Ligações Perigosas?

Segundas Intenções é um filme provocativo, destrói tabus conceituais de relacionamentos, comportamentos e personalidades humanas: no jogo da sedução não existe fidelidade, pureza e verdade. O desejo funciona aliado com a hipocrisia, a vingança imersa nas falsas aparências, tudo é dissimulado e perspicaz. O amor pode ser inocente? Quão pervertida é uma pessoa? A ausência de caráter é conseqüência de uma mente libidinosa? As máscaras sempre caem? O diretor Roger Kumble é altamente persuasivo na sua proposta polêmica, cuja premissa é adaptada do escandaloso sexual clássico francês, Les Liaisons Dangereuses, romance de Pierre Laclos - que já teve duas versões para o âmbito cinematográfico em 1989: os filmes Valmont de Milos Forman e Ligações Perigosas de Stephen Frears. A releitura é realizada com muita sensualidade juvenil por Kumble, por sinal um fã incondicional do romance original. Talvez, por isso, a releitura moderna tenha a essência da literatura preservada, contudo há toda uma linguagem contemporânea repleta de ironismo e perversão. O filme é um exercício de sexualidade efervescente, humor negro acentuado e promiscuidade intensiva. Os personagens são elegantes sexuais depravados, dissimulados e maldosos. A trama gira em torno de um grupo de adolescentes e seus incríveis jogos de perversão e como conseqüência? Sérias reviravoltas sentimentais e inesperadas.

O foco é na relação de amor e ódio, de desejo e tesão, da perversão sentimental dos dois meio-irmãos que controlam, manipulam e ditam regras sexuais a vida social de muitos de seus colegas na escola preparatória de Nova York - Sebastian e Kathryn são ardilosos, visivelmente comprometidos com o fascínio de angariar prazeres próprios ao macular a inocência alheia. O elenco é encabeçado por Sarah Michelle Gellar - como Kathryn Merteuil: uma dondoca dissimulada, sociopata lasciva e doentia manipuladora; Reese Whiterspoon é Annette Hardgrove, a típica virgem inocente predestinada a um romance ilusório e Ryan Phillippe redefine a masculinidade sedutora como Sebastian Valmont, o nítido homem que prioriza conquistas sexuais e transas ocasionais como ato de sua tendência ao apreço pela conquista fácil. Haja insinuações, diálogos inteligentes e sexualismo profanado. Os personagens são movidos a luxúria, calculistas e astutos - tudo é muito elegantemente erótico.

Há contextos de homossexualismo, lesbianismo e a insinuação do incesto que fomenta os personagens principais, meio-irmãos. O softcore erótico tem uma bela combinação artística de direção de arte, figurino e ambientação de luxo de uma Manhattan da alta sociedade. Os diálogos ácidos em palavrões, grosserias e tramas recheadas de intrigas/fofocas é puro charme narrativo. O score proposto por Edward Shearmur é sensualidade, uma trilha sonora repleta de elegância e estilo incidental. O enredo demonstra uma sociedade mascarada, totalmente emblemática em futilidades e teias perversas de sexos como forma de garantir um falso prazer - ilusão de felicidade ou satisfação doentia? Há a expressão da imoralidade dos personagens para justificar a própria realidade tão insana que eles vivem. Ou não. Há uma reparação por parte do personagem de Sebastian, revela que todo ser humano amargura a própria perdição de uma integridade revelada no nada.

Afinal, todo homem que prioriza o sexo casual vulgariza a si mesmo? Será ele um ser destinado à solidão? Todo ser humano, querendo ou não, é um pouco romântico - ainda que não assuma isso. E o sexo mesclado com o dom de uma relação intensificada com a sinceridade do sentimento há de ser mais prazerosa. E é justamente essa questão proposta pelo filme: no jogo da sedução o que vale, por fim, é a valorização do sentimento e não do sexo ao acaso. Sexo apenas nada garante. Eis um bom retrato de uma sociedade pós-moderna, viciada em dissimulações, jogos sexuais e drogas - materialismo do novo século. A trilha pop tem canções de Placebo, Aimee Mann, Cocteau Twins, Blur, Fatboy Slim, dentre outros sucessos do final dos anos 90. Hits sexuais! O final apoteótico, ao som de Bittersweet Symphony do The Verve, caracteriza uma cena memorável que já entrou ao new cult da sétima arte. Tão ousado quanto irresistível, um filme que figura como novo clássico da modernidade cinematográfica.

Cruel Intentions (EUA, 1999)
Direção de Roger Kumble
Roteiro de Roger Kumble, baseado no livro de Chordelos de Laclos
Com Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Whiterspoon, Selma Blair, Louise Fletcher, Sean Patrick Thomas, Joshua Jackson

42 opinaram | apimente também!:

Cris disse...

Oi Cris,

Eu acho este filme de uma maldade realmente perigosa, porque é possível sentir o lado "evil" que pode estar em qualquer personagem, sem direito a inocentes, no entanto, não acho um clássico. Acho que ele tem um estigma forte de filme enfocado em jovens maldosos saídos da adolescência, por isso ele não sobe no meu conceito de clássico. Talvez a maldade dele seja clássica, aí sim, concordo com você!

Bjs

Mirella Santos disse...

Que ótimo texto sobre o filme, acho que não poderia ser dito melhor em palavras.
Pra mim o fiolme é neutro não odeio, mas também não amo. Já assiti várias vezes e adorei a atuação dos personagens Sebastian e Khatryn...
Há muita coisa interessante de se ver no filme, como o fato deles ("os irmãos") não acreditarem em amor verdadeiro e tentarem acabar com qualquer relacionamento... O fato deles tratarem sexo como um jogo e... É um filme intenso pra resumir, a cara do apimentário. Bjss Blogmurus

Luigi Lopes disse...

Oi Cristiano!!! Mais um post muito bem escrito. Anotarei a sugestão já que não posso comentar o filme, pois não assiti. Mas levando em consideração a obra literária que li, acredito que suas posições são como sempre bem precisas.

Marcio Melo disse...

O mais engraçado é que na época ninguém o considerava tanto assim como hoje, que já possui status de pequeno 'cult'.

Madame Lumière disse...

A Cris acima sou eu, Madame Lumière! rs

bjs

Gerson Avillez disse...

Não considero este filme sobre perversão, maldade, sexo e traição, mas sobre a redenção pelo sentimento sincero em estado bruto a exemplo de Sebastian, de como tal é capaz de tornar a pessoa alguém melhor, logo mais do que uma vítima de suas próprias armadilhas e jogos, acaba se salvando de coração por tal ao ficar preso nisto. Mas também funcionando como uma crítica contundente a sociedade. Excelente crítica ainda assim.

Clenio disse...

Oi...
Adoooooro esse filme, quando eu o assisti fiquei louco, porque suas personagens são amorais, inconsequentes, sensuais, lindos...
Beira a futilidade (tudo é muito bonito, chique, de classe), mas tem uma certa aura de permissividade que me interessa muitíssimo. Nem o final um tanto quanto moralista chega a estragar o prazer de assistí-lo ainda que eu ache que tem um público-alvo bem restrito (não acredito que aqueles que se consideram espectadores "sérios" de cinema o aplaudam). É uma "Sessão da tarde" beeeem apimentada e por isso mesmo deliciosa.
Mas não chega aos pés de "Ligações perigosas", que eu acho uma obra-prima (tudo bem, eu sei que eles tem objetivos diferentes, mas ambos vem da mesma origem...)
Bjo grande.

Alan Raspante disse...

Olha mais um filme desconhecido pra mim. Mas fiquei com muita vontade de ver, adoro Sarah e Reese.
xD

Nekas disse...

Já ouvi falar muito bem deste filme, tenho de colmatar esta falta...

Abraço
Cinema as my World

Marcos Eduardo disse...

Cris, mais uma vez "bato cabeca" para o seu dom da palavra escrita. Este filme, em particular, sou fissurado porque tem uma abordagem sobre a juventude americana (mas que se encaixa perfeitamente) na nossa realidade e revela uma faceta amoral e dissimulada do ser humano que nao tem limites em relacao a todos os assuntos e comportamentos. Pena que a continuacao nao estah nenhum um pouco à altura deste que eh sem duvida "um classico" do final dos anos '90.

Abraços e passe pelo Olhar.

Renato Orlandi disse...

Eu gostoooo de maldade, de insinuação de ver pessoas e situações inteligentes, sabe aqueles filmes que se piscar perde tudo adooooro, mas incesto, aaaaiai viu..... estraga um pouquinho... só dá certo em "do comeco ao fim" ahushasua... ok, eu confesso foi o lesb que estragou rs. bjuuu!

Juliana Barbosa disse...

Com certeza um marco na carreira de Reese- que depoois do filme casou-se com Ryan com quem dois filhos - Brilhante atuação de Sarah e texto, pra variar, muito bem redigido.

=*

Kamila disse...

Eu gosto pra caramba desse filme. Da maneira como ele atualiza uma história que não perde sua temporalidade. Da maneira como ele fala sobre as formas com as quais nos relacionamos, como nos sabotamos e como temos aquele instinto de arrependimento que nos faz querer consertar tudo. É uma história sobre o caráter falível do ser humano.

Jenson J, disse...

Para sempre será um 'cult' com os adolescentes, filme divertido, intrigante, interessante, bem atuado ... só que passa conforme o tempo! Gosto! SEBASTIAN! RS

Serginho Tavares disse...

adoro esse filme
uma excelente adaptação e pra mim até melhor que o filme do stephen frears com a glenn close

Cristiano Contreiras disse...

CRIS/MADAME LUMIERE: É pura deliciosa maldade este filme, sim! E eu acho que ele será um bom clássico sim, daqui a uns 30 anos! Aguarde, rs

MIRELLA SANTOS: Ah, acho que devia rever o filme, é delicioso e isso de achá-lo neutro é uma pena, Blogmurus! rs

LUIGI LOPES: Poxa, nunca viu este? Trata de ver, logo! rs

MARCIO MELO: Pequeno grande cult, rs

GERSON AVILLEZ: Oi, nunca mais tinha aparecido por aqui, hein? Concordo contigo, o filme tem toda uma boa abordagem que serve como crítica à sociedade!

CLENIO: Também adoro o filme! E eu sou mais ele que o Ligações Perigosas! rs

ALAN RASPANTE: Absurdo, vá ver o filme agora!!!! rs

NEKAS: Puxa, você também não viu? rs

MARCOS EDUARDO: Concordo e assino embaixo! Filme marcante do final da década de 90!

RENATO ORLANDI: Ah, não estragou tanto assim, vai! rs

JULIANA BARBOSA: Ju, a Reese não está casada mais com o Ryan desde 2005, acho! rs

KAMILLA: Concordo! Filme que também adoro!

JENSON J.: Sebastian, yeah! rs

SERGINHO TAVARES: Também sou mais ele que o filme Ligações Perigosas! rs Abs!

Mirella Santos disse...

Neutro! tirou a palavra da minha cabeça que eu não conseguia lembrar,mas ele não um Moulin rouge da vida ame-o ou deixe-o1 por isso eu o acho neutro.
Ain Cris já vi tantas vezes que nem sei se sigo sua dica dessa vez.

Luis Galvão disse...

Eu gosto tanto desse filme, e nem muito o porquê. 'Ligações Perigosas', de Frears, é um dos meus filmes favoritos de 'época' e esse daqui deu uma repaginada que não desmerece em nada o livro original. Fora o elenco que é formado por um ótimo time de 'adolescentes' talentosos.

Michael Doublott disse...

hey, adorei a postagem, ja me falaram sobre esse filme. saudades de vc, comenta lá no meu blog... :D

um abraço.. :D

Anônimo disse...

Boa Tarde, tudo bem?

Sou jornalista e faço parte da equipe de um grande portal que está sendo desenvolvido e será lançado nos próximos meses.

O portal se chama “ÉSEU” e será um guia de entretenimento e relacionamentos pessoais e profissionais. O conteúdo jornalístico do “ÉSEU” será dividido em matérias, dicas e notícias, que abordarão diversos assuntos, como: gastronomia, turismo, passeios, shows, arte e cultura, bares e baladas, moda e beleza, social e meio ambiente, entre outros.

Atualmente, buscamos blogueiros que possam escrever parar o portal. Lemos seu blog, o http://culturanordestina.blogspot.com/ e gostamos muito da maneira que você escreve e do conteúdo que é disponibilizado.

Gostaríamos de conversar mais com você, pois temos interesse em colocar, no portal, matérias, de sua autoria, sobre o conteúdo sobre cultura que vimos em seu blog.

Assim que possível, entre em contato comigo pelo e-mail jornalismo@eseu.com.br ou, se preferir, envie seu telefone ou outra forma de contato para conversarmos mais a respeito.

Atenciosamente,

Carla Costa

Reinaldo Glioche disse...

Não sei se chamaria de novo clássico moderno, mas é de fato um filme muito bom sim. Também, adaptado da obra que é, não teria como não ser. ABS!

João Fco. Viégas disse...

Adoro a cara desse filme!

Bah! Te falo em coisas bem pouco convencionais - alias, não é o termo certo!

Muito bem dissertado!

leo disse...

Um dos meus filmes preferidos , atores estão perfeitos e que final extraordinário , Ótimo texto.
Abraços

Hugo disse...

Com certeza é um versão jovem (quase teen) de "Ligações Perigosas".
O filme é interessante inclusive pelo elenco, que era jovem na época e que consegue passar toda a maldade dos personagens.

Abraço

Mateus, O Indolente disse...

Vi esse filme na tv, a muito tempo, hehe. É um filme interessante, mas não tanto.

Cinema para Desocupados

Marlon Vila Nova disse...

Ler sua opiniões a respeito dos filmes é sempre muito bom. Ler você escrevendo sobre meu filme predileto é maravilhoso. Segundas Intenções é o filme da minha vida, quem me conhece sabe o porque. Já assisti mil vezes e sofro por não ter conseguido adquirí-lo até hoje.
De qualquer forma, adorei seu texto. Trata o filme da forma como merece.
Bjos!

Elton Telles disse...

Todo mundo treinou no joelho ou na laranja as aulas que Sarah Michelle Gellar deu sobre beijo hahaha. Não fui o único nesse mundo! xD

Adoro "Segundas Intenções". Clássico da adolescência que vou levar pra sempre =)


abs, Cris!

TyZ disse...

Sempre considerei este filme fantástico, com cenas pesadas, mas um enredo brilhante, do início ao fim.

Paulo Vitor Cruz disse...

amor inocente?.. só mesmo o de pai p filho e de filho p pai...

abs grande.

Cristiano Contreiras disse...

MIRELLA SANTOS: Ah, uma pena, então!

LUIS GALVÃO: Eu também sempre gostei desse filme, sempre achei que ele fosse melhor e mais saboroso que Ligações Perigosas.

MICHAEL DOUBLOTT: Nunca viu este? Vá ver! rs

ANÔNIMO: Ok, já te respondi por email!

REINALDO GLIOCHE: Qual conceito de novo clássico? O filme tem seus méritos, valores!

JOÃO FCO. VIÉGAS: Que coisas 'poucos convencionais'? Não entendi!


LEO: Ótimo texto!

HUGO: É mais que uma versão teen! O filme é interessante, sim!

MATEUS, O INDOLENTE: Eu acho mais que interessante!

MARLON VILA NOVA: Segundas Intenções é um dos meus filmes prediletos também! Muito marcante!

ELTON TELLES: Eu não treinei nada disso! haahauahauha!

TYZ: Concordo!

PAULO VITOR CRUZ: Como assim 'amor inocente'? Abração!

Juh Rodrigues disse...

bom, inicialmente devo dizer: ótimo texto!
segundo... bem, eu ja vi esse filme umas 500 vezes,a ponto de saber falas e etc... sempre gostei do filme, desde q foi lançado, pois pra mim ele serviu como uma quebra de tabus ja que representava toda uma "juventude transviada" da nossa geração.
acho q esse é o ponto, não é ser melhor ou pior que o "Ligações Perigosas" , a questão é que se trata de uma geração diferente, e não Teen como foi dita, mas sim, a nossa.

PS: vale mencionar (ja q houveram manifestos de pessoas q naum viram o filme, por mais absurdo q isso possa parecer) .. q o filme possui mais duas continuações.

o Segunda Intenções 2 que se trata de uma história anterior ao primeiro, com os mesmos personagens porém outros atores. Chega quase a ser um filme B, pois não acontece nada de surpreendente e o tempo inteiro remete cenas do primeiro.

E o Segundas Intenções 3, bom esse sim vale como indicação. até a metade, o filme tem tudo pra seguir a fórmula do segundo e naum passar de uma tentativa de expremar mais suco de uma laranja usada. O filme é uma história posterior ao primeiro filme e é protagonizada pela prima da Katheryn, a Cassidy, tão má e tão maliciosa quanto. mas o filme ganha pela reviravolta fenomenal q acontece no final da trama.

acho q foi o suficiente

ps: parabéns pelo convite do jornal

Antônio Moura disse...

Adoro este filme e curto demais a trilha sonora! Show!!!

Rodrigo Mendes disse...

CRIS,

Valmont e Ligações Perigosas são os pais de Segundas Intenções.
Pena que virou franchise teen, mas o primeiro é muito bacana.

Lembro das sessões INTERCINE, rs!

O segundo revelou a Amy Adans que eu adoro!

Tenho simpatia pelo filme. Mas nao é clássico para mim. Ainda não saiu das fraldas. Vou esperar a acne e a meia idade deste filme ainda......aí sim será um clássico!

Abs!

p.s. minha favorita do cast é a Selma Blair..e a minha cena predileta é a do BEIJO lésbico, UIA... meu lado hetero-gay, rs!

Luiz Henrique disse...

Oi!

Este é um filme perigoso. Cada frame sugere mil perversões, todos os personagens não tem nada de inocente. Vi esse filme quando tinha quinze anos e causou um rebuliço na minha vida. Finalmente aprendi o que é a sensualidade; até então o máximo no gênero que se havia conseguido foi com Marlon Brando, lá na década de 50-60. É um filmaço, clássico mesmo, e Ryan Philippe tem a melhor atuação dele até agora. E tem a Witherspoon, que acho inexpressiva mas aqui manda bem também. Um grande abraço!

Cristiano Contreiras disse...

JUH RODRIGUES: Obrigado pelo comentário e forte presença! Eu dispenso as continuações deste filme, porque, pra mim, nem devem ser creditadas como 'continuações' de tão bizarras que são! rs Volte sempre, viu?

ANTÔNIO MOURA: Adoro também!

RODRIGO MENDES: Eu acho um novo clássico, sim! Daqui a 20 anos conversamos novamente sobre isso, tá? rs

LUIS HENRIQUE: Deliciosamente perigoso e que é um fascínio, né mesmo? O filme teve boas atuações, de fato! Eu gosto de Reese Whiterspoon!

Mischa disse...

Realmente, é um dos melhores que já fizeram.
O texto é seu mesmo? Parabéns! Ótima definição do conceito do filme!!! O.o
Vale lembrar que o título em inglês é "Cruel Intentions" - "Intenções Cruéis". ^^

Gustavo disse...

Cristiano, nunca vi esse filme inteiro, apenas umas partes na TV há muito tempo e recordo do final que, como você menciona, é memorável. Aliás, foi a primeira vez que ouvi The Verve na vida, graças a esse filme!

Marcus Costa disse...

Gostei do post. Só não concordo quando diz que todo ser humano é um pouco romântico. Faz parecer que existe um modelo de ser humano e que o que diferencia uns dos outros é a forma como se exterioriza certas características. É só pensar, por exemplo, que romantismo não é comum a todas culturas. Amor, sem falar de sua abstração, não é algo inerente ao ser humano.
Tirando esse detalhe, gostei bastante da escolha do filme. Assisti duas vezes. O filme já começa com uma música perfeita, "Every me every you" do Placebo. As atuações são muito boas e é uma atualização muito boa de "Ligações Perigosas". Você pontuou tudo de bom no filme.
Abraço.

Edson Cacimiro disse...

Uma bela adaptação do romance para os dias atuais e uma versão teen muito bem produzida de ligações perigosas.

eder disse...

Adoro muito esse filme, os dois meio irmãos sociopatas mais legais d todos os tempos.... hahahaha

Saulo S. disse...

Ótima crítica Cristiano, esse filme é ótimo, a versão original com a Glen Close é um clássico já, essa nova versão para uma nova geração já desponta para um dos novos clássicos, lembro de quando assisti esse filme, adorei, até porque sempre fui fã da Sarah Michelle Gellar, minha paixão adolescente hahaha

abraço

Marcio Nicolau disse...

Este filme me pareceu, particularmente, nocivo. Além de um tanto mórbido, me arrisco dizer. O que diz?

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