube com o trailer já ousado, e exerceu polêmica ao receber censura em alguns cinemas americanos. A produção, plenamente erótica, é um estudo sobre os conflitos do desejo e sentimento, das carências afetivas que condicionam a sociedade moderna libertina. Funciona como uma caracterização real sobre a ninfomania, já que coloca a protagonista com essa característica comportamental. Leila (Lauren Lee Smith) não consegue se envolver emocionalmente com ninguém. Seu cotidiano se resume a transas rápidas com diferentes parceiros por semana. Logo em sua primeira cena, resume-se todo o vício da inclinação sexual da jovem — exibe Leila em frente à televisão, masturba-se ao ver vídeos pornográficos. A típica mulher lasciva que busca apenas o orgasmo com um desconhecido, impulsionada pela libido desenfreada. Trepa com homens, freqüenta baladas noturnas e ainda assim não consegue se satisfazer. Até que conhece David (Eric Balfour), numa boate, por acaso. O encontro de ambos é adornado de alta tensão sexual — enquanto Leila é penetrada por outrem, David a observa dentro do seu carro ao receber sexo oral de sua namorada. Do aparente desejo, surge uma paixão que pode humanizar as percepções de uma mulher que jamais encontrou um amor. E, ao partir desse senso, o filme evoca a relação selvagem sexual que culmina num sentimento gradual entre duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totalmente provocativo, orgasmático, sensual, o filme explora ao máximo a relação libidinosa e selvagem de Leila com David — o limitado roteiro centra-se nos diálogos objetivos que evidenciam o caráter malicioso e que escancara a fixação da humanidade que vive pelo sexo. Pontuado em off, sob as sensações e ótica de Leila, é perceptível a discussão sobre relacionamento casual: é possível entender quando alguém só quer transar com a outra e nada mais? Para Leila, sua vida só logra sentido quando ela transa — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu só queria trepar. Isso é o bastante".&lt;/span&gt; Sempre insaciável, a jovem inquieta-se ao perceber que sua relação com David fomenta um senso sentimental. É quando a necessidade da carne parece também ser a da alma, do coração, da vontade de carinho e companhia. É possível fazer sexo com alguém que ame? Pode haver desejo por apenas uma pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permeado de cenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;calientes,&lt;/span&gt; quentes e explícitas de sexo — Clèment Virgo enriquece seu filme com inclinações ousadas, como forma de fechar as lacunas do limitado roteiro. Diversas cenas de nudez extrema, gemidos, sexo oral, penetração e também sodomia são explorados pelo casal. A linha entre erotismo e pornográfico é tênue, visto que o diretor não tem reservas em mostrar os corpos nús dos atores e desenvolve cenas bem naturalizadas, agressivas. A química de Lauren Lee Smith com Eric Balouf é nítida, ambos não escondem as personificações lascivas de seus personagens, entregam-se totalmente. Há ainda uma polêmica seqüência onde Balouf exibe seus atributos físicos e expõe o próprio pênis ereto numa representação de sexo oral. Tanto essas cenas quanto as de sexo anal receberam censuras em alguns países. Bastante cru, irrestrito e realista, o filme não dialoga apenas com as intimidades de uma relação sexual a dois. Pauta também os medos, fragilidades e conflitos de pessoas que se viciam na combustão sexual e evitam o afeto. Troca-se sexo selvagem por amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera de luxúria se firma nas imagens — recurso imagético adotado pelo diretor que utiliza de símbolos vermelhos para sustentar um visual propenso à sexualidade que tanto o filme dispõe. Desde as roupas, cabelos e batons vermelhos de Leila; às paredes, objetos cenográficos e luzes com tons rubros da casa de David. A fotografia também acentua o tom quente, ensolarado, talvez para fundamentar a atmosfera de desejo do casal ou climatiza apenas o verão que é a estação do ano predominante na circunstância da narrativa. A coragem de Lee Smith e Balouf é perceptível na entrega das cenas de sexo, porém a satisfação maior é quando os personagens sofrem a catarse da maturidade sentimental. Afinal, amar também é um princípio que leva ao orgasmo do próprio âmago. E prazer se descobre através da amorosidade a dois. Quente, vermelho, eis o tesão humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bx6tY-GwFMA/TaeuudplNQI/AAAAAAAACIU/GMxGX6eoYYE/s1600/dc2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bx6tY-GwFMA/TaeuudplNQI/AAAAAAAACIU/GMxGX6eoYYE/s400/dc2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595633175287379202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lie to me (Canadá, 2005)&lt;br /&gt;Direção de Clèment Virgo&lt;br /&gt;Roteiro de Clèment Virgo, baseado no livro de Tamara Berger&lt;br /&gt;Com Lauren Lee Smith, Eric Balfour, Polly Shannon, Mayko Nguyen&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-891159016708680061?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/891159016708680061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=891159016708680061&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/891159016708680061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/891159016708680061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/04/carne-tremula.html' title='Carne Trêmula'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4cYbgUYJkD4/TaeuVsDlswI/AAAAAAAACIM/JbzOYvVftRs/s72-c/dc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2342253042677531061</id><published>2011-04-12T16:00:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T16:03:27.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Os Sonhadores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7fD9NzNrQVk/TaEBHlRSJKI/AAAAAAAACH8/VwT1TLfUe48/s1600/canc1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7fD9NzNrQVk/TaEBHlRSJKI/AAAAAAAACH8/VwT1TLfUe48/s400/canc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593753441946182818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É curioso como existem pessoas que conseguem se expressar mais nas questões de sua sexualidade, mas problematizam condicionamentos de seus sentimentos. O que define as relações contemporâneas são, diante de tantas/constantes frustrações amorosas, as teias relacionais firmadas em sexo casual e envolvimentos superficiais. Eis o mundo do sexo, na ausência das relações duradouras, onde o medo de sofrer uma dolorosa decepção concebe uma ligação voltada somente ao sexo, sem a correspondência do afeto. E no mundo moderno destas relações sexuais, a poligamia assume sua força bem como as prováveis combinações: relacionamento aberto; promiscuidade; namoros ungidos apenas pelo prazer, sem maiores efeitos de romantismo. O que faz um ser humano ter medo de se entregar ao sentimento? Por que apenas o sexo é fundamentado como primordial numa relação? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Canções de Amor&lt;/span&gt; insere essas discussões deste panorama juvenil comportamental do século XXI. Christopher Honoré desnuda em seu filme questionamentos ao retratar, com extrema naturalidade e senso sexual, o universo conturbado da afetividade da juventude moderna. Através de Ismael (Louis Garrel), estabelece um recorte sobre os dilemas da sexualidade, das dúvidas existenciais do amor e dificuldades dentro das relações humanas. O rapaz namora a liberal Jeanne (Ludivine Sagnier) com quem nutre uma boa química sexual-amorosa, porém o namoro dos dois agrega um terceiro elemento — Alice (Clotilde Hesme) é uma bissexual que transforma a vida do casal monogâmico. Relação a três, menage à trois, triângulo amoroso? Dividido em três atos, o filme percorre as sensações, sentidos e desejos vivenciados pelo Ismael até quando seu cotidiano sexual transforma-se e o destino preserva uma surpresa: Ismael conhece o homossexual Erwann (Grégoire Leprince-Ringuet), é assediado por ele e suas convicções sobre os sensos de sua masculinidade, e também desejos, são postos em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verbalizado como um musical, o filme alia-se das cenas onde os personagens investem em seqüências cantadas; diálogos sonoros que expressam anseios, sentimentalismo e prazeres — as canções são torneadas com sentidos de paixão, visto que os personagens exprimem suas opiniões e comportamentos através das músicas que dão contornos ao roteiro, à agilidade da trama. O efeito-musical é diferente, sem grandes desdobramentos nas cenas cantadas, bem naturalizadas, porém os momentos elevam a atmosfera emocional e até sensual do filme. Honoré escreveu seu roteiro de acordo com as canções existentes do compositor Alex Beaupain, por isso é perceptível a relação narrativa com cada elemento musical. Inicialmente, as músicas são apenas verbalizações do triângulo amoroso — ademais, todos os personagens cantam e expressam suas percepções através de cada melodia. Sentimentos são expostos em rimas; desejos são articulações musicais; canções que misturam/diluem esses conflitos de dor, aspiração e amor que tanto promovem aflição na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um hetero pode se descobrir apaixonado por outro homem? Ismael é questionado. No entanto, no desejo e sentimento, não existem rótulos — são condicionamentos da sociedade. Por ser um olhar cuidadoso, íntimo e realista sobre as relações amorosas — ao assumir a tendência homoafetiva, Honoré denuncia um tom mais provocante, mas não menos poético. Ao colocar a relação homossexual de Ismael em suas descobertas, o roteiro exibe um tom mais romântico, ao invés da característica sexual do primeiro ato. Como um homem que aceita as experiências liberais do sexo a três, das relações casuais e abertas, evita o contato com alguém do mesmo sexo? As cenas mais calorosas do filme são justamente nas situações onde Ismael é cobiçado, seduzido e confronta-se com um desejo até então desconhecido: ter uma relação homossexual. Consecutivas canções contornam esses momentos; onde Honoré investe nos beijos homoeróticos, diálogos que estimulam as sensações libidinais entre dois homens e até uma cena de sexo gay que sublima o efeito dramático do filme. Decerto, ao assumir o tom &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer,&lt;/span&gt; a trama atreve-se pela qualidade de sedução masculina. E o roteiro não julga os personagens, nem suas posturas/preferências sexuais. Ismael, até então, desconhecia os prazeres de ser subordinado, sexualmente, a outro homem — e é justamente esse senso homoafetivo que encontra fundamento final no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais que um trabalho que celebra a sexualidade, a busca pela auto-realização na esfera do sentimento — é um filme que usa da música para refletir a própria condição do homem. Qual dor maior que amar e não ser amado? Como entender as transformações da vida, do desejo e das dores? E o desejo nem sempre é algo definido, previsível. Ama-se alguém hoje; amanhã, um outrem. As inconstâncias e buscas pelas constâncias humanas são problemáticas abordadas por Christophe Honoré que sabe muito bem estudar as feridas das paixonites agudas humanas. Louis Garrel assume seu poder versátil, tanto nas cenas de paixão reservada ao sexo feminino, quanto na descoberta de um tesão direcionado a um homem. Definitivo ator aberto à versatilidade, entregue. A proporção homoafetiva que o filme assume no seu terço final têm os melhores traços interpretativos desse ator que sabe muito bem transpirar a libido, a emoção em cena e um humanismo por conta de certa melancolia expressa do seu personagem. Tão francês, encantador, ainda que livremente piegas e passional, é um filme que poetiza as vicissitudes do amor — sendo canções ou mesmo aflições expoentes humanas. Exemplo de trabalho charmoso que mantém o climático estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Nouvelle Vague”&lt;/span&gt; em alta. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5-Fa_D_dAK4/TaEBOYeT_HI/AAAAAAAACIE/1P8jCQP9cDA/s1600/canc2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-5-Fa_D_dAK4/TaEBOYeT_HI/AAAAAAAACIE/1P8jCQP9cDA/s400/canc2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593753558770252914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Les Chansons d'amour (FRA, 2007)&lt;br /&gt;Direção de Christophe Honoré&lt;br /&gt;Roteiro de Christophe Honoré&lt;br /&gt;Com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Clotilde Hesme, Grégoire Leprince-Ringuet, Chiara Mastroianni&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2342253042677531061?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2342253042677531061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2342253042677531061&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2342253042677531061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2342253042677531061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/04/os-sonhadores.html' title='Os Sonhadores'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7fD9NzNrQVk/TaEBHlRSJKI/AAAAAAAACH8/VwT1TLfUe48/s72-c/canc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1552069026783805166</id><published>2011-04-08T11:00:00.001-03:00</published><updated>2011-04-09T14:19:05.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Dança pela fama?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2IM58h1Q73c/TZtUdmzmJ0I/AAAAAAAACHs/3Ajg0t1wd6U/s1600/chic1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2IM58h1Q73c/TZtUdmzmJ0I/AAAAAAAACHs/3Ajg0t1wd6U/s400/chic1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592156229920499522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além da grande sacada de ter vigorado a fórmula musical, o charme de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chicago&lt;/span&gt; reside no seu apelo sexual feminino aliado ao vibrante exercício teatral que favorece um resultado poderoso estético. Dirigido com apuro cuidado de Rob Marshall, efetivamente contagiado pela influência de Bod Fosse, o filme é um senso mordaz, agressivo, cínico e voluptuoso sobre a espetacularização midiática social. O roteiro febril de Bill Condon escancara a hipocrisia da sociedade que insiste em promover assassinos que se glorificam na mídia como heróis; prostitutas que são santificadas pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;showbiz&lt;/span&gt;; o arbitrário sistema penal que não cumpre com rigores morais, nem éticos, portanto parte de uma rede corrupta que se vende à mediocridade; o sensacionalismo da imprensa que executa/manipula a indústria de entretenimento. A fina ironia do roteiro consegue desmascarar as mazelas sociais, a malícia e o desatino social. Mas é a força da sensualidade que viabiliza um êxtase total — sensorial e visual —, pois este é um musical que evoca o autêntico jazz e tango que são marcas sonoras da sensualidade musical. A trama feminina que disserta a inveja, ambição, a farsa imoderada de duas criminosas que se antagonizam dentro do presídio. Roxie Hart (Renée Zellweger), a loira fatal que mata o amante Fred Casely, homem que havia cometido o falso perjúrio de ajudá-la na sua ambição em ser estrela. Dançar, cantar, ser desejada por todos — são idealizações da jovem. Velma Kelly, a libertina estrela de Vaudeville, mata a própria irmã ao flagrá-la na cama com seu namorado. Ambas mulheres, no universo carcerário, em meio às rivalidades, precisam obter a chama calorosa dos holofotes da Broadway para reinar. Sob os cuidados da carcereira lésbica Mama Morton (Queen Latifah), Roxie descobre o lendário advogado Billy Flynn (Richard Gere) — mercenário, astuto, másculo desejado por todas as mulheres, típico mentor que transforma criminosos em ídolos num jogo onde a dualidade sempre está presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao misturar os planos do sonho com realidade, ótica de Roxie Hart, o roteiro evoca uma dinamicidade completa na esfera musical e narrativa. Ela imagina/idealiza sua vida como um palco de dança. Por conta da montagem ágil, exuberância nos figurinos, Direção de Arte e contornos fotográficos intrépidos — é impossível não contagiar-se com o ritmo excessivo do filme. A forte carga cínica é externada constantemente, visto que os personagens são dúbios e maliciosos. A rivalidade das duas personagens femininas concebe uma mistura de humor, drama e emoção que proporciona inúmeras seqüências admiráveis. Tecnicamente esplêndido, o cuidado de Rob Marshall é perceptível também nas sutilezas, no sarcasmo que corrompe e denuncia o caráter de cada personagem seu em cena. Instigante também as melódicas músicas que compõe a esfera sonora, todas com conotações sobre paixão, sexo e passionalidade dos personagens. Ademais, criticam também o sensacionalismo e o fervor midiático contextual da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força sexual dos personagens expõe todo o senso provocativo do filme. A caracterização dúbia, propensa à luxúria e desgarrada aos valores de fidelidade são traços perceptíveis da personagem principal, Roxie. A jovem que ambiciona ser uma vedete, não se prende aos princípios éticos. Infiel ao marido, não se importa em macular seu casamento com interferências extra-conjugais. Usada pelo amante apenas como objeto sexual, o mata logo depois. Roxie assume sua malícia também na prisão. No encalço da fama, deseja provar uma falsa inocência com o advogado Billy Flynn por quem nutre uma relação oportunista e também prevalece uma sutil tensão sexual. Já Velma Kelly é a representante da feminilidade libidinosa; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;femme-fatale,&lt;/span&gt; arrogante e decidida. O roteiro exibe as personalidades, os comportamentos e as motivações de duas mulheres tão rivais; mas próximas na expressão de sensualidade e no desejo de serem celebridades. No jogo sádico da trilha da fama; na sede pelo sucesso; no dúbio anseio pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;showbiz.&lt;/span&gt; Até as assassinas presas, da ala onde Roxie e Velma se digladiam, recebem uma expressão comportamental de libidinagem — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Cell Block Tango”&lt;/span&gt; é uma seqüência que retrata muito bem essa atmosfera dessas mulheres tão ardilosas, um momento musical antológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A combinação de luzes, cenários e vestimentas que priorizam elementos de cores avermelhadas são evidentes — simbolizam a atmosfera sensual que o musical expressa. Vermelho é a cor da paixão, da luxúria, do desejo. E caminha com a espirituosa coreografia que bebe da fonte de inspiração sexual de Bob Fosse. Instigante, provocador e selvagem são percepções da composição inspirada de Catherine Zeta-Jones — modulação de voz, talento pra dança e canto, posturas em cena, dignificam o filme. A atriz transparece um poder imagético hipnótico, é impossível desviar a atenção quando ela está em cena. Lasciva, elétrica, batom vermelho vívido e um carisma feminino delicioso de se ver! Decerto, os grandes momentos musicais do filme são obtidos com a sua Velma Kelly — &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“I Can’t Do It Alone”,&lt;/span&gt; em especial, seqüencia seu talento artístico e justifica o Oscar de Atriz Coadjuvante conquistado. Tanto Renée Zellweger quanto Richard Gere não comprometem o desenvolvimento do filme, ainda que sejam ofuscado pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;frisson&lt;/span&gt; erótico de Zeta-Jones. Ao fim, é notório como o tango pode mexer com os instintos da sexualidade apenas pelo ritmo provocante, e todo aquele jazz...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dgpldhJNkhM/TZtUqBLrNaI/AAAAAAAACH0/xmzY8SNjkDo/s1600/chic2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dgpldhJNkhM/TZtUqBLrNaI/AAAAAAAACH0/xmzY8SNjkDo/s400/chic2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592156443159246242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Chicago (EUA, 2002)&lt;br /&gt;Direção de Rob Marshall&lt;br /&gt;Roteiro de Bill Condon&lt;br /&gt;Com Renée Zellweger, Richard Gere, Catherine Zeta-Jones, Queen Latifah, John C. Reilly&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1552069026783805166?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1552069026783805166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1552069026783805166&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1552069026783805166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1552069026783805166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/04/danca-pela-fama.html' title='Dança pela fama?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2IM58h1Q73c/TZtUdmzmJ0I/AAAAAAAACHs/3Ajg0t1wd6U/s72-c/chic1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2882457660409373973</id><published>2011-04-04T16:00:00.000-03:00</published><updated>2011-04-04T16:49:59.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>O Libertino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-39YO6VfoRqo/TZU2MZkUU_I/AAAAAAAACHc/EqBtfnVMIHc/s1600/casanova1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-39YO6VfoRqo/TZU2MZkUU_I/AAAAAAAACHc/EqBtfnVMIHc/s400/casanova1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590434099099882482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No perigoso jogo da sedução, nunca transforme o senso da sexualidade para algo relacionado ao sentimento. Se existe destino traiçoeiro é quando a linha entre o desejo e paixão seja tênue a ponto de confundir todos os paradigmas do que envolve uma coisa e outra. Existem pessoas que acreditam que o sexo não se relaciona jamais com o envolvimento da emoção; é algo sem efeito de sensibilidade, apenas parte dos anseios da própria carne humana — mas o que fazer quando o desejo torna-se também parte sentimental da questão? Quem disse que o tesão não pode estar subordinado a uma qualidade relativa ao sentimento? Como se manter sóbrio quando não há apenas o desejo de relacionar-se pelo sexo? O filme&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Casanova &lt;/span&gt;discute essas questões ao colocar o personagem título, Giacomo Casanova (Heath Ledger), no desespero ao confrontar-se com seus próprios sentimentos, afetos e sensibilidades. Na Veneza do século XVIII, um homem que destinou uma juventude inteira para os caminhos da luxúria, libido e tentações irresistíveis de inúmeras mulheres. Casanova é o representante masculino libertino que se tornou lendário pelas conquistas; pelo dom de fascinar as mulheres da sociedade, sendo elas casadas, viúvas ou apenas virgens inocentes. O homem que desafia a Inquisição, a Igreja, que o condena como herege por se afastar das imposições e regras decretadas — afinal, a instituição católica era contra aos homens considerados anarquistas e partidários do sexo livre, promíscuos. A produção dirigida por Lasse Haström articula a trajetória desse indivíduo propenso à sexualidade, numa conturbada vida de sexo e desapegos afetivos, até quando a acepção do amor emprega seu significado. O homem que só pensa em devorar as damas é envolvido por um despertar: apaixona-se pela ativa Francesca (Sienna Miller), uma garota rebelde e de comportamento avançado para a época, contra os rigores machistas sociais, e que mantém identidade secreta sob o pseudônimo de um escritor famoso. Ao sofrer rejeição da moça, Casanova desenvolve um plano onde inúmeros disfarces e estratégias são postas em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retratar o espírito libidinoso, malicioso e transgressor de Casanova, o roteiro percorre as situações sexuais desse personagem que se torna lendário; além da fama crescente que faz com que muitos entrem em atrito com o libertino. Há um inquisidor conservador (Jeremy Irons) que quer a todo custo condenar à forca o homem que a sua Igreja o considera depravado, vil e herege. No tempo em que o catolicismo pregava sua força, dominando a todos e julgava/matava pessoas em praça pública. E o filme evidencia a luta da Igreja contra a sexualidade, através do embate do inquisidor sobre Casanova que foge dessa subjugação religiosa que o condena à forca pelos crimes de desajuste, irrefreável sexualidade e crimes por fornicação. O figurão galanteador era acusado de bruxaria, de pacto demoníaco, feiticeiro que roubava a sanidade de "donzelas indefesas"; por isso havia um ódio generalizado por parte dos homens contra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um roteiro que estimula o leve humor, além de sutis críticas ao caráter do sexo casual e certo apreço pelo cinismo nos diálogos ácidos — há uma atmosfera de sexualidade constantemente. A caracterização de Heath Ledger como o libertino homem é bastante tangível, para tanto o roteiro não esconde suas intenções maliciosas nem situações onde se confirmam seu tom sedutor; referente à cópula e à promiscuidade. Há cenas de Casanova seduzindo mulheres casadas; em coitos rápidos com virgens desassossegadas de tesão; de beijos roubados em freiras dentro de convento. Evidencia o quanto insensato, imoderado e viciado em sexo ele é. A seqüência onde Victoria (Natalie Dormer), a jovem prometida que nutre um tesão absurdo por homens casados, insinua um sexo oral, por baixo da mesa, em Casanova é provocante; mas não polemiza muito por conta do tom de humor que o roteiro exerce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama ganha uma forma mais romântica quando há um interesse/envolvimento mais emocional de Francesca com Casanova — a jovem rebelde que busca o lugar numa sociedade machista, encontra no libertino arrependido a vocação pelo sentimento. Interessante a química sexual em cena de Heath Ledger com Sienna Miller, o casal consegue convencer nas cenas de desejo e diálogos com frases melosas. A trilha sonora de Alexandre Desplat favorece o tom cínico e sedutor do filme, além de uma trilha sonora que prioriza cores avermelhadas e tons de cobre. Lasse Hallström não esconde seu cuidado sobre os atores, principalmente nas participações de Oliver Platt e Lena Olin (mãe de Francesca), onde expõe um certo teatralismo em cena. Um filme que discute o poder da sexualidade masculina; mas também é um retrato sobre as necessidades femininas de mostrar vontades, desejos e anseios próprios num terreno onde imperava apenas o machismo ditador. E as mulheres que se envolvem na teia de luxúria de Casanova — sendo freiras, virgens ou casadas — mostravam que havia muita força de vontade num período tanto opressor. Tinham vontade de opinar, vencer e, ora, gozar! Não deixa de ser um bom exemplo de filme feminista, ainda que sob o verniz da testosterona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iwS_5E312eA/TZU2iZYoBhI/AAAAAAAACHk/rxYDDPyL8Qo/s1600/casanova2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-iwS_5E312eA/TZU2iZYoBhI/AAAAAAAACHk/rxYDDPyL8Qo/s400/casanova2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590434477007963666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Casanova (EUA, 2005)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Lasse Hallström&lt;br /&gt;Roteiro de Jeffrey Hatcher e Kimberly Simi&lt;br /&gt;Com Heath Ledger, Sienna Miller, Jeremy Irons, Oliver Platt, Lena Olin&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2882457660409373973?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2882457660409373973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2882457660409373973&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2882457660409373973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2882457660409373973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/o-libertino.html' title='O Libertino'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-39YO6VfoRqo/TZU2MZkUU_I/AAAAAAAACHc/EqBtfnVMIHc/s72-c/casanova1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-681261233906434956</id><published>2011-03-30T11:00:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T11:11:54.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Reflexões do desejo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-rFOeGaz7YJM/TY6z5lalfOI/AAAAAAAACHM/FZtnZycEqOw/s1600/eusei.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rFOeGaz7YJM/TY6z5lalfOI/AAAAAAAACHM/FZtnZycEqOw/s400/eusei.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588601989490900194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um relacionamento desgastado, prestes a explodir de tanto ódio, amor e desejo. Nem sempre há sentido dentro de quatro paredes, visto que na teoria sentimental não há a existência do acordo da razão com a lógica — e se não há emoção, não pode haver uma relação viabilizada com o senso da intensidade. Muito menos o desejo transcorre já que é um elemento de impulso carnal humano. E é justamente esse ponto que o orgasmático &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu sei que vou te amar&lt;/span&gt; coloca em questão. Ao tratar de temas tão íntimos, dolorosos e ousados como o sexo em combustão com o sentimento ardente, Arnaldo Jabor retrata em seu filme as vicissitudes de um casal em plena crise da própria existência. Adotando um roteiro que prioriza o tom verborrágico-monólogo, Jabor expõe uma jornada psicossexual sobre um homem e uma mulher. A projeção tem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing &lt;/span&gt;da narrativa vivenciada pelos personagens, em apenas duas horas se dispõe um completo jogo da verdade; o casal em diálogos febris sobre tudo que viveram, com questionamentos sobre próprias atitudes e vômitos sobre indagações sexuais. Qual conceito da fidelidade? Como acreditar no amor eterno? O que motiva o desejo? O filme propõe a realidade dos erros e acertos do amor, coloca em questão as fraquezas humanas bem como os vícios do caráter, eis a psicanálise do ser humano em plenitude cinematográfica. É muita intimidade, overdose de sensualidade a dois, repleto de sincronismo e cinismo sentimental. O que pode ser mais polêmico que os vícios e problemas sobre a esfera da paixão? O sexo é o ápice de um relacionamento? E o amor? O que conceitua um relacionamento intenso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um estilo que mistura o tom teatral com a linguagem dinâmica de cenas que se assemelham ao videoclipe, o filme é todo centrado dentro do apartamento onde o casal não se inibe em providenciar diálogos ora desconexos, ora beirando às incitações filosóficas. Arnaldo Jabor impele seu texto com monólogos próprios de cada um — há seqüências inteiras em que Fernanda Torres exibe-se em indagações sobre o sentimento; perguntas sobre sexualidade ou demonstra fragilidade ao concentrar suas dúvidas sobre infidelidade. A atriz empresta à personagem uma personificação que se mistura em diversos tons; por vezes conduz uma enérgica presença feminista repleta de pontuações sobre questões comportamentais e situações sobre orgasmo feminino; sentimento ou desejos. Em outros momentos, há um tom frágil que mostra uma nova modulação de voz e modo interpretativo, é quando sua voz interpretativa mostra o medo, a agonia e os distúrbios de amar um homem que não te valoriza. Thales Pan Chacon também transforma seu homem; do másculo exibicionista que não teme ser rejeitado ao romântico inveterado que não desiste em conquistar a mulher de sua vida. Os atores, assim como os personagens, enfrentam as oscilações de seus personagens numa rapidez admirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão sexual é nítida em muitas cenas. Situações onde o casal rememora transas, beijos ou mesmo nas seqüências em que Fernanda Torres exibe seus seios na presença de um descamisado Pan Chacon. Ainda que inúmeros diálogos concentrem o tom libidinoso da trama — O filme é um singelo estudo sobre os vícios, prazeres e discórdias sentimentalistas de um relacionamento fundamentado no tédio, na dor e na insegurança. Ora o casal permeia entre o amor lúcido repleto de declarações nostálgicas de desejos, ora comunga o ódio em discussões intensificadas de ira. Jabor consegue recriar uma atmosfera lúdica, íntima e com teor de paixão diante da concepção de seus diálogos ácidos e passionais: seria o casal um reflexo de nós mesmos? Até que ponto um relacionamento se condiciona na integridade da fidelidade? Ou está fadado ao término ou transforma-se após uma reflexão a dois. É necessário ter esperança no desejo de amar o outro? Como perdurar o sentimento vibrante? A organização das cenas alia-se do tom teatral, mais ainda pela forma como os diálogos são proferidos, porém a técnica de misturar a trilha sonora, a fotografia com filtros de azul e vermelho, e as narrações em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; off &lt;/span&gt;que pontuam o pensamento dos personagens evidenciam o apuro cinematográfico de Arnaldo Jabor. O diretor também concentra incansáveis closes nos atores para captar a emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um discurso sobre as esferas da intimidade relacional humana, é um exemplo de acerto de dois atores numa combustão sexual em cena. Fernanda Torres ao lado de Thales Pan Chacon proporcionam um misto de amorosidade e sexo.Talentosos e concentrados, ambos têm uma química interpretativa que determina todo o melodrama verborrágico exponencial de Jabor. Se há um intelectualismo nos diálogos, o tom sexual é muito mais crível por conta do embalo físico-emocional dos dois atores. As cenas que o casal expõe seus fetiches, segredos e obscuridades sobre luxúria/infidelidade é um dos pontos mais hipnóticos do filme. E o diretor sabe explorar a virilidade necessária de Pan Chacon com a sensualidade feminina de Torres para realizar essas pontuações bem provocantes, ousadas e ferinas. Da perversão ao sentimento mais conservador, o filme é uma espécie de celebração sobre o amor e sexo. O casal extravasa seus ressentimentos, mágoas e ofensas sobre as próprias dores. O foco é no delírio da intimidade, no conflito de um para o outro. Altamente intenso e poético, uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;playground&lt;/span&gt; psicológico. Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cult-movie&lt;/span&gt; feito para reflexão sobre os laços de amor e desejo. A proximidade com a realidade e o monólogo dos personagens proporcionam uma identificação gostosa com o filme. E nada mais prazeroso que constatar que este representante do Cinema Nacional jamais envelhece. Incondicionalmente, excitante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3Sg1tARSTXI/TY60I53Z8BI/AAAAAAAACHU/UxqCIuNfdjc/s1600/eusei2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3Sg1tARSTXI/TY60I53Z8BI/AAAAAAAACHU/UxqCIuNfdjc/s400/eusei2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588602252678524946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu sei que vou te amar (BRA, 1986)&lt;br /&gt;Direção de Arnaldo Jabor&lt;br /&gt;Roteiro de Arnaldo Jabor&lt;br /&gt;Com Thales Pan Chacon e Fernanda Torres&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-681261233906434956?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/681261233906434956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=681261233906434956&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/681261233906434956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/681261233906434956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/reflexoes-do-desejo.html' title='Reflexões do desejo?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rFOeGaz7YJM/TY6z5lalfOI/AAAAAAAACHM/FZtnZycEqOw/s72-c/eusei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3924964340711629128</id><published>2011-03-22T07:00:00.001-03:00</published><updated>2011-03-26T13:54:54.940-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Cidade do Pecado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wIMWot18Vg8/TYUAqZlfnhI/AAAAAAAACGM/pztSa03F4c0/s1600/lc1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wIMWot18Vg8/TYUAqZlfnhI/AAAAAAAACGM/pztSa03F4c0/s400/lc1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585871641245621778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ironicamente, a metrópole que se intitula como cidade dos anjos esconde uma teia lasciva de corrupção e violência exponencial que nada se assemelha à noção angelical presumida. E foi nos anos 50 que houve uma maior euforia de criminalidade, traições e luxúria que fomentaram a máfia que imperava e ditava regras este mundo tão perigoso. O instigante thriller &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Los Angeles, Cidade Proibida&lt;/span&gt; traz à tona toda a problemática e exprime com veracidade o terreno social de uma cidade onde o luxo se misturava à ganância; a maldade prevalecia junto com delitos desenfreados. Adaptação eficaz do livro de James Ellroy, esta película tem uma direção cuidadosa de Curtis Hanson. O centro narrativo contorna três personagens, os detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles — após um brutal homicídio múltiplo, os homens convergem numa trama de investigação que pauta esquemas de depravação criminal e uma agência de prostituição que coloca mulheres como sósias de famosas estrelas de Hollywood. Três detetives, três diferentes personalidades: Ed Exley (Guy Pearce) é o correto, contido e introspectivo jovem que ambiciona uma posição melhor; Bud White (Russel Crowe) é o selvagem que não consegue conter os ímpetos agressivos, a personalidade forte e a rebeldia que soma-se a uma violência comportamental; Jack Vincennes (Kevin Spacey) alia-se de um repórter sensacionalista (Danny DeVito) para firmar flagrantes armados de pessoas ligadas ao cinema em situações comprometedoras. Numa trajetória que externa as corrupções policiais, bem como o universo repleto de desonestidade e conspirações, esses homens infiltram-se num jogo onde nada é o que parece ser. Muita sujeira, insegurança e incerteza percorrem o tenso caminho das investigações que levam a uma prostituta de luxo misteriosa, Lynn Bracken (Kim Basinger). Seria ela a chave de todo o mistério? Quais os esquemas sórdidos por trás dessa cidade mascarada? O que esconde uma sociedade que exterioriza uma beleza inexistente? Por trás de uma cidade de plástico, existe um reinado de drogas, sexualidade desvirtuada e muita violência descomunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme que reforça o estilo noir, visto que homenageia o gênero ao colocar elementos visuais e personagens com características deste senso. O roteiro consegue intrigar na objetividade, ainda que existam vários personagens complexos que se mesclam como forma de sustentar um panorama convicto da criminalidade e corrupção daquele período. Contextos de traições no meio policial são reforçados pelo aspecto cru de como esse sistema, além de bruto, torna-se sufocante. E o diretor Curtis Hanson lida com as personalidades distintas de seus personagens, num suspense gradual, aproximando-os ao passo que o cenário noturno de Los Angeles é desconstruído com muita malícia — por que tanta violência? Quais os esquemas mais sujos são segredados? O que uma rede de prostituição tem a ver com tantos crimes? As inúmeras questões são formuladas, respondidas. A narrativa é febril e as maneiras como os fatos se costuram são impactantes. A trilha sonora de Jerry Goldsmith é marcante, pois sonoriza com uma melodia excepcional as seqüências elétricas de suspense e momentos de sensualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade é evidente na contextualização da prostituição; as mulheres sedutoras, envolventes e libidinosas que imitam as atrizes de Hollywood. Há sósias de Marilyn Monroe, Rita Hayworth e Veronica Lake — esta personagem concebe toda a carga de sensualidade no filme. Há todo um glamour, um aspecto sexy e contorno dúbio em torno de sua personalidade, bastante condizente com o universo malicioso do roteiro. Lynn é a prostituta de luxo que mantém o diálogo da sexualidade com os homens — usa de seu poder feminino e beleza proeminente para promover os momentos mais provocantes. E Kim Basinger retrata o símbolo do prazer; da sexualidade de alta classe, numa mulher que usa do corpo para atrair e persuadir outrem. É a prostituta misteriosa que personifica uma estrela de cinema, com toda a sedução de imagem física e construção sexual que modela este senso. O roteiro a coloca em posição de desejo, foco de tesão dos detetives que não conseguem abster-se da libido própria da testosterona na sua presença. Sedução feminina, loira fatal, transpira luxúria. E ainda há espaço para paixão ao colocar um envolvimento de Lynn com o policial Bud White, por sinal os momentos do casal trazem uma carga emotiva e evidencia um certo caráter romântico ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curtis Hanson talvez nem imaginasse, mas concebeu uma obra-prima capaz de promover inúmeras revisões, sem perder a áurea charmosa que a película confere. Sua sensibilidade e até inteligência em articular discussões, através do febril roteiro, sobre questões referentes à violência e toda a podridão humana que se acumula dentro de Los Angeles é mais que plausível. Polêmicas sobre assassinatos; corrupções e métodos não ortodoxos do sistema policial; prostituição ou mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"homocídio"&lt;/span&gt; — termo citado em dado momento ao dar contorno sobre relações de crimes que envolvem homofóbicos/homossexuais — são bem exploradas no escopo argumentativo. E não só Basinger promove uma hipnose em cena, pois as interpretações louváveis de Russel Crowe bem como de Guy Pearce incutem toda a excitação que é fecundada nessa obra cinematográfica. A direção explora ao máximo os meandros interpretativos do elenco (a voluptuosidade de Basinger com Crowe em cena, principalmente), somado ao requinte de fotografia, montagem e direção de arte. Inúmeras reviravoltas, provocações e eletrizante tensão promovem uma atmosfera angustiante nos minutos finais. E é quando os personagens atingem suas faces verdadeiras; a verdade vem à tona e as decisões são tomadas de acordo com as transformações de cada um. Cínico, sangue, sexy e provocativo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b2s3RWNCzd8/TYUAxwEFVFI/AAAAAAAACGU/FUZJDT-Vuo0/s1600/lc2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-b2s3RWNCzd8/TYUAxwEFVFI/AAAAAAAACGU/FUZJDT-Vuo0/s400/lc2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585871767538586706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;L.A. Confidential (1998, EUA)&lt;br /&gt;Dirigido por Curtis Hanson&lt;br /&gt;Roteiro por Curtis Hanson e Brian Helgeland, baseado no livro de James Ellroy&lt;br /&gt;Com Russel Crowe, Kevin Spacey, Guy Pearce, Kim Basinger, Danny DeVito&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3924964340711629128?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3924964340711629128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3924964340711629128&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3924964340711629128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3924964340711629128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/cidade-do-pecado.html' title='Cidade do Pecado'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wIMWot18Vg8/TYUAqZlfnhI/AAAAAAAACGM/pztSa03F4c0/s72-c/lc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4084675766827987949</id><published>2011-03-18T21:15:00.000-03:00</published><updated>2011-03-18T21:15:17.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Orgias Dançantes?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ctkicjakkOg/TX9qOHfuGiI/AAAAAAAACF8/76ORLz_a5Pw/s1600/studio1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ctkicjakkOg/TX9qOHfuGiI/AAAAAAAACF8/76ORLz_a5Pw/s400/studio1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584298853725510178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os anos 70 providenciou a euforia libertária da juventude que buscava transformação social, mas também fora um período onde a discoteca representava todo o ritmo vital e a pulsação musical pelo prazer — a tal febril &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Era do Disco",&lt;/span&gt; áurea fase onde a música exercia um fascínio e lema de vida para muitas pessoas, caracterizou-se pela efervescência sonora que atiçava o lado mais sexual do ser humano. Estreante na direção, Mark Cristopher desmitifica a famosa discoteca que dá o nome ao filme, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Studio 54. &lt;/span&gt;Lendário espaço que personificou toda a ebulição sonora, liberdade sexual pré-Aids e um reduto perfeito para homossexuais firmarem seu espaço. A pecaminosa discoteca atraia celebridades, celebrava o hedonismo desfigurado daquele período e a concreta filosofia do uso de drogas. Steve Rubbell (Mike Myers) é um empresário homossexual que cria o espaço que seria revolucionário: sem regras, preconceitos ou rótulos, celebridades poderiam conviver plenamente com pessoas comuns. O objetivo maior era promover festas que sempre fossem constantes, a típica boate dos sonhos. O roteiro centra-se na narração e ótica do frentista pobretão Shane O'Shea (Ryan Phillippe) que, insatisfeito com sua vida tediosa em Nova Jersey, parte para algo novo. É dentro do Studio 54 que ele provoca a catarse em seu mundo, vira barman e passa a vivenciar os excessos e tentações do universo sensual e glamoroso da tal discoteca. Lá ele conhece uma cantora e garçonete excêntrica, Anita (Salma Hayek) e passa a fomentar um tesão pela atriz Julie Black (Neve Campbell). O filme expõe o surgimento, o sucesso e o processo de decadência de uma discoteca que promovia orgias sexuais; era avançada para época, com pista de dança com efeitos de luzes impressionantes e os maiores DJs. Um local onde era disputado por todos e tornou-se que agitou a vida noturna de Nova Iorque. A trama percorre a ebulição da boate no verão de 1979 até seu declínio total um ano depois. Até hoje o frenesi diante da lendária discoteca se mantém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discoteca era uma espécie de reduto sexual, onde pessoas promoviam orgias constantes — o filme mostra como se sustentava essa situação ao colocar cenas onde indivíduos transam na própria arena de dança; na “pegação coletiva” ou mesmo no sexo oral grupal tão habitual naquele local. A sexualidade é forte no ambiente, nota-se que o local era mais uma busca para sexo casual e promiscuidade irrefreável que a própria condição de boate. A perversão é total! Decerto, o filme não procura vulgarizar as situações, nem mesmo polemiza com cenas só de sexo — o diretor opta por sustentar o olhar inocente do seu narrador-personagem, Shane, num ambiente onde só existia a celebração da sexualidade motivada pela dança. Studio 54 era o reduto de pessoas que queriam apenas se divertir, com seus vícios e seus excessos pelos prazeres diversos, carnais e sexuais, com drogas ou bebidas; ilusões e imaginações. Até o dono, Steve, definia a sua boate como um local ilusório, para tanto escolhia a dedo quem deveria entrar e seus critérios de escolhas eram duvidosos; o proprietário, muitas vezes, permanecia uma noite integral na frente de sua boate, só escolhendo quem deveria entrar. Homens com corpos perfeitos; mulheres sensuais; rostos sexys. ‘Espetacularização’ da vida real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom homossexual é evidente no filme. O roteiro expõe o local como espaço GLS, onde o sexo entre homens também era grupal em meio às misturas de drogas, como cocaína. Shane só consegue trabalhar como barman no Studio 54 por conta de sua sensualidade, do corpo, que capta atenção de Steve, mulheres diversas e de outros homens. E o roteiro coloca em pauta a condição do assédio masculino por mostrar um rapaz sexualizado que trabalha pelo dote físico — tanto Shane quanto outros rapazes apresentavam-se, apenas, de short minúsculo e sem camisa; exibiam-se aos trajes libidinosos e ao corpo quase nu — afinal, num espaço onde gays, lésbicas e simpatizantes tinham a liberdade de externar suas intenções sexuais, não haveria condição para puritanismo. Só se empregava na discoteca quem poderia seduzir? Shane era o barman desejado por todos os homens e mulheres. O jovem vivencia as oportunidades que seu emprego oferece: envolve-se em transas furtivas com mulheres diversas; investe no mundo prazeroso de dinheiro e sexo que a discoteca condiciona. Ademais, o roteiro resume situações de homoafetividade; prostituição masculina e até situa questões sobre a esfera do uso de drogas ilícitas dentro da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a música, em seu estado mais febril, sempre é um elemento afrodisíaco? Mais, aliada ao sexo, torna-se algo de grande prazer para o ser humano. Através de uma ambientação musical, é perceptível sentir o frenesi da década com músicas de Bee Gees e outros cantores de sucesso que retratam bem o universo. O filme explora esse reinado da Disco; do embalo das músicas dos anos 70; das cores esfuziantes daquele mundo e também da sexualidade imoderada, através da vivência de  Shane — do jovem pobre a barman que, aos poucos, infiltrou-se na malícia coletiva de um espaço que celebrava algo nada mais que ilusório. As personificações talentosas de Ryan Phillippe e Mike Myers são pontos significativos. O filme acaba por servir de alerta às problemáticas de vidas prejudicadas pelo abuso de drogas e sexo, bem como a AIDS que se manifestou na década de 80, no momento onde a boate sofreu abalos incisivos e o mundo hedonista deu lugar à crueldade da realidade. É quando os personagens passam a acordar pra vida e toda reflexão moral é inserida. Ao fim, é um filme que articula como o ser humano não consegue viver só de ilusão — nem de sexo e música, muito menos de superficialidade. Mas, bem verdade, a sensualidade da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Era da Disco&lt;/span&gt;" permanece intacta e nunca é tarde para experimentá-la através das músicas que se mantém emblemáticas. Dançante, sensual e delirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Wkjo5o9h4u0/TX9qU_3vCrI/AAAAAAAACGE/lsi3Wa4ne9s/s1600/studio2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Wkjo5o9h4u0/TX9qU_3vCrI/AAAAAAAACGE/lsi3Wa4ne9s/s400/studio2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584298971937835698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Studio 54 (EUA, 1998)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Mark Cristopher&lt;br /&gt;Roteiro de Mark Christopher&lt;br /&gt;Com Ryan Phillippe, Mike Myers, Salma Hayek, Neve Campbell, Breckin Meyer&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4084675766827987949?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4084675766827987949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4084675766827987949&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4084675766827987949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4084675766827987949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/orgias-dancantes.html' title='Orgias Dançantes?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ctkicjakkOg/TX9qOHfuGiI/AAAAAAAACF8/76ORLz_a5Pw/s72-c/studio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3701016842093234800</id><published>2011-03-13T19:30:00.000-03:00</published><updated>2011-03-13T19:31:14.072-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Janela Indiscreta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-fdQOQG_HJHM/TXlxLie6mEI/AAAAAAAACFk/INZ0-L9YDoU/s1600/inv1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fdQOQG_HJHM/TXlxLie6mEI/AAAAAAAACFk/INZ0-L9YDoU/s400/inv1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582617656151414850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ser humano é atraído pela curiosidade, ainda mais quando se refere às questões da sexualidade. O aspecto mais instigante exposto no filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Invasão de Privacidade&lt;/span&gt; é a prática do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeurismo,&lt;/span&gt; onde indivíduo obtém prazer sexual através da observação de outras pessoas — sendo elas, decerto, desconhecidas do seu circuito social. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeur&lt;/span&gt; costuma ter satisfação na observação, sem que as pessoas saibam ou suspeitem que estejam sendo observadas. Geralmente, o observador gosta de se masturbar ou mesmo tem a excitação sexual ao ver outras pessoas em práticas sexuais e/ou desnudas. Dirigido por Phillip Noyce, o filme argumenta essa prática, tão presente na sociedade atual — no mundo onde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"reality-shows"&lt;/span&gt; são alvos de curiosidade, pois capta atenção das pessoas para uma realidade simulada, no qual indivíduos são vigiados por câmeras e, por sua vez, observados por várias pessoas. Os indivíduos preferem observar o alheio, espionar, como forma de estímulo pessoal e prazer. Na trama, a executiva Carly Norris (Sharon Stone) muda-se para um edifício luxuoso em Manhattan. O local é alvo de misteriosos assassinatos. No prédio, um dos moradores observa tudo que ocorre, inclusive os crimes, através de câmeras de filmagem. Quando descobre que a antiga moradora do seu atual apartamento foi assassinada, Carly passa a temer o ambiente. O que há de tão macabro ali? Quando conhece o vizinho Zeke Hawkins (William Baldwin) por quem sente uma atração irresistível, simultaneamente sofre assédio por outro vizinho, Jack Lansford (Tom Berenger). O thriller incute a dúvida: Carly, gradativamente, passa a acreditar que algum desses dois homens tem a ver com os crimes ocorridos no edifício. Quem seria o serial-killer? Mas, o que parece ser um suspense, trata-se de um artifício para promover o erotismo pautado na tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abordar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeurismo,&lt;/span&gt; o filme expõe o mistério dos crimes sob a ótica de um ser misterioso (o público não sabe quem é) que observa as vidas íntimas dos moradores através de câmeras, inclusive a própria Carly é alvo — as cenas a mostram sendo observada, principalmente quando troca-se de roupa; toma banho ou mesmo quando se masturba sozinha no banheiro. A sensualidade do roteiro exibe, ao máximo, a caracterização sensual da feminilidade de Carly. Por sinal, o filme trata de colocá-la como objeto de desejo de todos os homens, como se todos estivessem famintos, num total descontrole libidinal. Noyce usa das ideias do clássico de Alfred Hitchcock ao colocar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeurismo &lt;/span&gt;como lema principal do filme? Janela Indiscreta? Todos os condôminos têm suas vidas vigiadas por alguém misterioso, onde a janela possibilita a exposição de suas vidas íntimas. Até Carly, uma espécie de loira fria a la Grace Kelly, exibe-se em seu apartamento sem saber que é alvo de fantasia alheia. Todo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeur&lt;/span&gt; evita-se expor, a sua prática é segredada e ele prefere manter distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensualidade percorre a veia narrativa ao colocar o envolvimento de Carly com seu vizinho Zeke. Por ter no roteiro personagens que se envolvem apenas pela força da atração, o filme não esconde sua intenção maliciosa ao executar cenas bastante provocativas. A cena da primeira transa entre os dois é prolongada, ousada, quase explícita — Sharon Stone sabe muito bem explorar sua interpretação centrada na manifestação da sua sensualidade, ainda mais quando personifica uma mulher subordinada ao comando hiperativo e dominador de um homem. É a fêmea passiva ao macho que quer devorar? Stone conduz sua Carly totalmente frágil, subjugada por William Baldwin que investe em cenas de sexo oral, penetração e preliminar. A boa química sexual dos dois atores favorece um realismo que exprime o frisson erótico que a trama pede. Seqüências de nudez, sodomia e até diálogos maliciosos estão presentes também — mas há um tom emotivo explorado pelo argumento ao colocar Carly chorando ao ter um orgasmo após uma transa quente com seu parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Noyce contorna o frágil roteiro nessas cenas, ou mesmo nos personagens secundários que não escondem suas intenções voltadas ao sexo. Apesar do tom provocativo, o filme obteve alguns cortes — existiam cenas onde Baldwin aparecia em nu frontal, porém o ator pediu que as cenas fossem cortadas; uma cena de sexo foi considerada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hardcore,&lt;/span&gt; o diretor teve que retirar por pressão dos produtores do studio e remontar o material da película. Talvez, quis desvencilhar de maior polêmica ou que o filme tivesse um sentido mais contextualizado na esfera homoerótica. Ainda assim, a sensualidade envolve pela forma como a sexualidade feminina de Stone é utilizada e da masculinidade sensual de Baldwin, habitual representante de papeis de homens sedutores. E o roteirista Joe Eszterhas já havia feito outro sucesso com Stone, &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/12/atracao-libidinal.html"&gt;Instinto Selvagem.&lt;/a&gt; Nota-se que ele investe na caracterização da libido em ambos os filmes, porém aqui o tom é mais voltado à intimidade. Um trabalho banal que cumpre com o que promete: o desejo desenfreado, a malícia e as questões da curiosidade humana em relação ao sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-D7iu3GA1t84/TXlxVyZj08I/AAAAAAAACFs/NehB-s8yvfw/s1600/inv2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-D7iu3GA1t84/TXlxVyZj08I/AAAAAAAACFs/NehB-s8yvfw/s400/inv2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582617832222610370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sliver (EUA, 1993)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Philip Noyce&lt;br /&gt;Roteiro de Joe Eszterhas&lt;br /&gt;Com Sharon Stone, William Baldwin, Martin Landau, Tom Berenger&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3701016842093234800?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3701016842093234800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3701016842093234800&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3701016842093234800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3701016842093234800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/janela-indiscreta.html' title='Janela Indiscreta'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fdQOQG_HJHM/TXlxLie6mEI/AAAAAAAACFk/INZ0-L9YDoU/s72-c/inv1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3237855324537625179</id><published>2011-03-09T12:10:00.000-03:00</published><updated>2011-03-09T12:11:39.971-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Tesão por amar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iIKTISqwpqI/TXGIIt_lEgI/AAAAAAAACFU/edQXHuloF8E/s1600/donjuandemarco1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iIKTISqwpqI/TXGIIt_lEgI/AAAAAAAACFU/edQXHuloF8E/s400/donjuandemarco1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580391096655352322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O romantismo exprime um fascínio revelador. Tão contagioso, torna-se algo contundente na vida humana, leva à transformação pessoal. É justamente esse poder revelador, através da possibilidade de vivência desse senso, que o filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Don Juan DeMarco&lt;/span&gt; evidencia seu maior objetivo: a linguagem do amor é a única forma do indivíduo sentir-se pleno, físico e sexualmente, sua liberdade existencial. Personagem da literatura tido como sinônimo de sensualidade e libertinagem, tornou-se referência como eterno representante da sedução romântica masculina. Figura lendária, clássica, é o cavalheiro simbólico utilizado em romances universais — Lord Byron e Bernard Shaw — ou através de peças teatrais e até óperas como a de Mozart. Para tanto, diante de relevâncias nas artes e mitos no inconsciente popular, o personagem é um sucesso em diversas línguas; uma espécie de arquétipo cultural, figura mitológica, modelo da sensualidade romântica. O termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;donjuanismo&lt;/span&gt; foi consequente, até Freud adotou. O diretor Jeremy Leven apropria-se dessa lenda para recriar seu roteiro, numa atualização/adaptação de um mito original. Em Nova York, um jovem rapaz de 21 anos (Johnny Depp) titula-se o próprio Don Juan, ao tentar suicídio, por sofrer uma desilusão amorosa, é resgatado pelo psiquiatra Dr. Jack Mickller (Marlon Brando). Disposto a tratá-lo, acreditando que o jovem sofra de problemas psíquicos ou esquizofrenia, o médico é inspirado e seduzido pelo universo criativo do paciente a ponto de transformar sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foca na relação do jovem que diz ser o próprio Don Juan, assume a identidade desse mito ao evidenciar o arquétipo físico — transvestido, capa, máscara e  sotaque castelhano —, bem como a personificação do comportamento sedutor, libidinoso e sexualizado do personagem clássico. O jovem passa a fomentar uma realidade imaginária, contagiando até o seu ouvinte psiquiatra que adentra ao seu universo imaginativo de histórias românticas e sedutoras. O sexo sempre foi forte na sua formação, como o interesse pela nudez do corpo da mãe quando ainda era bebê; na adolescência o voyeurismo e o amor-platônico à professora de moral e religião. O roteiro centra-se nos diálogos do jovem galanteador que, por recriar um universo próprio, libera suas memórias cheias de fantasias de sentimentos e desejos íntimos — histórias de amores diversos; do início da sexualidade; do amor ao sexo feminino que tanto inebriou uma vida predestinada à admiração do corpo/alma de uma mulher. A história contada pelo jovem é tão sensual, vívida e tocante, que contagia o próprio psiquiatra a ponto dele reavaliar seus atos, sentires e reacende a paixão perdida no seu casamento acomodado com sua esposa Marilyn (Faye Dunaway). É possível torna-se romântico novamente? O que há de tão triste, na trajetória carnal, que perder o próprio interesse em amar e ser amado? O jovem acorda o coração em coma do médico a ponto dele questionar: existe o viver sem estar apaixonado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a representação sexual masculina é exposta no jovem Don Juan, um homem que valoriza cada centímetro do corpo fêmeo; idólatra da alma e do gênero feminino. Eis o homem que nasce pra amar e viver pelo prazer de desejar/sentir a mulher em sua total forma — pelo gozo, de acordo com o sexo constante; é o amante perfeito capaz de proporcionar o prazer absurdo à qualquer mulher. Don Juan respirava amor por várias mulheres, ainda que fosse fiel a cada uma delas — e o filme não esconde essa virilidade e compulsão sexual descontrolada desse homem, o maior amante do mundo. A deliciosa narrativa centra-se nessa provocação ao colocar um jovem que se apropria do mito, assume seu donjuanismo, mas que fundamenta algo óbvio: é um ser  romântico que vive por amar e viver da condição do tesão pelas mulheres. E, tão emocional quanto é o senso do romantismo, a realidade acreditada desse jovem influencia a percepção do psiquiatra — é então que ele passa a ter desejo pela sua mulher, observando-a com novos olhos e acorda emocionalmente para um mundo que parecia adormecido nas limitações do racionalismo; da superficialidade conjugal. Nas constantes sessões de análise, há um envolvimento total entre paciente e psiquiatra, uma conexão emocional. Decerto, há uma troca entre eles, sendo o Dr. Jack o beneficiado no tratamento por ter seu romantismo resgatado através do sexualizado poder argumentativo de seu paciente. Mais que a libido, é o amor que promove a ardência numa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em Johnny Depp uma atuação altamente sedutora, apaixonado, na maneira como ele personifica a testosterona e o comportamento romântico de acordo com a necessidade que seu Don Juan exige. O ator instiga por executar em cena um domínio enérgico ao encarnar um representante másculo, viril, caliente. Suas cenas, com as várias mulheres que compõem o mosaico feminino do filme, são bastante torneadas de sedução e funciona como recurso meloso, mas concernente aos sentidos libidinosos que a película expressa. Puro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sex-appeal.&lt;/span&gt; O seu talento tem o contraponto sincero na interpretação atenta de Marlon Brando, um homem que acorda para à hiperatividade sentimental, sensorial e sexual — obviamente, a direção segura de Jeremy Leven extrai uma química perfeita dos dois atores em cena, bela sintonia. Interessante que Depp só aceitou participar do filme caso Brando estivesse na produção também. Há um erotismo elegante e poético que contorna a película, ainda mais na narração em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt; do personagem título. Não beira à vulgaridade. A trilha sonora de Michael Kamen condensa em sua melodia instrumental os acordes do tema central do filme, a canção &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Have you ever really loved a woman"&lt;/span&gt;, de Bryan Adams. Soma-se uma fotografia avermelhada, com cores terrenas do marrom ao cinza escura, bastante coerente com o universo amoroso do filme. Um trabalho que traz dentro de si a reflexão sobre valores dos sentimentos; da importância da paixão como forma de vivência humana; de como a sexualidade ainda é importante aos sentidos e prazeres pessoais. E nunca é fora de moda adotar o romantismo como lema vital, muito menos permitir-se aos anseios tão descontrolados da sentimentalidade. O êxito de existir é o de amar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sem fogo não há calor, sem calor não há vida."&lt;/span&gt; — eis a pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AGduw6aNCog/TXGIOH8W3bI/AAAAAAAACFc/YX53x3zPuTI/s1600/donjuandemarco2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AGduw6aNCog/TXGIOH8W3bI/AAAAAAAACFc/YX53x3zPuTI/s400/donjuandemarco2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580391189520506290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Don Juan DeMarco (EUA, 1994)&lt;br /&gt;Direção de Jeremy Leven&lt;br /&gt;Roteiro de  Jeremy Leven&lt;br /&gt;Com Johnny Depp, Marlon Brando, Faye Dunaway, Géraldine Pailhas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3237855324537625179?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3237855324537625179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3237855324537625179&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3237855324537625179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3237855324537625179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/03/tesao-por-amar.html' title='Tesão por amar?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iIKTISqwpqI/TXGIIt_lEgI/AAAAAAAACFU/edQXHuloF8E/s72-c/donjuandemarco1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-2207284033870850343</id><published>2011-03-04T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-03-03T22:37:18.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Perversões Femininas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ezUzJ2enEzY/TWsd7LJTX4I/AAAAAAAACFE/glgx-iuliK0/s1600/gs1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ezUzJ2enEzY/TWsd7LJTX4I/AAAAAAAACFE/glgx-iuliK0/s400/gs1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578585465869787010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há certos tipos de abordagens que se sustentam apenas no erotismo para ter sucesso. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garotas Selvagens&lt;/span&gt;  exerceu uma polêmica em seu período de lançamento pela temática  picante, diversas reviravoltas e cenas com contextos libidinosos dos  personagens. Na cidade de Blue Ray, na costeira da Flórida, o professor  Sam Lombardo (Matt Dillon) é sexy professor que atrai todas as garotas  da região. É através dele que o filme, dirigido por John McNaughton,  exerce seu princípio apelativo. É este homem, bastante desejado pelo  sexo feminino, charmoso e sexualizado, que se envolve numa trama tensa,  onde nada é o que parece ser. O professor recebe acusações de duas  jovens: A mimada garota da elite social, Kelly Van Ryan (Denise  Richards) e a rebelde Suzie (Neve Campbell) dizem ter sido vítimas de  estupro. Ao afirmar que é inocente, Sam tem que provar que não existiu a  consumação do sexo — muito menos houve possibilidades para um  envolvimento afetivo dele com essas garotas. É então que o investigador  Ray Duquette (Kevin Bacon) entra nessa polêmica para averiguar essas  acusações que demonstram ser duvidosas; além disso, o advogado Ken  Bowden (Bill Murray) acredita na versão do professor e atesta sua  defesa. Qual será a razão dessas garotas terem criado essas acusações?  Qual sentido há por trás dessa polêmica? A trama aproveita-se desse  sentido para introduzir elementos misteriosos, policiais e sensuais. O  sexo torna-se o foco neste filme que prioriza a sensualidade de todas as  formas, talvez por isso tenha atraído tantas discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme  mantém a sexualidade em ebulição ao direcionar uma trama onde os  personagens — principalmente, as tais garotas Kelly e Suzie — mantêm  personalidades dúbias, ainda mais por conta da maneira como os  comportamentos expressam tom da sexualidade bastante transgressora. As  garotas são maliciosas, há diálogos chulos que demonstram a órbita  sensual de tais personalidades libidinosas. Há um roteiro que se  direciona ao público masculino, para tanto há dezenas de cenas que  exploram ao máximo os corpos torneados e excitantes do elenco feminino,  em especial de Denise Richards que aqui cumpre o papel da garota de  corpo perfeito, tão assediada/desejada por todos. Até a mãe da  personagem de Kelly exerce uma função sexual: Sandra Van Ryan (Theresa  Russell) transa com garotos 20 anos mais novos, é a típica mulher que,  após o divórcio, prefere sexo casual a relações mais afetivas.  Conseqüentemente, o filme abusa também dessa personagem, evidenciando  seu corpo ou na provocativa cena em que ela transa com um garoto, aos  gemidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discute também a questão do assédio sexual, levantado  pelas garotas principais — mas serão elas, de fato, as vítimas da  situação? Ou há muita perversão escondida por trás desses fatos? Matt  Dillon representa o professor sarado, sedutor e que sofre assédios  constantes de alunas dispostas a uma transa casual. É o homem que atrai  olhares de todas as mulheres, o garanhão que consegue a fêmea que  quiser. E o roteiro mostra esse homem sendo alvo de sedução de Kelly — a  constante malícia em cenas onde a garota se insinua em troca de  olhares, gestos, diálogos dúbios e/ou quando ela se oferece para lavar o  carro dele, molhada da cabeça aos pés, em trajes brancos quase  transparentes. A questão inicial até a metade do filme é o assédio  latente, a sensualidade e a malícia. Da metade pro final, o roteiro  assume um contexto mais de suspense quando as reviravoltas passam a ser  freqüentes. E são inúmeras surpresas que permeiam a trama. Há contextos  de estupro; promiscuidade; infidelidade e traições. A maneira como os  personagens desejam o sexo são evidentes, não há nada moderado — curioso  que nem o roteiro parece sustentar uma mensagem moral, mas sim só se  predispõe ao lado irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famoso pela seqüência de sexo a três,  protagonizado pelo trio Matt Dillon, Denise Richards e Neve Campbell —  obviamente, é o momento mais quente e sensual do filme, onde os três  envolvem-se num sexo ousado e o tal beijo lésbico das duas é  escancarado. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menage à tróis&lt;/span&gt; foi bem polêmico, ainda mais por ser uma cena que caracteriza o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soft-porn.&lt;/span&gt;  Há ainda breves momentos sensuais protagonizados pelas duas mulheres,  como uma forma de sustentar uma ousadia sexual ao público masculino que  gosta de ver cenas de lesbianismo; puro deleite aos olhos mais ansiosos  por cenas de sexo entre mulheres. De fato, Richards e Campbell  demonstram um bom traquejo sexual em cena que emula uma enérgica febre  diante da limitada trama. E o roteiro ainda decide ser mais malicioso,  buscando outros públicos, ao expor Kevin Bacon numa rápida cena de  banho, onde o ator aparece totalmente nú. Inclusive, a tal cena,  inicialmente, teria conotação homossexual: Bacon tomaria banho com  Dillon, mas o roteirista cortou esse senso na produção do filme. Talvez,  por medo de aumentar mais a polêmica. Decerto, o abuso sexual nesse  filme torna-se constante, assim como as reviravoltas, como um exemplo de  alternativa banal de atração e sucesso. O que parecia ser um drama  diante do mote inicial de estupro, torna-se apenas uma overdose sexual  na mão do diretor John MacNaughton que comanda seu filme insano e  preenchido pelas já dita reviravoltas que são incessantes. Mais que um  entretenimento sobre a perversão sexual, é um thriller-erótico que pelo  menos reflete bem a modernidade adepta ao sexo casual; das mazelas  amorais que caracterizam a perversão humana quanto à sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GqfD_at1Kn4/TWseCzr-XDI/AAAAAAAACFM/GY34-_QaSg8/s1600/gs2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GqfD_at1Kn4/TWseCzr-XDI/AAAAAAAACFM/GY34-_QaSg8/s400/gs2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578585597011713074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Wild Things (EUA, 1998)&lt;br /&gt;Direção de John McNaughton&lt;br /&gt;Roteiro de Stephen Peters&lt;br /&gt;Com Matt Dillon, Kevin Bacon, Neve Campbell, Denise Richards, Theresa Russell, Bill Murray.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-2207284033870850343?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/2207284033870850343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=2207284033870850343&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2207284033870850343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/2207284033870850343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/perversoes-femininas.html' title='Perversões Femininas'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ezUzJ2enEzY/TWsd7LJTX4I/AAAAAAAACFE/glgx-iuliK0/s72-c/gs1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4179795928174258005</id><published>2011-02-25T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T19:16:07.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Sexo Para Amar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3h7ObHWGOic/TWLqMqLvRcI/AAAAAAAACE0/ZDDbwMIh1is/s1600/AM1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3h7ObHWGOic/TWLqMqLvRcI/AAAAAAAACE0/ZDDbwMIh1is/s400/AM1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576276791840949698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O relacionamento se baseia apenas no sexo? O que sustenta um envolvimento? Existe convívio sem afetividade? O sexy &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Amor e Outras Drogas&lt;/span&gt; preconiza com credibilidade o universo da sociedade moderna habituada ao sexo sem compromisso; as dificuldades das relações sentimentais. Seres humanos que preferem manter uma relação sem amarras, só com o sustento do sexo e que não concebe nenhum envolvimento mais emotivo. Se antes existia o pudor ou a repulsa pelo sexo com um estranho — hoje a sociedade aprende a adotar esse estilo, firma-se na ausência de compromisso, não querem estabelecer uma união mais estável. Coitos animalescos, rápidos e intensos — é basicamente isso que caracteriza o sexo casual? A rapidez do ato, onde o prazer nasce e vem com o orgasmo. Após o ato, se finda a vontade de estar junto? O que caracteriza esse medo de envolvimento com alguém? Ou seria o sexo casual a única maneira de efetivar um contato entre duas pessoas? Sob esses aspectos que o filme condiciona sua trama. Tanto o viril Jamie (Jake Gyllenhaal) quanto a moderna Maggie Murdock (Anne Hathaway) são personificações das relações modernas. Ele, típico sedutor que preenche sua vida com transas furtivas, envolvimentos superficiais que concretiza seu cotidiano firmado no vício pelo sexo. Após ser demitido do cargo de vendedor por transar com uma das funcionárias do local, torna-se representante farmacêutico. Ela, sofre de mal de Parkinson. O diretor Edward Zwick, sob o roteiro baseado no livro de Jamie Reidy, investe nessa tensão sexual imediata do casal. E é a partir dessa premissa que o filme estabelece seu senso romântico e até dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange à sensualidade, o roteiro não esconde seu objetivo libidinoso, pois a atração sexual do casal é imediata. O envolvimento de Jamie com Maggie representa bem as relações sem amarras da sociedade: ao se conhecerem, exibem os anseios carnais. É um homem e uma mulher que apenas decidem experimentar o sexo. Há cenas que contornam o contato sensual desses dois, caracteriza esse envolvimento que, inicialmente, prioriza o ato sexual. Porém, a comunicação puramente sexual torna-se mais íntima ao passo que ambos percebem que existe uma necessidade mais além. O que parecia um contato sem maiores conexões, torna-se uma atmosfera sentimental. É evidente que para o sexo não é necessário um envolvimento, mas uma relação mais próxima envolve afetividade — é então que a problemática do filme torna-se mais nítida no desespero da doença de Maggie ou quando Jamie percebe que, pela primeira vez, se apaixonou. A cena do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu te amo"&lt;/span&gt; já é um marco neste filme. É possível também um sentimento ser afrodisíaco? Eis que este casal lida com a doença, com o medo de uma relação intitulada "namoro" e com a provável dependência de um pelo outro. E o que parecia uma busca constante por sexo a dois, transmuta na busca pela cura do mal de Parkinson de Maggie e na aprendizagem de amar de Jamie, visto que ele nunca havia vivenciado esse sentido. É então que o amadurecimento ocorre para os dois, havia muito mais que um sexo casual ali. O amor surge como a droga para curar as fragilidades do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama investe também no universo do mercado manipulador e na corrupção sobre medicamentos, onde a profissão de Jamie — e seu talento também — se desenvolve. O tempo do filme é 1996, quando surgia no terreno farmacêutico remédios como viagra que trouxe benefícios aos homens com inúmeros problemas, inclusive a disfunção sexual. Mais uma vez, o roteiro incute o artifício da sexualidade por citar questões sobre a impotência ao colocar Jamie preocupado por ter dificuldade de ereção numa transa com Maggie — ademais, todos os personagens secundários também expressam uma libido ou propensão para o sexo. Inclusive, Josh (Josh Gad), o irmão de Jamie, um homem imaturo e frustrado sexualmente com as mulheres; é o personagem que expressa a comicidade do roteiro inserindo piadas e malícias sexuais com humor. Ora permeado de cenas cômicas, ora romântico, o filme consegue manter um ritmo ajustável ainda que o final seja mais dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternando momentos sensuais — em boa parte das seqüências, há inúmeras cenas de nudez ou de insinuações sexuais com certa ousadia — ou românticos, bem verdade o charme do filme é consequente da absurda química em cena de Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway. Ambos conseguem transparecer uma credibilidade emotiva, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timming&lt;/span&gt; romântico, além de elevar seus personagens a um patamar de amor crescente. Atraentes, expressivos e com interpretações naturais; os dois atores não têm pudor em manter seus diálogos melosos em situações sexuais, grande parte do filme os dois aparecem desnudos em total grau de intimidade. É visível o objetivo de Edward Zwick em sustentar o brilho do filme nas cenas de paixão, sexo e diálogos desse casal, favorecendo uma direção cuidadosa que extrai bons momentos. O interessante é que, ainda que agradável e sem apelar muito pelo melodrama, o roteiro evoca uma intimidade sentimentalista dos personagens. A trilha sonora de James Newton Howard tem um fator decisivo na climatização desse filme, um auxílio à narrativa. Um trabalho pequeno mas que simboliza muito bem entraves e prazeres das relações a dois. E mostra que, às vezes, a busca pelo sexo casual ocorre em função dos desgastes de ex-relações dolorosas permeadas de muita frustração. Mas também há quem acredite que o sexo é o princípio para uma relação estável com muito sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GNwEptsCgUo/TWLqXKm5VeI/AAAAAAAACE8/r2JJL5JV5_g/s1600/AM2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GNwEptsCgUo/TWLqXKm5VeI/AAAAAAAACE8/r2JJL5JV5_g/s400/AM2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576276972343481826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Love and Other Drugs (EUA, 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Edward Zwick&lt;br /&gt;Roteiro de Charles Randolph, Edward Zwick, Marshall Herskovitz - baseado no livro de Jamie Reidy&lt;br /&gt;Com Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4179795928174258005?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4179795928174258005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4179795928174258005&amp;isPopup=true' title='45 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4179795928174258005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4179795928174258005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/sexo-para-amar.html' title='Sexo Para Amar'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3h7ObHWGOic/TWLqMqLvRcI/AAAAAAAACE0/ZDDbwMIh1is/s72-c/AM1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>45</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3994894849431098438</id><published>2011-02-19T12:10:00.000-03:00</published><updated>2011-02-19T12:13:52.644-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>O outro lado da nobreza?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lkZbuY5U45U/TVwiHsfefVI/AAAAAAAACEk/ZzmtlxTnBYo/s1600/hmdf1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lkZbuY5U45U/TVwiHsfefVI/AAAAAAAACEk/ZzmtlxTnBYo/s400/hmdf1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574367954375441746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O romancista francês Alexandre Dumas só exerceu um fascínio póstumo, quando suas obras foram reconhecidas após sua morte. Autor de clásicos do estilo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "capa-e-espada"&lt;/span&gt;, gênero literário iniciano na Espanha por volta do século XVII, baseava-se em intrigas amorosas e romances idealizados. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Homem da Máscara de Ferro,&lt;/span&gt; com direção e roteiro adaptado de Randall Wallace, é inspirado no "O Visconde de Bragelonne", a terceira etapa da saga de D'Artagnan e Os Três Mosqueteiros. No reinado do cruel, sádico e perverso Luís XIV (Leonardo DiCaprio), a insatisfação é presente e o povo não se conforma com a miséria e o descaso — a fome social é crescente, mas o monarca apenas se preocupa com sua vaidade e age com autoridade exímia. Como contornar a situação que parece desesperadora? Amparado por D'Artagnan (Gabriel Byrne) e por sua mãe submissa, Ana (Anne Parillaud), Luís instaura sua fama de promíscuo e imaturidade no reino. É então que os lendários Três Mosqueteiros, Aramis (Jeremy Irons), Athos (John Malvovich) e Porthos (Gerard Depardieu), já aposentados, demonstram sua descrença com as atitudes do rei. A catarse ocorre quando um prisioneiro, que usa máscara de ferro, é mantido isolado numa masmorra, dentro da Bastilha, para ter sua identidade oculta por todos. O misterioso em questão é o irmão de Luís, aprisionado por ele próprio para ter sua soberania intacta e o poder sem fortes abalos. Os velhos mosqueteiros, determinados pelo sentimento de justiça, traçam um plano para resgatar o irmão gêmeo do monarca e colocá-lo em seu lugar, preparando-o para o governo da França com honradez e justiça necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, por ser uma espécie de continuação de "Os Três Mosqueteiros, contorna seus personagens com suas fragilidades e trajetórias. Situa a vivência dos mosqueteiros que, trinta anos depois de terem concebido o juramento de “Um por todos e todos por um”, mostram-se fartos dos desmandos de um rei tão frio e arbitrário. A trama desenvolve-se nesse sentido, exibe as personalidades e o modo de vida de cada um dos mosqueteiros: Athos converte a paciência no ódio ao ter o filho único morto numa batalha, manipulação consequente do Rei Luís pela disputa de uma mulher, e alimenta-se da vingança; Aramis tem a consciência pesada por ter auxiliado na prisão do homem da máscara; Porthos reserva seu amparo aos amigos na colheita da justiça. O interessante é que o senso de amizade, união e companheirismo, provenientes de uma intimidade incondicional, são manifestados nos diálogos constantemente. Randall Wallace consegue aqui transportar uma amizade que já existe há anos; sacramentada após tantas batalhas, agruras e vitórias compartilhadas. Ademais, evidencia o caráter maldoso do Luís XIV que estrita um laço afetivo com D'Artagnan, mas este não consegue conter sua irrefreável propensão para a falta de ética. Deveria o povo obedecer suas ordens sem questionar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A libido é exposta através do personagem Luís XIV. Tão comum um monarca, naquele período, evidenciar seu descompromisso afetivo — utilizava-se do poder para sustentar a dominação sexual; recrutando prostitutas ou camponesas para sexo casual. E o roteiro evidencia esse senso ao colocar a malícia e o fundamento da promiscuidade de Luís, pois este utiliza-se do sexo como forma de prazer e satisfação própria. É o homem que trata a mulher como carne, sem a presença do sentimento. O roteiro foca na malícia do monarca que usa das armas de sedução, com frieza, para seduzir seu objeto de desejo — até provocando a morte de Raoul (Peter Sarsgaard), filho de Aramis. A representação do sexo também é presente na caracterização de Porthos, pois entra na crise de meia-idade mas não consegue defender-se dos impulsos libidinais: frequenta bordéis, sempre acompanhado de mulheres ou com diálogos que externam sua malícia. Há ainda espaço, brevemente, para assuntos de traições, além de assinar a homossexualidade ao sugerir que a sexualidade dúbia dos servos de Luís XIV — por sinal, tem uma caracterização afeminada por Leonardo DiCaprio que demonstra ainda mais uma propriedade dupla quanto às preferências. Há quem diga que o monarca tinha tendências à bissexualidade, mas o filme não se permite a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora de Nick Glennie-Smith é bela, mas é a sofisticada direção de arte e a fotografia com tons marrons que assumem um poder autêntico no filme. O primordial é a maneira como o mistério em torno do Máscara de Ferro sempre intrigou os historiadores, inclusive Alexandre Dumas que recriou toda uma situação em função dessa lenda. Decerto, o espetáculo do filme seja consequente do elenco compostos pelos veteranos Malkovich, Byrne, Irons e um divertido Depardieu. Leonardo DiCaprio mostra versatilidade na condução dos gêmeos, inclusive ao exibir nítida diferença até na maneira de olhar e tons de falas. Se seu afeminado Luís age com malícia, frieza e arrogância — é o melancólico Phillipe que assume uma interpretação mais sensível, contida e humana. A cena que ele vê, pela janela, a lua pela primeira vez, é um momento bem emocional. O roteiro de Randal Wallace, ainda que assuma seus contornos maniqueístas dos personagens, preserva a essência do livro de Dumas. Um filme que fala sobre o prazer da tirania que adota a corrupção, a vocação da maldade. E como é necessário manter os valores de ética, moral e lealdade como obrigação e responsabilidade social. E contra às irregularidades do sistema, sempre deve-se priorizar a luta por uma nação melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9PW8HuuViRA/TVwiOKlem8I/AAAAAAAACEs/_LaUyMPcN-Q/s1600/hmdf2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9PW8HuuViRA/TVwiOKlem8I/AAAAAAAACEs/_LaUyMPcN-Q/s400/hmdf2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574368065532894146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;The Man In The Iron Mask (EUA, 1998)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Randall Wallace&lt;br /&gt;Roteiro de Randall Wallace, baseado no romance de Alexandre Dumas&lt;br /&gt;Com Leonardo DiCaprio, John Malkovich, Jeremy Irons, Gabriel Byrne, Gérard Depardieu, Anne Parillaud, Peter Sarsgaard&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3994894849431098438?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3994894849431098438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3994894849431098438&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3994894849431098438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3994894849431098438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/o-outro-lado-da-nobreza.html' title='O outro lado da nobreza?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lkZbuY5U45U/TVwiHsfefVI/AAAAAAAACEk/ZzmtlxTnBYo/s72-c/hmdf1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1791638088265195658</id><published>2011-02-15T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-14T21:49:45.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Bravura Indômita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-uL7wOf6jQmQ/TVN4ObDaKZI/AAAAAAAACEU/JPXoTdguxqw/s1600/N1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uL7wOf6jQmQ/TVN4ObDaKZI/AAAAAAAACEU/JPXoTdguxqw/s400/N1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571929353162992018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por que os rebeldes provocam fascínio alheio? Há algo na transgressão comportamental que instiga? Mais de cem anos após sua morte, aos 25 anos de idade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ned Kelly&lt;/span&gt; ainda é recordado na cultura popular histórica como herói e não como um bandido — o lendário Kelly tornou-se figura conhecida no século XIX por se rebelar contra o sistema ao sofrer injustiças da polícia local de seu condado, ainda colônia do império Britânico, na Austrália. A origem de tudo? Ao devolver uma égua, sem imaginar que o animal havia sido roubado, o rapaz foi acusado pelo crime e preso. Ao sair da prisão, ainda sem provar sua inocência, tornou-se foco de perseguições, intrigas e vivenciou a crueldade de ter a mãe condenada a prisão por motivos estranhos. É então que de rapaz inocente, transforma-se num fora-da-lei, ao lado de seus irmãos e dois amigos, liderando uma gangue que passa a aterrorizar toda a região. Entre 1878 a 1889 a gangue confronta os policiais, realiza assaltos e seqüestros e até assassinatos. E é justamente esse período tenso e turbulento que este filme exerce sua premissa. Sob a direção de Gregor Jordan, a película promove a biografia desse personagem histórico, ao passo que o humaniza com indagações, sensibilidade e ousadia. O trabalho dramático, baseado no livro de Robert Drewe, percorre as motivações do personagem real, além de tentar glorificar a imagem desse famoso indivíduo que, até hoje, fascina e é símbolo da luta de um povo contra a hipocrisia e repressão do alto poder corrupto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme explica as razões de como a vida de Ned Kelly (Heath Legder) transformou-se no caos. A irmã de Kelly é alvo de um assédio sexual de um guarda local. Por sofrer a rejeição da moça e não conseguir conforma-se com a situação, o policial investe uma acusação falsa contra Kelly, acusando-o de homicídio. Para fugir das acusações, Kelly forma uma gangue em companhia de seu irmão e uns amigos, um deles é Joe Byrne (Orlando Bloom), conhecido pelo comportamento rebelde e sexualidade transgressiva. É então que o roteiro abarca essa tensão, pois o grupo, além de exercer um fascínio heróico na sociedade, torna-se inimigo de um império. Ao executar incessantes assaltos, a lenda percorre e a tensão evolui quando entra em cena Francis Hare (Geoffrey Rush), disposto a capturar os fora-da-lei. Além disso, Kelly envolve-se com a esposa de um latifundiário local, Julia Cook (Naomi Watts). O filme situa os conflitos de Ned Kelly e sua gangue, pessoas que atacaram a sociedade com questionamentos: Por que qualquer cidadão poderia ser assassinado sem motivo algum? Poderia haver justiça no mundo da realeza que punia só os que viviam à margem? Vitimados por intolerâncias, tornam-se criminosos emulados pelo ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às perseguições inesperadas, perigo constante e situações que mostram a bravura da gangue contra o sistema — este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;western&lt;/span&gt; dramático expressa a sexualidade dos homens fora-da-lei. O teor da masculinidade é evidenciado ao colocar Kelly envolvido pelo desejo de viver um romance sexual com Julia, mulher casada e que não consegue desfazer dos laços matrimonias aparentes. É o ponto melodramático do filme que acentua a masculinidade e também o comportamento sensual do personagem. Kelly nutre um desejo direcionado por uma dama da sociedade, preserva um caso secreto com ela, porém não consegue sustentar o sentimento por conta da insegurança dela. Seria possível Julia largar tudo por um caso sexual com um fora-da-lei? Como viver apenas pela força do desejo? E há também Joe Byrne, um homem que flerta com mulheres e, ao realizar roubos em casas de família, envolve-se sexualmente com as próprias damas da casa às escondidas. A imagem libidinosa desses dois homens também é pontuada como foco de sedução, fascínio e admiração. E o diretor conduz essas pequenas cenas de flertes para demonstrar que o comportamento sexual, a transgressão libertina, são elementos decisivos na fama em torno dos nomes desses lendários homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontuado em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt; pelo personagem de que dá nome ao título à película, o tom cruel da narrativa surpreende, ainda que todos conheçam o destino dos personagens — ou mesmo suponham, visto que é um fato histórico. Ned Kelly e sua gangue expressaram, antes de tudo, um exemplo de bravura. O interessante é que, sob a ótica de Joe Byrne, os garotos eram motivados, apenas, pelo ódio contra um sistema corrupto que vitimavam pessoas inocentes. Não existia uma maldade gratuita, havia somente uma malícia de transgredir contra algo que era imposto, erroneamente. Odiados pela realeza, amados pelos compatriotas. Heath Ledger consegue seduzir com sua caracterização, mais ainda pelo tom emotivo que concebe em cena. Suas cenas sentimentais e que expressam a dose hormonal é obtida com o contraponto de Naomi Watts — ainda que pouco em cena, a atriz demonstra uma fragilidade, além da beleza habitual. Orlando Bloom é aqui um homem sem muitos contornos, apenas um indivíduo sem nada a perder que incute o medo nos homens e atrai o desejo feminino por onde passa. Bela fotografia de Oliver Stapleton com auxílio da trilha instrumental de Klaus Badelt e Bernard Fanning, elementos determinantes na condução de cenas mais densas. É um filme que cumpre com seus objetivos biográficos, mas torna-se mais fascinante pelo tom provocativo e emotivo do roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_yGFtyBKmvs/TVN4iRxnw7I/AAAAAAAACEc/SVAa9Nkqf0U/s1600/N2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_yGFtyBKmvs/TVN4iRxnw7I/AAAAAAAACEc/SVAa9Nkqf0U/s400/N2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571929694269850546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ned Kelly (EUA, 2003)&lt;br /&gt;Direção de Gregor Jordan&lt;br /&gt;Roteiro de Robert Drewe, baseado no livro de John Michael McDonagh&lt;br /&gt;Com Heath Ledger, Orlando Bloom, Naomi Watts, Geoffrey Rush&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1791638088265195658?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1791638088265195658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1791638088265195658&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1791638088265195658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1791638088265195658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/bravura-indomita.html' title='Bravura Indômita'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uL7wOf6jQmQ/TVN4ObDaKZI/AAAAAAAACEU/JPXoTdguxqw/s72-c/N1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-905872183505746062</id><published>2011-02-09T23:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-09T23:31:35.699-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Poetas do Desejo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TU7MpY22yHI/AAAAAAAACEE/Nc0cqljW8tw/s1600/et.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TU7MpY22yHI/AAAAAAAACEE/Nc0cqljW8tw/s400/et.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570614800523118706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A homoafetividade é tratada com poder irretocável, sensibilidade e expressão no belo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eclipse de Uma Paixão&lt;/span&gt;, filme dirigido por Agnieszka Holland. O trabalho prioriza o relacionamento proibido homossexual dos poetas franceses Paul Verlaine (David Thewlis) com Arthur Rimbaud (Leonardo DiCaprio). O roteiro de Christopher Hampton, sustentado com base nos diários, cartas e poemas dos dois escritores, foca na tempestuosa relação desses dois homens que provocaram uma sociedade conservadora do século XIX. Rimbaud, com então dezesseis anos, exibia um precoce talento pela escrita, revolucionou a poesia daquele período e foi alvo de muita polêmica pelo comportamento transgressor e arrogância acentuada. Verlaine mantém um casamento aparente com Mathilde Maute (Romane Bohringer), onde é sustentado pelo pai dela. Quando decide apadrinhar o jovem Rimbaud, Verlaine transforma sua vida num inferno: a admiração entre ambos é gradual, do encantamento inicial e admiração intelectual, surge um desejo avassalador. Como conter esses impulsos? Será que apenas o tesão é o único elo que situa esse envolvimento de dois grandes poetas? Centrando-se nessa problemática da homoafetividade e do desejo entre dois homens, Holland articula um filme que não só retrata turbulentos fatos reais — é um exímio trabalho cinematográfico ousado, recobre com sensualidade e poesia a atmosfera carnal de um relacionamento selvagem entre duas pessoas sob as amarras predatórias de uma sociedade preconceituosa. Não existe maior adversidade que os próprios impulsos do desejo. A vida torna-se um martírio e nem sempre é algo compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homossexualidade não é um suporte dentro do recorte que prioriza as trajetórias desses dois poetas — torna-se o foco principal, é através desse senso sexual que o filme se sustenta. O roteiro, totalmente provocante e com diálogos poéticos, acentua a estranha e intensa relação de Rimbaud e Verlaine. Há cenas que demonstram o gradual envolvimento de ambos, inicialmente com as trocas de olhares para o interesse sexual mútuo. É a típica história, tão recorrente do universo gay, sobre as impossibilidades de um relacionamento entre dois homens que precisam manter as aparências sociais. O conservadorismo cruel do século passado considerava uma afronta à religião; aos rigores sociais e ao falso puritanismo que pune com veemência as adversidades sexuais — a relação dos poetas nasce no segredo e é difícil ser alimentada dessa maneira. Interessante que ainda que com personalidades distintas, esses dois poetas encontraram na paixão algo a ser compartilhado. E o filme exerce esse fascínio polêmico, pois incuti um tom sadomasoquista e violento na relação de desejo e convivência dos amantes. O desejo alimenta-se da emotividade, para tanto o teor passional comportamental é evidente na condição relacional dos dois. A prioridade do roteiro é caracterizar essa relação homossexual dos dois, dando pouco espaço para subtramas sobre a questão literária de ambos ou focos familiares. O tom sentimental é mais nítido, visto que a trama acentua esse relacionamento masculino sedutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As constantes cenas de sodomia praticada pelos poetas elevam a sensualidade da trama, a direção prioriza algumas cenas de sexo entre os dois. Além, exibe sequências onde os atores despem-se fisicamente e em diálogos sexualizados. Há ainda um tom íntimo e provocador, pois explora o contato dos personagens em cenas de beijo e afetividade. E é o sexo que vai demonstrar questões bastante preocupantes daquele período: Verlaine é acusado de adultério pela sua esposa que não se conforma em ser uma mulher rejeitada pela sociedade; a típica representação feminina que sabe das preferências sexuais do marido, mas não consegue se expor perante uma sociedade, aqui encontra um caminho inverso. Verlaine não sabe lidar com seu casamento, nem mesmo manter a infidelidade como alternativa — então, habitualmente, abandona sua esposa em diversas situações, apenas para intensas noites de sexo com seu amante Rimbaud. A homoafetividade é o foco, ainda que Verlaine assuma ter um tesão irrefreável pelo corpo de sua mulher. Inclusive, o roteiro mostra o tal conflito do poeta que parece sentir necessidade de um coito com o sexo feminino — seria a bissexualidade em seu aspecto tangente. Mas, ora, existem regras e rótulos para a sexualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma paixão que explode em aflição? O desejo que se concentra só no sexo? E o amor surge como turbulência? O filme fundamenta-se como retrato de dois homens que se amam, imersos na dor de uma sociedade que não permite que eles se assumam. É um recorte sobre a arte, dor e prazer. Leonardo DiCaprio mergulha na sua composição de poeta libertário e libertino, seu talento exibe as chagas do homem que sofre por amar e as agruras de ser um homossexual naquele período. Suas cenas homoafetivas, junto com o expressivo David Thewlis, reforçam a provocação sexual da película que reflete uma instigante trajetória real. Agnieszka Holland prioriza a química vibrante desses dois personagens, ainda que revelados em muitas discussões e brigas constantes — há cenas que apenas sua objetiva se concentra nos rostos dos atores, permitem que eles direcionem os elementos de emoção e sensualidade. É um filme sombrio que expõe a sexualidade, a obscuridade do amor e a relação da inocência com a malícia. A sentimental combinação de Rimbaud com Verlaine é da paixão embrutecida; um envolvimento tão avassalador como incontrolável. A bela trilha sonora de Jan A.P. Kaczmarek reconta em melodia este caso de amor turbulento, tão importante para a história do universo homossexual social. É um trabalho cinematográfico que merece ser sentido. Tocante, sentimental, emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TU7M0pFVijI/AAAAAAAACEM/JxmTVnnyK34/s1600/et2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TU7M0pFVijI/AAAAAAAACEM/JxmTVnnyK34/s400/et2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570614993857382962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Total Eclipse (EUA, 1994)&lt;br /&gt;Direção de Agnieszka Holland&lt;br /&gt;Roteiro de Christopher Hampton&lt;br /&gt;Com Leonardo DiCaprio, David Thewlis, Romaine Bohringer, James Thieree, Emmanuelle Oppo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-905872183505746062?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/905872183505746062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=905872183505746062&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/905872183505746062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/905872183505746062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/poetas-do-desejo.html' title='Poetas do Desejo'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TU7MpY22yHI/AAAAAAAACEE/Nc0cqljW8tw/s72-c/et.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-1848809782473276662</id><published>2011-02-05T17:50:00.000-03:00</published><updated>2011-02-05T17:49:40.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Insensatos Corações?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUj2yNWNL3I/AAAAAAAACDw/SHRKtq8J4ec/s1600/ldp1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUj2yNWNL3I/AAAAAAAACDw/SHRKtq8J4ec/s400/ldp1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568972281680310130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como conter um desejo que pode arruinar as vidas de todos que ama? Há sentimentos que não se explicam, são de acordo com os impulsos da paixão. E quase sempre, um sentir passional, é capaz de causar inevitáveis consequências onde o prazer torna-se uma aflição. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lendas da Paixão&lt;/span&gt; é um ícone do romantismo, apoiado por uma trama dramática. Dirigido por Edward Zwick, é um trabalho sensível, imponente e com nítido tom emocional humano. O terreno centra-se na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, em 1913. Nas Montanhas Rochosas reside a família Ludlow. O patriarca de uma família, o coronel Coronel William Ludlow (Anthony Hopkins), é um homem que tem a tarefa de cuidar de seus três filhos quando sua esposa abandona o lar. O mais velho é Alfred (Aidan Quinn), com ambições e convicções políticas, típico responsável que mantém um jeito reservado; Tristan (Brad Pitt) é o irmão do meio que recebeu educação e costumes dos índios, por isso tende a ser mais selvagem e destemido; e Samuel (Henry Thomas), o caçula protegido e formado em medicina — quando ele leva a sua namorada Susannah (Julia Ormond) para passar um final-de-semana, eis que toda a vida de sua família transforma-se. A jovem mulher causa um conflito incontornável ao envolver-se num súbito desejo por Tristan, além de ser alvo de interesse de Alfred. A situação familiar torna-se tensa, num grave desespero por conta do clima de instabilidade emocional que se estabelece dentro da casa. A partir dessa situação provocante é que o filme garante o seu sustento narrativo: como lidar com as reviravoltas do destino? Estaria essa família predestinada às tragédias? O filme mostra como uma mulher provoca o flagelo, a desunião familiar, a inquietação na harmonia dos irmãos por apenas ser o foco feminino de desejo dos três homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser um filme representativo que mostra a existência da força do desejo — Edward Zwick concentra o melodrama em certas situações, porém o texto original baseia-se na obra de Jim Harrison que já exercia um papel fundamentado na tragédia familiar. A partir que Susannah entra na vida e todos, o âmbito familiar torna-se tenso. A mulher de beleza frágil, que exala uma sensualidade natural , agita a testosterona de três irmãos de personalidades distintas. E o filme mostra como pessoas do mesmo sangue são capazes de disputar um sentimento/desejo; tornam-se inimigos diante de interesses sexuais. Afinal, existia a condição também limitada de uma mulher no tempo que o conservadorismo social punia a liberdade do desejo feminino; como ter voz própria diante do que sente? Seria possível mostrar que deseja sexualmente um homem ao invés de outro? O contorno emotivo do desejo prevalece no filme, ao colocar esses três irmãos rivalizarem o amor da jovem que chega ao rancho para estremecer com os brios de todos. Amar é uma dor, paixão é um sufoco — Zwick foca nesse drama da relação de Tristan pela namorada de seu irmão, no qual drásticos acontecimentos se somam aos conflitos já existentes. Enquanto o filme segue na relação permeada de sentimentos díspares dos irmãos, a trama também abarca sensos de ciúmes e relações familiares também. Há demonstrações de carência afetiva; pai que predileta um filho ao outro e traições parentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só Susannah estabelece o contato com a sexualidade. Tristan condiciona o desajuste por conta de sua libido: o homem nutre o comportamento rústico, viril e dá o tom de masculinidade à narrativa. A hipermasculinidade desse personagem eleva o tom denso de certas cenas, simboliza o caráter passional humano. Além, o roteiro trata de acentuar o melodrama diante das aflições dos personagens; da insegurança feminina da personagem Susannah que causa o abalo de toda uma família e da maneira como o desejo humano é incontrolável. As lentes perfeitas de John Toll, premiada com o Oscar de fotografia, contornam cenas de sexo avermelhadas de Susannah e Tristan — ademais, capta todas as paisagens do clima bucólico do rancho e intimista dos personagens melancólicos. Edward Zwick conduz suas cenas com o apelo cuidadoso do dom romântico e adiciona mais elementos de emoção, adornados pela trilha sonora inspirada de James Horner que tempera o filme com uma sonoridade encantadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A densidade, romantismo e o tom melancólico permeiam o filme todo. É interessante que os personagens são próximos da realidade humana, por explorar os atos imperfeitos comportamentais — o roteiro investe na caracterização inconstante do temperamental personagem de Brad Pitt, aqui numa de suas melhores interpretações. O ator provoca com uma personificação agressiva, selvagem e até sensual. E seu personagem é o centro de admiração de todos, pela expressividade e intensidade que exerce fascínio geral. O elenco traz atuações precisas de Julia Ormond como a mulher predestinada ao desejo e ao sofrimento; há um Henry Thomas que eleva o tom emocional do filme e prestações críveis de Anthony Hopkins e Aiddan Quinn. A maestria interpretativa encontra vigor pela direção correta, porém íntima, de Edward Zwick. A atribuição do romantismo no filme é primordial, ainda que haja a graduação do drama trágico ao decorrer das cenas finais. É uma película carregada de desejo, de tristeza, de reviravoltas procedentes das mágoas dos personagens. E é impossível não refletir diante das situações apresentadas: nem sempre um desejo pode conceber somente prazer aos amantes apaixonados; há muita dor e muito dissabor, capaz de diluir qualquer sentido de contentamento vital. E o filme expõe esse lado negativo que culmina em emoção incessante. Um recorte que retrata a saga de uma família americana, mergulhada em agruras na virada secular. Eis um trabalho cinematográfico, incrivelmente belo, que evidencia o caráter mais insensato da paixão. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Algumas pessoas ouvem suas próprias vozes interiores e vivem de acordo com o que ouvem, essas pessoas tornam-se loucas ou lendas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUj24bjyb9I/AAAAAAAACD4/_5uY8tI25BE/s1600/ldp2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUj24bjyb9I/AAAAAAAACD4/_5uY8tI25BE/s400/ldp2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568972388574588882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Legends of the Fall (EUA, 1994)&lt;br /&gt;Direção de Edward Zwick&lt;br /&gt;Roteiro de Susan Shilliday, William D. Wittliff, baseado no livro de Jim Harrison&lt;br /&gt;Com Brad Pitt, Anthony Hopkins, Aidan Quinn, Julia Ormond, Henry Thomas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-1848809782473276662?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/1848809782473276662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=1848809782473276662&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1848809782473276662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/1848809782473276662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/02/insensatos-coracoes.html' title='Insensatos Corações?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUj2yNWNL3I/AAAAAAAACDw/SHRKtq8J4ec/s72-c/ldp1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3976662861739431133</id><published>2011-02-01T08:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-01T04:03:44.563-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homoerotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Entre Lençóis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUOfZZcr8-I/AAAAAAAACDg/6Sk3Wa9VjT8/s1600/qr1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUOfZZcr8-I/AAAAAAAACDg/6Sk3Wa9VjT8/s400/qr1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567468823036818402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mais que um exemplo de produto cinematográfico que aborda o universo do lesbianismo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Quarto em Roma&lt;/span&gt; trata-se de um drama erótico que conceitua a sexualidade feminina em plena ebulição. O diretor espanhol Julio Medem é conhecido por incluir em sua filmografia discussões sobre sentimento, paixões e relações humanas. Abordagens sobre homoerotismo tornam-se habituais na gama de situações do cinema espanhol, alguns filmes tendem a ser bastante polêmicos em seu período de lançamento. Neste filme — com roteiro próprio, baseado no texto chileno "Na Cama", de Matias Bize, que, por sinal, já fora adaptado no brasil com o título "Entre Lençóis" — ocorreu esse frisson. A trama concentra seu foco num único cenário, um quarto no hotel dentro do coração de Roma. Duas belas jovens, a russa Natasha (Natasha Yaroveko) e a espanhola Alba (Elena Anaya) se conhecem na capital italiana, onde surge um tesão irrefreável. Como conter os instintos da libido? As duas resolver passar uma noite dentro de um quarto, a fim de experimentar tudo que o corpo ansia. O filme mostra o encontro de duas mulheres que, ainda que temerosas e resistentes a qualquer contato inicial, não conseguem ceder aos apelos carnais. Seduzem-se explicitamente. Ambas prometem que a noite será segredada, já que no próximo dia cada uma embarca para retomada de suas próprias vidas distintas. Julio Medem provoca com seus questionamentos sexuais ao expor uma história tão aberta ao erotismo, ousado e sem pudor algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que uma discussão sobre sexualidade, nota-se o apelo envolvente do clima romântico. Através do encontro das duas, dentro desse microcosmo noturno, o encontro sexual das duas mulheres expressa uma transformação total — entre quatro paredes, inseguranças, medos, fragilidades e desejos obscuros são desnudados. É então que o roteiro de Medem desenvolve, como uma espécie de confessionário, dramas pessoais de cada uma das personagens; traumas e passados; dores tão reais quanto anseios sexuais frequentes na humanidade. Alba tem uma relação homossexual estável com outra mulher. Natasha assume ter casamento marcado com um homem que não sabe se ama mais. Eis as ironias do amor, dos sentimentos e das instabilidades emocionais. E Medem caracteriza suas mulheres de maneira passional, tão verdadeiras humanas, em função disso o filme verbaliza um tom crível em diversas cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de sexo são bem coreografadas, ardentes e evidenciam o senso transparente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soft-porn&lt;/span&gt; do filme. Além da nudez, Medem articula as sequências intercaladas por gemidos dos orgasmos das personagens e longos diálogos francos, abertos à reflexão. Como entender a própria sexualidade? E o que fazer para driblar o medo de se assumir homossexual? Afinal, seria essa a única noite de suas vidas? Aprisionadas dentro do quarto, a relação lésbica parece interminável — há coitos e orgasmos na cama, na sala e no banheiro dentro da banheira. As cenas são prolongadas, há um entrosamento sensual das atrizes que caracteriza a exuberância libidinosa da película. Sob uma belíssima fotografia de Álex Catalán que capta ângulos diferenciados das mulheres em cena, Medem alia-se de sua originalidade técnica para conceber o resultado estético. Ademais, há inúmeros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;travellings&lt;/span&gt; que percorrem o quarto com ângulos diferenciados, ainda que as lentes assumam uma intimidade perceptível com os closes nas curvas, corpos e faces das protagonistas. É um filme simplesmente feminino, sem a presença de seduções másculas — inclusive, o único personagem homem que efetua prestação na trama, um funcionário do hotel que tenta praticar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ménage à trois&lt;/span&gt; é ridicularizado; o roteiro assume um tom feminista e afasta a necessidade do papel masculino para a obtenção do prazer. Ora, mulher sente prazer com mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caracterização do universo lésbico assume traços e contornos comportamentais evidentes. Elena Anaya interpreta sua Alba com trejeitos masculinizados, ainda que sua voz seja delicada. É a mulher que toma as rédeas durante o ato sexual, hiperativa e dominadora. Já a atriz ucraniana Natasha Yarovenko expressa mais um comportamento frágil, sensível e mais submissa sexualmente às imposições da libertinagem da outra. As duas atrizes funcionam bastante em cena, há momentos que é difícil não acreditar que o ato sexual não ocorra de fato, diante de tanto realismo. A sintonia em cena favorece belos momentos. E Medem não poupa suas atrizes ao colocá-las em constante coreografia sexual e externa a libido animalesca das garotas. As cenas de sexo oral são selvagens, assim como as outras tórridas que se somam durante 2 horas de duração da película. É instigante não só as cenas sensuais, mas como os diálogos fornecem boas percepções sobre o contexto das inseguranças e desejos da homossexualidade, mais ainda quando há um envolvimento passional e até emotivo das personagens. O tom romântico também assume importância, mas é a realidade que assume seu aspecto mais importante no final. Quente, reflexivo e tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUOffutXtEI/AAAAAAAACDo/nP8JXxLlquc/s1600/qr2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUOffutXtEI/AAAAAAAACDo/nP8JXxLlquc/s400/qr2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567468931823154242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Habitación en Roma/Room in Rome (Espanha/EUA, 2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Julio Medem&lt;br /&gt;Roteiro de Julio Medem&lt;br /&gt;Com Elena Anaya, Natasha Yarovenko, Enrico Lo Verso, Najwa Nimr&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3976662861739431133?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3976662861739431133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3976662861739431133&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3976662861739431133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3976662861739431133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/01/entre-lencois.html' title='Entre Lençóis'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TUOfZZcr8-I/AAAAAAAACDg/6Sk3Wa9VjT8/s72-c/qr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-8512087293421358590</id><published>2011-01-27T22:30:00.000-03:00</published><updated>2011-01-27T22:30:26.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Acordo Sexual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TT6xwqAangI/AAAAAAAACDQ/UOCud7fUqLU/s1600/pi1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TT6xwqAangI/AAAAAAAACDQ/UOCud7fUqLU/s400/pi1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566081638944382466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pode se comprar pessoas? O dinheiro é capaz de negociar o sexo? Certamente, não providencia a compra dos sentimentos. E é esse condicionamento que propõe o filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Proposta Indecente,&lt;/span&gt; do cineasta britânico Adrian Lyne — um especialista em providenciar discussões temáticas sobre a sexualidade, traição e sentimentalismo dentro da esfera do relacionamento humano em suas obras. Filmes como &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://apimentario.blogspot.com/2010/08/atracao-libidinosa.html"&gt;Nove semanas e meia de amor&lt;/a&gt;,&lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2011/01/desejo-obsessivo.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Atração fatal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2010/05/atracao-impulsiva.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Infidelidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; são exemplos de substâncias cinematográficas dessas abordagens sobre o desejo incontrolável; o sexo imoderado que desestrutura a racionalidade humana. Lyne é um diretor que sabe conduzir seus filmes com esse olhar direcionado à libido, na maneira como o ser humano permite-se aos anseios do instinto carnal. A trama deste filme mostra um casal em plena dificuldade financeira, no limite de uma vida miserável. O interessante é que Diana (Demi Moore) e David Murphy (Woody Harrelson) lidam com as amarguras de uma provável falência, mas vivem imersamente num envolvimento de muita paixão e harmonia conjugal. Contudo, quando buscam a sorte numa rápida viagem à Las Vegas, dispostos a apostar as fichas num cassino, conhecem o bilionário John Cage (Robert Redford) que se sente atraído por Diana. É então que o roteiro, baseado no livro de Jack Engelhard, provoca: O ricaço oferece um milhão de dólares para uma noite de sexo com Diana. A controversa proposta sustenta a premissa que o filme concretiza. É possível um homem emprestar sua mulher a outro por uma noite, em troca de milhões? O filme aproveita-se da polêmica para abarcar os sentidos de ciúme, insegurança e desconfiança no âmbito relacional, visto que as decisões do casal podem trazer conseqüências imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama alimenta-se de questões morais, um recurso bastante utilizado por Adrian Lyne em seus filmes sexuais — ainda que o diretor exponha as inevitáveis fragilidades de seus personagens, é comum ele pontuar as reflexões sobre os atos de traição e infidelidade. E ele mostra que um relacionamento não pode ser sustentado por desconfiança, afinal é um ponto significativo de desequilíbrio em qualquer envolvimento afetivo. O roteiro tem dois argumentos: o primeiro sustenta-se na problemática de Diana render-se ao sexo por uma noite com um desconhecido, pela quantia inimaginável que pode reformular sua vida com David. Seria uma espécie de prostituição de luxo? Onde se sustenta a dignidade do casal numa situação dessas? E Lyne alimenta essas dúvidas durante boa parte inicial do filme. No segundo momento, a trama abarca outros sentidos que mostram o casal fragilizado diante das escolhas, e como a harmonia do casal é diluída após o sexo de Diana com o bilionário. Subtende-se que a destruição do casal apaixonado deve-se à proposta de sexo ofertada por John. Este passa a nutrir uma admiração crescente por seu objeto de desejo. Eis que a polêmica evidencia um triângulo envolto em jogos sentimentais — Diana, David e John tornam-se envoltos em tensões da própria sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A combinação das cenas de sexo de Demi Moore e Woody Harrelson, ambos no auge da beleza, são artifícios encontrados por Adrian Lyne que evidenciam a atmosfera sexual do casal — a famosa seqüência que ambos transam na cama, ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"No Ordinary Love"&lt;/span&gt; de Sade, em cima de notas de dólares, é um momento bastante atraente. É o momento quente que valoriza não só o romantismo, mas também a evidência que é um filme que se fixa no sentido do sexo. É nítida a química sexual que ambos exalam em cena, inclusive o roteiro caracteriza uma relação de intimidade e sintonia amorosa que marca a noção de fidelidade compactuada por eles. Há também uma cena de coito febril do casal dentro da cozinha, mostra bem a passionalidade da paixão que ambos vivenciam. Decerto, Lyne sabe conduzir, em seus filmes sensuais, cenas de práticas de sexo com cuidado e tempero na direção. Ele executa cenas de amor para sustentar o universo satisfatório do casal, uma vida sexual ativa a dois, antes do abalo que sofrem quando Diana oferta-se a um desconhecido por dinheiro. O papel interpretativo de Robert Redford é sem maiores aprofundamentos, visto que é um elemento de provocação na tranqüilidade moral do casal. O ator limita-se às falas insinuantes, numa representação de homem viciado em sexo e amparado pela condição financeira. Mas, é Harrelson que contorna a dor de ser um homem permissivo por deixar que sua mulher se envolva por dinheiro com outrem; depois sangra de ciúmes e arrepende-se ao viver em meio às desconfianças, por crer estar sendo traído, e no sufoco da crise de sua relação com sua mulher que já não tem o mesmo senso de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro coloca perguntas inúmeras, ainda que seja limitado. Num relacionamento com fidelidade, o sexo fora da relação pode ser considerado importante? É possível manter a confiança após a prática do sexo extraconjugal? Em linhas gerais, o filme estuda o desejo em suas maneiras mais condensadas. É o tesão que move a oferta do bilionário John Cage à Diana. É o sexo que pode destruir a harmonia de um casal que perde os próprios estímulos da libido diante de intervenções extraconjugais. Pode um casal conviver com esses abalos? Nota-se que numa relação não só o sentimento é prioridade, mas o sexo prevalece como poder decisivo. A trilha melodramática de John Barry é inspirada, torna as cenas de densidade emotiva do casal ainda mais crível e envolvente. A câmera de Lyne não é ousada, mas foca em planos centrados nos rostos dos atores como forma de garantir os melhores diálogos interpretados. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se você ama alguém, deixe-o livre. Deixe-o partir. Se voltar um dia, é porque será seu para sempre, do contrário, ele nunca foi seu".&lt;/span&gt; Às vezes, um casamento sobrevive às agruras da traição, dos conflitos das instabilidades emocionais e insatisfações. Porém, nada se sustenta sem o sentimento. E mais que ebulição sexual, existe a febre dos próprios sentires.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TT6yEkOVZtI/AAAAAAAACDY/yIJ-PgS8P_w/s1600/pi2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TT6yEkOVZtI/AAAAAAAACDY/yIJ-PgS8P_w/s400/pi2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566081980989531858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Indecent proposal (EUA, 1993)&lt;br /&gt;Direção de Adrian Lyne&lt;br /&gt;Roteiro de Amy Holden Jones, baseado no livro de Jack Engelhard&lt;br /&gt;Com Robert Redford, Demi Moore, Woody Harrelson, Oliver Platt&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-8512087293421358590?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/8512087293421358590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=8512087293421358590&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8512087293421358590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/8512087293421358590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/01/acordo-sexual.html' title='Acordo Sexual'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TT6xwqAangI/AAAAAAAACDQ/UOCud7fUqLU/s72-c/pi1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-3460106642640649632</id><published>2011-01-24T14:00:00.000-03:00</published><updated>2011-01-24T14:12:10.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transexualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Juventude Libertária?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTkngOwJloI/AAAAAAAACDA/D50wpIsXPaU/s1600/senada1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTkngOwJloI/AAAAAAAACDA/D50wpIsXPaU/s400/senada1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564522249262306946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como se expressa a juventude sem sucesso? O que torna um homem inseguro? A falta de perspectiva pode corrompê-lo? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se nada mais der certo&lt;/span&gt; representa a crua e contundente realidade do cenário brasileiro — é um estudo humanístico sobre as mazelas sociais, a desesperança pessoal e os conflitos dos incontornáveis distúrbios políticos. Decisivo filme que recobre a juventude sem perspectiva, com suas inseguranças e dificuldades para se vencer numa metrópole predatória. Dirigido com cuidado por José Eduardo Belmonte, é um filme que costura as dores de personagens solitários, onde o tom da perseverança se ausenta para dar vazão a um universo que reina a criminalidade paulistana. O filme centra-se no submundo humano, é através de pequenos, mas não menos profundos, personagens que a trama se evidencia. Léo (Cauã Reymond) é o jornalista que enfrenta problemas financeiros, sem emprego definido e uma vida insatisfeita devido às dívidas exorbitantes; Ângela (Luíza Mariani) divide o apartamento com Léo por quem é sustentada, tem um filho de seis anos e não consegue definir sua vida: depressiva, viciada em drogas e com tendências evidentes de imaturidade; a andrógena Marcin (Caroline Abras) que se veste como homem, lésbica assumida, trafica drogas e mantém uma conturbada relação filial com a travesti Sybelle (Milhem Cortaz); e há o taxista Wilson (João Miguel) que acredita precisar de um psiquiatra para dar sentido a sua vida insípida. O que une esses personagens? Belmonte, com texto co-escrito com Breno Alex e Luis Carlos Pacc, constrói seu recorte de realidade brasileira, através de cada personagem, para promover sua crítica: desprovidos de oportunidades, chances e realizações, esses humanos se unem para praticar golpes. E o perigo é gradual, é quando os delitos tornam-se perigosos. A cinematografia nacional encontra-se na sua melhor atmosfera, esse filme reflete bem o momento deste brilhantismo; no exercício da pós-modernidade que toma novo fôlego através de produção viabilizada por um talentoso diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se libertar das armadilhas do destino que pode ser cruel? Como vencer numa cidade que não é fácil e tudo é um redemoinho de vícios, frustrações e agruras? O filme critica a realidade brasileira. Sob a caótica São Paulo, vista com um olhar amargo por Belmonte, é que seus personagens ganham sustância. Se nada mais na vida der certo? Há a chance de burlar o sistema através da criminalidade? Da perda da paciência por um mundo melhor e justo? Belmonte coloca seus personagens aflitos, pois culpam o sistema que limita seus universos sem oportunidades. Com a falta de dinheiro, os males são reforçados. Léo, Marcin e Wilson permitem-se aos golpes às instituições; gradualmente imersos numa teia onde não há escapatória. Roubam pessoas, infiltram-se em meios arriscados para obter grana para uma ilusão de mundo? E como acordar dessa realidade? Belmonte atiça sua câmera na percepção desses personagens que contestam a política; questionam suas fraquezas e envolve-se mais no submundo do crime. Abandonados, descrentes, vivem neste limbo brasileiro onde não há regalias às classes desfavorecidas. O tom frenético da montagem; dos diálogos naturais e do elenco talentoso evidenciam a ousadia deste trabalho cinematográfico. Determinam o grande impacto que causa. A fotografia de André Lavenere captura os tons avermelhados dos ambientes soturnos dos bordéis paulistanos; os close-ups investidos em cenas emocionais e as narrações em off dos personagens principais são pontos positivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom sexual permeia a trama, através da construção das personalidades e do comportamento provocante dos personagens. A representação da homossexualidade é centrada na figura masculinizada de Marcin, uma garota que expressa sua fisionomia dúbia por ser andrógena; imersa em cenários de uma vida frágil dentro de bares e cabarés onde se alimenta do consumo de drogas e de uma vida precária. O roteiro contorna a maneira como uma garota se adequa ao meio masculino, através de uma postura transgressora e sem trejeitos femininos. E há também a dimensão do aspecto do travesti Sybelle, um homem que mantém seu corpo de mulher, ainda que sua voz seja grave — as representações da androgenia e do transexualismo são aspectos da realidade, universo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;queer&lt;/span&gt;, e é a forma como o filme investe na sua provocação. O submundo é controverso, é sexualmente transgressor. Ora, a ebulição sexual também é característica da juventude indagadora? E Belmonte jamais julga seus personagens subversivos, somente evidencia que todos são humanos e não devem sofrer preconceito. Porém, ainda que os contornos da diversidade sexual sejam evidentes, o filme não se aprofunda neste condicionamento. Ademais, as interpretações surpreendentes de Cauã Reymond e de Caroline Abras produzem momentos emotivos que prefiguram o efeito dramático da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um trabalho que expressa a crise da juventude, ao se desdobrar nas questões das identidades problemáticas e na criminalidade, assim Belmonte ajuda a criar seu filme conscientizador. É interessante como os personagens são ambivalentes, afinal a moralidade é um questionamento bastante relativo. O que torna alguém ruim? Qual o sentido de maldade? Todo ladrão, só por roubar e cometer crimes, deve ser taxado como perverso? A trama envolve ao intensificar um olhar humano, sensível, aos personagens que são, incontornáveis, solitários. E Belmonte mostra que pra amadurecer é preciso sofrimento, talvez por isso o filme converta-se numa visão pessimista da realidade brasileira. Decerto, é um trabalho para acordar a sociedade. Eminentemente político por abarcar uma visão crítica — inclusive, na polêmica seqüência, que o trio decide praticar um assalto e se disfarça atrás de máscaras que reproduzem as feições de Collor, FHC e Sarney. E a trilha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Saltimbancos &lt;/span&gt;promove uma ponte com a politicagem pós-ditadura e hino das ações criminosas do trio. É possível abdicar dos princípios morais e afrouxar os valores próprios apenas para tentar vencer? Ainda que exista uma linha tênue entre o caminho da lei e da criminalidade, deve-se pensar na manutenção da ética incorporada à identidade, pois essa jamais deve ser extraída. Pequena obra-prima do cinema nacional. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos juntos somos fortes, não há nada a temer".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTknmk5IFvI/AAAAAAAACDI/YCIf29-ia18/s1600/senada2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTknmk5IFvI/AAAAAAAACDI/YCIf29-ia18/s400/senada2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564522358284752626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Se nada mais der certo (BRA, 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de José Eduardo Belmonte&lt;br /&gt;Roteiro de Belmonte, Breno Alex e Luis Carlos Pacca&lt;br /&gt;Com Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras, Luiza Mariani, Adriana Lodi, Murilo Grossi, Milhem Cortaz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-3460106642640649632?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/3460106642640649632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=3460106642640649632&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3460106642640649632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/3460106642640649632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/01/juventude-libertaria.html' title='Juventude Libertária?'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTkngOwJloI/AAAAAAAACDA/D50wpIsXPaU/s72-c/senada1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-4029914932699885127</id><published>2011-01-20T12:00:00.000-03:00</published><updated>2011-01-20T11:19:38.220-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência Sexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Manipulações Perversas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTE537dupJI/AAAAAAAACCw/FwTgmAWShkk/s1600/assex1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTE537dupJI/AAAAAAAACCw/FwTgmAWShkk/s400/assex1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562290647797245074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Assédio Sexual&lt;/span&gt; encerra a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Trilogia Sexual"&lt;/span&gt; com o ator Michael Douglas, iniciada com os filmes &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2011/01/desejo-obsessivo.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Atração Fatal&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://apimentario.blogspot.com/2010/12/atracao-libidinal.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Instinto Selvagem.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Dirigido por Barry Levinson, é uma adaptação do livro de Michael Crichton. A trama traça seu contorno narrativo na empresa da área tecnológica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;DigiCom&lt;/span&gt;, fabricante de computadores. O bem sucedido executivo Tom Sanders (Michael Douglas) aguarda ser promovido, porém quem ocupa o cargo principal do departamento é Meredith Johnson (Demi Moore), sua ex-amante do passado, trazida pelo presidente da companhia Bob Garvin (Donald Sutherland). A polêmica abordada no roteiro é anunciada logo após os trinta minutos iniciais do filme: no primeiro dia que ela assume, Tom é convocado pela sua nova chefe para uma reunião após o expediente. O que poderia ocorrer neste encontro noturno? À meia luz, uma garrafa de vinho e sem mais nenhum funcionário na empresa — Tom é coagido por Meredith que se insinua e o força a manter relações sexuais. Eis o jogo perigoso proposto pelo filme. Não é uma mulher que sofre o assédio masculino, mas sim o inverso. Tom resiste à sedução e decide acusá-la. Mas Meredith o confronta, por ser rejeitada inverte a situação e alega ser vítima de abuso e violência, disposta a iniciar uma intricada batalha judicial — como Tom conseguirá provar sua inocência? Existe algo por trás desses acontecimentos? É então que o filme percorre uma trama judicial de um homem que precisa restabelecer sua condição perante ao trabalho e sua família, visto que é casado e pai de dois filhos. Como manter sua moral perdida perante a todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme promove a discussão de como um escândalo sexual é capaz de destroçar a harmonia de uma vida — mas ainda, é a ruína pessoal caso for ocasionado num ambiente de trabalho. O instigante é a maneira como o assédio sexual é proposto: um homem sofre o abuso de uma mulher autoritária, feminina e de comportamento imperativo pro lado sexual. E o filme apresenta como o ser humano é direcionado pelos valores de machismo; é o hábito social de não creditar confiança na postura de um homem que nega o sexo a uma mulher. Ora, um homem não tem o direito de conter seus instintos sexuais diante de uma mulher fogosa? O roteiro evidencia que o indivíduo masculino sofre o preconceito social ao ter sua imagem denegrida por todos — por que ninguém acredita na recusa do homem? Só a mulher consegue se livrar do assédio? O filme expressa que o assédio sexual nada tem relação com o sexo, mas sim com o poder. Então, o indivíduo que exerce o poder é capaz de coagir sexualmente seu subordinado. E o ponto em questão é a mulher que também pode praticar o assédio, incisivamente. E o roteiro também cultiva como o contexto do assédio sexual pode ser uma arma pelos executivos ambiciosos que buscam progredir ao topo da escada corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência do assédio sexual é excitante, repleta de insinuações verbais — nota-se que o roteiro evidencia o caráter sexual e da tensão da sensualidade em cena, ao expor o linguajar chulo usado em alguns momentos. O ato do assédio torna-se uma coação a partir do ponto que Tom não permite que Meredith pratique o sexo oral nele; refreando as intenções libidinosas da moça. Ele torna-se uma vítima masculina da agressão de uma mulher que o molesta e mantém uma conduta física de natureza sexual. Ao oferecer resistência, Tom nega-se a penetração, firmando, assim, a não consumação do ato sexual proposto por ela e concretiza o sexo não consensual, ou seja, inexistência de sexo consentido por ele, visto que fora forçado à ação. Há uma boa atmosfera de interpretação sensual por parte de Demi Moore que exibe um papel questionador, polêmico e sensual; Michael Douglas aqui exerce o papel do homem fragilizado por, ainda que excitado, não ter a vontade de praticar o sexo com outra mulher. O papel da mulher como assediante é uma conduta ainda que causa surpresa; estranhamento. A sequência é pontuada pela trilha sonora instigante de Ennio Morricone, concebe bem o tom ousado que a cena dimensiona. A partir dessa cena que a ambição de Meredith se torna ilimitada; disposta a tornar a vida de Tom um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse sentido que a trama se dispõe a tratar sua condição: como é difícil para a mulher que força, e também a sociedade, acreditar que o homem também tem o direito de assegurar seu corpo, vontades e sexualidade. Todo homem consegue controlar sua testosterona? O assédio sexual masculino nem sempre obtém crédito, muitos duvidam da situação. As cenas incessantes de tribunal; diálogos que demonstram as intenções pervertidas da mulher que quer prejudicar seu objeto de desejo — e também objeto de um jogo de manipulação dentro do âmbito profissional. Não é um filme com cenas sexuais, nem mesmo o teor libidinoso é presente, contudo a trama se sustenta no fato da condição do assédio sexual estar presente em quaisquer situações. E o agressor pode ser o colega de trabalho que exerce funções similares a da vítima; ou muitas vezes os motivos que levam alguém a assediar a outra são razões psicológicas. Interessante que a lei expressa que no âmbito de trabalho só é considerado crime e punido por lei caso o agressor for hierarquicamente superior à vítima. Irônico este senso? Praticamente pautado em cima de discussões, diálogos e questionamentos pelos personagens, o roteiro ainda abarca contextos de avanços tecnológicos; infidelidade; frustração sentimental e manipulação das aparências humanas. O filme serve como forte alerta quanto aos questionamentos e sentidos dessas motivações das malícias perversas da sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTE6KvQEMDI/AAAAAAAACC4/UwLybz3XJGk/s1600/assex2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTE6KvQEMDI/AAAAAAAACC4/UwLybz3XJGk/s400/assex2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562290970936225842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Disclosure (EUA, 1994)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Direção de Barry Levinson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Roteiro de Paul Attanasio, baseado no livro de Michael Crichton&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com Michael Douglas, Demi Moore, Donald Sutherland, Caroline Goodall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978057672388221160-4029914932699885127?l=apimentario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apimentario.blogspot.com/feeds/4029914932699885127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978057672388221160&amp;postID=4029914932699885127&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4029914932699885127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978057672388221160/posts/default/4029914932699885127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apimentario.blogspot.com/2011/01/manipulacoes-perversas.html' title='Manipulações Perversas'/><author><name>Cristiano Contreiras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04421639293182871003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-ZeQk9OvPYSQ/TYj0UWdW4jI/AAAAAAAACGs/pdwVsG9jaW8/s220/kkx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TTE537dupJI/AAAAAAAACCw/FwTgmAWShkk/s72-c/assex1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978057672388221160.post-7912018074348281510</id><published>2011-01-16T21:35:00.000-03:00</published><updated>2011-01-16T21:35:53.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinefilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Masculino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Critica Cinematografica'/><title type='text'>Tesão Existencial?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TS6XhpELMiI/AAAAAAAACCg/JEiYZUDbSiA/s1600/eta1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 297px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7J2F6R_0vE8/TS6XhpELMiI/AAAAAAAACCg/JEiYZUDbSiA/s400/eta1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561549194063983138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Arnaldo Jabor viabiliza um estudo íntimo com seu provocante filme&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Eu te amo&lt;/span&gt;. O trabalho tornou-se um sucesso no princípio da década de 1980, por exibir uma sensualidade explícita, o próprio autor proferia que seu trabalho beirava ao pornográfico. Porém, a trama vai além da esfera sexual, por conter um roteiro que discute os vícios e amarguras das relações amorosas; das dores sentimentais e os mistérios dos desejos que rondam as mentes pervertidas dos seres humanos. O existencialismo libidinoso exerceu um fascínio, pois atuou como embalo romântico e funcionou como um retrato do delírio psicológico humano, visto que o texto é extremamente teatral e reflexivo, numa espécie de monólogo. O filme é uma fantasia erótica intelectual sobre desejo e não se caracteriza como um exemplar da pornochanchada. A trama é o encontro de dois desconhecidos, dentro de um apartamento no Rio de Janeiro, onde toda a narrativa se estabelece. Maria (Sônia Braga), uma ex-comissária de bordo que não consegue recuperar-se do término de uma relação com um comandante casado. Paulo (Paulo César Peréio) é um industrial falido que não tem mais prazer em viver, desde que sofreu com as frustrações sentimentais ao ser abandonado pela esposa. O que une esse casal? Arnaldo Jabor retrata um homem e uma mulher que desejam se amar, na busca pela satisfação do prazer em meio a realização de fantasias eróticas íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme de Arnaldo Jabor aproveita-se da figura sexual de Sônia Braga, naquele período, para sustentar uma overdose libidinosa que o roteiro transparece. A atriz mantinha uma imagem bastante sensual, no frescor de seus trinta anos, além de forte identificação com o público masculino. Sua personagem sustenta o teor sensual e explícito que a película incita. A caracterização de uma mulher dotada de feminilidade e liberdade sexual é um fetiche que instiga o masculino. Em função disso, Jabor concentra seu esforço em exibir uma sexualidade sem inibição da fig
