Juventude Libertária?

Como se expressa a juventude sem sucesso? O que torna um homem inseguro? A falta de perspectiva pode corrompê-lo? Se nada mais der certo representa a crua e contundente realidade do cenário brasileiro — é um estudo humanístico sobre as mazelas sociais, a desesperança pessoal e os conflitos dos incontornáveis distúrbios políticos. Decisivo filme que recobre a juventude sem perspectiva, com suas inseguranças e dificuldades para se vencer numa metrópole predatória. Dirigido com cuidado por José Eduardo Belmonte, é um filme que costura as dores de personagens solitários, onde o tom da perseverança se ausenta para dar vazão a um universo que reina a criminalidade paulistana. O filme centra-se no submundo humano, é através de pequenos, mas não menos profundos, personagens que a trama se evidencia. Léo (Cauã Reymond) é o jornalista que enfrenta problemas financeiros, sem emprego definido e uma vida insatisfeita devido às dívidas exorbitantes; Ângela (Luíza Mariani) divide o apartamento com Léo por quem é sustentada, tem um filho de seis anos e não consegue definir sua vida: depressiva, viciada em drogas e com tendências evidentes de imaturidade; a andrógena Marcin (Caroline Abras) que se veste como homem, lésbica assumida, trafica drogas e mantém uma conturbada relação filial com a travesti Sybelle (Milhem Cortaz); e há o taxista Wilson (João Miguel) que acredita precisar de um psiquiatra para dar sentido a sua vida insípida. O que une esses personagens? Belmonte, com texto co-escrito com Breno Alex e Luis Carlos Pacc, constrói seu recorte de realidade brasileira, através de cada personagem, para promover sua crítica: desprovidos de oportunidades, chances e realizações, esses humanos se unem para praticar golpes. E o perigo é gradual, é quando os delitos tornam-se perigosos. A cinematografia nacional encontra-se na sua melhor atmosfera, esse filme reflete bem o momento deste brilhantismo; no exercício da pós-modernidade que toma novo fôlego através de produção viabilizada por um talentoso diretor.

Como se libertar das armadilhas do destino que pode ser cruel? Como vencer numa cidade que não é fácil e tudo é um redemoinho de vícios, frustrações e agruras? O filme critica a realidade brasileira. Sob a caótica São Paulo, vista com um olhar amargo por Belmonte, é que seus personagens ganham sustância. Se nada mais na vida der certo? Há a chance de burlar o sistema através da criminalidade? Da perda da paciência por um mundo melhor e justo? Belmonte coloca seus personagens aflitos, pois culpam o sistema que limita seus universos sem oportunidades. Com a falta de dinheiro, os males são reforçados. Léo, Marcin e Wilson permitem-se aos golpes às instituições; gradualmente imersos numa teia onde não há escapatória. Roubam pessoas, infiltram-se em meios arriscados para obter grana para uma ilusão de mundo? E como acordar dessa realidade? Belmonte atiça sua câmera na percepção desses personagens que contestam a política; questionam suas fraquezas e envolve-se mais no submundo do crime. Abandonados, descrentes, vivem neste limbo brasileiro onde não há regalias às classes desfavorecidas. O tom frenético da montagem; dos diálogos naturais e do elenco talentoso evidenciam a ousadia deste trabalho cinematográfico. Determinam o grande impacto que causa. A fotografia de André Lavenere captura os tons avermelhados dos ambientes soturnos dos bordéis paulistanos; os close-ups investidos em cenas emocionais e as narrações em off dos personagens principais são pontos positivos.

O tom sexual permeia a trama, através da construção das personalidades e do comportamento provocante dos personagens. A representação da homossexualidade é centrada na figura masculinizada de Marcin, uma garota que expressa sua fisionomia dúbia por ser andrógena; imersa em cenários de uma vida frágil dentro de bares e cabarés onde se alimenta do consumo de drogas e de uma vida precária. O roteiro contorna a maneira como uma garota se adequa ao meio masculino, através de uma postura transgressora e sem trejeitos femininos. E há também a dimensão do aspecto do travesti Sybelle, um homem que mantém seu corpo de mulher, ainda que sua voz seja grave — as representações da androgenia e do transexualismo são aspectos da realidade, universo queer, e é a forma como o filme investe na sua provocação. O submundo é controverso, é sexualmente transgressor. Ora, a ebulição sexual também é característica da juventude indagadora? E Belmonte jamais julga seus personagens subversivos, somente evidencia que todos são humanos e não devem sofrer preconceito. Porém, ainda que os contornos da diversidade sexual sejam evidentes, o filme não se aprofunda neste condicionamento. Ademais, as interpretações surpreendentes de Cauã Reymond e de Caroline Abras produzem momentos emotivos que prefiguram o efeito dramático da narrativa.

É um trabalho que expressa a crise da juventude, ao se desdobrar nas questões das identidades problemáticas e na criminalidade, assim Belmonte ajuda a criar seu filme conscientizador. É interessante como os personagens são ambivalentes, afinal a moralidade é um questionamento bastante relativo. O que torna alguém ruim? Qual o sentido de maldade? Todo ladrão, só por roubar e cometer crimes, deve ser taxado como perverso? A trama envolve ao intensificar um olhar humano, sensível, aos personagens que são, incontornáveis, solitários. E Belmonte mostra que pra amadurecer é preciso sofrimento, talvez por isso o filme converta-se numa visão pessimista da realidade brasileira. Decerto, é um trabalho para acordar a sociedade. Eminentemente político por abarcar uma visão crítica — inclusive, na polêmica seqüência, que o trio decide praticar um assalto e se disfarça atrás de máscaras que reproduzem as feições de Collor, FHC e Sarney. E a trilha de Os Saltimbancos promove uma ponte com a politicagem pós-ditadura e hino das ações criminosas do trio. É possível abdicar dos princípios morais e afrouxar os valores próprios apenas para tentar vencer? Ainda que exista uma linha tênue entre o caminho da lei e da criminalidade, deve-se pensar na manutenção da ética incorporada à identidade, pois essa jamais deve ser extraída. Pequena obra-prima do cinema nacional. "Todos juntos somos fortes, não há nada a temer".

Se nada mais der certo (BRA, 2009)
Direção de José Eduardo Belmonte
Roteiro de Belmonte, Breno Alex e Luis Carlos Pacca
Com Cauã Reymond, João Miguel, Caroline Abras, Luiza Mariani, Adriana Lodi, Murilo Grossi, Milhem Cortaz

28 opinaram | apimente também!:

renatocinema disse...

Você me convenceu nas primeiras linhas. Me lembrei, não sei o motivo de Amarelo Manga e Baixio das Bestas a ler seu texto.

Vou procurar urgente assistir essa viagem a alma humana.

Bela dica para belo texto.

Por que você faz poema? disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alan Raspante disse...

Ainda não assisti, mas uma coisa pelo visto é certa: porque cargas d'água o brasil indica Lula para o Oscar com filmes com forte potencial como este?

A resposta om certeza, nunca saberemos de fato.

[]s

gabriel disse...

Putz, não é todo dia que se vê algo assim saindo do cinema brasileiro. Ainda não vi, mas depois de seu ótimo texto vou procurá-lo. Parece ser bem interessante.
Abraços.

Rafael Carvalho disse...

O Belmonte é uma grande surpresa dentre esses novos cineastas brasileiros que surgiram recentemente, e esse filme é um grande exemplo de competência em filmar vidas sofridas e desgarradas, seres errantes, mas com uma humanidade, um respeito por aqueles personagens que nos aproxima do drama de cada um deles ali na tela. Se João Miguel já era um grande ator, Carolina Abras se mostra uma bela revelação e Cauã Reymond, quem diria, mostra que sabe atuar de verdade.

Tô curiosíssimo para ver o filme novo dele.

Cristiano Contreiras disse...

RENATOCINEMA: Eu gosto de "Amarelo Manga" e "Baixio das Bestas" eu achei fraco - mas, nenhum desses dois tem a ver com o universo retratado de "Se nada mais der certo". Considero um filme único mesmo, procure.

POR QUE VOCÊ FAZ POEMA?: Este filme me surpreendeu demais também, nem esperava tanto. É muito bom!

ALAN RASPANTE: Vai entender, né? O caso é que "Lula" nem foi, por fim, selecionado pro Oscar. Ainda bem, porque não tem nenhum mérito aquele filme, ao meu ver.

GABRIEL: Procure o filme, você deve gostar! Aguardo um texto seu sobre ele, tá?

RAFAEL CARVALHO: Eu concordo integralmente com você! E Carolina Abras surpreende, se vivéssemos num mundo justo: ela teria indicação ao Oscar e tudo mais. Belíssima atriz! Também aguardo o novo filme de Belmonte.

Mayara Bastos disse...

Gostei dessa visão política do filme. E me surpreendi com ele e vale muito pelas atuações de Cauã Reymond e Caroline Abras.

Beijos! ;)

Wallace Andrioli Guedes disse...

Ótimo texto, Cristiano.
Assisti SE NADA MAIS DER CERTO quando foi exibido nos cinemas, há mais de 1 ano, e gostaria muito de revê-lo. Mas, agora, lendo seu texto e juntando as informações com a memória que tenho do filme, pensei numa possível aproximação deste com o Cinema Marginal das décadas de 60 e 70, em seu pessimismo radical em relação à sociedade brasileira, à política. Mesmo a narrativa fragmentada do filme do Belmonte força essa aproximação, por mais que, nesse caso, haja uma clara linha narrativa a ser acompanhada, diferente de alguns filmes marginais.
Enfim, SE NADA MAIS DER CERTO é um dos filmes mais criativos e impactantes do cinema nacional recente - e anseio por assistir aos outros longas do Belmonte, A CONCEPÇÃO e MEU MUNDO EM PERIGO. É um cinema inventivo, corajoso sem querer ser polêmico ou importante. Cinema que dá um frescor impressionante no universo cinematográfico atual do nosso país. Faço coro contigo: é uma pequena obra-prima.

Kamila disse...

Já ouvi bons comentários sobre este filme, mas ainda não o assisti.

Luiz Santiago disse...

Um dos nosso novos melhores filmes. Gostei muito de quando vi, e é muito bom ler a respeito.

Li os comentários, e discordo do colega Wallace, quando aproxima o pessimismo do filme ao do Cinema Marginal. Penso que o caráter político dessas produções '70 no Brasil difere desse filme que vai do macro unicamente SOCIAL para o micro pessoal, especialmente na questão da tentativa do ajuste dos desajustados. Entendo que a dinâmica à margem segue a mesma dos marginais, mas a proposta e mesmo o tempo histórico é outro, logo, se há marginalidade aqui, deveremos aceitá-la nos filmes do Beto Brant e do Cláudio Assis, e convenhamos que o FOCO e a INTENÇÃO são outras.

Gostei do texto, parceiro.

Um abraço.

HSLO disse...

Quero assistir. Gostei da sua análise.

abraços

Alyson Xyzyx disse...

É um bom filme que realmente se diferencia de muitas outras obras nacionais, mas não considero uma obra-prima de maneira alguma. Em certos momentos o filme parece que aperta pause e completa com cenas, sem um enredo em desenvolvimento. A fotografia do André Lavenere possui excelentes momentos, mas em outros achei exagerada pela escuridão que toma a nossa visão, isso, claro, quando estava fora do contexto da trama, sem possuir essa necessidade. No mais, realmente é um relato muito triste da situação juvenil na grande São Paulo e mostra os refúgios que cada um busca "Se nada mais der certo". Os momentos mais tristes no filme , para mim, são os que eles estão felizes.

Abraços!

Thiago Quintella de Mattos disse...

Sintomas da perda de caminhos, mas estão nos caminhos que mandam a emoção! Vem a tristeza, quem os salva? Mais uma boa apimentada na crítica de cinema Cristiano!

Cristiano Contreiras disse...

MAYARA BASTOS: Eu também gostei! e o mais interessante é como o filme retrata muito bem o universo juvenil com suas carências e problemas...Caroline está perfeita no filme!

WALLACE ANDRIOLI GUEDES: O tom pessimista do diretor em colocar os personagens sofridos, sem perspectivas, criam o universo realista que a obra transparece. Gosto muito do roteiro e acho que Belmonte é um diretor talentoso!

KAMILA: Confira logo, rs!

LUIZ SANTIAGO: A marginalidade é presente tanto neste filme quanto na contextualização do cinema Marginal, então vejo proximidade entre das duas esferas. E acho esse filme bem significativo!

Obrigado!

HSLO: Assista mesmo, acho que pode gostar! Obrigado.

ALYSON XYZYX: Eu não concordo totalmente contigo. Acho que o filme tem um roteiro bem torneado, caracterizado. A maneira como os personagens são delineados e a bela fotografi de Lavenere contribuem quanto à isso. E é mesmo um retrato amargo sobre a juventude brasileira...

THIAGO QUINTELLA DE MATTOS: Obrigado!

Luiz Santiago disse...

Cris, entendo que há uma contextualização marginal aqui. No sentido do banditismo e ações fora-da-lei. Mas nem todos os filmes do cinema marginal tinham isso. No Mojica Marins nem todos possuem. No Ozualdo Candeias, no Tonacci, nem todos possuem. Na minha opinião, se há uma proximidade entre SE NADA MAIS DER CERTO com a proposta do cinema marginal, ela se dá APENAS pelo já citado viés dos estar fora-da-lei. No mais, na minha opinião, não há. Até porque, sabemos que a nomenclatura MARGINAL, para a corrente, refere-se na verdade ao modo de produção e distribuição dos filmes, o que NÃO acontece com essa produção. Começa aí o meu veto de comparação.

Há marginalidade aqui? Sim. Sexual e social. Há marginalidade (nesse sentido) nos filmes do cinema marginal? Não em todos. Porque aí estaríamos livres para comentar que todos os filmes que trabalham a marginalidade estão em par com o Cinema Marginal. E essa afirmação não é verdadeira.

Fabrício Romano disse...

O filme é muito bom. Curto a citação no início dele: "Uma Sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha se vender a alguém." Rousseuau.
"Qual é a lógica de o rico roubar se ele já tem? A gente é ensinado a não roubar, mas não é ensinado a não ser roubado."
Abraço.

Fábio Henrique Carmo disse...

Não vi o filme, mas pelo seu texto parece ser muito bom. Vai entrar para a minha lista.

Com relação aos comentários acima sobre "Lula" ter sido indicado, afirmo que o motivo é o mesmo de "Última Parada 174" ter também levado a indicação: é um filme dos Barreto, a família brasileira que controla as indicações para o Oscar. É possível que também tenha tido influência do PT? Sim, claro. Mas o peso da família Barreto foi bem maior na parada, pode ter certeza disso.

bruno knott disse...

Se Nada Mais der Certo é uma grata surpresa. Ele se inspira na situação não muito animadora do nosso pais e permite várias indagações da nossa parte, como você bem apontou.

Tb acho que a narração em off trouxe ainda mais qualidade para o filme. Particularmente, sou fã de narrações em off e aqui ela foi usada com sabedoria.

Caroline Abras talvez seja o grande destaque em termos de atuação e tb concordo com a surpreendente atuação de Cauã Reymond. Se superou.

E no clímax, com a música e as máscaras, o filme se transforma em algo bem marcante.

Pena que passou meio batido por aí.

Abraços.

Cristiano Contreiras disse...

LUIZ SANTIAGO: É verdade, a única semelhança com o "marginal" é o sentido da premissa do filme mesmo - não em relação à produção ou a maneira como esse filme foi concebido, no seu estilo em si. Concordo. Noto que conheço pouco sobre o "Cinema Marginal", portanto não posso me aprofundar nisso direito...mas, seu ponto de vista é super válido! Obrigado por interagir tão bem com o Apimentário!

FABRÍCIO ROMANO: Sim, é um filmaço! E essas citações cabem perfeitamente com o filme, né?

FÁBIO HENRIQUE CARMO: Poxa, ainda não viu? Confira!
E, sinceramente, nem queria que "Lula" fosse indicado ao Oscar. Um absurdo, é o filme mais fraco de todos lançados no ano. O cinema nacional é muito mais que esse filme pretensioso.

BRUNO KNOTT: É uma bela surpresa mesmo! E concordo com seu ótimo comentário! Uma pena que poucos conheçam mesmo esse filme. Abraço!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Esse filme foi uma surpresa para mim. O Cauã está excelente.
Abraços

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Weiner disse...

Um dos grandes filmes nacionais do penúltimo ano, é feliz ao extremo por criar uma identificação e empatia imediatas com seus personagens - ao menos foi assim comigo. O elenco, claro, não faz feio.

O Antagonista disse...

Depois do que li no seu texto, me deu uma vontade enorme de assistir o filme. E vou fazê-lo!

Valeu.

Amanda Aouad disse...

É um belo filme mesmo, forte, viceral, realista. Gosto do resultado.

bjs

D. T. S. disse...

Eu sou do blog Resenha de Filmes.

Adorei o seu blog.
Na verdade fiquei até com inveja.
rs

Não fazia idéia que podia-se fazer tudo isso com um blog. Parece uma página da internet completa.
Queria até poder fazer o meu blog assim.

Fiquei até feliz porque gostou do meu blog.

Um abraço.

Pedro Henrique disse...

É esse o caminho! Você acerta em cheio ao falar da ambivalência dos personagens. O filme todo se desdobra por aí. Belmonte segue nesse cinema "nada dá certo", de câmera colada nos atores (sensação de angústia, etc), e tem funcionado. Mas o melhor filme do Belmonte é o Meu Mundo em Perigo (que curiosamente só chegou no circuito depois de Se Nada Mais der Certo, mesmo tendo sido rodado antes).

Abs!

Pedro disse...

Muito bom o comentário. Essa questão da juventude "fracassada" é mesmo o ponto central do filme. A foto que você escolheu para colocar ali embaixo me faz lembrar que essa foi uma das poucas vezes (junto com Odiquê) que vi Cauã atuar de verdade. O monólogo do inicio é fantástico. Bom filme e boa critica. Parabéns pelo site


www.cinelupinha.blogspot.com

Cristiano Contreiras disse...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR: Também me surpreendeu muito!

WEINER: Concordo com seu comentário!

O ANTAGONISTA: Pois assista, o filme é mesmo muito bom!

AMANDA AOUAD: É bem realista mesmo, Amanda. Eu também adorei o resultado deste filme!

D.T.S.: Ah, obrigado!

PEDRO HENRIQUE: Ainda não conheço "Meu Mundo em Perigo", mas como gosto de Belmonte, vou conferir este e te falo depois.

PEDRO: Obrigado pelas palavras! E este filme me fez refletir bastante, abraço!

João Lino disse...

Ótimo filme. Surpreendente retrato da juventude brasileira, que conquista o público através de questionamentos de valores e conduta. Recomendado.

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