Intimidades do amor

A superficialidade ou mesmo estereotipação do universo homossexual são habituais em diversos discursos cinematográficos da esfera LGBT. O cinema queer opta por escrever linhas narrativas onde homens apenas executem sua libido, reflexo da testosterona irrefreável. As lentes recorrem aos ângulos que traçam tramas onde o sexo parece ser a única preocupação no território gay — mas o que falar da afetividade que é uma característica sempre a ser discutida? O que torna De Repente, Califórnia um filme único é justamente no seu contorno mais visível: a homoafetividade sem nenhuma afetação. Eleito o melhor filme pelo público no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual de 2007, a película apenas quer ser natural, pois centraliza a problemática que acaba por ser a mais tenebrosa da humanidade: a dificuldade em viver um amor de verdade, neste caso o romance se restringe ao senso homossexual. Jonah Markowitz dirige e roteiriza sua idealização de “amor impossível” entre dois homens, como poucos filmes já mostraram. A trama oculta todos os clichês comuns de filmes gays, ausenta-se os comportamentos afetados ao colocar o confronto amoroso — e também sexual — de dois homens que apenas sentem-se atraídos.

A exploração afetiva é um critério primordial neste filme. Mas não deixa de ser explorada também a dimensão libidinosa, pois os dois homens envolvem-se nesse senso de atração. Existe a tensão do desejo da carne, existe o afeto íntimo. E Markowitz prefere tratar seus dois amantes como homens-másculos, sem as máscaras de estereótipos que condicionam gays a apenas representações afetadas — aqui vemos gays que praticam esportes habituais ao “universo hetero”, o surf. Aqui há homens que são enérgicos, de comportamento que expressa bem o grau de virilidade. Zach (Trevor Wright) é um garoto que tem que cuidar de uma família problemática. Administra as ausências maternas da irmã Jeanne (Tina Holmes), jovem negligente que prefere priorizar seus casos amorosos a cuidar do filho, e cuida do sobrinho Cody que o enxerga como um pai verdadeiro. Em toda sua vida, sempre se relacionou com garotas, sendo o último namoro ainda bastante marcante. Quando conhece Shaun (Brad Rowe), um escritor que volta para casa dos pais para escrever o próximo livro, é que seu destino sofre a catarse. Ambos tornam-se companheiros de surf, amizade crescente e um envolvimento revelador. Como conter os desejos que uma vida nunca apresentou? A amizade de Zach com Shaun gradua-se numa intimidade que nem mesmo eles entendem, é quando a libido é despertada por algo maior: um sentimento capaz de mudar tudo e a todos. A expressão de sua homossexualidade se torna o catalisador de todas as suas transformações. Zach percebe que o universo masculino é atraente e provoca variantes desejos.

O titulo original do filme tem muito mais sentido — “Shelter” significa abrigo. E é justamente esse sentido: Zach encontra em Shaun um conforto, um alicerce, um suporte. O amor é um abrigo que o acolhe, a proteção para todas suas dores humanas. É possível conter um desejo que parece transbordar de puro sentimento? Quando as sensações se confundem é que o ser humano mais vive em conflito — como representante militante sobre universo homossexual, é óbvio que este filme trata também das dificuldades de um homem aceitar-se na condição de homossexual, sem afetação alguma. Zach tem que enfrentar não só sua família, mas seu próprio interior que despreza esse sentimento que nunca havia explorado. Interessante que o roteiro é cuidadoso em mostrar como se fundamenta, e até inevitável é, a atração entre os dois — sequências de diálogos íntimos que contornam os olhares, a exploração da convivência, para depois externar a libido que é incontrolável. A primeira vez que ambos se beijam é natural, pura ternura, mas demonstra bem a química de desejo que esses dois homens vivenciam. A partir disso, inicia-se um discurso onde Zach tem que lutar contra privações, visto que há não só um desejo, mas um amor que é capaz de elevar suas percepções para um novo mundo. E o filme pontua a maneira como, quase sempre, o homossexual acaba por se auto-flagelar; a se punir por algo que sente, à beira do medo de ser descoberto pela sociedade predatória. Mas, como reprimir um tesão que nunca atenua? E como não se anular pelos preconceitos externos?

Ao contrário do que se espera, o filme não se concentra em diversas sequências de sexo. Porém, as que existem provocam, por conta do realismo e da forte propulsão maliciosa dois atores em cena. Tanto Trevor Wright como Brad Rowe não parecem tímidos nos diálogos íntimos, em beijos emotivos ou mesmo na cena onde transam pela primeira vez, momento que evidencia bem a tensão selvagem orgástica dos dois. Não é apelativo, mas é sensual. O que torna esse filme ainda mais justo com o universo homossexual é que ele lida bem com as dores, mas também com os prazeres adquiridos por essa sociedade homossexual que enfrenta o preconceito social, a aceitação íntima também. A direção de Jonah Markowitz prefere que os atores direcionem suas cenas, sem nenhuma ousadia estética, somente a da excelente harmonia interpretativa. Tanto os dois protagonistas como o restante do elenco pontuam muito bem as sensações, percepções e contextos humanos da diversidade sexual. A questão da homofobia é apresentada também aqui. Mais que uma discussão sobre problemáticas da opção sexual, é uma trama que aponta como é necessário escolhas — afinal, através delas, que destinos podem ser transformados a todo instante. Eis um exercício cinematográfico que desmistifica a concepção de homossexualidade como algo só trágico, afetado ou depressivo. Um filme sensível, íntegro e autêntico.

Shelter (EUA, 2007)
Direção de Jonah Markowitz
Roteiro de Jonah Markowitz
Com Trevor Wright, Brad Rowe, Tina Holmes, Jackson Wurth

31 opinaram | apimente também!:

renatocinema disse...

Terceiro comentário que leio sobre esse filme. Terceiro elogio.

Isso é um sinal, inegável que o filme merece uma visita urgente e sensível sobre essa obra.

Acho importante o filme e relevante a produção tirar o estereótipo de gays.

Entendo que a dificuldade de relacionamentos devem ser abordados de forma madura, sensível e emotiva, como parece que o diretor faz nessa trama.

Esse final de semana vou assistir.

Ccine disse...

Quando esse filme estava em cartaz em SP não fui assistir pq a sinopse não me chamou atenção. Achei q fosse mais um filme q explorava o sexo e não agregava nada, mas depois de ler sua resenha fiquei curioso.

Vou procurar para conferir.

Ótimo texto. Parabéns!

Gabriel Neves disse...

É um bom filme, e seu maior sucesso é a naturalidade. Não sei porque, por mais que já tenha visto alguns filmes onde a relação homossexual é explorada, esse foi o que me pareceu mais verdadeiro. Se eu não tivesse pesquisado, acreditaria mesmo que ambos os atores eram gays.
Gosto da forma como todo o filme se contorna no personagem Zach, em sua dúvida sexual, na negação familiar, no preconceito geral e no tesão irrefreável que você cita em seu texto excelente. Aos poucos é bom perceber como ele troca a autonegação pelo abrigo de amor e sentimento contido no próprio Shaun. E trabalhar com homossexualismo sem colocar estereótipos foi, com certeza, a melhor forma de se trabalhar De Repente, Califórnia. Acho que a única coisa que eu não gostei do filme foi o roteiro, que perde um pouco o ritmo; e as situações e motivações de outros personagens. Mas a relação do casal principal é belíssima.
Abraços.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não vi, mas me parece tão insosso. Só faltou uma participação especial da Julia Roberts... rs...
Estou com post novo sobre o tema: Amor Entre Homens no Cine Britânico.

O Falcão Maltês

sandra cristina disse...

Gostei demais desse filme que retrata as dúvidas e dificuldades do personagem Zach em aceitar sua própria sexualidade perante preconceitos, não só sociais, mas pricipalmente dos próprios familiares. zach além de oprimido, reprimia sua verdadeira identidade homoafetiva, por conta de uma irmã autoritária, opressora e egoísta.
Pude ver nesse personagem uma personalidade densa, infeliz até que conhecesse e aceitasse seu amor por Shaun. Esse amor o libertou daquilo que fazia dele um ser que ele não era.
Achei natural os diálogos entre os dois apaixonados com seus questionamentos existenciais e brincadeiras. Tudo me pareceu real.
Quando Zach experimenta um novo sentimento, até então não explorado devido a dificuldades de se aceitar homossexual, a beleza do filme explode!
Shaun, um homem vivido e bem resolvido auxilia na metamorfose do seu parceiro. Vamos percebendo passo a passo o processo de aceitação de Zach no mundo homoafetivo.Porque até então, ele era apático, sem vida própria. Vivia uma vida que se baseava naquilo que sua irmã impunha a ele.
Shaun e Zach transformam seus destinos a partir da auto-aceitação do personagem Zach. Só aí então Zach consegue encontrar seu caminho de volta a si mesmo. E entrega o seu amor a Shaun sem restrições e sem culpas.
O filme mostra o universo homossexual sem vulgaridades e não é apelativo. Porque possui veracidade sem os clichês tão explorados nessa temática.
Ótimas atuações. Além dos protagonistas, vale resaltar o talento da atriz Tina Holmes(a irmã Jeanne).
Ótimos roteiro e direção.
Sua resenha perfeita como sempre.
Você disse tudo!
Beijos.

Fernando Fonseca disse...

Uma versão realista e romântica do universo homossexual sem apelar para afetações. Principalmente, por tirar a imagem do gay como uma "boneca", Shelter merece destaque.

Entretanto, o filme é muito mais. É de uma simplicidade de estilo que o torna ainda mais envolvente e emocionante. Sem abusos e apelações, comove e excita como nenhum outro.

E o texto do Cris, deixa isso bem claro. Que bom que outras pessoas que não viram o filme por conta desse "pré-conceito" de filme gay estereotipado, possam dar uma chance para assisti-lo após as palavras do meu amigo.

M. disse...

Eu não assisti, mas se é algo que dignifica, sem esteriótipos deve ser bom. Sua escritura mais uma vez me tocou a ponto de assisti-lo. Vou anotar esse, mais um em filmes que quero assistir. Um abraço e ótima semana!

Marcos Nascimento disse...

Engraçado como, de tudo o que voce usou para descrever "Shelter", para mim o mais apropriado é a palavra 'único'. Único porque, quando eu penso em um filme que defina um relacionamento gay de fato (fora os comerciais demais como "Brokeback Mountain"), esse é o primeirão que me vem a cabeça.

"Shelter" é de uma ternura e leveza exatamente por tratar do assunto com naturalidade, da forma como tem que ser. Há a problemática do filme - até porque não haveria filme sem ela - mas a forma como o desejo dos amigos é retratada é realmente 'única'. Poucos conseguem captar isso na homossexualidade sem cair no estereótipo do super-afetado, do caricato ou do brilhoso.

Parabéns pelo texto e pela abordagem do tema, sempre tão enriquecedora.

Hudson Dalbem disse...

Concordo contigo, Cris. Vejo que o ponto central do "Shelter" é mesmo apresentar um universo gay bastante comum e trivial, diria até com certa banalidade, não no sentido de desinteresse, mas no de comum. Sem "purpurinas e lantejoulas", como li certa vez, o filme avança de modo extremamente atraente pelos conflitos de um personagem, que por uma ocasião é homossexual. Situar sua narrativa em um cenário que em nada remete à fragilidade e peculiaridades de outras obras gays, como o surf, mas sabendo dosar com um universo da arte, são trunfos que enxergo com muita eficácia pra discorrer a respeito dessa naturalidade homossexual. Acho que é uma construção extremamente respeitosa aos personagens e à situação e, como você disse, por isso tão interessante e enriquecedora.

Abraços!
Hudson

wellthon disse...

Não vi o filme, por problemas com meu pós-conceito com filmes americanos... Entretanto acho muito interessante essa perspectiva não tão fatalista e sexual que os filmes do genero possuem comumente.

Fiquei instigado a ver e ainda mais de discuti sobre.
Parabéns pelo texto.

George Luis disse...

Ainda não vi, mas já estou baixando!!!!
Assim que ver, venho comentar.

Ludmila. disse...

Lindo.

Vi o trailer por acaso no cinema (e não foi em shopping) e de cara gostei da abordagem. Muito tempo depois mais uma vez por acaso achei para ver.

Gosto muito. Pra mim um dos melhores com temárica homossexual. O filme é bem simplório e em alguns momentos até um pouco amador em questões de roteiro e técnica, mas compensa pela visão sensível e bonita do relacionamento dos dois.

Gosto muito e parabéns pelo texto*

Cristiano Contreiras disse...

RENATOCINEMA: Esse filme é muito interessante. Acho que a maneira como é explorado o sentido de romance homoafetivo, sem afetação, proporciona um contato mais íntimo com os personagens. Eu recomendo, é mesmo um filme maduro. Confira mesmo e depois me diga. Abraço!

CCINE: É justamente a possibilidade do diálogo do sentimento e afetividade entre dois homens que torna esse filme muito bom. Confira!

GABRIEL NEVES: Ambos os atores, realmente, convencem demais. Estão ótimos e bastante naturais, há uma entrega evidente. E eles têm uma boa química em cena, não? Também gostei disso e achei que eram realmente gays também, pra você ver como costumamos julgar. Acho que o filme sabe muito trabalhar diversas problemáticas, como a homofobia (a irmã de Zach que é intolerante) e a questão do homem que tem dificuldade em auto se aceitar. Não acho que o filme se perde no ritmo e discordo disso. Abraço!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR: Você não sabe, então, o que está perdendo! E eu gosto de Julia Roberts, nada contra. Até!

SANDRA CRISTINA: Concordo integralmente contigo, mãe. O filme mostra bem essas questões e a figura da irmã opressora do Zach irrita, né? Também gostei dessa evidência dos valorez da homossexualidade sem vulgaridade ou afetação, isso que mais me impressionou. Ótimas atuações mesmo, gosto de Tina Holmes desde que a vi em outras séries por aí. Obrigado! Beijo!

FERNANDO FONSECA: É mesmo, é um filme realista, direto. Me cativou. Concordo muito com seu ponto de vista aqui. Espero que não só gays se identifiquem com esse filme aqui, afinal ele tem seus méritos.

M.: Eu acredito que seja um filme que pode te sensibilizar, espero que goste, me fale depois, tá? Obrigado pela visita!

MARCOS NASCIMENTO: É justamente isso que mais importa, o filme tem uma integridade, é único. A maneira como o amor é retratado, em sua força natural, é de causar qualquer emoção em nós. É terno mesmo, concordo contigo. E só de não ter sido super-afetado, como a maioria dos filmes gays, bem sabemos, já vale o ingresso. Obrigado pelo comentário!

HUDSON DALBEM: Só em não vermos mais um filme sem aquele teor de sexualidade carregada, sem "purpurinas e lantejoulas", bem lembrado, me deixa mais satisfeito. A naturalidade, o roteiro cuidadoso e o elenco são ótimos, né. É mesmo, o filme respeita a sensibilidade e a opção sexual de cada um. Teu comentário foi ótimo, obrigado!

WELLTHON: Pois é, acredito que muita gente não espera que fosse tão sentimental, autêntico e livre de habituais estereótipos. Confira, que bom que ficou instigado. Abraço! Volte sempre!

GEORGE LUIS: Baixe e volte pra me dizer!

LUDMILA.: Eu vi o trailer logo que tinha saído em cartaz, fiquei interessado, conferi no lançamento. Depois, na revisão, pude conferir com maior cuidado. Esse é um filme transformador, ainda que "pequeno". Pode ser simplório, mas cativa e tem uma abordagem única que causa reflexão a qualquer um, né? Obrigado, volte sempre!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Foi um gosto ler este seu post.
Como faz para as imagens estarem
sempre a mudar? Gostava de saber.
Vou tentar ver este filme.
Um abraço

Marcos Campos disse...

O filme é ótimo mesmo, estou enganado ou vi ele aqui no seu blog há um tempo atrás, o que me fez baixá-lo da internet pra ver ??
Perfeito pois mostra um pouco o quanto um gay pode ser uma pessoa comum, no que se refere a vida e comportamento, gays trabalham, tem que suar a camisa pra sobreviver, tem problemas na familia, as vezes não são afeminados, simplesmente, gostam de outro homem, a unica coisa que querem é levar a vida da melhor maneira, amar e ser amado...as pessoas tem a péssima mania de imaginar o homossexual como algo diferente disso: uma pessoa !
Abraço !

Marconi disse...

Gostei muito do filme e achei muito emocionante. Ótimo texto.

José Francisco disse...

Gosto muito desse filme. É bastante eficaz naquilo a que se propõe.
E ótima análise, Cris.
Abs.

Kamila disse...

Eu gosto muito desse filme. Acho que ele é muito sutil no retrato que faz do personagem principal aceitando a sua sexualidade e entrando em termos com a sua família em relação a isso. É um bonito filme!!

Murillo Quintino disse...

Este filme me parece ser muito interessante, assim que possível vou procurar assisti-lo.
Vim aqui pra agradecer a visita
Uma ótima semana

Murillo
http://in-conditional.blogspot.com

Clenio disse...

Seria ótimo se mais filmes como este chegassem às telas, afinal não apenas de polêmicas e violência vivem as histórias de amor entre homens...
É um filme leve, delicado, romântico na medida certa e, ainda que passe uma visão quase utópica do amor é uma delícia.
E os dois atores são ótimos...

Abraços
Clênio
www.lennysmind.blogspot.com
www.clenio-umfilmepordia.blogspot.com

Matheus Fragata disse...

Acabei de ler o texto do Gabriel, Cris. Os dois estão elogiando, mas ainda estou com suspeitas para assistir este filme. O último filme que vi que abordava a homossexualidade deve ter sidoo maravilhoso "Milk". Este é tão bom quanto?
Abraços!

Cristiano Contreiras disse...

SILENCIOSAMENTE OUVINDO...: Obrigado! Essa imagem é, na verdade, um "gif" feito por mim. Veja o filme, sim! E me diga suas impressões, certo? Obrigado e volte sempre!

MARCOS CAMPOS: Eu nunca comentei dele por aqui, mas tinha dito que postaria anteriormente, aviso sempre aqui no "em breve". Eu acho esse filme sensacional, muito sensível e me deixou reflexivo. Como já comentei, são diversos aspectos que mexeram comigo, entende? E concordo e muito com teu comentário! Abração!

MARCONI: Eu também achei! Obrigado!

JOSÉ FRANCISCO: Eu gosto também e acho eficaz demais, me surpreendeu até. Obrigado, abraço!

KAMILA: Eu gosto da sutileza dele também e da maneira como estrutura bem os personagens principais e secundários. Belo filme mesmo!

MURILLO QUINTINO: Eu recomendo, espero que goste! Abraço!

CLENIO: Eu acredito que, aos poucos, filmes da esfera homoafetiva ganhem mais espaço nos circuitos. Assim espero. De fato, o filme é ótimo e os dois atores principais têm uma bela química, como disse no meu texto. Abraço!

MATEUS FRAGATA: Eu espero que você, como te disse, absorva os sensos mais cruciais deste filme - sensibilidade, afetividade, relações íntimas de dois homens que se amam e se precisam. O filme tem um bom roteiro. É simples, mas eficaz. Eu acho "Milk" interessante, depois revisarei ele para captar mais suas ideologias, aproveito para comentá-lo aqui. Abraço!

Bruno Carmelo disse...

Oi, Cristiano,

eu não assisti a este filme, mas sempre fico com um pé atrás quando o assunto é a representação da homossexualidade no cinema. Por um lado, não seria bacana representar apenas pessoas afetadas, por outro lado o fetiche do homem ultra-musculoso e viril também corresponde a um outro clichê do gay contemporâneo. E mesmo assim estes dois existem fora das telas, então como representá-los sem dar a entender que todos os outros gays são assim? Talvez seja legal a interação (afetados, musculosos, tímidos, nerds, sensuais, extravagantes etc.), talvez seja interessante não fechar os musculosos com outros musculosos, e centrar a "loucas" em gaiolas de loucas.

O mesmo vale para o afeto, e a dificuldade de representar o sexo sem dar a entender que os gays só procuram o prazer.

Pelo jeito este filme é curioso, vou ver se consigo vê-lo.

Pedra do Sertão disse...

Também irei conferir!

Rodrigo Mendes disse...

Bacana o seu texto e faço coro!
Eu vi esse filme em 2007 e lembro que ele não "abriga" nenhum estereótipo e afetações como você diz. É um cenário diferente e lembro-me de uma fita meio "Armação Ilimitada", rs!

Quando eles querem, o cinema independente se demonstra melhor que produções de ponta.

Abs.
Rodrigo

Saulo S. disse...

Esse fime é bem interessante para desmistificar o gênero "filme gay", pois o amor demostrado aqui é é universal, seja entre homens, entre mulhers, ou um casal hetero. Outro fator interessante do filme é que não questiona a sexualidade dos personagens, eles simplismente se amam e o genero do parceiro não é uma questão, não há preconceito em aceitar um amor por outro homem. Ótimo texto Cris. Beijos

Edson Cacimiro disse...

Um filme bonito, nada mais que isso, as coisas acontecem muito rápido quase nem da pra acreditar e no final tudo da certo. Mas pelo menos os diálogos não são tão clichês e piegas.
www.osenhordosfilmes.blogspot.com

abç
Edson

Mayara Bastos disse...

Esse filme ficou pouquissimo tempo nos cinemas daqui, nem sei se tem DVD, mas fiquei curiosa em procurar por ele depois de seu texto. ;)

Celo Silva disse...

Cris, parabens por mais um excelente texto, me aguçou a curiosidade, priincipalmente como o relacionamento é tratado. Talvez confira qq dia desses. Grande Abraço.

Hugo de Oliveira disse...

Esse filme é perfeito...gostei muito. Antes mesmo de ser laçando aqui no Brasil, tive o prazer de assistir e fiquei apaixonado pelo roteiro, pelos personagens, pela trilha sonora e pela fotografia do filme.
Outro filme com essa mesma linha é Bangkok Love Story...já assistiu? Muito bom.


Ah! posso publicar essa resenha em meu blog, com intuito de compartilhar com meus leitores e seguidores.


Abraços

Cristiano Contreiras disse...

BRUNO CARMELO: Eu acho que seria bacana o cinema queer mostrar mais com sensibilidade e menos estereótipos o universo. Sem apelar pro sexo, apenas. Mas, concordo com teu ponto de vista, sim. Seria bom colocar todos tipos de "gays" reunidos, num convívio. Depois assista a esse filme, tá? Abraço!

PEDRA DO SERTÃO: Confira, sim!

RODRIGO MENDES: Obrigado! Acho que é um bom filme, natural, sem afetação e o cenário "surf" deu um clima bem legal pra trama. Abraço!

SAULO S.: Um filme que desmitifica mesmo o gênero homossexual, com cuidado e é envolvente. O filme não julga mesmo os personagens, isso que eu aprecio nele!

EDSON CACIMIRO: Não acho que tudo ocorre rapidamente, pelo contrário, os acontecimentos acontecem e respeita os personagens!

MAYARA BASTOS: Esse filme acha fácil pra venda e locação, eu peço que procure! É um filme bem sensível! Abraço!

CELO SILVA: Obrigado, amigo! Se puder, confira o mais rápido possível. Abraço!

HUGO DE OLIVEIRA: Concordo contigo! São elementos perfeitos no filme. E também acho a trilha sonora cativante! Eu não vi, ainda, esse "Bangkok Love Story", mas a dica está anotada aqui. E sim, claro que pode compartilhar meus textos no seu blog, mas coloque as referências lá e me avise, tá? Abração!

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